Archive for dezembro \31\UTC 2008

Entra Quintão e Ferramenta dança… pelo menos por enquanto

31 de dezembro de 2008

Recebi ontem a informação de um amigo do Vale do Aço que, por determinação do TSE – Tribunal Superior Eleitoral –, o prefeito eleito de Ipatinga, Chico Ferramenta (PT), teve o diploma cassado e a posse será dada amanhã, 1º de janeiro, ao atual prefeito daquela cidade, Sebastião Quintão (PMDB), o segundo mais votado nas eleições de cinco de outubro. Ele (Ferramenta) teve as contas reprovadas durante o seu primeiro mandato, no período de 1989/92. A diplomação de Ferramenta – que ocuparia pela quinta vez o comando do Executivo de Ipatinga – foi feita no dia 18 de dezembro.

De qualquer forma, após se encerrarem as férias forenses, a coisa voltará a ser julgada e, como ocorreu na vizinha cidade de Timóteo, vai ser um entra-e-sai danado. Uns dias governará Quintão e outros Ferramenta. O ideal seria marcar novas eleições, mesmo porque o Tião “Ditador” Quintão também está com um processo junto ao MPE – Ministério Público Estadual – por ter sido acusado de usar a máquina administrativa durante a campanha eleitoral. E deve também perder em segunda instância.

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A Promessa não cumprida da nova Presidente

31 de dezembro de 2008

Como na polícia não há verdade que dure 24 horas e promessa de político nunca se cumpre (ou quase nunca), “agradeço” à minha querida amiga Dorinha Machado por também não ter cumprido a promessa que prometeu (parece redundância, mas é para ficar bem explícito).

No dia 6 de outubro deste ano, um dia após as eleições municipais, ela e o marido, meu amigo Elgen Machado (Machadão) – a quem sempre tive muita consideração e sou grato – disseram a mim que a Dorinha estaria na disputa pela presidência da Câmara Municipal e que este jornalista que vos escreve seria o assessor de Comunicação da Casa Legislativa – cargo que ocupei por seis anos, no período de 1995/2000. Agradeci. Outras vezes a promessa voltou a ser declarada. Mas, como sou macaco velho (meu tempo de foca já se foi faz anos), em nenhum momento tal convite antecipado me entusiasmou, mesmo porque não posso abrir mão do Morro do Geo e nem de minha coluna diária no Diário do Vale. Apenas aguardei o desfecho da história. E ela se deu. Dorinha será eleita presidente e outro nome irá ocupar o cargo de assessor de Comunicação. Coisas da política e dos acordos muitas vezes escusos fechados na calada da noite, nos porões. Afinal, na política os interesses são maiores que a decência.

O próprio Machadão e a Dorinha viveram, exatamente oito anos atrás, o episódio envolvendo o ex-vereador José Benísio Werneck, que se rendeu e se vendeu ao PT para ocupar a presidência do Legislativo. E o acusaram energicamente, assim como ao também ex-vereador, já falecido, José Couto. E eles se lembram das trapaças da época. Mas, sem mágoas e sem revanchismo, porque a minha admiração pelo casal Elgen e Doliris está muito acima de qualquer traição. Abraços e Feliz Ano Novo!

Mais um ano indo pras cucuias

31 de dezembro de 2008

Palavra da linguagem coloquial, sem nenhum lado culto. Mas é assim mesmo: mais um ano indo pras cucuias e com ele a esperança de um ano melhor, com mais tudo: mais dinheiro no bolso, mais saúde pra dar e vender, mais amor, mais saudade, mais tempero e mais comida. Mais beijos, mais abraços, mais sexo e mais rock in rol. Drogas, tô fora! Um novo ano para os anos novos que significa renovação, paz. Como a ave Fênix, que veio das cinzas.

Pois é, caros leitores de plantão, desejo a todos muito sucesso em 2009. E vamos começar aquela caminhada, aquela dieta, menos cerveja e fora a cachaça. Tem gente que até irá “parar” de fumar. Nem a merda do baseado. As coisas irão mudar e a crise vai pro saco, se Deus e o mercado econômico assim desejarem. Amém! Então, é Ano Novo, que começa já a partir da zero hora de amanhã, uma quinta-feira e que apareça com ele a luz.

E mais um detalhe: este ano novo começa com prefeitos novos. Em Monlevade, às 10 horas, no Teatro Antônio Gonçalves, posse do prefeito Gustavo Prandini, do vice-prefeito Wilson Bastieri e dos dez (disse dez) vereadores, entre eles seis novatos. E a presidência da Câmara Municipal a cargo da vereadora Dorinha Machado. Sucesso a todos e que Gustavo consiga realizar as suas propostas de governo. Boto fé, apesar da crise. Ganhará Monlevade e seu povo.

Motoristas estão brincando com a 381 entre Monlevade e BH

27 de dezembro de 2008

Somente esta semana viajei para Belo Horizonte por três dias consecutivos (quarta, quinta e sexta-feira) em meu carro e, infelizmente, foram vários os acidentes que presenciei na estrada, a qual considero uma das mais perigosas do país. Afinal, em um trecho de pouco mais de 100 Kms são cerca de 200 curvas, ou seja, para cada 500 metros uma curva. E muitas delas com o rodo inverso, puxando o veículo para o lado da contramão da pista. Sem contar as pontes inacabadas, falta de sinalização, alguns buracos e trevos feitos na coxa. Mas, a principal causa dos acidentes não é literalmente a estrada, mas os motoristas. Estes sim, são um bando de irresponsáveis e que pensam estar dirigindo no quintal de suas casas ou em campo aberto, do qual são donos.

Pois bem, mas nesta época de final de ano, há uma combinação “perfeita”: estradas lotadas devido aos feriados, chuva constante e, somados a estes itens motoristas imprudentes, sem contar aqueles condutores de final de semana, que dirigem como se ocupassem uma rua da cidade onde moram, em baixíssima velocidade trafegando na pista da esquerda. São estes maus motoristas que provocam tantos acidentes e que matam tantas pessoas inocentes. Agora, um outro agravante: ontem, com a estrada simplesmente tomada pelos veículos que desciam para o litoral, no trecho entre Monlevade a BH, não avistei uma Patrulha sequer da PRF na estrada. E o movimento intenso. Primeira solução para que miniminize a carnificina nesta 381, porque aqui são vidas e não estatísticas: retornar com os radares, porque só mexendo no bolso que o brasileiro toma jeito.

Magela está de volta

27 de dezembro de 2008

O amigo Geraldo Magela (Magelinha do PT) está de volta a Monlevade. Ele e sua esposa Vaninha chegaram à cidade na segunda-feira, 22, mas os “olhudos” de plantão podem ficar sossegados que ele não vem para tirar a vaga de ninguém no governo de Gustavo Prandini. O jornalista e sua esposa vieram para passar as festas de final de ano com seus familiares e, segundo ele, estão muito bem no Distrito Federal. Portanto, nada de pânico. No mais, o Magela é aquele cara que faz muita falta em Monlevade, através de seu tempero, de sua amizade e da criatividade artística. E aqui do Blog desejamos sucesso a ele e à patroa.

Saudade do Ramp´as

25 de dezembro de 2008

Durante as décadas de 1970 e 1980 vivemos uma época de ouro naquele que foi o bar e restaurante mais tradicional da cidade, ali na Rua Siderúrgica, início do morro do Geo. Era o Rampa´s que, depois de ter sido o Bar do Daniel, transformou-se no point dos monlevadenses, tanto da classe proletária quanto da chefia da Usina. Ali não havia distinção de raça, credo religioso e nem condição social. Bastava não ser chato e respeitar o ambiente, comandado pelo Laudelino e o Antônio. Ficaram conhecidos como “Laudelino e Antônio do Rampa´s”.

Tinha meus 18 anos quando comecei a freqüentar o bar. Namorava ali na Rua Piracicaba, nº 5, com Valéria, filha de seu José Vieira e de Dona Diva. Às sextas e sábados, depois de sair pontualmente às dez da noite da casa da namorada (naquela época não se namorava após 22 horas) descia direto para o Rampa´s. E lá sempre havia os colegas de papo e de copo, entre eles os saudosos Luiz do Cavaco e Zaru, Gaguinho, Marilton, o também saudoso Renato Lage, Lúcio “Escovão”, Pauleta, Jader e mais uma turma de gente boa. A grana era curta, mas sempre dava para uma gelada e o Risoto de Frango. O mais saboroso que já provei, e que era dividido pela turma. E quantas vezes não saímos dali a pé, de madrugada, até a Vila Tanque. Ou até Carneirinhos, para fechar a noite com chave de ouro no bar do saudoso alfaiate Pelé, no início da Getúlio Vargas.

Ah, e o tratamento dado pelos garçons do Rampa´s, quanta saudade! Jair Batuta, Eli, Pelé, Orlando e a criatividade em apelidar os pratos e bebidas mais servidos na Casa. Cada qual no seu posto. Coca-Cola era “Detergente”, filé tala-larga era “Rodovia Belém/Brasília”, cachaça era “Antibiótico”, ampola era “Cerveja”, pinga com limão era “Vitamina C”. Sem falar ainda no “Suco de Urubu”, que era o café; na “Catraca de Canhão”, que era o conhaque; na “Frutinha Penosa”, o ovo; no “Sonrisal”, o marmitex e, para finalizar, o “Freio de Mão”, famoso e tradicional PF (Prato Feito). Quanta criatividade e bom humor. Saudade daquele início do morro do Geo!

Pois é, mas o tempo leva tudo. Menos as amizades que ali foram construídas e dos personagens que fincaram suas histórias no balcão e mesas do Rampa´s, personagens metódicos e fieis. Os verdadeiros botequeiros “rampistas” mais famosos que por ali passaram na época em que freqüentei o estabelecimento. Desde o senhor Eduardo Dias, que morava bem em frente ao Rampa´s, até o operário mais politizado da terrinha, grande Pedrosa, hoje residindo em sua terra-natal, conterrâneo do garçom Agostinho e do mestre e saudoso Telê Santana, Itabirito. Sempre com seu jornal ou uma revista “Veja” às mãos. Também me lembro do saudoso Laércio “Santa Bárbara”. Sempre em seu canto, no balcão, tomando sua cervejinha e uma branquinha, assim como o irmão Lauro, grande corneteiro. O José Geraldo, o único magro que conheço com o apelido de “Gordo”. Altos papos nas altas madrugadas de três às onze. Basta o apito da Usina soar que lá vinha a boa conversa jogada fora.

E eu me imagino assentado naquela varanda, em frente à grande tela feita a quatro mãos, pelos artistas e saudosos Gerhart Michalick e Márcio Diniz, inspirados na lagoa do Aguapé. E também de frente para as mangueiras da Rua Beira-Rio e do rio Piracicaba, assistindo a tudo e vendo passar pela minha cabeça aquele filme que nunca ficou esquecido em minha memória. E vivendo a Monlevade de ontem no presente, como se não existisse o passado. O Rampa´s, os seus personagens e um cenário inesquecível. Axé, Laudelino. Axé, Antônio. Vocês foram os caras da noite monlevadense.

Apelidos da Vila Tanque

25 de dezembro de 2008

Apelido é uma coisa interessante e quem na infância não teve um? Várias pessoas são conhecidas pelo apelido e muitas vezes só mesmo os familiares sabem o seu nome de batismo. E, como morador criado no bairro Vila Tanque, fioz uma pesquisa junto aos também vilatanquenses Miguel Moreira, José Afonso e Márico Mendes (Paci~encia), durante uma conversa em um bar no Mercado central, em Belo Horizonte. Enre uma cerveja e um tira-gosto chegamos a algumas alcunhas de antigos e novos moradores do Vila Tanque, além de alguns que já se despediram. Vamos a elees:

Queirão, Zé do lixo, Maria Buzina, Curnicha, Flamengo, Beiçola, Tião Rinchão, Tião Tavera, Nadim, Gatão, Manaia, Cascalho, Curió, Maroca, Tatão, Zé Teco, Maria Sanfona, Zé Liga, Nico Mão-Leve, Garrafinha, Lulu, Gê, Sambanga, Jiboia, Pecinha, Zé Minhoca, Pão Doce, Pelé , Gordurinha, Piu , Zé Roxinho, Boi, Cuia, Zezinho, João Peixe, Juá, Zé Leão, Zé da luz, Tião Pipoqueiro, Luís Catarro, Zim Navalha, Zé Soldado, Testão, Galo Capão, Juca Moiado, Dilcim Doido, Nico Estrela, João Veio, Boca-Torta, Cabeçuco, Paulo Doze-Doze, Tatu.

Obs: Você que tem acesso ao nosso Blog e caso lembre-se de mais apelidos, é só encaminhar para a gente, que publicaremos.

Muita Paz e Saúde

24 de dezembro de 2008

No mais, aproveitando a época, desejo a todos aos leitores deste Blog muita saúde e paz e que o Natal seja tempo para reflexão. E mais: em apenas um mês, mais de dois mil acessos foram registrados aqui e isso nos faz crer que estamos no caminho certo. E que Deus possa nos ajudar a trilhar sempre os caminhos corretos neste novo ano que se aproxima. Axé e muita adrenalina de emoções. E como escreve o poeta, “deixa a vida nos levar”…

Uma Banana para a crise

24 de dezembro de 2008

Recebi na tarde de ontem um e-mail sobre a crise. E transcrevo o documento na íntegra, pois muito tem a ver com o momento e mais, a época, final de ano, tempo de reflexão. Com vocês, uma auto-ajuda para driblar a crise, de um amigo piracicabense:
“A crise é a melhor benção que pode acontecer a pessoas e países porque a crise traz o progresso, a criatividade nasce da angústia e o dia lindo vem do ventre da tempestade escura. É na crise que surge a invenção, a descoberta, a reflexão e as grandes estratégias do “marketing” do amor. Quem supera a crise, supera a si mesmo, sem ficar superado. E quem pendura no gancho da crise seus fracassos e lamúrias, violenta seu próprio talento e tem mais respeito a problemas que soluções.

A crise é uma farsa, a não ser a crise de incompetência, pois o problema de pessoas e países é de autogerência. Sem crises não há desafios, sem desafios, a vida é rotina que chama o túmulo. Sem crise ninguém tem méritos. É só na crise que você mostra que é bom, pois sem crise toda tempestade é carícia. Por isso, falar da crise é promovê-la e calar na crise é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhe duro, desinflacione a crise de você mesmo e acabe de uma vez com a única crise ameaçadora que é a da tragédia de não saber por onde começar” .
Werly Sales Martins

Mauri que levou a fama

23 de dezembro de 2008

Alguns integrantes da Família dos Bicalho, do Pé de Porco, não podem nem mais ouvir o nome do deputado Mauri Torres. Segundo eles, o parlamentar teria traído ao vereador Luiz do Açougue, ao pedir votos para Sinval Jacinto e Guilherme Silvério. Desde então, não convidem Mauri e principalmente as mulheres da família para uma mesma mesa.

No entanto, na noite de ontem, durante uma reunião informal na casa do jornalista Márcio Passos, tomo conhecimento de que o empresário Eustáquio Bicalho (ex-Pé de Porco e hoje Dibisa), irmão do Luiz do Açougue, teria doado mil reais em óleo diesel para o vereador Sinval Jacinto Dias abastecer a sua velha Camionete durante a campanha deste ano. Então, a fama teria de ser dividida entre o Mauri e o Eustáquio. Quem tem um irmão desses, héin!…