Archive for julho \31\UTC 2009

A arrogância de certos donos de jornais incomoda

31 de julho de 2009

Há uma diferença muito grande em ser jornalista e ser dono de jornal. Uns conseguem exercer as duas funções com inteligência, ou seja, ser um expert como repórter, redator, fotógrafo e cronista, e ainda administrar a sua empresa jornalística. Um exemplo é o jornalista Márcio Passos que, mesmo sem ter cursado uma Faculdade de Comunicação Social, tem uma experiência e um currículo que o torna um dos grandes profissionais da área. Eu, por exemplo, considero-me um bom jornalista, mas um péssimo dono de jornal. Talvez porque deteste ficar babando ovo nos políticos e muito menos aporrinhando prefeitos e presidentes de casas legislativas. Mas, isso é outra história.

O que quero neste meu texto é mostrar minha indignação e repúdio contra os donos de jornais que se acham no direito de serem truculentos e tratar outros profissionais da mídia – principalmente os que ocupam cargos nas assessorias de Comunicação das prefeituras e câmaras municipais – com arrogância. Consideram-se “deuses”, acima do bem e do mal. Alguns chegam ao absurdo de ameaçarem assessores caso eles não liberem os espaços reivindicados (quase exigidos), como se fossem eles (os assessores) que determinassem os gastos e fossem os únicos ordenadores de despesas. Hoje existem as agências de publicidade, mas a palavra final, caros donos de jornais, ou é do prefeito ou do presidente da Câmara Municipal, em casos envolvendo cidades do interior, como ocorre aqui na região.

Portanto, é preciso mais respeito e não querer pisar em colegas de profissão porque são donos de jornais e acham que tudo podem. Nós, proprietários de jornais, dependemos sim das verbas públicas para sustentar as nossas empresas. Mas, assim como vendemos espaço e não opinião (ao menos é o que combina com a ética), também devemos tratar os assessores de Comunicação das prefeituras e câmaras como nossos colegas de profissão e, profissionalmente, como nossos contatos para publicidades, mas jamais como nossos empregados e carregadores de recado.

São Gonçalo recebe show Guilherme Arantes e Almir Sater

31 de julho de 2009

Programação de aniversário do Centro Cultural segue até domingo

Nem mesmo o frio, desanimou os são-gonçalenses de assistirem o show do cantor Aggeu Marques e Banda, nesta quarta-feira, 29, na Quadra Januário Garcia em São Gonçalo do Rio Abaixo. Várias pessoas acompanharam os grandes sucessos do artista.
Logo na abertura do evento, Aggeu fez questão de ressaltar que tem orgulho de tocar pela primeira vez na cidade que é uma referência para a região no quesito investimento em cultura. Esta apresentação faz parte do aniversário de dois anos do Centro Cultural São Gonçalo do Rio Abaixo e do Festival de Inverno 2009.

Nesta sexta-feira, 31, uma grande festa está sendo preparada para homenagear pessoas que contribuíram e ainda contribuem para o crescimento de São Gonçalo. Às 20 horas a Família Rodrigues se apresenta abrindo a cerimônia de entrega da “Grande Medalha Cidade São Gonçalo do Rio Abaixo”. Logo após haverá show com Guilherme Arantes na Quadra Januário Garcia.

Amanhã, sábado, a programação segue com apresentação do Balett Anamelina, no Centro Cultural às 20 horas e no domingo, 2, o grande show de Almir Sater na Quadra Januário Garcia encerram as comemorações.

Almir Sater
Almir Sater faz o show de encerramento no Festival de Inverno de São Gonçalo

Prefeitura inicia a construção de 103 casas no Nova Monlevade

31 de julho de 2009

A Prefeitura de João Monlevade inicia na próxima segunda-feira, 3, as obras para construção de 103 casas no bairro Nova Monlevade. Parar isso haverá uma solenidade com a presença do prefeito Gustavo Prandini, que tem como meta erguer na cidade mil unidades populares dentro de quatro anos. O evento será às 9h30 na rua Tereza do Congado, esquina com a Jésus Drumond.
Os recursos a serem utilizados são do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) do Governo Federal e da Administração Municipal. O convênio contempla 98 casas, mas a Prefeitura garantiu com recursos próprios outras cinco unidades. Serão investidos R$1,7 milhão, sendo que a contrapartida do município é de 20%.

A empresa Construtora Amarq Ltda foi quem venceu o processo licitatório com menor valor global. Como a obra das 103 casas é divida em três lotes, os prazos de execução são diferenciados. No primeiro são 28 moradias, orçadas em R$465.990,00, que devem ficar prontas em cinco meses; o lote dois, 70 unidades (R$1.164.975), com dez meses; e no lote três, cinco casas (R$ 83.212,50), com duração de até três meses. Cada terreno é composto de 240 m2, que possibilitará a construção de dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Os beneficiários são famílias cadastradas na Secretaria Municipal de Trabalho Social. Além disso, está em fase de planejamento a construção de mais 17 casas, no Nova Monlevade, o que elevará o total de residências para 120.

Minha Casa, Minha Vida

31 de julho de 2009

Além das 103 casas, a Prefeitura negociou com o Governo Federal a construção de 311 apartamentos através do projeto Minha Casa, Minha Vida. A obra será erguida no bairro Sion e, agora, a Administração Municipal aguarda aprovação do projeto arquitetônico junto a Caixa Econômica Federal. Paralelo a isso, a Secretaria Municipal de Trabalho Social e a agência bancária analisam o cadastro de 2.062 pessoas interessadas no projeto para definir os beneficiados. Com os dois projetos e com as 17 casas em fase de planejamento serão 431 unidades habitacionais negociadas no primeiro semestre de 2009.

O Morro do Geo e a História de Monlevade

29 de julho de 2009

Uma das mais tradicionais famílias de Rio Piracicaba é a dos Oliveira. Em todas festas religiosas, principalmente do Nosso Senhor Bom Jesus, os integrantes dos Oliveira sempre estavam à frente. Católicos praticantes, acabaram herdando o apelido de “Sagrada Família”, diante da fé que despertava entre as outras pessoas. E, entre seus membros, um deles deixou sua obra imortalizada não somente em Piracicaba, mas também em João Monlevade, para onde se mudou em dezembro de 1949.

Dono de Cartório, presidente da Corporação Musical, animador de quadrilhas e eleito vereador da 1ª Câmara Municipal de João Monlevade, após a emancipação, um dos personagens dessa árvore foi o senhor Jonathas de Oliveira, popular “Joanico”. De grande carisma e muito sábio, ele deixou a sua história gravada na região. Para manter a tradição, casou-se com a prima em 1º grau Azulina de Oliveira. Naquela época, no início do século passado, essa prática era comum. E em Rio Piracicaba o que mais havia eram parentes. Na terra do Padre Levi nasceram os seus dez filhos, sendo nove mulheres e todos com os nomes de Marias, à exceção da segunda por um erro de registro: Maria de Lourdes Souza, Martinha Oliveira Araújo, Maria José de Oliveira Nascimento, Maria Luiza de Oliveira, Maria Aparecida Oliveira Araújo Firmo, Maria da Anunciação de Oliveira Baêta, Maria da Conceição de Oliveira, Maria das Graças de Oliveira Marliere e Maria Ângela de Oliveira. Um homem, o oitavo filho, chama-se José Maria.
Quando a quarta filha, Maria Luzia de Oliveira, assumiu como escrevente o Cartório de João Monlevade, os pais mudaram-se então para o Distrito e uma casa foi oferecida pela Belgo-Mineira, coincidentemente, à Rua Piracicaba, para manter a tradição. Depois a família mudou-se para uma casa à rua Siderúrgica e depois na Tapajós. Cada um dos filhos seguiu seu rumo, tendo Dona Azulina falecido em 1976 e Seu Joanico, dez anos depois, exatamente em 1986. Mas a tradição da família Oliveira permanece, hoje misturada aos Batista, aos Couto e aos Melo.

Família Oliveira
Os patriarcas Seu Jonathas e Dona Azulina ao lado dos dez filhos, na antiga casa, em Rio Piracicaba. Hoje são sete filhos vivos e mantendo a tradição dos Oliveira

Legislando em causa própria

29 de julho de 2009

Monlevade é uma cidade que fabrica bons talentos. Um deles é o advogado e músico Silvan Pelágio, com quem tive o prazer de trabalhar no jornal “A Notícia”, no final dos anos 1990. Formado há poucos anos em Direito, é um profissional de grande futuro, ocupando hoje o cargo de assessor jurídico da Câmara Municipal. A própria presidente do Legislativo, vereadora Dorinha Machado, tinha um pé atrás contra ele, que somente foi convidado para ocupar um cargo de confiança devido a acordos fechados entre ela e o prefeito Gustavo Prandini de Assis. Ou então poderia não ser eleita presidente. Mas hoje, reconhece o potencial e a competência do rapaz.

Mas, vou abrir um parêntese para um comentário. Lendo ao jornal “Alô Cidadão” deste mês, onde Silvan Pelágio Domingues assina uma coluna (“Papo Aberto”), deparei com o seguinte título: “Câmara Municipal de Monlevade: legislativo atuante”. Nada contra ele falar em favor da Casa Legislativa de Monlevade, mas o problema é o tal de legislar em causa própria. Perde um pouco (quero dizer, muito) o valor das palavras. Afinal, Silvan defende a instituição que paga os seus salários. Politicamente, vejo isso como incorreto. Portanto, há tanto para se falar de Monlevade, e você, Silvan Pelágio Domingues – a quem eu muito admiro -, escreve fácil. Então vamos nos ater a fatos mais relevantes.

CBF: a podridão continua

29 de julho de 2009

Por que mesmo o atacante do Atlético Mineiro, Diego Tardelli, foi convocado para a seleção brasileira? Só pelo fato de ele estar se destacando nacionalmente o Galo ser líder do Brasileirão? Não. Só mesmo um ingênuo para não observar o que está por trás dessa convocação para uma partida amistosa. Primeiro, porque os cartolas da CBF sempre tiveram participação na venda de jogadores para o futebol europeu. E, convocado Tardelli ele se valoriza no mercado e ganham esses miseráveis mafiosos e que comandam o futebol brasileiro. O técnico Dunga – como um testa de ferro, laranja -, somente segue as ordens. “Convoque este”, determina o general presidente da CBF, sr. Ricardo Teixeira. E outro motivo: para ele não atuar contra o Palmeiras, no próximo dia 9, e desfalcar o Galo no importantíssimo compromisso contra o Palmeiras, em partida que valerá, com certeza, seis pontos.

Assim opera este fantástico mundo do futebol, bem na nossa cara. E ainda querem que sejamos patriotas. Patriotas uma ova, porque eu, particularmente, torço contra a seleção brasileira de futebol, deste laranja Dunga. E contra esta famigerada CBF de merda.

Carta de um Leitor – Sobre “Tiago Moreira joga indireta para Moreira”?

28 de julho de 2009

Que bela surpresa, Melo. Por você ser amigo de Carlos Moreira, nunca imaginei que dissesse a verdade contida no texto. Carlos era pobre quando radialista. De repente vira um novo rico. E justamente quando esteve á frente da Prefeitura. Pena que são poucos os jornalistas que têm a coragem de falar sobre o assunto. Parabéns!

Luiz Silva

Resposta:

Meu caro Luiz. O papel da imprensa é opinar. Nenhuma verdade é absoluta, tanto que não existe mais a palavra “estória”. Em todo caso há duas (ou mais) versões. Agora, no dia em que o jornalista não ter mais o direito de opinar (ou por rabo preso ou outro motivo), ele pode aposentar a “pena”.

Marcelo Melo

Polícia: B.O. é para todos?

28 de julho de 2009

Primeiramente, gostaria de situar os meus leitores. Apesar de ser uma sigla muito conhecida, alguns ainda podem não saber o que é B.O. Vamos lá: trata-se de um Boletim de Ocorrência, usado pela Polícia Militar durante uma ação criminal, um acidente automobilístico, briga de marido e mulher e afins. Aliás, o B.O. é o documento oficial.

Pois bem, mas durante alguns anos trabalhei como repórter policial. Pelo jornal “A Notícia” – onde iniciei minha carreira -, Revista Mostrar, Rádio Cultura e outros tantos órgãos de imprensa da cidade. E vou confessar uma coisa: como jornalista, foi minha melhor escola quando ainda era “foca” (iniciante na área jornalística). E tive o privilégio de conviver com grandes policiais, tanto da PM quanto da Civil. E também a oportunidade de me relacionar com vários detentos e conheci muito a vida desses caras. Não são santos, mas muito deles são – como se diz na gíria – “sangue bom”. Também entre os bandidos, há aqueles do bem. Aí vai da interpretação e da cabeça de cada um que prefere, muitas vezes, discriminar a “prole”. Pois é, mas da mesma forma que há policiais honestos e outros corruptos, há bandidos e bandidos.

Mas, por que a elite nem sempre aparece nas ocorrências?

28 de julho de 2009

Meus amigos leitores, também aqui em Monlevade há muito riquinho e burguês mais bandido do que muitos que se encontram atrás das grades. Isso é fato. Vamos falar da relação e convivência globalizada em uma sociedade. Quem a polícia prende nas grandes metrópoles por tráfico de drogas e formação de quadrilha? O pessoal do morro, que mora na favela, “ô meu”! Já viram um “bacana”, que mora no asfalto, tem mansão e carros importados na imensa garagem, ir para a cadeia e ser a grande manchete da mídia por tráfico de drogas? Eu já, mas é um caso isolado e o traficante, o assassino f.d.p., ainda se torna herói para essa mídia. Exemplo disso? O colombiano Juan Carlos Abadia, preso recentemente pela Polícia Federal. Era um dos homens mais procurados pela polícia dos Estados Unidos. Somente na casa dele havia mais de 500 mil dólares. Na casa. E nos bancos? E principalmente a Globo concedeu a ele tratamento vip. Reportagens com entrevistas exclusivas, mas não foi capaz de mostrar os familiares das vítimas que ele fez. E entrevista-los também.

Mas, no geral, vai para a cadeia ou morre com vinte e poucos anos é o traficante, o “aviãozinho” do morro. Aqueles que as câmeras da Globo, Record e Bandeirantes mostram para o mundo. O “todo-corajoso” Datena, por exemplo, já mostrou em seu programa um “bacana”, que tem mansão e carro importado, preso por tráfico de drogas? Mais fácil prender – como se diz na gíria – o Zé Mane, o vacilão, ou ainda o apontador do Jogo do Bicho. Mas, e quem banca a banca? E no asfalto, com certeza, tem mais bandido do que no morro.