Archive for abril \29\UTC 2010

Comunicado aos Leitores/Visitantes

29 de abril de 2010

Comunicamos aos nossos leitores e visitantes que as nossas novas postagens retornam a partir de segunda-feira, 3 de maio, se Deus quiser. Afinal, feriados no meio de semana e no sábado, Dia do Trabalhador,vamos aproveitar e tirar uma folga. A cabeça e as mãos agradecem.

Abraços e até lá.

Praça do Mercado: um símbolo eternizado

29 de abril de 2010

Retificação e desculpas aos leitores/visitantes

29 de abril de 2010

Escrevi na última postagem que João Monlevade foi emancipada dois dias antes do Golpe Militar de 1964. Cometi um equívoco e peço desculpas aos leitores, porque na verdade Monlevade foi emancipada 29 dias após o Golpe Militar, que se deu no dia 31 de março.

Peço desculpas também aos visitantes Geraldo Elias, – monlevadense da gema hoje residindo em Boston, nos Estados Unidos -, e ao Paulo Roberto dos Reis e a algum outro visitante que por ventura tenha feito comentários hoje e, no momento que fui editá-los, não sei por que cargas d´água eles foram deletados. Peço que encaminhem novamente seus comentários, quer será um grande prazer.

Muito obrigado e desculpas.

Hoje, queremos conhecer a nossa história…

28 de abril de 2010

Barbearia do Bramente

E hoje, as coisas são diferentes e nos perdemos na nossa própria história. A cidade, por exemplo, nasceu com o Solar da Fazenda Monlevade, mas o símbolo escolhido pelo povo é a Matriz São José Operário. E, durante aquele plebiscito, houve um idiota – forasteiro por sinal – que fez propaganda para a Igreja porque, segundo ele, a Fazenda ficava fechada à visitação popular. E daí? A Fazenda foi construída em 1820 e é o marco dos Monlevade. A Matriz foi construída em 1948. A Matriz São José Operário é majestosa, um marco da história. Mas quem fez mesmo a história foi a Fazenda Solar, ou Solar Monlevade. Mas aqui é assim, todo mundo dá pitaco, até mesmo quem não conhece nada de nossa história. Não sabem da cúpula, da leiteria, da Farmácia do Vicente, da barbearia do Bramante, do Bar do Simões, do banheiro da praça do Cinema, do Armazém do Geo, do Colégio de Tábua, do Foto Diló, do Cine Monlevade, das Casas Braz, do Grêmio, do caminho da Sonda, do Bar do Alonso, da Casa Pessoa, do estádio do Jacuí, do Palanque, da Cobal, do Bar do Daniel e nem de ponto final. A nossa história passa por tudo isso.

Portanto, nesses nossos 46 anos, mais amor por esta nossa terra. E desejamos de verdade. Mesmo que retornem os europeus…

Saudosa praça do Cinema

Monlevade vive quase dois séculos de história – Matéria publicada na edição de abril/2010 no “Morro do Geo”

28 de abril de 2010

No próximo ano de 2017 serão completados dois séculos de história de nossa João Monlevade. Afinal, foi em 1817 que aportou aqui o francês Jean Antoine Félix Disandes de Monlevade. Ele foi atraído pelas notícias sobre as riquezas minerais de Minas. Chegou após receber permissão de Dom João VI para explorar as jazidas mineralógicas de Minas Gerais. Ele passou por várias cidades: São João del Rei, Ouro Preto, Sabará e São Miguel do Piracicaba, que é a cidade próxima daqui que hoje se chama Rio Piracicaba, da qual a cidade de João Monlevade dependeu, politicamente, durante várias épocas.

Foi nessa região, que o engenheiro comprou uma sesmaria, terras abandonadas que a coroa punha à venda. Aqui, descobriu muito minério e montou uma forjaria, considerada a primeira de Minas. A forjaria, movida com a força da água, é de 1817. Era usada para fazer ferramentas para o trabalho no campo, principal atividade da região naquela época. Os cravos, enxadas e ferraduras. Daqui saia para o Brasil inteiro esses produtos para agricultura da época. A forja funcionou durante 70 anos, até que um novo proprietário – o Barão de Mauá – trouxe o primeiro equipamento a vapor.

Isso veio via marítima, até a região do Espírito Santo. Do Espírito Santo, eles adentraram o Rio Doce e foram subindo o rio, enquanto dava para navegar, e chegaram à cidade de Dom Silvério. Construíram, na época, carretas imensas, puxadas por 40, 50 bois, para trazer as peças que pesavam até cinco toneladas. Hoje, todas essas peças estão guardadas no museu, montado na sede da fazenda.
Isso aqui faz parte da história da metalurgia do Brasil. Existem outros sítios em São Paulo. Mas aqui, com o francês Jean Monlevde, foi o pioneiro, uma pessoa com coragem muito grande, que decidiu fazer ferramentas de ferro e aço no meio do mato – no local, em que era difícil acesso. É a história da indústria metalúrgica e também da cidade de João Monlevade, que nasceu em volta da velha forjaria.

Museu que preserva as Forja Catalã

O Solar Fazenda de Monlevade

28 de abril de 2010

Ao chegar às terras do antigo Arraial de São Miguel (hoje município de Rio Piracicaba), Jean Antoine Félix Dissandes de Monlevade deu início, por volta de 1818, à construção de sua residência, que teria o nome de Solar da Fazenda Monlevade. Para tanto, contratou os serviços do senhor João de Figueiredo, conhecido carpinteiro da região.

Majestosa, confortável e imponente, a construção passou a dominar a paisagem à margem do rio Piracicaba. Com varanda nas quatro faces, tanto no nível inferior quanto no superior, o Solar é uma construção marcada também pela segurança de sua estrutura, com dobradas fileiras de esteios. Em seu interior, há uma bem ornamentada capela, onde, periodicamente, celebravam-se missas e outras atividades religiosas. Diversos instrumentos e utensílios utilizados na construção da fazenda e no trabalho do dia-a-dia, eram produzidos pela própria forja de Monlevade, tocada com a força do trabalho dos escravos. Um bom exemplo disso são as dobradiças, trincos e maçanetas da fazenda, ainda hoje intactas e funcionando normalmente.
Adquiridas as antigas propriedades de Jean Monlevade pela Belgo na década de 1920, o Solar da Fazenda vem sendo conservado com restaurações permanentes e se mantém como marco da fundação da cidade de João Monlevade. Hoje, é um espaço onde a empresa recebe visitantes e mantém parte de seu acervo histórico.

No conjunto arquitetônico e paisagístico da fazenda, destacam-se também o Museu Monlevade do Ferro e do Aço e o Monumento aos Pioneiros, uma homenagem da Belgo e dos Descendentes de Henri Meyers e René Heuwert àqueles que ajudaram a implantar a primeira siderúrgica integrada da América Latina.”

27 Anos sem o Padre “Juca” – História contada pelo “Morro do Geo”

28 de abril de 2010

Falecia em 8 de abril de 1983 Padre Hildebrando de Freitas, cuja história foi plantada e semeada em João Monlevade. Natural de Barra Longa, foi aqui que fez seus grandes amigos, fosse como vice-diretor e professor da Escola Senai, ou como pároco da Igreja da Vila Tanque, e da São José Operário. Apelido carinhoso de Padre “Juca”, um homem sem preconceitos e que, devido à sua maneira popular de conduzir seu rebanho, acabou sendo discriminado. Mas por uma minoria, que nem merece muita consideração. Padre Hildebrando, numa época em que a Igreja era bem mais fechada, batizava filhos de mães solteiras, causando até mesmo perseguição por alguns de seus superiores. A sua Igreja era sempre aberta ao povo.

Relendo ao Jornal “Tribuna de Monlevade” (no qual trabalhei como editor, entre 1986/88), datado de 29 de abril de 1983, na casa do articulista e historiador F. de Paula Santos, tive a oportunidade de encontrar um texto do Nilton de Souza, popular “Tim”, usando um de seus pseudônimos preferidos: “Heleno”. Tim falava justamente da morte do Padre Hildebrando e da injustiça cometida contra ele. Eis o texto postado abaixo:

Matéria publicada no jornal “Morro do gero”, nesta edição de abril/2010.

O líder religioso que deveria servir de exemplo à Igreja de hoje

28 de abril de 2010

“Nota de falecimento: Às onze horas desta última quinta-feira, 08/04/83… Acabamos de perder mais uma imagem viva do Cristo aqui na Terra, o nosso Juca, um dos últimos espécimes em extinção no tempo presente, talvez, do próprio futuro, de uma casta de sacerdotes vocacionados, probos em obediência, cultura, fé e disponibilidade cristã, membro convicto da Igreja Católica Apostólica Romana, a mais velha das depositárias do Cristianismo vivo e atuante no tempo, no espaço e na História do Homem e da Humanidade, esse homem extraordinário que enxergava, ainda e com muita certeza, o Primado de Pedro, na pessoa de qualquer que fosse o Papa, quer Lino, quer Cleto… quer João XXIII ou João Paulo II, como sua e nossa verdade maior.

Padre Hildebrando de Freitas, na casa dos cinqüenta anos, mais de vinte de Magistério Sacerdotal, o homem, o pecador, o santo, o irmão de todos, o escolhido, mas, também, o incompreendido e que, vitimado por um enfarte agudo do miocárdio, repentinamente e ainda pleno de esperanças e perdão, deixou a nossa convivência mais plenificada no seio do Pai.

Enquanto morte, ausência do nosso amigo pode ser compreendida como mais uma contingência biológica e que ninguém ainda conseguiu fugir, mas tratando-se de morte precipitada, não é fácil a gente aceitar, senão, entendendo mais acima do plano natural: para ele, ‘os tempos foram abreviados’. Ele vinha vivendo um processo de dissabores contínuos desde que o colocaram na “roda viva”, como um réu, diante de pessoas não competentes e acoitadas por um ser superior hierárquico. Ali, as coisas se passaram de uma forma indigna e foram relatadas eufemicamente. Ali, a sua autoridade de sacerdote foi posta em cheque por um grupo de semi-analfabetos, politiqueiros, e ninguém para a sua defesa – se é que ele devia alguma. Dali, iniciou-se um mecanismo mafioso de controvérsia sobre a sua pessoa, sua dignidade, sua lealdade, sua evolução, interpretando-se a sua ação pastoral de forma incoerente, ignorando-se que a sua formação sacerdotal foi completa e toda voltada para a Pastoral Operária, a mais espinhosa das pastorais, razão por que sempre era visto entre os mais controvertidos grupos e nos lugares mais estranhos, porquanto ele entendia o povo de Deus além dos grupos dos chamados homens religiosos. E foi assim que o Juca conseguiu trazer, de volta à Igreja, tantos e tantos desajustados, tantos e tantos marginalizados que, em situação normal, jamais voltariam.

Acusaram-no de desobediente porque não aceitava devolver os coitadinhos que o procuravam para batizar crianças. Queriam que ele ministrasse os chamados “cursos” de batismo, como se os coitadinhos que vivem na roça e os que trabalham de revezamento pudessem dar-se tal luxo. Ele tinha melhor fórmula: orientava os padrinhos e pais, em quarenta minutos de palestra séria e competente, e os resultados sempre foram ótimos, e daquele dinheirinho (que nem sempre cobrava), nada ficava para ele. Jamais negou qualquer tipo de sacramento por ACREDITAR nos SACRAMENTOS, e a sua presença diante dos enfermos e dos que sofriam era uma constante que ninguém pode negar.

Se, algumas vezes, aparecia embriagado – há um ano que não bebia nada alcóolico -, jamais ofendeu a quem quer que fosse. Mas… quem não comete este pecadinho hoje em dia? Coisa certa e plena para todos nós: gostávamos dele de qualquer maneira, pois sabíamos da sua disposição para atender a quem quer que o procurasse. Acusaram-no de não dar liberdade aos seus leigos e grupos de jovens. Mentira! Ninguém tinha uma equipe de leigos vicentinos jovens e adultos, todos trabalhavam nas suas atribuições de competência, é claro; como sacerdote, cabia a ele e somente a ele celebrar a SANTA MISSA. Na sua ausência, ao leigo cabia a Celebração da Palavra, como ainda é de praxe na Igreja Universal. Se se perguntar a seus colaboradores jovens e adultos, não há a menor queixa neste sentido. Agora, para quem quer asas maiores que lhe competem…

Ele perdoou a todos os que o caluniaram e reconhecia as suas faltas. Inquirido, quando das eleições, se não prejudicaria certo vereador seu “juiz” da “roda viva”, e repetiu o que dizia sempre: – ‘aprendi a dar a outra face. Que ele seja feliz’. Jogado, como uma bola de pingue-pongue, no ventre do paradoxo, (ser fiel ao Papa, à verdadeira Igreja, ou abadernar-se), presa constante de isolamento e anátema de um crime que não cometera, abriu mão do seu paroquiato, mas continuou atuante na condição de ‘subordine’, período em que pôde colocar muitas coisas em dia, inclusive, o silêncio que havia perdido, mas, como a sua Missa na Capela do Hospital era muito concorrida, foi praticamente insultado quando um seu superior zangou com o povo, ‘que ninguém tinha de trocar as celebrações da palavra da Igreja por missas por aí’… Ele não sofreu por ele, mas pelo pouco valor dado à Santa Missa, que é o culto máximo do Cristianismo.

Mas ele perdoou, continuo afirmando, e não guardava a menor mágoa do povo da Vila Tanque, a quem ele amava tanto a ponto de ter renovado a sua casa ali mesmo para passar o resto da sua vida, como tanto falava.

A morte do Padre Hildebrando, tenham certeza, foi um final. Tanta esperança de vida num homem não é para se crer que ele estava querendo morrer. Deus tirou-o como foi da Sua vontade, e, agora, pensando bem, Ele o fez numa hora muito estratégica: ‘É preciso que morra a esperança para que ela renasça mais pura e vigorosa’ – palavras, parece-me, de Kierkegard – e o perdão se pronuncie de modo mais vibrante e duradouro. Não tenhamos dúvida, o único desejo do Padre Hildebrando era o crescimento da fé, a caminhada da Igreja de Cristo e a união de todos os irmãos. Quem o amou, reze por ele e para ele; quem o detestou, peça-lhe perdão, embora já o tenha ganhado dele ainda em vida”.

E depois quem tem mais torcida é o Cruzeiro…

27 de abril de 2010

Quase 90 mil ingressos já foram vendidos para os jogos do Galo contra Santos, nesta quarta-feira, e Ipatinga, no próximo domingo

Dois grandes jogos, dois grandes públicos. Assim caminham os confrontos do Atlético contra o Santos, nesta quarta-feira, às 21h50, pela Copa do Brasil, e contra o Ipatinga, domingo, às 16 horas, pela finalíssima do Estadual.

Para a disputa contra o Peixe – partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil -, até a noite de segunda-feira, foram vendidos 34.208 ingressos.

Já para o confronto decisivo contra o Ipatinga, a venda antecipada já chegou a 55.373 bilhetes comercializados. Já é o maior público registrado no Mineirão nesta temporada.

Como venceu a partida de ida contra o Tigre por 3 a 2, o Galo pode até perder por um gol de diferença que fica com a taça do Campeonato Mineiro.

O Atlético informa que a venda de ingressos para o jogo contra o Ipatinga será interrompida nesta quarta-feira, dia do jogo contra o Santos, e retomada na quinta.

Monlevade: 46 Anos (Parte II)

27 de abril de 2010

Um grande público compareceu ao estádio Louis Ensch durante a final do Festival da Canção de João Monlevade, realizado em 1976,na administração do prefeito Lúcio Flávio.

A vencedora do festival foi a música “Pirraça”, da cidade de Abaeté. Para enceramento do festival, show do cantor Benito di Paula, que estava no ápice da carreira.

Saudade daquela Monlevade!