Archive for janeiro \31\UTC 2012

Eu recomendo…

31 de janeiro de 2012

… O Blog “Rapadura”, do amigo Márcio Passos. Ele também comenta sobre o “bom” atendimento prestado em alguns estabelecimentos comerciais de Monlevade.

Cemig: mais uma instituição que desrespeita os seus clientes no “Tele-Atendimento”

31 de janeiro de 2012

Segunda-feira, 30 de janeiro de 2012. Por volta de 21h30min horas precisei ligar para a Cemig, no 116, para pedir atendimento sobre falta de energia. Na primeira vez, fiquei 15 minutos ao telefone e, após ouvir ladainhas, xaropadas e aquela voz gravada – e nojenta – ensinando a você como proceder em caso de algum acidente, desliguei o telefone. Mas antes, para evitar um infarto, xinguei uns doze palavrões, ou palavras de baixo-calão, como queiram. Ah, um detalhe: assim que a voz de um Robô lhe atende, eis a primeira informação: “no momento só atendendo em casos de urgência, como por exemplo, acidente na rede elétrica ou falta de energia”. Pensei: será que esses robôs acham que somos imbecis, aloprados, e que iríamos ligar para pedir para a Cemig comunicando que o nosso gatinho estava dependurado na árvore? Menos estressado, liguei novamente para o 116 – Telefone de “Emergência”. Mas antes liguei para um amigo que trabalha na empresa, aqui em Monlevade, e demonstrei a minha revolta. Ele até que tentou me ajudar, mas também não conseguiu falar com o 116. Fiquei aguardando por 25 minutos o atendimento. Dessa vez, só sorria; não xinguei nenhum palavrão para não incomodar mais a minha vizinhança. Dessa vez atenderam, depois de quase meia hora. A mesma xaropada, a mesma ladainha e ouvi, por nove vezes, outra frase: “Dentro de um instante iremos lhe atender”. “Dentro de um instante iremos lhe atender”… etc etc etc e tal. Cara de pau aquela voz feminina falando e que irrita o mais calmo dos mortais. Cara de pau e falta de vergonha na cara. Mas, que glória! Eu fui atendido depois de 40 minutos com o meu aparelho telefônico ligado.

Só para terminar: como nós, brasileiros, somos otários, medrosos, covardes, acomodados. Há quantos anos, por exemplo, que existe uma lei que obriga a essas instituições que realizam atendimento pelo telefone não nos deixar como bobos, aguardando o atendimento? E a outra lei, que proíbe que fiquemos por mais de 15 minutos nas filas das agências bancárias. Foi decretada quando mesmo? E quando o Ministério Público irá fiscalizar e proibir os cartéis, como o de combustíveis, por exemplo, que há anos ronda a nossa cidade? E a nossa segurança fica onde, num país onde os poderes são corruptos? E são os seus representantes que dominam e alimentam essa máquina onde só paga o preço os trabalhadores. Brasil, a sua cara é a nossa cara.

Consumidor de Monlevade anda insatisfeito com vendedores

31 de janeiro de 2012

Contra números não há argumentos, já dizia o ex-governador e ex-presidente da República, o mineiro Itamar Franco, referindo-se às pesquisas eleitorais quando se apresentava à frente dos concorrentes.

E na semana passada joguei no ar um tema – Via Facebook – e por acaso deu grande repercussão A ferramenta operou com se fosse uma pesquisa, e o tema foi sobre o atendimento no comércio local. Fiz o seguinte comentário: “Atenção senhores lojistas de João Monlevade, com muitas exceções, é claro: de vez em quando mandem seus funcionários ou suas funcionárias passarem por cursos de reciclagem para saber como atender os clientes”. Nada de mais e nem quis fazer uma crítica a A ou B, mas apenas dar um alerta em razão de certas situações que a gente presencia. Eu, particularmente, considero a maioria dos lojistas de Monlevade aptos a atender, mas há certos funcionários e funcionárias que deixam muito a desejar.

Só a título de amostragem, foram feitos 45 comentários sobre o problema e todos identificados, obviamente, já que no Face não há como ser um anônimo, a não ser na fotografia. Vou citar alguns deles com os nomes das pessoas:

Leiam os Depoimentos

31 de janeiro de 2012

“Geralmente são funcionários novinhos, primeiro emprego. Grande parte está ali só pelo dinheiro….descomprometidos ao extremo”!
Joice Barbosa Barcelos

“E pior: o atendimento ocorre em função da aparência do cliente… É um horror”!
Ronara Reis – Professora

“Ao contrário dos inexperientes, quero aproveitar seu comentário para falar de alguns proprietários de lojas aqui da cidade, que atendem muito bem. Sou cliente de alguns comércios e tratam todos iguais, conhecendo ou não o consumidor. Parabéns”!
Joice Barbosa Barcelos

“Eu fui a uma pizzaria tradicional aqui, esperamos de pé, 6 pessoas, porque o garçom disse que ia arrumar as mesas na área externa para nós. De tanto esperar, fomos para outra. Acho que ele (o garçom) nem deu fé. Isto porque o proprietário do estabelecimento não estava lá. E olha que foi numa terça-feira, meio de semana. E tudo vazio”.
Elisa Oliveira

Uma coisa eu tenho que confessar: estive em João Monlevade por uns dias e fiz algumas compras aí, de supermercado a presentes de natal… Me surpreendi com a enorme variedade de produtos e com preços muito bens… Do atendimento também não posso me queixar”.
Alexandre Ribeiro

“Muitos não gostam mesmo do que faz. Eu fui balconista 21 anos e adorava o que eu fazia”.
Adirce Vale de Souza

“Concordo. Há lojas que nem entro mais devido ao atendimento. Muitas vezes não é o preço que conquista o cliente, apesar de saber que também influência, mas o bom atendimento é fundamental. Agora se é desmotivação que então alguns funcionários procurem de fato algo que realmente lhes dêem prazer em fazer. Sou professora e acima do meu salário – que acredito não ser o que realmente mereço -, tenho amor ao que faço e respeito aos meus alunos”.
Simone Dantas

“Um dia eu entrei na loja (e não era a primeira vez) e nada de ninguém vir me atender… Detalhe: a loja estava cheia de funcionárias à toa discutindo sobre a novela das oito… Sabe o que eu fiz? Cheguei até elas e perguntei se trabalhavam ali… (rs…) Eu não me contive”.
Aurora Lima

“Também quero narrar um acontecimento: um dia, passando diante de uma vitrine de uma loja de calçados, gostei de um modelo e resolvi entrar na loja. Perguntei se havia do modelo no tamanho 33. A atendente limitou a dizer: “Aqui só vende acima do 35″… Virou as costas e me deixou ali parada”..
Ronara Reis

“Concordo, porque teve um dia que entrei numa loja aqui em Monlevade e perguntei o preço de uma calça que estava na vitrine. Antes de responder o preço, a balconista me respondeu que não teria meu número. Falei pra ela se eu tinha falado que estaria querendo comprar pra mim. Sei muito bem o número que me cabe. Por um acaso tenho uma filha que veste este tamanho, mas já que você falou que não tem, bom dia. Dei as costas e fui comprar em outro lugar, onde sei que sou tratada como devo ser tratada”.
Janaína Jesus

“Oi Marcelo Melo, quem lida com os clientes sabe que eles (os clientes) também estão precisando fazer curso para aprenderem a respeitar vendedores, secretárias e prestadores em geral. Como o ser humano está mal humorada e agressivo! Quando éramos crianças aprendemos que devíamos tratar o próximo com humanidade e respeito. Será onde isso foi parar? Fico triste quando penso. Bom fim de semana”!
Ivone Moreira Morais

Comentário de um Jornalista – “As imagens sensacionalistas e a Dignidade”

30 de janeiro de 2012

“Olá, Marcelo.
Você, além de grande profissional da Imprensa, com vasta experiência, possui uma bela memória. O jornal era mesmo o “Correio do Vale”. (Que coisa, naquela época, heim?). E, como você disse, a gente, quando amadurece, não repete os mesmos erros. Também repudio tais publicações (corpos dilacerados, etc.), e penso que, com a sua capacidade, o seu alerta vem em boa hora, tornando-se importante orientação e expressivo apoio para um jornalismo mais descente, leal e real, não recheados de “meros sensacionalismos”. Para final de texto: já estamos com tanto tempo de “estrada” e, em que pesem os anos, ainda aprendemos no dia a dia.
Parabéns! Continue sendo defensor da boa Imprensa… Vale a pena”.

Will Jony Gomes Nogueira – Jornalista

Ao Jornalista Will Jony

30 de janeiro de 2012

Caro Will Jony, agradeço as suas palavras. E bom que comunga com a nossa proposta, porque há fotos que podem ser evitadas, de acordo com o bom senso do profissional. Não basta ser o primeiro a chegar, a ter a informação, mas tem de saber filtrar as coisas, as informações e obviamente as imagens. Isso é opinião minha e longe de querer ser o dono de alguma verdade. Afinal, graças a Deus, também tenho muitos defeitos e cometo erros em minha profissão.

No mais, Will, como bem citou, são mesmo muitos anos de estrada, mas como diz a letra do saudoso Gonzaguinha, “viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz”… E é o que somos, eternos aprendizes.

Grande abraço,

Prefeitura investe R$170 mil na reforma da Estação de Tratamento de Água

30 de janeiro de 2012

A Estação de Tratamento de Água (ETA), na localidade de Pacas, está passando por reforma. Realizada pela Prefeitura de Monlevade, através do Departamento de Águas e Esgotos (DAE), a obra está orçada em R$170 mil. Serão construídos banheiros, um novo auditório, refeitório e uma cobertura para os tanques de tratamento de água.

O governo ainda está trocando toda a parte elétrica, hidráulica e instalando câmeras de segurança na Estação. A última reforma que ocorreu na ETA foi há 20 anos, quando foi feita uma ampliação na capacidade de tratamento de água. As obras visam oferecer mais comodidade aos funcionários e um melhor atendimento quem visita o local.

A ETA passa por reformas

A Bomba está chegando…

30 de janeiro de 2012

As imagens sensacionalistas e a Dignidade

30 de janeiro de 2012

Onde andam os valores? Aliás, tudo se move e se transforma, assim como a imprensa, cuja arte do sensacionalismo já devia ter passado, faz tempo!… Falo como jornalista, profissional da imprensa, e sem querer aqui fazer qualquer discurso demagógico ou moralista, apenas considero criminosa uma fotografia onde a vítima perde a sua dignidade. E aí nós teremos de nos colocar em lugar de seus familiares, seus amigos. Ou melhor, aquele repórter, fotógrafo, editor de um jornal, blogueiro ou coisa e tal, o que vale o seu sadismo ao estampar a foto de uma pessoa morta, humilhada covardemente, nas páginas do seu jornal ou no monitor de seu Computador? Talvez, ao imaginar que aquela vítima pudesse ser sua mãe ou sei pai, aí talvez caísse a ficha de seu sadismo.

Não estou aqui para criticar ou julgar nenhum colega de profissão. Mas lembro-me uma vez que o colega de profissão, jornalista Will Jony Gomes Nogueira, publicou em seu jornal – se não me engano o “Correio do Vale” – a foto de um moço que havia se suicidado com uma corda pendurada numa árvore, no Baú. A foto foi publicada em duas edições seguidas. Um corpo e a corda em seu pescoço. Uma cena que chocou muita gente, com certeza. Hoje, tenho absoluta certeza, quase vinte anos depois, que o jornalista não mais cometeria essa gafe. Aliás, Will Jony é hoje um dos mais brilhantes profissionais da imprensa falada de nossa cidade, como comentarista político da Rádio Cultura. Naquele tempo talvez a sua vontade de “dar os furos” fosse maior do que a sua racionalidade. Todos amadurecemos, mas infelizmente alguns ainda acham que conseguirão audiência apenas postando fotografias sensacionalistas, desprezíveis e que só servem para agredir.

Não se faz mais jornalismo com sangue e desgraça de terceiros.

Mais uma Boma na política monlevadense – Aguardem!…

30 de janeiro de 2012