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O símbolo da democracia e respeito à imprensa

28 de maio de 2010

Ao longo desses quase 26 anos que atuo como jornalista em Monlevade, passando por vários processos políticos e convivendo com prefeitos e vereadores durante sete mandatos, posso falar de carteirinha que tenho muita história para contar. E muitas experiências compartilhadas. E cada um atuando de sua forma. Posso falar de Bio, Leonardo, Laércio, Carlos, Gustavo e até mesmo de Pirraça e Dr. Lúcio, com quem não convivi como homem da imprensa, mas os acompanhei em seus mandatos. Todos cometendo erros e acertos. Mas um deles me chamou mais a atenção e foi exatamente Leonardo Diniz Dias, pela sua forma de respeitar a liberdade de imprensa.

Falar hoje que o prefeito Gustavo Prandini de Assis sofre com a oposição e críticas por parte da imprensa, comparando-se aos quatro anos do mandato de Leonardo Diniz, é impossível. E falo baseado em fatos. Na época – vamos assim dizer – “de ouro” do jornal “A Notícia”, quando a maioria dos exemplares esgotava-se nas bancas, o governo petista de Diniz não sofreu tréguas da imprensa. E uma das críticas que pesavam muito contra Leonardo era o fato dele (a mando dos dirigentes estaduais do PT) ter colocado em suas assessorias (naquela época ainda não havia cargos de 1º escalão com status de Secretaria), quase em sua totalidade, só profissionais de outras cidades. Ficou a estigma dos forasteiros, pessoas que não tinham nenhum conhecimento da cultura de nossa cidade e queriam mandar nela. Aquilo foi muito negativo para a administração da época. Mas também foram executadas obras interessantes e a marca do seu governo foi a obra de recuperação do Areão (até então totalmente degradado), em parceria com a Belgo-Mineira, Samitri e Vale, aliás, um marco na área ambiental.

Pois bem, ma Leonardo Diniz mostrava ali a sua diferença, pois jamais virou a cara para nós, profissionais da imprensa, e sempre respeitou as críticas. Era um cara que esquecia a raiva durante o percurso de casa ao seu gabinete, talvez. E até ironizava algumas críticas, como por exemplo naquele 7 de setembro de 1989. Ele, como prefeito, e Solange Medeiros, como presidente da Câmara Municipal, hasteavam bandeiras em comemoração ao Dia da Independência. E ele estava trajando bermuda, enquanto Solange uma daquelas roupas de moda da época, mas também parecida com uma bermuda. Parte da imprensa caiu de pau dizendo que ele teria desrespeitado o momento etc e tal. Eu, particularmente, achei uma coisa normal. Ele, simplesmente, durante uma entrevista em meu programa de rádio, ironizou as críticas: “esse pessoal da imprensa achou ruim porque minhas pernas são cabeludas e feias, enquanto as de Solange são bonitas”. Era assim, do tipo fanfarrão e democrático ao extremo. Inclusive, acho que muitos políticos de hoje deveriam buscar o exemplo dele, como homem público que nunca levou as críticas para o lado pessoal. Mas deixa, porque Deus me dando saúde ainda irei escrever um livro contando as minhas experiências de jornalista junto ao convívio sindical e político, cujo protagonista foi você.

Leonardo Diniz, obrigado pela convivência. Valeu muito tê-lo conhecido. Você, que foi um grande amigo de meu pai nos tempos de pescaria e caça, junto ao também saudoso advogado Dário Lage. Formavam um belo trio.

Pelo jornal “A Notícia” e pela “Rádio Cultura”, tive a oportunidade de fazer várias entrevistas com o grande líder Leonardo Diniz. Aqui, quando prefeito de Monlevade

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“A Lista” – Oswaldo Montenegro

28 de maio de 2010

Como escrevemos sobre a amizade e os amigos, o leitor e amigo Marcelo Torres (Marcelinho Dentista) nos encaminhou a letra “A Lista”, que retrata o valor de uma amizade e nos faz refletir sobre a forma que valorizamos os nossos amigos.

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais…

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar…

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

“Amizade Sincera” – Renato Teixeira e Dominguinhos

28 de maio de 2010

Como escrevemos sobre a amizade e os amigos, o leitor e amigo Pedro Paulo Gomes da Costa mandou a letra “Amizade Sincera”, que retrata o valor de uma amizade.

A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso
Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo

Os verdadeiros amigos
Do peito, de fé
Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio
E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo

Duplicação da Usina irá gerar mais de 25 milhões em impostos

28 de maio de 2010

A Usina da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira em seu início, na década de 40

O gerente da ArcelorMittal em Monlevade, Wagner Barbosa, e o assessor de Comunicação, João Carlos de Oliveira Guimarães, concederam coleta à imprensa na manhã de ontem, no Auditório Professor Fenelon, quando anunciaram a retomada da duplicação da Usina de Monlevade. Projeto que iria ter início em 2008, foi desacelerado justamente pela crise internacional que teve início em outubro daquele ano.

Wagner Barbosa e João Carlos informaram que os investimentos são previstos na ordem de um bilhão e duzentos milhões de dólares e vão injetar na economia local, em dois anos de obras, um total de 26 milhões só em impostos. Serão gerados mais de seis mil postos de trabalho indiretos e 400 empregos diretos. A usina duplicará a sua produção.

Vista parcial da Usina nos dias de hoje

Vamos falar dos amigos… E das amizades, uai!

28 de maio de 2010

Estamos começando o dia de uma sexta-feira, a última do mês de maio. A próxima já será junho, mês do meu aniversário. E lembrei-me do e-mail recebido do leitor João Anísio, nessa quarta-feira, quando disse que “dê atenção para o que realmente importa: trânsito da cidade, história do município, arte, amizades, política etc, como vinha fazendo”. Você em mesmo razão. Daí resolvi escrever sobre essa coisa tão sagrada, tão plena, que é a amizade, que são os amigos.

Como escreveu um dia o poeta Vinícius de Moraes, “a amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos”!

E da vida nada se leva, apenas as amizades que deixarão seu nome marcado no futuro. O que permanece são as lembranças das pessoas que ficaram a vão passando a história à frente, como uma corrente. Como diz a música “Último Desejo”, de Noel Rosa: “se alguma pessoa amiga pedir que você lhe diga se você me quer ou não? Diga que você me adora, que você lamenta e chora a nossa separação. E às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não presto, que meu lar é o botequim”… E assim será a nossa vida pós morte, ou seja, os amigos falando bem e os inimigos falando mal. Por isso, muito mais sustentável ter amigos.

E porque hoje é sexta-feira, dedico o final de semana aos meus amigos. E mesmo diante do meu rompante, de minha ignorância e de meu lado sincero de levar a vida, tenho a convicção de que tenho mais amigos, tenho mais amizades, do que inimigos. E isso já é uma grande recompensa do Criador. É uma benção. Por isso, prefiro levar a vida assim. Sem preconceitos e sem escolhas. Porque amizade não tem classe social, não tem etnia, não tem credo religioso. E muito menos time de futebol. Aliás, muito menos ainda ideologia partidária. E amigo também se faz no boteco, contrariando a regra de que “a nossa amizade não foi feita num boteco”. Foi sim, e daí?

Mas vou ficando por aqui, e ai de quem não tem um amigo. Em quem pensar, dividir as coisas. E aos meus amigos dedico o Soneto do poeta maior, Vinícius de Moraes, para valorizarmos cada vez mais os nossos amigos. E as nossas amizades.

“Procura-se um Amigo” – Vinícius de Moraes

28 de maio de 2010

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Leitor reclama da Cemig e está no Blog

28 de maio de 2010

“Aproveitando seu Blog, tenho uma reclamação a fazer da Cemig.

Tem um lâmpada do post da Cemig queimado em frente à residência de minha sogra, localizada à Rua Vitória, 117,
Bairro de Lourdes.

Fizemos contato com a Cemig e a resposta foi que o tempo para troca é de 7 (sete) dias úteis. Atrasa a conta da Cemig em 07 dias úteis para ver o que acontece!

Um empresa que se diz eficiente não se pode dar ao luxo de trocar uma lâmpada de poste com este tempo, ainda mais em bairro residencial.

Alô Juninho…Me ajuda ai…

Atenciosamente”,

Pedro Paulo Gomes da Costa – João Monlevade

Árvores do Lucília: Moradores denunciam corte

27 de maio de 2010

Além de um e-mail encaminhado por uma moradora do prédio onde três árvores foram cortadas (ler na postagem abaixo) – localizado à rua Nossa Senhora de Fátima, 219, bairro Lucília -, outros dois moradores entraram agora a pouco em contato telefônico conosco e disseram que realmente o corte não foi executado pela Prefeitura. Segundo eles, os funcionários da Prefeitura estiveram no local e fizeram a poda das árvores, conforme solicitado por alguns moradores. No entanto, a síndica teria contratado um jardineiro – que já trabalhava no prédio – e este foi quem cortou as árvores. “Colocaram ainda óleo queimado sobre elas para matá-las de vez”, denunciaram as pessoas.

E-mail da Moradora

27 de maio de 2010

“Boa tarde Marcelo.

Moro nesse prédio do bairro Lucília e realmente a pode foi feita sem o acordo de todos moradores. Sei que foi solicitado o corte pela Prefeitura, mas que não foi executado porque não podia cortar as árvores, e sim podar. E a poda foi executda pela Prefeitura. Não satisfeita com a poda, a síndica contratou um jardineiro particular que efetuou o corte.

PS: Gostaria que não me identificasse caso poste este comentário”.

O Blog informa que tem a identidade de todas as pessoas que informaram sobre de quem foi a responsabilidade do corte das árvores.

Pergunta de um “alfanebato”: Hilário é com H ou com I?

27 de maio de 2010