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“Bar do Tatão”: um adeus para deixar saudade

28 de fevereiro de 2011

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Tatão, de vermelho; e Paixão, de verde, entre amigos e fregueses

Como diria o poeta, compositor e cantor Paulo César Pinheiro, “o importante é que a nossa emoção sobreviva”. Afinal, a nossa vida é vivida de emoções, de transformações. Um dia nos reserva surpresas distintas ao outro. E assim caminhamos pela vida.

E este domingo, 27, data em que o meu filho mais novo completou mais um ano de vida, graças a Deus, mais uma emoção vivida. E, além deste grande presente, outro fato também me emocionou ao participar da festa de despedida do “Bar do Tatão”. Esta figura ímpar que há 42 anos se tornou um dos especialistas – com pós, mestrado e doutorado -, em relações humanas. Somente na esquina da Jardim Paraíso com a Louis Ensch está há quase 20 anos, depois que passaram por ali o Remo (“Chora na Rampa”) e o Sr. Geraldo (“Vaca Atolada”). O Tatão sempre ao lado do irmão, o fiel escudeiro “Paixão”, servindo o melhor caldo do Brasil. – Vai um de mocotó ou de mandioca? Mas o mais procurado era o misto.

Bar simples, entre algumas mesas, cadeiras, o balcão e meia dúzia de bancos. Fregueses fiéis, entre jovens e velhos, moços e moças, casais. E alguns tradicionais, cuja lembrança e referência se dá no saudoso Guido Soares. Este sim era o mais presente entre todos os presentes. A sua mesa sempre a mesma, no canto esquerdo na parede da esquerda. Como na música de Jacob do Bandolim, sempre estará faltando ele naquela mesa… Mas outros o substituem, entre os quais Luis “da Lavanderia”, mas sempre respeitando a mesa que foi do Guido. Por isto se tornou freguês de outra. E também o “Totó”, a figuraça que não passa uma noite sem dar uma espiadinha no boteco. E do lado de lá do balcão, O Paixão e seus jargões mais que tradicionais: “Aqui não, Pica-Pau”. “Aqui não, Nenen”. De onde, meu Deus, o Paixão tirou tanta inspiração?! E mais ao fundo, na cozinha (que somente na tarde desse domingo tive o prazer de conhecer) o Tatão esquentando e servindo seu tradicional caldo nos tradicionais copos. Há até um cor-de-rosa que, segundo ele, é para os atleticanos (rs). Estava me esquecendo, mas uma outra pessoa é peça fundamental nesta história: a sua esposa. Com muita dedicação e companheirismo, ela sempre esteve ao lado do Tatão durante essas quatro décadas.

Mas agora irá sucumbir o “Bar do Tatão”, em nome do progresso, dos edifícios, do crescimento verticalizado. E nunca mais a esquina da Louis Ensch com a Jardim Paraíso será a mesma. Uma pena, mesmo pra mim, que comecei a freqüentar o estabelecimento há tão pouco tempo. Mas que me tornei fã à primeira vista. Dos irmãos, do lugar, das pessoas e principalmente do caldo (rs). Mas, como escreveu uma das irmãs de Tatão e Paixão, durante a festa de despedida realizada ontem no bar, “o importante é consolidar as amizades”. Amém! E já começa a campanha pela busca de outra esquina, para que possamos continuar degustando os caldos de mocotó e mandioca no “Bar do Tatão”, e ouvindo a “resmunguice” do Paixão. “Aqui não, Pica-Pau”…

Apesar de tantas vezes ter vontade de sair de Monlevade e dar um adeus para esta cidade, a minha relação com ela me impede de já ter tomado esta decisão. Principalmente por causa das pessoas que aqui habitam e que fazem o seu cotidiano de várias formas. Todos somos pôrras-loucas, mas alguns são mais corajosos e demonstram mais ousadia naquilo que fazem.

E na tarde desse domingo, ao sair da festa de despedida do “Bar do Tatão”, vou ao “Hora-Extra” para presenciar à “Micarêta” organizada pelos folclórico “Nozinho”, ainda conhecido como “do Taberna”, apesar de hoje comandar uma loja de discos. Tudo decorado com balões e serpentina no pré-carnaval do Nelson. E como diriam os mais novos, “Véio”, foi bom demais ter pintado por ali. Além do Nozinho, quem mais acompanhava o improvisado carnaval de “salão”, no famoso “Hora-Extra”? Figuras mais que interessantes: Pedroca, Miguel, Teixeirinha, Cigano, Gessiley, Dilcin, o anfitrião Nelson e mais esta gente legal que aparece na foto. Querem saber? Coisa deste tipo só em “J. Romão”. Pode crer numa boa, bicho!

Tatão com a esposa, e o amigo Zé Rutinho e esposa

Com o filho e amigos, atrás do balcão

Mais um grupo na despedida

Homenagem feita por uma das irmãs dos homenageados

Familiares também participaram da confraternização durante a despedida

Descontração foi a tônica da festa, com muito churrasco e geladas

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“Micareta” no Hora-Extra

28 de fevereiro de 2011

Apesar de tantas vezes ter vontade de sair de Monlevade e dar um adeus para esta cidade, a minha relação com ela me impede de já ter tomado esta decisão. Principalmente por causa das pessoas que aqui habitam e que fazem o seu cotidiano de várias formas. Todos somos pôrras-loucas, mas alguns são mais corajosos e demonstram mais ousadia naquilo que fazem.

E na tarde desse domingo, ao sair da festa de despedida do “Bar do Tatão”, vou ao “Hora-Extra” para presenciar à “Micarêta” organizada pelos folclórico “Nozinho”, ainda conhecido como “do Taberna”, apesar de hoje comandar uma loja de discos. Tudo decorado com balões e serpentina no pré-carnaval do Nelson. E como diriam os mais novos, “Véio”, foi bom demais ter pintado por ali. Além do Nozinho, quem mais acompanhava o improvisado carnaval de “salão”, no famoso “Hora-Extra”? Figuras mais que interessantes: Pedroca, Miguel, Teixeirinha, Cigano, Gessiley, Dilcin, o anfitrião Nelson e mais esta gente legal que aparece na foto. Querem saber? Coisa deste tipo só em “J. Romão”. Pode crer numa boa, bicho!

Marchinhas e Sambas de Enredo: uma combinação perfeita

25 de fevereiro de 2011

Carnaval é tempo de “carnavalhar”. Tempo de brincar e deixar a fantasia tomar conta do medo, das frustrações, das decepções, do cotidiano e dos problemas. E, entre pierrôs e colombinas, apaixonados durante aquelas quatro noites de “folia e brincadeira”, fazes como Zé Keti, e beije-a agora que ela não levará a mal, porque é carnaval. Entre os salões iluminados, entre as marchinhas e os sambas de enredo, é tudo motivo de botar o bloco na rua, como diria Sérgio Sampaio. Tudo é sem intenção de machucar.

Eu me lembro muito bem dos meus carnavais do Social e Ideal Clube. Das paixões carnavalescas, entre neuzas, glórias, cássias, marias. Dos beijos suados e da roupa molhada de suor misturada ao hálito da cerveja e da vodka. Marchas-rancho, como “Goiabada-Casão”, de João Bosco e Aldir Blanc. “Depois café, cigarro e um beijo de uma mulata chamada Leonor, ou Dagmar”… E ainda “amar o rádio de pilha, o fogão-jacaré, o domingo, o bar. Onde tantos iguais se reúnem contando mentiras pra poder suportar”… E assim passam os blocos, caricatos e carnavalescos. E eu nauqle salão ao som das bandas do Julinho e do Edmo. Nos taróis, Zaru, Adilson, Geraldinho Vieira, Toca. Nos surdos, Pereira, Gerson Caldeira. E nas vozes Severino Miguel e Geraldi di Noite. Entre clarins, pistons, trombones, saxs. “Hoje eu não quero sofrer. Hoje eu não quero chorar. Botei a tristeza lá fora. Mandei a saudade esperar”… E ninguém quer.

As marchinhas e os sambas de enredo, como “a minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela. Fiz um estandarte fascinante no maior show da terra”… Samba enredo da União da Ilha de 1981 que se imortalizou na interpretação de Caetano Veloso. E tantos outros. Basta acessar o site http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diadecarnaval8.html

E bom carnaval a todos!…

Com vocês, a última sobre o Crucifixo

25 de fevereiro de 2011

Tempo de Carnaval

É tempo de carnaval e pretendo, durante esses dias que antecedem à folia, e durante os quatro dias da festa momesca, deixar os assuntos polêmicos de lado. Mas, dependendo do caso, não terei como ficar omisso. Sabem como é… Mas, vamos ao menos tentar de não falar mais do polêmico caso do Crucifixo… Esperem aí, mas antes de me ausentar dos assuntos políticos, tenho que repassar aos meus leitores uma proposta me passada hoje pelo professor Eronides, do Fisk. Ele citou três fatos interessantes contrapondo a justificativa do Pastor Carlinhos, presidente do Legislativo que, afirmou somente ter retirado o Crucifixo do Plenário da Câmara alegando que o Estado é laico, portanto agindo dentro a legalidade. Mas todos sabemos que foi por intolerância religiosa. O que apresentou Eronides?

Primeiro: sendo o Estado laico, ele jamais poderia usar a alcunha de “Pastor” como candidato a vereador. Foi muita incoerência de sua parte.

Segundo: O ex-prefeito Carlos Moreira e o atual Gustavo Prandini de Assis, declaradamente católicos, poderiam ter baixado um decreto, retirando da praça do Lindinho aquele ornamento que se tornou um símbolo das igrejas evangélicas de João Monlevade. Na época, a proposta foi feita pelo ex-presidente da Câmara, Juninho Starling. Também fere o direito de o Estado ser laico.

Terceiro: A imagem do Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, considerado hoje uma das sete maravilhas do mundo, também poderá ser derrubada caso assuma o governo carioca algum político evangélico. Aliás, o ex-governador Antônio Garotinho, evangélico, tentou retirar os crucifixos dos prédios públicos da capital carioca, mas não foi feliz em sua empreitada. Viu que era ruim para ele politicamente. Só mesmo o “laico” Pastor Carlinhos permanecer com sua intolerância e a forma ditatorial de “fazer tudo na marra”.

Portela: O samba e seus mistérios

25 de fevereiro de 2011

O Canal Brasil, 66 da Sky, está com uma programação especial durante esta semana – que está indo ao ar de dezoito e trinta até vinte e quinze horas. São reportagens, documentários e entrevistas com a história do carnaval carioca, desde a década de 30, no século passado. Um show em matéria de resgate.

Pois é, mas no programa de ontem, quinta-feira, foi ao ar um documentário dirigido por Lula Buarque de Holanda, intitulado “Os mistérios do Samba”, que narra a história e o cotidiano dos integrantes da Velha Guarda da Portela, a mais tradicional entre as escolas de samba do Rio de Janeiro, quiçá do Brasil. Com a presença dos homens e mulheres de Madureira que ajudaram a construir e a ganhar tantos títulos no carnaval carioca ( a maior campeã de todos os tempos), e ainda as participações especiais de Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e Marisa Monte, deu para emocionar ao ver Monarco, Tia Eunice, Casquinha e tantos outros portelenses falar do cotidiano e da paixão pela escola azul e branca. Como bem descreveu Paulino da Viola, “desde menino, quando passava por Madureira e assistia às rodas de samba com grandes mestres e gente da comunidade, dava aquela sensação diferente de presenciar um fato único, onde todas as pessoas eram protagonistas, sem qualquer distinção. Só vendo a Velha Guarda da Portela”.

E realmente só o samba para se identificar com os mistérios, com seus grandes compositores, entre os quais Candeia, Zé Keti, Noca da Portela, Manacéia, João Nogueira, Aldir Blanc, Agepê, Alcides Dias e Cia. ver a divindade deste pessoal, gente simples, continuo a refazer o meu antigo sonho, que é o de me mudar para a cidade maravilhosa, freqüentar a Lapa, com meu chapéu coco, calça e sapatos brancos, e participar das rodas de samba desses brasileiros ilustres. Para isso não tem dinheiro que pague. E viva a Portela e sua Velha Guarda! E via Paulo da Portela e Natal!

Tréplica do Gleber Naime

24 de fevereiro de 2011

Como eu previa e escrevi na madrugada de hoje, segue abaixo a réplica do ex-vereador por Monlevade, Gleber Naime de Paula Machado, à carta assinada pelo vice-prefeito Wilson Bastieri.

Resposta de Gleber Naime à Carta do vice-prefeito Wilson Bastieri:

24 de fevereiro de 2011

“Lamento que uma opinião pessoal tenha causado tanto transtorno. Em primeiro lugar, não me referi em momento algum em “racha de PT e PV”. Apenas respondendo a uma entrevista expressei minhas opiniões pessoais, que não refletem, obrigatoriamente, a opinião do Diretório Municipal nem dos filiados do PT.

Peço desculpas ao nosso vice-prefeito e aos filiados do PT que participam do governo municipal, e que têm cumprido suas obrigações perante o povo da cidade, pois não os consultei sobre minhas respostas.

Para esclarecer:

1. Afirmei que ajudei o PT a eleger o prefeito Gustavo, e não que elegi o prefeito, aí vai uma grande diferença. Reconheço a participação fundamental da nossa militância. Sem ela realmente não teríamos ganhado as eleições.

2. Não tenho ouvido ninguém em particular sobre a situação política de João Monlevade, apenas acompanhado os acontecimentos desde o início, uma vez que o diálogo que imaginei que teríamos, e que dele eu faria parte, não ocorreu até hoje.

3. Afirmei e reafirmo que o PT estará unido, como sempre, em 2012. Ou não estará? E se o Partido entender, teremos candidato ou candidata a prefeito da cidade. O que tem demais nisso?

4. Sei que o PT é governo na cidade. E disse que aí reside um problema, pois minha opinião é que mais pagamos do que ganhamos até agora, do ponto de vista político.

5. Eu disse e reafirmo que há tempo de resolver todas essas diferenças e viabilizar o projeto que defendemos para João Monlevade, que foi expresso nas administrações populares de Leonardo Diniz e Laércio Ribeiro.

6. Encerro aqui minhas opiniões públicas sobre a política local, registrando que esse desencontro apenas revela o pouco diálogo entre as partes constitutivas da atual administração”.

Ats
Gleber Naime de Paula Machado

Era uma vez…

24 de fevereiro de 2011

A narrativa em linguagem coloquial é uma homenagem a um dos maiores compositores deste país, Adoniran Barbosa (foto), que tão bem representa o povo brasileiro, com a sua poesia e musicalidade. Este povo simples. Que pode até falar errado, mas é sábio. Muito mais que muitos doutores.

… Uma juíza que trabaiava na Comarca de uma cidade do interior. Havia chegado fazia pouco tempo. E já-já iria embora. Porque esses doutores, gente importante, não esquenta lugar por essas paragens. Sempre são promovido e indo para a capitá ou um lugar maiorzinho. Não é mesmo? Por isso ela conhecia pouco o nosso lugarejo. Mas como disse um cumpadre, antes de imbora, depressinha ela acaba ganhando um tírtulo de cidadania. Aqui os nobre vereador gosta de dar presente para os de fora.

Mas um dia, lendo um jornal da cidade, fiquei espantado pelas falas da tar juíza. Nun fiquei muito sastifeito porque a gente é daqui e os moço que faz os jornal é que dá as notícia da cidade. Imagina nós todo sem saber de nada que acontece por essas bandas! Mas tava lá escrito. A dotôra falou que “os órgã de imprensa da cidade sés uliza de seus espaço para lavar roupa suja e não faze um bom selviço para a comunidade”. Mas ela conhece a história dos moço que faz jornal aqui, sendo de fora? Se a imprensa que é a única que nos ouvi e fala dos probrema que nóis passamo aqui no dia-a-dia, não presta pra nóis, quiçá esses político! Se é ela (a imprensa) que informa pra gente o que se passa, não presta, estamo frito, uai! Mas, e essa dotôra, ela sabe de nossa cultura, de nossos antepassado e do tanto que os moço dos jornal nos ajuda. Ajuda a comunidade toda vez que ela solicita. Sem informação, tava todo mundo rôbado. Num é mesmo; dotôra? E nóis ia morrer ainda mais ingnorante.

Pois é, mas cá pra nóis. Ruim quando gente de fora, que nem conhece a história de nosso povo, fala mal da gente. E depois arreia o cavalo e dá galope. E nunquinha que volta por essas bandas de cá. E leva de lembrança apenas o tar título que os nobre vereador deu pra eles. Cambada de bobo, ao invés de valorizar quem é daqui. E será que eles ao menos prantaram um pé de couve aqui, cumpadre? Derxaram alguma obra ou alguma memória? Mas qué sabê? Nós, daqui da terrinha, somo mesmo é otário de dá valor só os pessoal de fora. Vai ser trouxa assim lá nos quinto…

Não sou analista político… Mas quem está na chuva é pra se molhar…

24 de fevereiro de 2011

… Diz este velho ditado. E nós, jornalistas e mesmo blogueiros, temos de mostrar a nossa cara, para o que der e vier. Ou então fazer como os anônimos que, viram e mexem, tiram um sarro, fazem uma piada, cutucam uns e outros e fazem graça. Contra nós, seus colegas blogueiros que mostram a cara, e contra os políticos. Estão no papel deles, desde que não partam para ofensas pessoais. Mas fica até difícil de rir – apesar de alguns serem bastante criativos, como dois deles (“Blog dos Brogs” e o “PumDemônio”). Afinal, também a piada tem de ter autor conhecido. E como faço o besteirol no “Morro do Geo”, sinceramente até gostaria de conhecer pessoalmente esses dois blogueiros da “Blogosfera Oculta”. Porque têm talento. Mas quem sabe, um dia!…

Mas o assunto em questão é outro. Apenas um lead para apimentar o canal. Porque o que quero escrever mesmo é sobre como as opiniões e posturas políticas (não partidárias, pelo amor de Deus) incomodam a tanta gente. Não estamos proferindo ataques pessoais contra ninguém, mas apenas opinando. E eu, particularmente, não escrevo aqui para agradar A, B, Z ou F. Apenas posto o que acho correto. Apresento a minha opinião e todos têm o direito de contestar ou concordar. Agora, aqueles que não gostam do que escrevo, mudem de canal. Tantos ótimos blogs para se ler. E podem ficar à vontade. Tudo porque hoje algumas pessoas ficaram incomodadas pelas postagens que fiz após ler a entrevista do ex-vereador de Monlevade, Gleber Naime, no jornal “Bom Dia”, e falei sobre a possibilidade de um racha entre o PV e o PT. Não critiquei ninguém, apenas fiz uma análise da situação. Queridos leitores, mas se eu tivesse medo quanto aos comentários que faço, desde o passado ano de 1984, com certeza já teria mudado de profissão ou me tornado colunista social. E nem me considero um analista político. Apenas apresento os meus pitacos. E todos têm este direito. Independente de serem jornalistas ou blogueiros. É a tal da liberdade de expressão.

Mas ontem, até o colega Marcos Martino, ficou incomodado pelo que postei sobre o assunto em pauta. Ele fez um comentário em seu Blog, “Cenários” (muito bom por sinal e que leio todos os dias), intitulado “Conjecturas Diversas”, de forma indireta, sobre o que escrevi. Mas a carapuça não serviu, caro Martino. E sabe por quê? Porque não faço análises em cima de “achismos” ou por ter algum poder de vidente ou através de enigmas. Quando escrevi hoje sobre a possibilidade um racha envolvendo os partidos aliados que governam Monlevade, não foi baseado apenas na entrevista do Gleber Naime. Mas, se você não sabe, tenho fontes; informantes de dentro da Prefeitura, de dentro do PT e também de gente que mora longe, lá na capital federal, lideranças do PT de Monlevade. E até você mesmo escreveu um dia fazendo duras críticas ao PT de Monlevade, por ser reacionário e “velho” (de idéias, eu acho). E tinha razão em muitas coisas que escreveu. Pena que foi censurado. Mas ali, você usou o seu papel de crítico e de analista, não apenas de blogueiro. E esta é a nossa missão, independente do fato se iremos ou não agradar. Só assim teremos credibilidade perante o nosso público leitor. Não faço o papel de certos “profissionais” de rádio, que só usam os microfones para falar bem de um lado e mal do outro. Isso não é jornalismo, é partidarismo. Mas felizmente, não é o meu caso.

No mais, continuo com a mesma opinião. Não sou o dono da verdade e até posso errar em minhas análises, mas ao menos tive coragem de expô-las. Mas também não tenho sempre a mesma opinião todo o sempre. Às vezes devemos ser como a metamorfose ambulante e, como diria Rauzito, “sem ter aquela velha opinião formada sobre tudo”…

Racha? É hora de a onça beber água

24 de fevereiro de 2011

Agora é o momento de a onça beber água. Porque o caldo entornou. Isso porque o ex-vereador de Monlevade e membro do Diretório Nacional do PT, Gleber Naime de Paula Machado, concedeu entrevista ao jornal “Bom Dia” (está postada no site cidademais), publicada na edição dessa quarta-feira, 23, quando deixou claro que há um racha no governo municipal envolvendo o PV e o PT. E a primeira postagem que fiz na manhã de hoje disse que “podem ter certeza de que a entrevista irá repercutir”. E isso foi apenas o começo, podem ter certeza.

A reação veio de avião. Tanto que o vice-prefeito Wilson Bastieri imediatamente redigiu um documento desmentindo a declaração de Gleber Naime e encaminhou tal nota à imprensa, denominada “Carta Aberta”, e chegou em nosso endereço eletrônico às 16:51 hs (Ler postagem abaixo com a carta na íntegra). Bastieri lançou um desafio e, em minha opinião, terá a tréplica por parte de Gleber.

Portanto, além de um possível racha entre o PV e PT – pois acredito que virá até 2012, porque o Partido dos Trabalhadores deverá lançar seu candidato a prefeito -, se estabelece um possível desentendimento interno, envolvendo algumas lideranças do partido da estrela vermelha. Ou falo alguma inverdade? Mas um fato deve ser observado: o documento foi assinado apenas pelo vice-prefeito Wilson Bastieri e, portanto se torna de caráter pessoal. Dessa forma, até que o Diretório Municipal do PT elabore um documento oficial desmentindo Gleber Naime, assim como os petistas que ocupam cargos de confiança dentro da administração, e fortalecendo a união entre o PV e o PT, quem repudia as declarações do ex-vereador é apenas Bastieri. E, mesmo fora de Monlevade, Gleber Naime tem carisma e liderança entre um grupo de militantes e muitos deles não gostariam de se indispor com ele. Vamos aguardar o desenrolar dos fatos.