Archive for outubro \31\UTC 2011

Frase da Semana!

31 de outubro de 2011

“Eu não sei se o problema é Monlevade. Mas aqui a política partidária é muito atrasada. As discussões se fazem através do partidarismo unicamente e que defende o próprio umbigo. O interesse ao coletivo aparece em planos menos prioritários”.

Esta é minha.

Cabos eleitorais, fora do HM

31 de outubro de 2011

“Guimarães Rosa, um dos maiores escritores brasileiros que o mundo já teve, escreve em uma de suas centenas de obras que oo plantio é único, mas a colheita é coletiva’! Convenhamos que o Hospital Margarida é uma grande palco para a política local e já chegou ao limite.

Sendo apenas um pobre colunista social – que modéstia à parte com conhecimento muito grande nos salões -, não necessita ser carimbado em outros assuntos para sugerir que todo este embate envolvendo a casa de saúde acabaria quando for administrado por um grupo avesso à política. Digo, por um grupo apartidário.

Ah, voltando ao Guimarães Rosa… Se estivesse vivo, com certeza refaria a sua frase – pelo menos neste momento”:
“Que o plantio seja coletivo e que a colheita também seja”.

Anselmo de Oliveira – Colunista Social – João Monlevade

Eu Recomendo:

31 de outubro de 2011

O Blog da amiga Lutécia Espeschit. Muito bom e altamente político e cultural.

Lutécia Espeschit: Você tem fome de quê?
luteciamafra.blogspot.com

Cemitério Histórico aberto à comunidade no Dia de Finados

31 de outubro de 2011

O Cemitério Histórico de João Monlevade estará aberto à comunidade nesta quarta-feira, 2, Dia de Finados, de 8h às 16h. Parte fundamental da história monlevadense, o Cemitério é atualmente preservado pela ArcelorMittal Monlevade.

Sobre o Cemitério Histórico

Construído por volta de 1820 para o sepultamento de corpos de escravos que serviam na Forja Catalã e no Solar de Monlevade, o Cemitério Histórico tornou-se um marco para memória do município. Quando faleceu, em 14 de dezembro de 1872, o pioneiro francês Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade teve atendido seu desejo e foi sepultado ali por sua família, junto aos escravos que outrora trabalharam nas forjas e na fazenda.

O túmulo do pioneiro que cedeu seu nome à cidade é sempre visitado e conserva todas as suas características originais. No mesmo local está sepultado o corpo de Senhorinha da Silva, falecida em 16 de setembro de 1871, escrava e dama de companhia de Dona Clara de Souza Coutinho, esposa de Monlevade.

Outro personagem fundamental na história da empresa e da cidade, o engenheiro siderurgista luxemburguês Louis Jacques Ensch, falecido no dia 9 de setembro de 1953, também foi sepultado ali, assim como sua esposa, Dona Maria Coutinho Ensch, falecida em 21 de janeiro de 1966.

Ensch foi o responsável pela implantação da nova usina nas terras que pertenceram ao pioneiro Jean Monlevade e da qual lançou a pedra fundamental, em 31 de agosto de 1935. Coordenou também a construção das vilas operárias que mais tarde deram origem à cidade. Falecido durante viagem à Europa, teve atendido o seu desejo de ser sepultamento no Cemitério Histórico.

Mais três pessoas estão sepultadas nesse cemitério: o engenheiro alemão Ervin Krueger, falecido em 22 de fevereiro de 1940 e que, na época, trabalhava na Usina de Monlevade como chefe de instalações elétricas; Orozimbo Bemvindo Brasileiro e José Alvim, ambos falecidos em 22 de agosto de 1942, segundo consta, em confrontos ocorridos na região, na época da Segunda Guerra Mundial.

Cemitério Histórico faz parte do Circuito Histórico da Usina de Monlevade

Monlevadense comenta fechamento do PS do Hospital Margarida

31 de outubro de 2011

“Prezados amigos de João Monlevade,

Estou repetindo essa mensagem que mandei a alguns amigos, pois é importante para o povo de João Monlevade. Hoje, li uma das piores notícias de toda a minha vida. Li que o Hospital Margarida, que atende vítimas de acidentes no trecho que é considerado campeão de acidentes fatais da BR-381, entre Belo Horizonte e João Monlevade, anunciou o fechamento temporário de seu Pronto Socorro a partir de hoje. Gerido por um dos homens mais honestos que conheci, Lucien Cosme – pelo menos até quando tinha contato com ele -, este hospital foi e é importante para no mínimo meio milhão de pessoas que trafega nesta região. Cadê o Mauri Torres, amigo do Aécio Neves? Onde estão as verbas que ele poderia ter solicitado nas discussões orçamentárias na Assembléia Legislativa enquanto esteve lá? Onde será que está a cúpula do PT em João Monlevade que, após os nove anos dos governos de Lula e Dilma, estão deixando morrer o local onde milhares nasceram, assim como eu, monlevadense da gema. Onde está o atual prefeito de João Monlevade para solucionar esse impasse?

Reage, MONLEVADE! Já fomos a 6ª economia mineira, já tivemos “homens”, políticos sérios e compromissados com a cidade, como os ex-prefeitos Bio e Antônio Gonçalves. Pra que ficar calados? Quero apoio urgente: vou criar um Movimento de Apoio a João Monlevade, e vai ser fácil. Preciso de um TRIBUTARISTA urgente, pois tenho certeza de que parte do imposto de renda que é descontado dos nossos salários, para depois ser furtado pelos ministérios dos governos Lula/Dilma, ou desviados na construção de obras da cidade administrativa, podem ser repassados para uma fundação regida pelo Hospital Margarida”.

Fabrício Oliveira – Economista – Belo Horizonte

Duplicação na Usina e Hospital Margarida: eis as questões

31 de outubro de 2011

Duas péssimas notícias para João Monlevade no apagar da última semana: a paralisação das obras de duplicação na Usina da ArcelorMittal e o fechamento do pronto Socorro do Hospital Margarida. Com relação ao segundo caso, não irei entrar no mérito político, mesmo porque cada um dos lados apresenta uma determinada versão. O Executivo garante que pagou os R$ 260 mil e a administração do Margarida afirma que não recebeu o repasse. Portanto, não cabe a mim tomar partido da situação.

Quanto à relação político-partidária, mesmo que o empresário e provedor do HM, Lucien Marques, garanta que não seja candidato a qualquer cargo público nas eleições municipais de 2012, ele tem a sustentação e representa um lado do projeto político partidário do município. Não é segredo para ninguém que ele teve o apoio amplo, geral e irrestrito do ex-deputado Mauri Torres e do ex-prefeito Carlos Moreira, para que fosse o candidato da situação no pleito de 2008. E só não disputou o cargo majoritário porque não foi interesse dele e de sua esposa. Mas, até o ano que vem, muita água pode rolar sobre a ponte. Nesse processo, não há verdade que dure mais de 24 horas. E nem para todo o sempre… E, pelo lado do governo municipal, a mesma intenção de reeleição e a preocupação de não dar armas e munição para que cresça a oposição.

A única certeza é que, com o fechamento do Pronto Socorro do Hospital Margarida, todos perdem e principalmente a população que não goza de convênios. Trata-se de um grave problema e que, pelo andar da carruagem, dá a entender de que trata-se de um impasse muito mais partidário do que político. Muito mais pessoal do que coletivo e que realmente atenda às necessidades da população.

E sobre a paralisação das obras de duplicação na usina de Monlevade? O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos soltou uma nota à população nesse final de semana. Ainda hoje falamos sobre o assunto, já que aguardo um parecer por parte da empresa.

Para uma cidade sem casas da “Luz Vermelha”…

28 de outubro de 2011

Estou agora ouvindo “Tarde em Itapoã”, na voz de Vinícius de Moraes e ao som do violão de Toquinho. Tudo é breve e passageiro, mas voltei a Salvador, Bahia, onde morei por algum tempo. Mas não quero falar da Bahia e nem da praia de Itapoã. Apenas deu uma baita saudade. Só isso! Quero falar mesmo sobre uma cidade sem zona, sem uma casa da luz vermelha. Sem a “Boate Azul”. E esta cidade é a minha. Porque aqui, não só acabaram com a maior parte de nossa história arquitetônica traga do Velho Continente, em estilo neoclássico, mas também com as zonas boêmias, com as casas das “menos favorecidas”. Das meretrizes e saudáveis mulheres.

Conversa na manhã de hoje com alguns conhecidos no “Bar do Roberto”, ali na Getúlio Vargas, entre os quais com o ex-colega de República, grande José Geraldo, o popular “Gordo” (único magro que conheço que tem este apelido) e lembrávamos dos gloriosos (por que não?) tempos das zonas que faziam parte da história de nossa Jean Monlé. A principal delas, ali em Bela Vista de Minas, o velho “Onça”, era a “Candeia”, do Zé Abade. Quando conheci a casa, em fins dos anos 1970, já estava decadente. Mas foi, segundo eméritos freqüentadores – entre as décadas de 50 ao início de 70 -, a melhor zona de toda região entre o Médio Piracicaba até o Vale do Aço. Tanto que os operários da Usiminas, nas folgas de “96”, pegavam o primeiro Lopes que deixava a Rodoviária em Ipatinga, depois das 23, e apeavam exatamente na velha estrada da Candeia, assim conhecida até hoje.

Pois bem, mas vieram outras lembranças do tempo que eu e alguns colegas – todos solteiríssimos na época – saíamos ali do Bar “Encontro Marcado”, na Rua do Andrade, às quartas-feiras, e fazíamos a nossa “via-sacra” boêmia: “Pascoal (Loanda), “Buraquinho” (região do Cruzeiro Celeste, onde está hoje a Rede Graal) e o “Sayonara (Bairro de Fátima, Rio Piracicaba). Lá pelas tantas da madrugada parávamos na Rodoviária (hoje o PA) para tomar um café com leite quente (copo duplo) e comer um misto quente no barzinho que ficava na parte de baixo do Terminal, onde trabalhava um senhor já de idade, muito simpático, sempre usando a sua camisa do Flamengo. E na zona a regra era fazer farra; pagar ficha e dançar com as mulheres, tomar Vodka ou Campari. Sem confusão. Era uma forma de se divertir e na época sem qualquer violência. Fazia parte de uma rotina de jovens, no tempo que era possível sonhar sem Internet, sem globalização.

Salão do antigo “Buraquinho”

Zonas e seus nomes!…

28 de outubro de 2011

E falava com o “Gordo” e os demais colegas naquela mesa de bar. Vinha à cabeça a “Casa de Irene”, onde está hoje instalado o Campus da UFOP, fundada pelo Zé Luiz, presidente do time de futebol do Belgo-Minas. Sei da história que uma vez várias esposas de operários da Usina foram até a residência dele (parece que morava na Tieté), fazer um movimento no sentido de a zona fosse fechada, pois os respectivos maridos só chegavam em casa mais tarde. Sem contar o “Capim Gordura”, que ainda hoje deixa algum resquício, ali no Bairro de Lages, em bela Vista de Minas.

Ah, em Rio Piracicaba, antes do “Sayonara”, ainda fizeram histórias o “Tomate Maravilha” e o “Chiqueiro”. Em São Domingos do Prata, a zona “Vai quem Quer”. Em Nova Era o nome era ainda mais curioso; “Cai N água”. E em Monlevade havia outra famosa casa noturna: “Peroba”, cujo nome ainda é lendário.

Mas o tempo passou, chegou a era tecnológica. Vieram mudanças. Sumiram do interior as casas das chamadas ironicamente “mulheres de vida fácil”. Sofridas, também amadas. Sobram casas do “sobe e desce” da Guaicurus, Oiapoque, São Paulo, na capital. E nós, desta terra, só temos lembranças dos tempos da “Candeia”, do “Buraquinho” do queijo assado na brasa nas madrugadas frias ao sabor de uma cachaça ou ainda um conhaque!…

Cai a máscara do “Bruxo” em plena festa do Halloween

28 de outubro de 2011

Comemora-se no próximo dia 31 de outubro, segunda-feira, o “Dia das Bruxas”, cujo nome original na língua inglesa é Halloween. Trata-se de um evento cultural e tradicional, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com mais relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos. E no rumo da tradição também no Brasil algumas comunidades não deixam de comemorar a data, quando as pessoas se fantasiam em roupas de bruxas e saem às ruas.

Mas precisamente este ano, pelo menos em nossa João Monlevade, o Dia de Halloween não será apenas de festa, de se manter a tradição, mas também da aparição de bruxos e outros fantasmas. Outubro para uma cidade operária que sempre foi marcada pela data-base dos metalúrgicos da Usina de Monlevade. E isso, alguns anos atrás, era sinal de impasse e deflagração de greve. Outubro muitas vezes cinza. As paralisações eram normais, ano a ano. Mas, neste Halloween de 2011 as coisas prometem ser bem piores que as greves passadas.

Nesse início de semana fui informado, através de e-mails encaminhados por dois funcionários do Consórcio Mascarenhas (cujos nomes serão resguardados) – empresa responsável por toda parte civil nas obras de expansão da Usina local da ArcelorMittal -, de que a duplicação será paralisada. Os documentos inclusive estão postados abaixo, aqui no Blog. E essa paralisação da ArcelorMittal toda a comunidade monlevadense será penalizada, assim como a nossa economia. Afinal, tudo aqui já caminhava visando o aumento dos impostos que seriam arrecadados pelo município já a partir de 2013. Sem contar o crescimento na geração de empregos, comércio mais forte e tudo somado faria de João Monlevade um novo Eldorado. Mas, e agora, José? Encerradas as obras de duplicação e a paralisação, o que nos aguarda?

Pois bem, mas à véspera do Dia de Halloween, o todo-poderoso parece ter deixado cair a máscara e, dentro das previsões dos mais realistas, lança sua saga de incertezas sobre o lugar que, há quase 200 anos, aportava um engenheiro francês e com seu pioneirismo deu o chute inicial para o começo de tudo, concluído por outro desbravador, o engenheiro luxemburguês Louis Ensch, que fez da Belgo-Mineira referência na siderurgia nacional. Para tudo acabar nas mãos de um indiano que nunca entendeu de aço, mas apenas de lucros. Assim como na música de Vinícius, “pra tudo se acabar na quarta-feira”.

Nota oficial da ArcelorMittal Brasil confirma paralisação nas obras de expansão na Usina de Monlevade

27 de outubro de 2011

COMUNICADO:

No contexto da desaceleração da economia global e da fragilidade dos mercados da Europa e dos Estados Unidos, a ArcelorMittal Brasil vai parar temporariamente as obras do projeto de expansão da ArcelorMittal Monlevade. Trata-se de uma medida temporária devido às condições de mercado; a decisão será reavaliada oportunamente. O crescimento da demanda de aço no Brasil tem sido inferior ao previsto inicialmente. A ArcelorMittal Brasil tem capacidade de produção suficiente e acompanhará de perto a evolução do mercado para responder rapidamente às futuras demandas dos clientes. A ArcelorMittal continua a acreditar no crescimento do país e confirma que não tem a intenção de cancelar o projeto.

STATEMENT

In context of the global slowdown and the fragile European and US market, ArcelorMittal Brasil will temporarily stop construction of the ArcelorMittal Monlevade expansion project. This is a temporary measure due to prevailing market conditions and the decision will be re-evaluated in due course. Growth in steel demand in Brasil has been lower than initially forecasted. ArcelorMittal Brasil currently has sufficient production capacity and will closely follow the market evolution in order to respond quickly to future customer demand. ArcelorMittal continues to believe in the growth of the country and confirms that it has no intention to cancel the project.