Hoje foi dada uma grande notícia: Minas Gerais foi o Estado onde ocorreram menos acidentes nas estradas federais no feriado prolongado de carnaval e, comparando-se com o mesmo período do ano passado, teve a maior queda em número de mortos e feridos em se tratando das demais rodovias que cortam os demais estados da União. Muito bom, mas eles, ou seja, o governo e a Polícia Rodoviária Federal, esqueceram-se de mostrar um outro dado: aqui em Minas Gerais está instalada a maior malha rodoviária do país e, por conseguinte, as rodovias em pior estado de conservação e sem estarem duplicadas. Isso faz com que os congestionamentos sejam eternos em época de feriado.
Bom, mas tirando a Fernão Dias (Minas a São Paulo), a BR-040 (Juiz de Fora ao Rio de Janeiro e no trecho entre Belo Horizonte a Sete Lagoas) e da capital até Nova Serrana, as demais são apenas estradas de pistas duplas e olhe lá! Se estiver enganado, me corrijam, por favor. Portanto, mais que óbvio ter sido o Estado com o menor índice de acidentes.
Por quê? Por uma razão muito simples. Quem viajou de Belo Horizonte ao litoral capixaba, por exemplo, e teve de enfrentar a BR-381 (entre Belo Horizonte a Monlevade), e depois a BR-262, até Vitória, no sábado de carnaval, gastou em média 15 horas de viagem, para percorrer cerca de 520 Kms. Façam a conta (porque sou péssimo em Matemática) para ver quantos quilômetros o motorista percorreu por horas. Portanto, caros federais, não há como ter ter acidentes porque nem há como ultrapassar. A não ser que o motorista tenha um ataque de loucura – como no filme “Dia de Fúria” – e saia matando, a começar por essa classe de políticos corruptos.
Então, tá… E viva a BR-381, seus desgovernantes de meia pataca.