Archive for fevereiro \28\UTC 2009

Ipatinga terá novas eleições

28 de fevereiro de 2009

O TSE determinou novas eleições para escolher o prefeito da vizinha cidade de Ipatinga, no Vale do Aço. Isso porque o prefeito Sebastião Quintão (PMDB) foi cassado na tarde de ontem por ter sido condenado pelo Ministério Público Estadual de ter usado da máquina administrativa durante a sua campanha no ano passado, quando tentava a reeleição.

A história de Ipatinga vem desde a campanha. Isto porque o ex-prefeito Chico Ferramenta quase foi impedido de sair candidato ao Executivo, pois teve suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas, quando prefeito em Ipatinga pela primeira vez, entre 1989 a 1992. Mas, conseguiu decisão favorável e saiu candidato. Venceu as eleições de 3 de outubro e chegou a ser diplomado, em 7 de dezembro. Mas, um dia antes da posse, teve o diploma cassado e o segundo colocado no pleito, Sebastião Quintão, foi empossado em 1º de janeiro, iniciando seu segundo mandato. Mas, também com problemas na Justiça Eleitoral, acabou sendo cassado e o presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, Robson Gomes (PPS), assumiu interinamente o cargo de chefe do Executivo Municipal nessa sexta-feira, 27, e o TER já determinou que haverá novas eleições em Ipatinga.

quintao
O ex-prefeito Quintão (PMDB), cassado por uso da máquina na campanha

Quais nomes para o próximo pleito?

28 de fevereiro de 2009

Com Chico Ferramenta fora da disputa, o PT tem três opções para lançar nas próximas eleições na capital do Vale do Aço. São eles o ex-deputado Ivo José, a vereadora Lene Teixeira e a deputada estadual e esposa do Chico, Cecília Ferramenta. No entanto, segundo lideranças do próprio partido na região, todos três nomes são considerados fracos. Já o ex-prefeito da cidade e ex-deputado, João Magno (envolvido no Mensalão), é carta fora do baralho, mesmo porque não goza da simpatia do grupo “Ferramenta”. Mas a candidata que obteve o terceiro lugar nas eleições de outubro, com expressiva votação, a deputada Rosana Reis (PV) é um nome que pode surpreender e sair vitoriosa nas próximas eleições, cuja data ainda está par ser marcada. Pelo lado de Quintão ainda não há um nome com chances de surgir como candidato.

Um pouco da nossa História: Acrísio Engrácio

28 de fevereiro de 2009

Falar da história de João Monlevade, temos de citar o grande Acrísio Engrácio, um homem que viveu à frente do seu tempo, sendo o primeiro monlevadense a gravar um disco. O LP foi gravado em homenagem ao Dr. Louiz Ensch, diretor da Belgo-Mineira e que havia falecido recentemente.

Acrísio trabalhava na Usina e também foi eleito vereador por João Monlevade, fazendo parte da 1ª formação da Câmara Municipal após a emancipação. Entre outras atividades, ainda criou o “Acrizobol”, um esporte aquático praticado no rio Piracicaba e que tinha centenas de crianças como adeptas do esporte, mas tinha mesmo como paixão a música. Um homem para ser lembrado.
acrisio-engracio-com-nilza-e-catarina
Acrísio deixou seu nome na história e aqui aparece ao lado de Nilza Roberto e Santinha Machado (Tuca), escolhidas pelo artista como madrinhas do disco

agriso1
Aqui o Mestre Acrísio Engrácio e os meninos que praticavam o “Acrizobol”, um esporte aquático inventado por ele muito antes do Polo Aquático

Revanchismo político e a Gentil Bicalho

27 de fevereiro de 2009

Monlevade tem seus problemas assim como todas as cidades, mas por aqui, na terra do francês, algumas questões são atípicas. Na noite de ontem, entre uma cerveja e outra, conversávamos eu, o Rômulo Rass, Zé Afonso, Miguel e Lacerda. E entre outros assuntos, o que mais nos chamou a atenção foram as ações movidas por picuinhas políticas. Um exemplo? A avenida Gentil Bicalho, extensão da Wilson Alvarenga.

Construída no governo do ex-prefeito Laércio Ribeiro (PT – 97/00), graças a recursos conseguidos do governo federal através de emenda do ex-deputado Philemon Rodrigues, a via foi inaugurada há mais de oito anos e até hoje está em situação de abandono. Isso mesmo, porque nos dois mandatos do ex-prefeito Carlos Moreira nem passeio foi construído naquela avenida. Isso é revanchismo e em todos os governos a mesma história, ou seja, “se foi executada uma obra por um grupo partidário distinto do atual, boicota-se”. Coisa de gente retrógrada e menos preocupada com a população. E mais: a Gentil Bicalho já deveria até mesmo estar sendo utilizada como uma opção para desafogar um pouco a Getúlio Vargas, no Bairro Santa Bárbara. Então, por que ainda o Settran não tomou alguma medida de colocar mão única naquele trecho da Getúlio Vargas?

Temos de pensar grande

27 de fevereiro de 2009

Falando em revanchismo, as lideranças do município deveriam pensar grande. Vejam por exemplo o caso das nossas principais vias de acesso e o caos no qual se transformou o nosso trânsito. E consequentemente o comércio é prejudicado. Há anos foi discutida uma proposta de se implantar um calçadão na Getúlio Vargas, no trecho que compreende entre o Ulete Mota e a Praça Sete de Setembro. E fossem construídos bancos, plantadas árvores para se criar um clima agradável, como nos quarteirões fechados da Carijós e Rio de Janeiro, também praça Sete, em Belo Horizonte. Seria obviamente proibido o estacionamento e haveria passagem para apenas um veículo. Com isso, as pessoas teriam um espaço para andar sem perigo e tranqüilidade para realizar as compras. Mas ficou apenas na proposta e nem foi para o papel. Por quê? Pensar pequeno até mesmo por parte de alguns comerciantes da cidade.

E mais: e o estacionamento 45 graus na Getúlio Vargas? Por qual motivo ainda não foi implantado o sistema? Com certeza o nosso trânsito iria fluir melhor naquela via. Acredito inclusive que já está passando da hora de o engenheiro chefe do Settran, José Jaime, tomar medidas mais radicais para minimizar o nosso problema e que envolvem motoristas e pedestres. Exemplos: dar fim àquele semáforo que fica no cruzamento da G.V. com a Armando Batista. Proibir estacionamento de veículos em algum trecho da Wilson Alvarenga, no sentido para quem está subindo a via. Implantar mais sinais inteligentes nos cruzamentos. Mas, como tudo isso são apenas detalhes, vamos aguardar assentados.

Um buraquinho só…

27 de fevereiro de 2009

De buracos a cidade está cheia e não é novidade para ninguém. E felizmente a Prefeitura já deu início à operação tapa-buracos. Mas, enquanto os homens não chegam a Carneirinhos, pelo menos um buraquinho tem de ser tapado prematuramente. Trata-se daquele que fica ali na Wilson Alvarenga, sentido subida, quase em frente à praça Sete. É que os motoristas têm de desviar seus carros e quase são obrigados a subir no canteiro central para evitá-lo. Luiz pena, please!

Falando nisso, um recado aos homens que participam da operação tapa-buracos: mais cuidado, porque ali mesmo na Siderúrgica, no Centro Industrial, deixaram na pista um desnível considerável após a camada de asfalto ter sido colocada. Vamos alinhar a coisa.

Leiam no “Rapadura”, mas discordem deles

27 de fevereiro de 2009

O jornalista Márcio Passos escreveu hoje na Coluna Emporium, no “A Notícia”, um excelente texto, intitulado “É Proibido discordar deles”. Também está postado no Blog “Rapadura” e vale a pena ser lido. É um recado direto aos nobres vereadores de João Monlevade, em especial àqueles que se julgam Deus e que se acham intocáveis, não podendo de forma alguma receber críticas por parte da imprensa. Mas, apesar do título, discordem deles, sim.

Um exemplo: recebi ontem a pauta da reunião ordinária da Câmara Municipal e, mais uma vez, vejo que os senhores vereadores ainda não aprenderam certas coisas ou acham que a imprensa e o povo são bobos e otários. Sabem por quê? Porque alguns edis insistem na tese do “Elaborar Requerimentos”, como forma de prestar satisfação ao seu eleitorado. Pedem calçamento de rua, instalação de telefone público, limpeza de mato no bairro tal, trocar tampa de bueiro em local X, colocar poste na rua Y e por aí afora. E isso é executar e quem executa é o prefeito. Aí o prefeito faz e o vereador vai lá no fulano e diz: “viu, eu fiz o que você pediu”. Vamos parar com esse engodo que em Monlevade há coisa muito mais séria para se discutir e realizar. Vamos falar grande.

Ambulantes

27 de fevereiro de 2009

Os vendedores ambulantes de Monlevade podem ficar tranqüilos porque a administração municipal garantiu que não vai incomodá-los, e sim implantar um projeto para melhorar as condições de trabalho da classe. Isso é louvável, porque os ambulantes precisam trabalhar e não incomodam ninguém. Há coisa muito mais grave que deve ser olhada, como os carros de som que propagam a poluição sonora aos quatro ventos e lojas que promovem a poluição visual com placas horríveis e quase caindo nas cabeças dos pedestres.

Poluição Sonora

26 de fevereiro de 2009

Carta de um leitor

“É com imenso prazer que leio a matéria de capa do jornal “A Cidade”, de Bela Vista de Minas – “Na mira da polícia” – sobre a poluição sonora. Quero dar honras ao mérito ao comandante do pelotão daquela cidade, Sargento Pereira, por fazer cumprir a lei. Necessitamos de pessoas como o Sargento Pereira, atuante e conhecedor da lei. A lei foi feita para ser aplicada e quem estiver à margem dela – marginal – deve ser punido.

Em 22 de outubro de 2007, na Câmara Municipal de João Monlevade – há exatamente um ano e quatro meses -, foi realizada uma reunião para tratar deste assunto – poluição sonora – o não cumprimento da lei no município. Até hoje, no entanto, nada foi feito. Aqui em João Monlevade não se cumpre a lei. Os comerciantes presentes à reunião e outras pessoas que lá estavam, até hoje amargam a intranqüilidade e não desfrutam o sossego da paz. Estavam presentes o vereador Zezinho Despachante (presidente da câmara na época), vereador Robertinho (esse citado no cartel do combustível), Guilherme Nasser (era secretário municipal, hoje vereador), Roseli de Souza (fiscal de postura), Paulo “Gordurinha” (presidente do Codema), Major Paulo (hoje Tenente-coronel). O prefeito Carlos Moreira não estava presente, mas prometera solucionar o problema.

Cabe destacar que a Lei n° 6.938/81, que “dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação” e a Lei n° 9.605/98 que “dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente”, cujo artigo 54 considera crime “causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana”. Como a poluição sonora pode causar danos à saúde humana, afetando os sistemas auditivo e nervoso das pessoas, pode aquele que a provocar ser enquadrado no disposto nesse artigo da lei, sujeitando-se a penas de reclusão de um a quatro anos, além de multa.

Está corretíssimo o Sargento Pereira, atuante e envolvido no dia-a-dia do seu município. Necessitamos de pessoas como ele, que faz crescer sua cidade e dá prazer aos cidadãos que aplaudem e reconhecem seu trabalho. Parabéns Sargento Pereira. Ao amigo Francis Jr., editor do jornal, a poluição sonora nas cidades só ocorre com o consentimento do poder público municipal, ou pela ineficiência ou negligência dele. Temos direito ao sossego e à tranqüilidade. Parabéns pela reportagem – antes tarde do que nunca.
Um abraço”,

*Ismar Henrique (João Monlevade)

*Ismar Henrique é sócio proprietário da Casa Lotérica “Tesouro de Minas” e um dos líderes do movimento que surgiu em João Monlevade para coibir o abuso cometido pelos carros de propaganda volante e que provocam poluição sonora na cidade. E ele tem razão em denunciar o descaso das autoridades municipais, que permanecem de braços cruzados, enquanto a baderna continua.

Vamos entrar nesta campanha

26 de fevereiro de 2009

Enquanto as autoridades não tomam providências e nem mesmo as Ong´s e grupos ambientalistas, vamos fazer crescer o movimento liderado pelo comerciante Ismar Henrique contra a poluição sonora que invade a nossa cidade, especialmente a área comercial, em Carneirinhos. Há anos falamos nesse problema provocado por pessoas que acreditam que ouvido é paiol e não respeitam a legislação, mandando seus carros de propaganda volante para as ruas, em níveis de decibéis incompatíveis com o que suporta a nossa audição. Pode-se fazer a propaganda, sim, mas com respeito e não dessa forma indiscriminada. E os nossos vereadores querem esperar mais o que para coibir este abuso?