Archive for outubro \31\UTC 2010

Estou saindo para dar meu voto ao Serra

31 de outubro de 2010

São exatamente 12 horas e 22 minutos. Estou saindo daqui a pouco para votar no Serra. E que os deuses ainda iluminem o eleitorado brasileiro. E se aquela mulher ganhar, não venham depois achar ruím. E a sua primeira medida, entre tantas, poderá ser mostrar a cara do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), cujos objetivos são, entre outros, “acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxar fortunas”.
Depois não chorem o leite derramado. Fui!…

Mas não tem nada, não… Tenho a História e o meu violão

30 de outubro de 2010

Vamos de amor, poesia e história neste sábado

30 de outubro de 2010

Fim de noite. Vamos de amor e poesia neste sábado. Para começar, a música “Cotidiano nº 2, que mando para o grande Fernando, intelectual por excelência, professor, esposo da professora Soares, lá da Tapajós. Para ele, que ama a boa música e a poesia. De Vinícius de Morais, para você:

Hay dias que no sé lo que me pasa
Eu abro meu Neruda e apago o sol
Misturo poesia com cachaça
e acabo discutindo futebol.

Mas não tem nada, não
Tenho meu violão

Acordo de manhã, pão com manteiga
e muito, muito sangue no jornal
aí a criançada toda chega
e eu chego a achar Herodes natural.

Depois faço a loteca com a patroa
quem sabe nosso dia vai chegar
e rio porque rico ri à toa
também não custa nada imaginar

Aos sábados em casa tomo um porre
e sonho soluções fenomenais
mas quando o sono vem a noite morre
o dia conta histórias sempre iguais

Às vezes quero crer, mas não consigo,
é tudo uma total insensatez
Aí pergunto a Deus: “Escute, amigo,
se foi pra desfazer por que é que fez?”

Mas não tem nada, não
tenho meu violão
Mas não tem nada, não.

O “Morro do Geo” lança a Biblioteca Virtual

30 de outubro de 2010

Estaremos lançando a partir de fevereiro do próximo ano uma “Biblioteca Virtual” em João Monlevade, através de dados e pesquisas feitas no jornal “Morro do Geo”. Um projeto inédito e que conta com apoio de empresas e entidades do município. Aguardem a nossa história, desde a chegada do pioneiro Jean Monlevade, passando por Louiz Ensch, até os dias de hoje. Um resgate jamais visto em nossa região.

E tudo graças ao apoio dos amigos e colaboradores do “Morro do Geo”, entre eles Francisco de P. Santos, professor Dadinho, Francisco Bernardino, Coramar Alves, Maurício Reis e toda a equipe.

Abaixo, alguns personagens de nossa terra, esta João Monlevade. Eles e tantos outros que ajudaram a construir e fazer a nossa história. Aguardem!…

O “Morro do Geo” mostra os personagens de Monlevade

30 de outubro de 2010

Nilton de Souza – Tim (1936/1992)

Historiador, Professor, Escritor e Artista Plástico

Gerhart Michalick (1915/2006)

Professor, Artista Plástico, Escritor, Poeta

Jonathas de Oliveira – (1890/1986)

Dono dom 1º Cartório de João Monlevade, Vereador eleito para compor a 1º Câmara Municipal de João Monlevade

Geraldo Zenóbio Soares – Pindoba (1030/2004)

Ator, Radialista, Escritor

Guido Valamiel (1935/1997)

Professor, Ator, Ativista Cultural

Mozart Bicalho (1901/1986)

Músico Profissional; autor do 1º Hino de João Monlevade

Ratificando

29 de outubro de 2010

Caros leitores, tem gente que não está querendo acreditar, mas o caso Belmar Diniz é vero. Verdade absoluta. Não aumentei nem um conto.

E aproveitando a dica do amigo Márcio Passos, em e-mail que me encaminhou a pouquinho, agora queremos saber em qual colo, cada vereador se assentou na infância…

Homenagem à Simone: Uma reunião para ficar na história do Legislativo

29 de outubro de 2010

Simone Albuquerque recebendo o diploma junto à autora do projeto, Dulcinéia Caldeira, e da presidente da Casa, Dorinha Machado

“Se toda reunião da Câmara fosse desse jeito, a Casa estaria lotada todas as sessões”. A frase é do “Neto Dentista”, dita após o encontro de ontem no Legislativo, quando a monlevadense Simone Aparecida Albuquerque foi homenageada com o diploma de Honra ao Mérito pelo trabalho que vem realizando como gestora do Sistema Único de Assistência Social do Governo Federal. Trata-se da máxima homenagem a um cidadão ou cidadã nascido (a) na cidade, cujo valor é o mesmo do título de Cidadania Honorária, que é concedido a pessoas que não são nascidas no município. E o Neto tinha toda razão, porque a reunião foi informal e com discursos emocionados, de lágrimas a momentos hilários. Como disse a presidente da Casa, vereadora Dorinha Machado, só poderia ser uma homenagem à Simone, a cara da irreverência.

Após a abertura da sessão, foi dada a palavra à autora do projeto, vereadora Dulcinéia Caldeira (PT), muito emocionada, chegou a arriscar a voz (muito bonita por sinal) cantando parte da música de Milton Nascimento e Fernando Brant, “Menestrel das Alagoas”, um tributo ao saudoso ex-governador de Alagoas, Teotônio Vilela, escrita durante a ditadura militar. Uma canção que fez parte da história das duas, que são amigas há vários anos. Simone, em seguida, discursou, contando parte de sua história de vida e trajetória, desde a infância, o problema relacionado à paralisia infantil, o teatro, a música até os dias de hoje, quando ocupa um importante cargo no governo federal. Ela também chegou a soltar algumas lágrimas, falando dos tempos difíceis e dedicando aquele prêmio aos seus pais, Antônio Albuquerque e Dona Amaziles e aos irmãos. “Sem eles nada seria possível”. Agradeceu também à Dulcinéia e aos demais vereadores, finalizando ao dizer ter muito orgulho de ser monlevadense. Logo depois Antônio Albuquerque Neto, sobrinho de Simone, e eu, tivemos o prazer de fazer uso da Tribuna para prestar uma homenagem à grande mulher, batalhadora e amiga, “Simone da Muleta”.

O Caso Belmar: nasce a *libido do vereador

29 de outubro de 2010

Durante uma e outra palavra, acabamos também deixando algumas lágrimas rolar tomados pela emoção. Tanto eu quanto o advogado e assessor da Prefeitura, Cristiano Vasconcelos de Araújo, que representou o prefeito Gustavo Prandini de Assis. A nossa história de vinte, trinta anos atrás, do teatro, da música e tantas outras coisas. O Cristiano chegou a levantar “defunto”, quando citou a banda de rock da qual era integrante, o “Gás Carbônico”. E segurava o moço para não cair na choradeira. Lembramos da Celeste Semião, de Dona Lucila, nossas vizinhas da querida Vila Tanque.

Mas a melhor da noite ainda estava por vir. Quando usou da Tribuna, o vereador petista Belmar Diniz, cujo pai, Leonardo Diniz, foi muito amigo de Simone durante os tempos de sindicalismo, começou a recordar das visitas que ela fazia à sua casa em dias de festas. Na Tribuna, com um olhar 33 (foto acima ao encarar a homenageada)E lá vai Belmar: “Pois é, Simone, lembro muito de você porque sempre encontrávamos em minha casa nos momentos felizes, em dias de festa. E eu, ainda criança, você me colocava em seu colo. Vou te confessar uma coisa que nunca lhe falei antes”… (Pausa)
2º Ato… Contínuo: “Você sempre usava umas batas transparentes e quando chegava perto de você… Sentia seus seios. Vou te confessar: foi ali que me iniciei sexualmente. Foi ali que tive pela primeira vez a sensação de prazer. Era uma criança. Senti algo diferente”… (Corte. A Censura proíbe revelações picantes – Brincadeira!)

Pois é, mas depois daquela confissão inusitada, durante uma reunião do Poder Legislativo, não teve um ser vivo que segurasse as risadas. Pânico geral na Casa do Povo. Simone, a homenageada, então, não agüentava de tanta gargalhada, mostrando toda sua irreverência e sinceridade. A emoção do ato transformou o choro em risos, como deveria ser com a Simone Albuquerque. Saímos dali sem nenhum stress, apenas alegres pelo momento. Pela espontaneidade do ato do Belmar e de toda platéia presente. De madrugada, num barzinho qualquer, eu, Simone, sua irmã Fabíola e os sobrinhos Neto e Júlia, acordávamos toda a vizinhança com sonoras gargalhadas ao nos lembrarmos do fato. Daí, uma e meia da manhã, telefono para o Magela, lá no Distrito Federal. Conto o episódio e ele, meio sonolento, solta: – Meu Deus do Céu, isto só podia acontecer em Monlevade e envolvendo a Simone. Mais risos. Dormimos em paz.

• Libido (do latim, significando “desejo” ou “anseio”) é caracterizada como a energia aproveitável para os instintos de vida. De acordo com Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada

Prefeitura quer privatizar terrenos

29 de outubro de 2010

Capa de hoje do jornal “A Notícia”

Talvez seja a definição para o que pretende a administração municipal em vender sete áreas públicas, que, segundo justificativa, seria para custear projetos feitos com verbas provenientes de emendas parlamentares. Trocando em miúdos, a Prefeitura quer arrecadar cerca de 2 milhões de reais com a venda dos lotes para executar obras. Ou para sair da crise financeira? Eu, particularmente, sou totalmente contrário, qualquer que seja o motivo. Afinal, considero incorreto esse tipo de privatização, principalmente pelo fato de o município ter uma extensão territorial de apenas 101 Kms quadrados – menor até mesmo que Bela Vista de Minas -, e isso se tornar um dificultador em projetos futuros.

Lembro-me que, durante o segundo mandato do ex-prefeito Germin Loureiro (1983/88), havia a necessidade de encontrar espaços para abertura de uma empresa na cidade e a maior dificuldade foi encontrar uma área pública. E hoje, em pleno crescimento verticalizado, com a expansão da Usina de Monlevade e este boom imobiliário, vender hoje terrenos – alguns deles em áreas nobres – pode significar um enorme arrependimento para os próximos governantes num futuro bem próximo. E pode ser um marco negativo na história dos políticos (Legislativo e Executivo) que aprovarem tal medida.

Deu no “Estadão” – Papa condena aborto e pede a bispos do Brasil que orientem politicamente fiéis

29 de outubro de 2010

Papa Bento XVI ontem no Vaticano. Indireta para Dilma

O PAULO – Em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos. “Quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum.”

Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI reconheceu que a participação de padres em polêmicas podem ser conturbadas. “Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade”, continuou. O pontífice se posicionou também sobre o ensino religioso nas escolas públicas e, relembrando a história do País com forte presença católica e o monumento do Cristo Redentor, no Rio, orientou os sacerdotes que encampem a luta pelos símbolos religiosos. “A presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia de seu respeito”, concluiu.