Archive for maio \31\UTC 2010

Proibido Estacionar. Mas e daí?

31 de maio de 2010

A fotografia não é de boa qualidade, porque eu tirei de dentro do meu carro, quando transitava pela Wilson Alvarenga, quase esquina da rua do Andrade. Aproveitei que o sinal da avenida havia fechado.

O relógio marcava 11:40 hs, horário proibido de estacionar nesse trecho, mas vários motoristas deixaram seus carros estacionados no local. Em Monlevade, o desrespeito de muitos motoristas irrita. mas os fiscais do Settran, por onde andam?

Comunicado aos nossos Visitantes

31 de maio de 2010

Nas postagens que aparecem fotos antigas sobre João Monlevade, contadas pelo nosso jornal, o “Morro do Geo”, gostaria de informar que, ao clicar a foto, ela aparece em tamanho ampliado, o que dá outra perspectiva de visibilidade. Isso vale para todas as fotos postadas, mas cito as de Monlevade pelo fato de serem mais interessantes aos visitantes que gostam de apreciar as fotografias antigas.

Só a título de lembrete, porque talvez alguns de vocês podem não ter essa informação.

Obrigado,

Histórias contadas pelo jornal “Morro do Geo”

31 de maio de 2010

A velha Monlevade ainda é respirada por muitos monlevadenses, pois ainda não conseguem apagar o tempo. Momentos vividos entre a Beira-Rio até a praça do Cinema. Entre a Siderúrgica, a Caatanga até a praça do Mercado. E dos clubes que faziam parte daquele palco, entre o Grêmio ao Ideal.

Entre tantas lembranças – principalmente para os que nasceram entre os anos 30 a 50 -, em primeiro plano um momento mágico vivido no Grêmio Esportivo Monlevadense, primeiro clube construído na cidade que promoveu a inclusão social, graças ao saudoso engenheiro Caetano Mascaranhas. Aqui o início do Clube, ainda sem o ginásio coberto, entre o final dos anos 1950: a quadra com jovens praticando esportes, o local que se preparava para a construção da piscina e o parque da meninada. Acima as casas da Rua Carijós, onde ficava o Grupo de Tábua. Mais ao alto aparecem algumas casinhas que compunham a famosa Cidade Alta. À direita, a Usina com suas cúpulas, a praça do Cinema, os hotéis e as casas da rua Piracicaba.

Maravilhosa Monlevade, entre as montanhas e o povo que nela habitava.

Quando a Natureza está de Sacanagem!

31 de maio de 2010

Robson Gomes derrota Cecília e é eleito prefeito de Ipatinga

31 de maio de 2010

Robson Gomes (PPS) é o prefeito eleito de Ipatinga. Ele obteve 74.809 votos (57,78%) e derrotou a candidata petista, Cecília Ferramenta, com 51.955 votos (40,13%). Ilton Câmara (PRTB) foi votado por 2.09% dos eleitores.

A eleição de Robson, que já exerceu o cargo interinamente em função de ser o presidente da Câmara de Vereadores no momento dos impedimentos dos primeiro e segundo colocados na eleição de 2008, encerra um período de revezamento entre administrações do PT e do PMDB de 20 anos. “O resultado nas urnas refletiu a aprovação de meu governo pela população de Ipatinga”, afirmou Robson depois de confirmada a vitória. Ele ainda fez questão de agradecer a seus eleitores.

Um incidente marcou o dia dos candidatos. Cecília Ferramenta (PT) foi ao local onde Robson Gomes iria votar e no horário previsto para a chegada de seu adversário. Os dois quase chegaram a se esbarrar no portão do colégio. Quando percebeu a movimentação dos petistas, Robson foi embora e retornou uma hora depois.

Outra guerra jurídica já deverá ter início hoje

A eleição extemporânea de Ipatinga não acaba com a divulgação do resultado final. Ao que tudo indica, haverá mais uma disputa na Justiça. É que ambos os lados já protocolaram na Justiça Eleitoral da cidade representações com pedidos de impugnação de candidaturas de seus adversários por irregularidades na propaganda. Os pedidos serão julgados a partir de hoje.

O juiz da 130ª Zona Eleitoral, Evaldo Gavazzia, disse que espera que, desta vez, a vontade do povo de Ipatinga seja respeitada e que sejam identificadas as irregularidades cometidas pelos candidatos. Ele confessou que vê com tristeza” a necessidade de o município ter que repetir uma eleição, mas disse que, caso sejam detectadas falhas graves, a Justiça poderá fazer quantas eleições forem necessárias. “Não vamos admitir manobras eleitorais de qualquer candidato que seja. Se for preciso, faremos três, quatro ou dez eleições”, afirmou.

Deputado Alexandre da Silveira acusado de estar armado durante a votação

31 de maio de 2010

No momento da votação de Robson Gomes, militantes petistas informaram que o deputado federal e delegado de polícia licenciado Alexandre Silveira, principal cabo eleitoral do candidato do PPS, estava armado. “É uma forma clara de intimidação. Ele tem que resolver se é deputado ou delegado. Eu não vi, os assessores é que viram. Se tivesse visto, daria voz de prisão para ele”, disse o deputado estadual Durval Ângelo (PT).

Alexandre Silveira minimizou. Sou delegado de polícia e tenho porte livre de arma, que inclusive fica em meu veículo. Tenho direito de usá-la no lugar onde eu for. Não entrei no local de votação com a arma. Isso é uma tentativa de criar um fato novo”, disse.

O deputado Alexandre da Silveira, à direita, aqui ao lado do prefeito eleito Robson Gomes, foi acusado de comparecer à sessão eleitoral armado

Vamos falar de uma Anta

31 de maio de 2010

“Você é uma Anta”. Ninguém gosta de ser chamado assim, tipo “Anta”. Afinal, pejorativamente falando é uma frase ofensiva e até mesmo agressiva. Uma pessoa chamada de Anta significa que ela é um molenga, incapacitada para algum tipo de tarefa ou ainda alguém que faz tudo errado. Aliás, melhor ser chamado de gatinho ou de urso, do que de anta. Ainda mais em nossa profissão, onde existem algumas antas soltas. Mas isso é outra história…

Pois bem, mas nesse final de semana estive em uma cidade próxima a Governador Valadares para uma cerimônia de casamento. E em uma fazenda da região existem duas antas, criadas ali desde pequenas. Hoje têm 17 anos e toda a noite chegam à sede para uma merenda. E por sorte avistamos uma delas, uma anta fêmea, que foi atrás de sua farinha.

Em uma foto feita por Juninho dos Santos, eu, o coleguinha Lucas (filho do Juninho e de Fernanda) e a Anta. Mesmo por pouco tempo, houve empatia entre as partes.

Comentário de Marcos Martino sobre “Vamos falar dos amigos e das amizades”

31 de maio de 2010

“Marcelo, esse negócio de amizade é coisa séria. Tem amizade e tem afinidade. Já acompanho seu blog de longe bem antes de vir para Monlevade e, apaixonado que sou por memórias, tô sempre dando uma olhada pra conferir as últimas de outrora. Logicamente, suas opiniões são também importantes para o presente e para o futuro, afinal, conheço poucos tão apaixonados por João Monlevade, da gema mesmo, afinal essa é uma terra colonizada.

Eu sou meio que Monlevadense periférico, pois sempre estive de alguma forma na órbita da cidade, seja quando residia em Alvinópolis, seja quando me mudei para BH, mas continuei trabalhando bastante por aqui.

Pois bem. Nem seria hipócrita de dizer que sou seu amigo presencial, mas senti extrema afinidade com seus textos e linhas de pensamento e depois, conhecendo-o pessoalmente, só vim a confirmar o que imaginava de ti. Não vamos concordar em tudo. Por exemplo, sou Cruzeirense. Mas pelo pouco tempo de convívio, vejo que temos muito mais afinidades que discordâncias”.

Marcos Martinho – Assessor de Comunicação da Prefeitura de Monlevade

Comentário de um Leitor – “10 Anos sem Leonardo Diniz”

31 de maio de 2010

“Prezado Marcelo,

foi através do prefeito Leonardo que tive a oportunidade de participar do primeiro concurso público da histório da nossa cidade. Lelé foi uma das personalidades mais interessantes que tive oportunidade de conhecer. Líder nato, carismático e extremamente averso à vaidade tão comum do meio político.

Monlevade perdeu muito com a sua precipitada partida. Inclusive o Carlos Moreira só se tornou prefeito porque o PT, que em 2000 governava a cidade com o Dr. Laércio, perdeu sua principal referência e liderança. Lembro que o Dr.Laércio era muito bem aceito pela cidade, mas é um homem tímido, sem tino político, diferente do Leonardo que onde quer que estava por si só já chamava a atenção de todos. Se ele estivésse naquela eleição o Carlos não ganharia, pois a diferença foi muito pequena na época e pregou uma peça em grande parte da comunidade.

Devo muita obrigação ao grande ser humano Leonardo Dias Diniz, que Deus o tenha sempre”.

José Carlos – João Monlevade

10 anos sem Leonardo Diniz

28 de maio de 2010

Nesta foto durante encontro com o então senador Tancredo Neves, reivindicando o retorno de operários que haviam sido demitidos da Usina, no ano de 1983

Hoje, 28 de maio, marca exatamente o aniversário de morte do líder sindical e político Leonardo Diniz Dias. Diniz faleceu em 28 de maio de 2000, quando ocupava o cargo de vereador por João Monlevade (1997/2000). A sua forma leve e simples de levar a vida, misturada à sua humildade, o fez aceitar candidatar-se a vereador depois de ter sido o primeiro prefeito eleito pelo PT em João Monlevade, governando o município de 1989 a 1992. Fosse outra pessoa, talvez não abrisse mão da candidatura majoritária. Por isso ele era diferenciado, pois tinha muito mais compromisso coletivo do que com ele mesmo. Narcisismo e vaidade nunca foram a sua praia.

Leonardo Diniz nasceu em Barão de Cocais, em 27 de novembro de 1942. Em um lugar chamado “Buceta”. Qualquer semelhança é mesmo mera coincidência. E ele sempre brincava devido à coincidência. Veio ainda moço para Monlevade e ingressou na Usina da Belgo-Mineira, trabalhando no Almoxarifado. De lá, entre o aço, nasceu um dos mais brilhantes sindicalistas do país e, depois de diretor, foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade por dois mandatos consecutivos. Isso na época do sindicalismo combativo, das pesadas greves, quando Monlevade e o ABC paulista eram referências em todo país na luta operária. E, ao lado dos parceiros e amigos João Paulo, Wilson Bastieri e dos saudosos Antônio Ramos, José Vilar, Alencar Rocha e Tostão, entre outros, entrou para a história. Dali, acabou filiando-se ao Partido dos Trabalhadores, por volta de 1985/86. Candidatou-se a prefeito em 1988 e obteve uma vitória histórica. Em 1996 foi eleito vereador, vindo a falecer em seu último ano de mandato, após uma cirurgia.