Archive for dezembro \30\UTC 2010

A gente se encontra em 2011, se Deus quiser…

30 de dezembro de 2010

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Façam suas apostas: Totó Ramos morreu ou não?

30 de dezembro de 2010

Como diz o ditado, “enquanto existir cavalo, São Jorge não anda a pé”. E vale o plágio: “enquanto houver Totó, a Clara fica por cima” (foto).

Mas, o Blog abre as apostas: Totó morreu com os tiros dados pela maquiavélica esposa ou está vivinho da silva? Façam suas apostas.

A monopolização impiedosa em cima da música

30 de dezembro de 2010

As emissoras de rádio têm grande responsabilidade sobre o público, assim como todos os veículos de comunicação. Mas em se tratando de música, o rádio é o maior canal entre o artista e o ouvinte. Em Monlevade, por exemplo, onde a rádio de maior audiência, a Cultura, toca durante quase todo o dia música breganeja da pior qualidade, o que ocorre? O público sem opção vai ao embalo e acaba sendo persuadido a gostar somente desse tipo de música, a breganeja.

Dois anos atrás estávamos eu, o amigo Geraldo Cardoso e seu sobrinho Márcio, em uma casa de shows em Belo Horizonte, o “Cartola Bar”, onde se apresentam grupos jovens de samba (lê-se samba de raiz e não pagode). Abrindo um parêntese, compararia o samba de raiz à música caipira, verdadeira sertaneja, e o pagode à breganeja. Pois bem, mas passamos ali toda a madrugada ouvindo o melhor do samba, onde foram apresentadas músicas do próprio poeta que deu nome ao lugar, Cartola, e ainda de Nelson Cavaquinho, Mestre Fulêro, Marçal, Nelson Sargento, Beto sem Braço, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, Donga, Carlos Cachaça, João Nogueira, Paulo César Pinheiro, Toninho Gerais… – Êpa, quem é este Toninho Gerais? Só para uma referência, autor da música “Já tive mulheres de todas as cores, de todas as idades de muitos amores, com uma até certo tempo fiquei e com outras apenas um tempo me dei”… Não carece mais apresentações após ter sido gravada por Martinho da Vila e disparar entre as mais ouvidas em todas emissoras de rádio do país.

Pois bem, mas fazendo um paralelo entre o que se ouve aqui e em outras cidades, principalmente nas capitais, há uma distância imensa. Em Monlevade, infelizmente, os ouvintes não contam com muitas opções musicais, como a MPB de qualidade. Aí virão os defensores dissimulados da música de péssima qualidade dizer que “tocamos o que o povo quer ouvir. Do que ele gosta”. Mentira, porque este mesmo povo também gosta da boa música. O que ocorre é que ele não tem acesso a outro estilo musical e fica bitolado em duplas breganejas gritando em seus ouvidos, com letras de corno fazendo a sua alegria. Gosto musical não pode ser monopolizado, como algumas rádios e parte da indústria fonográfica querem.

Só a título de informação: assim como amo o samba de raiz, também amo a música genuinamente sertaneja. E posso citar aqui algumas peças deste cenário tão rico que canta a nossa terra, entre eles Pena Branca e Xavantinho, Tonico e Tinoco, Milionário e Zé Rico, Iana, Rolando Boldrin, Xangai, Elomar, Vital Farias, Inezita Barroso e Ricardo Teixeira.

Eles não sabem quem é “Toninho Gerais”

30 de dezembro de 2010

Para completar a conversa e passar régua: na tarde dessa quarta-feira, 29, tive a confirmação desse monopólio, ao entrar em duas casas que vendem discos em Monlevade: uma do Toninho (MR Som) e a outra do Nozinho (Sintonia Lazer). Ambos conhecem muito de música porque vivem disto. Mas deveriam se atualizar. Ao procurar o novo CD de Toninho Gerais – um compositor e cantor mineiro nascido e criado em Belo Horizonte e radicado no Rio de Janeiro alguns anos, criador de sambas maravilhosos sempre gravados pelos bambas do samba, Martinho da Vila e Zeca Pagodinho -, a resposta dos proprietários de casas que comercializam música foi a seguinte: “quem é este”? E o Nozinho ainda concluiu: “aqui na loja eles pedem é Teodoro e Sampaio. O povo gosta é disso”. Sorri, virei as costas e fui embora, decepcionado.

Fica então um conselho ao público ouvinte de rádio de João Monlevade: procure outras opções.

Este é Toninho Gerais, um dos compositores mais respeitados hoje no país

29 de dezembro de 2010

Amizade sincera

29 de dezembro de 2010

Teria vários assuntos para comentar, criticar. Mas é final de ano e a hora é de agradecer, refletir, pensar nos amigos. Hora de pensar no novo e deixar o velho para trás. Hora de se mirar na ave Fênix.

Por isso, e pelo ano que se vai e pelo que vai nascer, obrigado a Deus. Principalmente pelos amigos, os leais, verdadeiros, que estão contigo em qualquer situação. E há situações recíprocas. Todos dependemos de todos.

E eu, felizmente, posso fazer uma lista dos amigos. Tenho este privilégio. Deus me deu a oportunidade de ser odiado por poucos e amado por muitos, modéstia de lado. Amigos da família, da Vila Tanque, da infância, do Scharlé, do Estadual, do Grêmio, Ideal, Social, Recreativo, do Polivalente, dos tempos de República, do samba, do jornalismo, de Itaoca, dos políticos, da profissão, da lagoa, dos jogos de buraco, da Faculdade. Amigos, dizem eles, são muito poucos, mas eu tenho tantos e mais alguns. Gostem de mim ou me odeiem, mas eu gosto de ser o que sou.

Amores são raros, mas sobrevivemos sem eles. Amigos são raros também, mas choramos sem eles. E pela amizade, um Feliz 2011 para todos…

Abaixo, textos de Machado de Assis e Vinícius de Moraes sobre a amizade.

Bons Amigos

29 de dezembro de 2010

“Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar. Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende. Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar. Porque amigo sofre e chora. Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção. Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros. Porque amigos são herdeiros da real sagacidade. Ter amigos é a melhor cumplicidade!”

Machado de Assis

Podemos perder amores, mas jamais os amigos

29 de dezembro de 2010

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.

E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências …

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários. De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer …

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!

Vinícius de Moraes

Exemplo: é preciso atitude!

27 de dezembro de 2010

O mundo precisa mesmo é de pessoas que tenham atitude. Nem sempre o poder financeiro é a solução dos problemas. E um bom exemplo vem daqui de Monlevade, aliás, do bairro Novo Horizonte, onde resido. Tão próximo e até então um fato desconhecido. Mas isso porque se trata de uma pessoa que não se preocupa em aparecer, mas em fazer, ter atitude.

Pois bem, mas recebi agora a pouco um e-mail da amiga Selma Taveira Drumond, monlevadense que reside no Vale do Aço. Veio passar o Natal com a mãe e me apresentou (via e-mail) o cidadão Mauro Nunes, que reside à rua Bernardo Sayão, ao lado da Pizzaria Firenze. Escreveu a Selma sobre ele: “durante todo o ano, ele recolhe brinquedos novos e usados, bicicletas e, quando precisa de algum conserto, ele mesmo o faz.
Então nos dias 24 e 25 de dezembro sai em carreata com os amigos distribuindo os presentes
para as crianças carentes. É emocionante… Ver que quem quer, faz, independente de ter ou não dinheiro. Basta ter boa vontade e atitude”.

Então, aproveitando o clima natalino que ainda impera e com a proximidade de mais um novo ano, a homenagem do Blog a este grande homem, a este exemplo de cidadania, e que outros “mauros” possam surgir para fazer mais crianças e mais adultos felizes. Deus te dê a recompensa.

Na foto, o Papai Noel Mauro que, com a ajuda de amigos, oferece um Natal mais humano às crianças carentes

Foto do Dia

27 de dezembro de 2010

Selinho? Não por parte da apresentadora Hebe Camargo, que ontem foi homenageada no programa do Faustão. Nesta foto publicada no Portal globo.com, pode-se notar que o ator global deu mesmo o selinho, mas a Hebe, não. A veterana da TV Brasileira foi com tudo…