Archive for janeiro \31\UTC 2011

Onde está o “Coqueiro” de São José?

31 de janeiro de 2011

Dois pesos: duas medidas… Mas onde está o “Coqueiro” de São José (foto acima)? Afinal, há mais de 30 anos lá estava ela, bela e robusta. Uma vista que chamava a atenção. Tratava-se de um coqueiral, bem em frente à fachada principal da Matriz São José Operário, construída pela Belgo-Mineira e inaugurada em 1948. Em 1999, após plebiscito, foi eleita como o símbolo de João Monlevade, conquistando mais votos do que até mesmo o Solar Fazenda Monlevade, que mais representa a nossa história. Mas o povo foi quem escolheu.

Bem, mas na noite de sábado, 29, ao chegar no “Bar do Cláudio” – que fica em frente à Igreja – algo havia mudado no cenário daquela bonita paisagem. Mas só tomei tento após ter sido informado pelo próprio comerciante de que a árvore de coqueiro havia sido tombada, assim como duas pequenas palmeiras que ficavam ao lado. Espantei-me no início. Afinal, houve autorização dos órgãos competentes (como o IEF e o Codema, por exemplo) para que as árvores fossem cortadas? Não se pode cortar árvores ao bel prazer. O coqueiral foi jogado ao lado do prédio da Congregação Mariana e estava lá pelo menos até a noite desse domingo.

Bem, mas observando pelo lado da estética e da história arquitetônica, é verdade que o pé de coqueiro tirava toda a visão da fachada da Matriz São José Operário. Era ofuscada pelo coqueiral. E eu mesmo cheguei a comentar várias vezes com colegas de que a árvore era uma agressão à arquitetura da Igreja. Assim como é o prédio da Congregação Mariana, que foi ali construído sem nenhum sentido e que, com certeza, deve ter feito remexer no túmulo o arquiteto idealizador da obra, Yaro Burian. Uma afronta, como tantas outras ocorridas em nossa cidade no aspecto da história. Por outro lado, fica a questão ambiental, que foi severamente agredida. O povo da região do Centro Industrial, em sua maioria, aprova o novo visual.

Novo padre é radical

31 de janeiro de 2011

O novo padre da Paróquia de São José Operário, o monlevadense José Felipe Bastos, que se mudou de sua terra-natal ainda criança, retorna e deseja mesmo radicalizar, no aspecto positivo, as ações da Igreja que assume. E, mesmo sem tomar posse ainda oficialmente na Paróquia (Padre Marcelino está gozando férias) – o que ocorrerá nesta quinta-feira, 3 de fevereiro -, ele já deu provas a que veio. Primeiramente, mostrando-se conservador, fez retornar com os badalos do antigo sino que se encontra parado há tantos anos. Depois introduziu a benção (como a que ocorre na Paróquia de Carneirinhos às terças-feiras, idealizada pelo Padre Aloísio), que ocorre na São José todas as quintas-feiras a partir das 19 horas e a igreja tem ficado lotada de fiéis. Ponto para o novo padre, que com isso fortalece o seu rebanho, obviamente. E agora ele iniciar uma campanha para revitalizar a Matriz, com pintura original e obras em geral, além de trabalhar também para iluminar toda a fachada da Igreja, e o primeiro passo foi retirar o pé de coqueiro e as palmeiras. Outra questão interessante: ele também pretende fazer o altar voltar à sua forma original de quando a Igreja foi construída, o que é maravilhoso para a história de nossa cidade. E o mais importante: tem apoio de sua comunidade. Tanto que o corte das árvores partiu de lideranças comunitárias da região, logicamente com apoio do padre Felipe.

Pois bem, mas sem querer polemizar se a árvore deveria ou não ser cortada, eu tiro o chapéu ao padre que chega com a mentalidade renovada e, esse seu lado conservador é muito importante para preservação de nossa história. Faz lembrar do Frei Paulo (hoje um Padre nômade que vive no Brasil e em outros países da América Latina), que chegou à Paróquia do bairro Vila Tanque, nos anos 1970, e revolucionou toda a Igreja e fez brotar um novo sentimento entre os jovens da época. Acho que a Igreja Católica precisa de líderes assim, ou seja, mais determinados e menos acomodados.

Padre José Felipe: monlevadense da gema

(Foto: Rodrigo Andrade – “A Notícia”)

O caos e o desrespeito ao paciente por parte do PA

31 de janeiro de 2011

O fato que irei relatar ocorreu no início da tarde dessa segunda-feira, 31 de janeiro de 2011, comprovando a falta de desrespeito para com o ser humano, o paciente, que necessita de cuidados médicos no PA de João Monlevade.

Um rapaz (cujo nome irei omitir por enquanto) começou a sentir dores fortes no peito em seu local de trabalho, localizado na avenida Castelo Branco, bairro República, quando seu patrão imediatamente o levou ao PA. Em seguida retornou ao trabalho e deixou lá o seu empregado aos cuidados médicos. Alguns minutos depois o empregado liga novamente ao patrão, e lhe diz que “Estou aqui no ponto de ônibus em frente ao PA. É que eu preciso de uma exame de Raio-X do tórax e o aparelho aqui está estragado. Tenho de ir para o hospital”. O patrão retornou ao local (em seu veículo) e levou o seu empregado até o HM, onde fez o exame e foi medicado.

Onde estamos? O paciente com dores no peito chega ao PA e é orientado a ir até o hospital, e foda-se se ele não tinha uma condução própria. Tinha de aguardar ônibus no ponto até que talvez sofresse um infarto. Porque no PA não havia sequer uma ambulância, o que é obrigatoriedade em qualquer estabelecimento de saúde.

Por favor, J. Henriques, conhecedor dos casos relativos à saúde, nos explique essa aberração. E fico a pensar que estamos em João Monlevade, uma cidade de pouco mais de 70 mil habitantes, sem zona rural, cidade próspera pela siderurgia e comércio, de uma sociedade politizada e com um número tão grande de universitários. E temos de passar por isso?

Prefeito congela a passagem de ônibus

31 de janeiro de 2011

Atendendo aos interesses da população monlevadense, o prefeito Gustavo Prandini de Assis determinou o congelamento do preço das passagens de ônibus do transporte coletivo municipal. O Conselho Municipal de transportes, CMT, pediu que a tarifa sofresse um reajuste de 30 centavos, passando dos atuais R$ 2,50 para R$ 2,80. Com esta decisão não haverá aumento das tarifas.

Antes que qualquer reajuste seja discutido, a Prefeitura vai realizar estudo técnico para melhor aferição da planilha de custos do transporte coletivo. Parabéns ao prefeito que assumiu a responsabilidade de manter o preço congelado e com certeza ganhou muitos pontos diante dos usuários do transporte coletivo em Monlevade. Basta saber se a empresa terá condições de manter o mesmo serviço, apesar de sabermos que Monlevade tem hoje uma das passagens mais caras do Brasil.

“João Monlevade: Caminho de Riquezas”

29 de janeiro de 2011

Estaremos lançando em março próximo o projeto “João Monlevade: Caminho de Riquezas”, graças ao apoio de várias empresas e entidades. O objetivo é o de resgatar toda a história de nossa cidade para que as gerações atuais e futuras possam conhecer pessoas e lugares que fizeram parte de nossa João Monlevade.

O projeto partiu da proposta do jornal “Morro do Geo”, que em fevereiro próximo completa 10 anos de criação, ou seja, de relatar a nossa história e manter viva em nossas memórias a luta dos homens que agui plantaram a sua semente e deixaram as suas obras.

Aproveito para agradecer às pessoas envolvidas no projeto, que são Junino Couto, Carla Santos (comunicadora visual), o historiador F. de Paula Santos e o professor Dadinho, além da Shine On, responsável pela criação do Site. E, além do Site, CD´s serão distribuídos às escolas de Monlevade relatando toda a nossa história. Aguardem para confirmação da dada do lançamento do projeto.

Abaixo uma pequena mostra de pessoas e lugares que estão inseridos ao resgate da história política, social, cultural e esportiva de nossa terra:

Esta foi uma das primeiras formações do Atletic, da Vila Tanque, no ano de 1946. Em pé, da esquerda para a direita: Zé Pó, Joaquim, Ulisses, Frederico, Zé Vitor, Deco, Joaquim Etelvino e Zimba. Agachados, na mesma ordem:Zé Carlos, Costa, Gigante, Moacir e Cafajeste. O público já compare ia ao estádio do Jacuí

Um dos esportes preferidos de Caetano Mascarenhas era o Basquetebol, que foi a primeira equipe a ser formada no Grêmio, e tornou-se muito popular. Aqui a equipe se prepara para mais um confronto contra o time da Belgo-Mineira, de sua unidade em Sabará. Na foto, em pé: Roberto Coutinho (técnico), Mazart, Bonlanger, Leopoldo, Décio Guzman e Hugo Freire. Agachados: Camarão, Olavo Dentista, Hélio Bundinha e Natalino

Josué Dias, primeiro vice-prefeito do município de João Monlevade. Um dos personagens biografados no projeto

Rodrigues Alves, outro personagem biografado

Vista parcial da rua Siderúrgica na década de 50

Realização do X festival de Inverno de João Monlevade, com a presença do cantor e compositor Marku Ribas

Foto histórico durante solenidade realizada no Anfiteatro do Centro Educacional: o ex-prefeito Antônio Gonçalves, a saudosa ex-primeira dama Dona Helena, o saudoso ex-prefeito Germin Loureiro (Bio) e a também ex-primeira dama Zarif Loureiro

Vista parcial da antiga Cidade Alta

Arquivo: jornal “Morro do Geo”

O mal da política retrógrada de J. Monlevade

28 de janeiro de 2011

O assunto ao qual irei me referir agora não será nenhuma novidade, mas vez ou outra é bom sermos repetitivos. Às vezes segue a máxima de que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.

É que hoje pela manhã conversava com o amigo “Nem Zonzeira” (os conhecemos pelo apelido), irmão do Dr. Hamilton, quando ele fez a seguinte observação: “Marcelo, uma das coisas que mais prejudica a nossa cidade é esse atraso na questão política. Veja, por exemplo, as situações em que se realiza uma obra ou uma proposta interessante e bom pra o município, por um governo, e o seu sucessor, quando oposição, simplesmente abandona aquele projeto. Isso pelo puro prazer de não dar continuidade à obra de um opositor”.

Realmente, e o Nem está coberto de razão. Já apresentei por aqui e também na mídia escrita e falada de Monlevade os absurdos que sempre ocorreram e já dei vários exemplos daquilo que deixou de ser feito por um futuro governante de nosso município. O amigo ainda citou o ginásio esportivo Li Guerra. Assim como eu falo da avenida Gentil Bicalho, construída no governo do ex-prefeito Laércio Ribeiro e que está simplesmente abandonada. Carlos Moreira, durante oito anos, nada fez pela via de extensão da Wilson Alvarenga e que poderia desafogar o trânsito na região do bairro Santa Bárbara, fazendo da Getúlio Vargas, naquele trecho, mão única. Assim como o prefeito Gustavo Prandini de Assis deu fim à isenção da taxa de água para quem consome até 10 metros cúbicos somente porque foi uma ação do governo Moreira. Mas essa pobreza de espírito e essa política retrógrada apenas prejudicam a população num todo.

Mas um dia, Nem, quem sabe, farão parte de nossa história políticos menos conservadores e estadistas, preocupados apenas em construir uma Monlevade melhor e sem interesses de agradar este ou aquele grupo. Este dia chegará, com certeza.

Blogueiros chamados para audiência na Amepi sobre a 381

28 de janeiro de 2011

O diretor executivo da Amepi, Eduardo Quaresma, entrou em contato comigo na manhã dessa sexta-feira e pediu para que fosse encaminhado aos blogueiros de João Monlevade convite a participarem de uma audiência pública na sede da entidade, a se realizar na próxima segunda-feira, 31, a partir das 9 horas. O assunto é “Duplicação da BR-381: Rodovia da Morte”. Para Quaresma, é muito importante a nossa presença, mesmo porque a comunidade monlevadense que faz parte da Blogosfera tem sido atuante e já até formou uma comissão para apresentar propostas em sensibilizar as autoridades federais para que seja realmente realizada a tão sonhada obra de duplicação da BR-381, entre Belo Horizonte a Governador Valadares. Portanto, estaremos lá.

Desde já, peço desculpas aos amigos blogueiros Célio Lima, J. Henriques, Marcelinho Dentista, Werton Santos e Fernando Garcia, e ao leitor José da Conceição, pela ausência de ontem na reunião para se debater o trânsito em Monlevade. E por favor, nos mandem as propostas apresentadas ontem. Até segunda, então na Amepi, se Deus quiser. A 381 é hoje prioridade ZERO.

28 de janeiro de 2011

Foto publicada hoje no jornal “A Notícia”, dos irmãos Lucas, 11; e Luiz Henrique, 8. Mais duas vítimas da assassina BR-381.

Queremos duplicação, já!

Gostaria de dormir sem falar da 381

28 de janeiro de 2011

Gostaria de dormir sem ter de falar da 381. De seus mortos e de suas tristezas… Das incertezas de pegar essa estrada e deparar com a natural morte. Como escreveu um leitor, viver a “roleta russa”. Aquela bala que pode ser fatal. Triste todo dia, quase diariamente, quase semanalmente, atravessar esse trecho de exatos 112 Kms enfrentando mais de 200 curvas cujos projetistas da época devem ter atendido pedidos de fazendeiros, posseiros e políticos para que aquele pedaço de terra não se envolvesse nas indenizações. Daí curvas mal planejadas, sem rodo e conseqüentemente puxando para o lado oposto, ou seja, para o encontro direto com outro veículo.

Gostaria de dormir sem pensar no amigo “Luiz do Cavaco” (foto acima ao lado de Rominho), que também morreu na 381, próximo ao “Cascata Lanches”, num 1º de agosto de 1993. Ou nas crianças de 8 e 11 anos, irmãos, que foram tão prematuramente em um 26 de janeiro de 2011. Ou ainda me lembrar daquele acidente que fez como vítimas o professor Drubisck e o filho Marcelo Drubisck, de apenas 7 anos, naquelas férias de julho de 1971. No seu fusquinha vermelho… Há muitos anos, a 381 (na época denominada de 262) já mata tanta gente. Tanta que o artista plástico Onézimo Marcelo, popular “Nem”, em uma de suas charges publicada no jornal “Atualidades”, nos anos 1970, mostra a rodovia que liga Monlevade a Belo Horizonte recheada de cruzes, como que marcando o número de vítimas fatais ao longo da estrada.

E se passou tanto tempo, tantos homens, tantos governos, e nada foi feito. Apenas obras paliativas, sem solucionar o problema pela raiz. E ainda há pessoas que pensam pequeno, de forma partidária, como se o importante dessa história fosse responsabilizar o governo estadual pela demanda dos mortos. Por essa carnificina. A BR-381 é uma rodovia federal e cabe ao governo federal cuidar dela. E, se não privatiza a estrada, então que cuide dela e respeite os seus usuários. Filhas da puta, entre eles os mais recentes ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, que nada fizeram para evitar que a nossa estrada fosse hoje conhecida em todo o país como a “rodovia da morte”. E podemos provar que o medo das autoridades em atravessar este trecho é tão grande que o espaço aéreo entre BH a Monlevade tem crescido assustadoramente em relação ao número de helicópteros, fazendo do campo do Real e do estádio Louis Ensch dois importantes heliportos de nosso estado. Qual deles se arriscaria em viajar pela 381?

PS: E ainda mais de três mil monlevadenses votaram no deputado Alexandre da Silveira, que durante quatro anos dirigiu o Dnit e nada fez de concreto pela duplicação da “rodovia da morte”. Pagamos pela nossa omissão.

Faz-se mais que necessária uma corrente regional pela duplicaçã da 381

27 de janeiro de 2011

É preciso mais que palavras para que a BR-381, no trecho entre Belo Horizonte a Governador Valadares, seja duplicada. Trata-se de uma obra cuja prioridade é zero, como disse recentemente o governador Antônio Anastasia. É preciso vontade política apartidária e sem interesses econômicos e pessoais. E não podemos brigar e nos revoltarmos apenas em momentos pós tragédias, como a ocorrida ontem e que matou duas crianças e dois adultos, entre eles a avó do menino e da menina. É preciso ir à luta, dar porrada e exigir através de uma ação popular da região integrada por municípios da Região Metropolitana de BH, do Médio Piracicaba, do Vale do Aço e do Vale e Alto do Rio Doce. Temos poder político de sobra nessas cinco regiões.

E a sociedade monlevadense quer, está sensibilizada com a gravidade do problema e não aguenta mais tantas mortes ao longo da 381, a já popular em nível nacional conhecida como a “Rodovia da Morte”. Dá medo e tristeza. Bastam notar o número de comentários postados de ontem para hoje em nosso Blog e de outros colegas da Blogosfera. Abaixo seguem mais quatro que inseri minutos atrás na página principal e outros que postei pela manhã, sem contar outros que estão apenas na página de comentários. Isso demonstra a nossa indignação e revolta.