Archive for outubro \31\UTC 2012

Perfil do atirador de cães mostrado no Facebook

31 de outubro de 2012

O universitário acusado de atirar em cães é Victor Viana, também conhecido por “Luthier”. Ele tem 23 anos e cursava Engenharia de Computação na UFOP, Campus de Monlevade. Mas, segundo uma amiga, ele deixou o curso para trabalhar apenas em reparos de instrumentos musicais, que é sua paixão. Ele reside em um apartamento da Rua Padre Pinto, no Bairro Lucília, em República. Segundio as mesmas informações, sua família é da cidade de Curvelo.

De acordo com o seu perfil na rede social do Facebook, ele aparenta características estranhas. Na postagem em sua página feita na segunda-feira, um dia antes de ser peso, Victor Viana se vangloria das suas habilidades, afirmando: “Treino de tiro noturno: alvo branco 10×5 cm a 25 metros, mira aberta, luminosidade apenas da Lua cheia. CBC Montenegro cal .22. 6 séries de 5 tiros em 6 alvos. eficiência 86.6%. Tô ficando bom no negócio”, conforme publicado no Portal “Última Notícia”. Pela nova legislação criminal, a pena para maus tratos a animais pode chegar de dois a quatro anos de prisão

O caso ganhou bastante repercussão no Facebook, quando centenas de pessoas fizeram comentários, indignadas com a situação. Uma integrante da rede social, Aurora Lima, chegou a denunciar uma postagem feita por Víctor Viana em seu Mural, recentemente. Diz ela que “esse cidadão sofre de algum distúrbio, pois há meses atrás ele publicou o seguinte post: – Pedestre tinha que ser atropelado na rua de ré por duas vezes…

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Até onde devemos rever os nossos valores!

31 de outubro de 2012

O que é a indignação? Foi detido no dia de ontem um estudante universitário por matar cães (Ver matéria postada abaixo). Uma atitude repugnante, que provoca as mais diversas reações e repulsa. Todos nós nos revoltamos diante da atitude covarde. Basta ler os comentários dos amigos na rede social do Facebook desde que Douglas da Shine-On postou o ocorrido.

Mas isso nos leva a uma outra indignação. Por que somos tão omissos em situações até mais covardes e inescrupulosas a esta acima citada? Como exemplo, o do casal que dias atrás, em Belo Horizonte, espancou até a morte a filha de alguns meses de idade. E qual o motivo pelo qual crimes hediondos como este, dos quais são vítimas principalmente as crianças – sejam violentadas sexualmente e assassinadas brutalmente -, não provocam tanta revolta e repulsa como em casos onde animais são mal tratados?

Um erro não justifica o outro, pois em ambos os casos a nossa vontade primeira é de fazer justiça com as próprias mãos. Mas vamos rever os nossos valores e conceitos.

Universitário usa Rifle pra matar cães

31 de outubro de 2012

A foto acima é de um estudante universitário, residente à Rua Padre Pinto, Bairro Lucília, em João Monlevade, preso na tarde de ontem pela Polícia Militar depois de ser acusado de usar um Rifle para matar cães. Pode parecer brincadeira, mas é de muito mau gosto. O delinquente ficava da janela do apartamento onde mora, que se trata de uma República, atirando nos cachorros que passavam na rua. Para se ter uma idéia da insensatez do estudante, nessa terça-feira ele chegou a disparar um tiro em um cão que era conduzido pela sua dona que, por sorte, não foi atingida. E também ontem ele matou um cão num terre baldio que fica próximo ao apartamento, usado como campinho de peladas por crianças. Dados do elemento, como o nome, idade e a cidade de onde veio ainda não foram fornecidos pela PM.

Para usar um termo menos chulo, um camarada desses é no mínimo um covarde. E não pode, com certeza, conviver numa sociedade.

Frase do Dia

30 de outubro de 2012

“Ganhar de um candidato que tem 52% de rejeição não é assim uma vitória tão espetacular”, referindo-se à vitória de Haddad, do PT, sobre Serra, do PSDB, nas eleições municipais de Sampa.

Fala do blogueiro e jornalista Ricardo Noblat, dita nesta madrugada durante o “Programa do Jô”.

Genoíno e seus capangas voltam aos tempos da ditadura

30 de outubro de 2012

Foi assim que eu vi: parte do PT, representado pelo seu ex-líder e hoje condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e formação de Quadrilha, José Genoíno, e sua tropa fascistoide, nos fizeram relembrar dos tempos da ditadura militar. Afinal, no dia da votação pelo 2º turno das eleições em São Paulo, agrediram jornalistas e qualquer pessoa que tentasse se aproximar do Genoíno. Como fossem do esquadrão de choque de uma milícia montada.

E ontem, durante o programa “CQC”, da Bandeirantes, foram mostradas cenas em que os capangas do ex-deputado e condenado pelo STF, José Genoíno, do PT, agrediram fisicamente o jornalista Oscar Filho, um dos âncoras do programa, quando fazia cobertura da votação do 2º turno das eleições em São Paulo. Também foram agredidos um fotógrafo e um repórter do “Folha” e uma senhora de 80 anos de idade, que se feriu.

Cenas lamentáveis partindo de militantes do Partido dos Trabalhadores, que não aceitam críticas e nem as diferenças. Obviamente que não podemos aqui generalizar, mas como disse ontem o jornalista Marcelo Tas, principal âncora do “CQC”, é uma pena querer assim calar a imprensa. E mandou um recado para José Genoíno: “Você é um trequetreque. Herói de meia tijela e condenado pelo Supremo por corrupção passiva e formação de quadrilha. Portanto, sem mais comentários”.

Os jornalistas irmão mover ação judicial contra os agressores, entre eles o advogado e, pasmem, membro da Comissão de Ética do PT paulista, Danilo de Carvalho. Foi tesoureiro de várias campanhas eleitorais do partido em São Paulo e é homem de Genoino.

Como bem frisou Oscar Filho: “Parabéns! O PT lutou tanto pela democracia que quando consegue se perde no meio dela”.

José Genoíno e seus capangas durante a eleição em São Paulo, neste domingo

Seta: Campanha aos Motoristas de João Monlevade

30 de outubro de 2012

Esta Campanha eu encaminho diretamente aos aos maus motoristas de João Monlevade, cujo índice dos que não dão seta durante uma conversão deve ultrapassar os condutores de veículos que trafegam na legalidade, ou seja, que usam a ferramenta.

Aliás, seta não é acessório, é de uso obrigatório.

Por quem os Sinos dobram?

29 de outubro de 2012

“Não pergunte por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti”. A frase é do poeta inglês John Donne. Na época em que ele viveu, entre os séculos XVI e XVII, eram os sinos das igrejas que anunciavam novidades nas comunidades, como nascimentos e mortes.

Mas, fazendo uma retórica em torno de um tema que nasceu entre os católicos e cuja importância cultural é secular, fico a me perguntar o motivo pelo qual uma pessoa entra com uma ação judicial solicitando que os sinos não mais dobrem, isso porque esta mesma pessoa se sente incomodada. Ou seja, a sua intolerância beira ao excesso, num gesto meio torto e que nos faz lembrar de um fato parecido e muito recente, ocorrido no ano passado, quando uma autoridade municipal – por não pertencer à religião Católica Apostólica Romana – mandou retirar do Plenário do Poder Legislativo, o Crucifixo. Também por intolerância e preconceito.

Lendo ao jornal “A Notícia” da última sexta-feira, eis a notícia de que o empresário Carlos Augusto Arthuso teria entrado com uma ação no Juizado Especial Cível de Monlevade contra a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, solicitando a mudança de horário no toque do sino eletrônico, instalado na Igreja Sagrado Coração de Jesus (leia-se Igreja Nova de Carneirinhos). E desde então os sinos não mais dobram e uma audiência de conciliação está marcada para acontecer no próximo dia 9 de novembro, no Fórum Milton Campos, para tratar da questão. Diz a matéria que o empresário foi procurado pela reportagem do periódico, mas que o mesmo não quis falar sobre o assunto. Melhor mesmo, porque deve estar constrangido com ele próprio.

Como pode? Uma coisa dessas só ocorre em João Monlevade, cujos interesses são pessoais e não coletivos. Cuja intolerância chegar a beirar ao extremo. Os sinos não podem mais dobrar porque está incomodando os ouvidos alheios. Morasse esta pessoa numa cidade histórica, como Ouro Preto, Mariana, Sabará, iria comprar uma briga feia. E a Igrejinha do Ó, em Sabará, talvez tivesse de ter seus sinos arrancados. Desculpem a metáfora, mas calar um sino seria como promover a censura. Sinceramente, não dá para acreditar.

Que país é este?

26 de outubro de 2012

Ontem, em BH, dois “menores” de 17 anos assaltam e atiram na vítima, que sequer reagiu. Um dos marginais atirou por prazer. E disse, durante entrevista à Rádio Itatiaia, no programa do jornalista Eduardo Costa, que foi ao ar nesta sexta-feira, que sabe que a pena é leve e que isso beneficia o aumento na criminalidade.

Este é o Brasil da impunidade, da marginalidade e de políticos que são a cara deste país.

No Futebol, sempre aplico a 3ª Lei de Newton

26 de outubro de 2012

Como a 3ª Lei de Newton, da Ação e reação – Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B, receberá deste uma força de mesma intensidade, mesma direção e de sentido contrário. Pois bem, mas porque esta repentina intervenção? Vamos lá.

Diz o ditado que não se discute futebol, política e religião. Mentira, se discute sim, mas desde que dentro do respeito e da aceitação das idéias e gostos alheios. Não deve é brigar (seja na porrada ou nas palavras) por esses tais assuntos. Mas, deixando de lado a política e a religião, venho para falar apenas sobre o futebol, esta paixão mundial e a qual é a única onde há fidelidade. Muda-se de partido político, de religião e de mulher, mas jamais troca-se de torcida no mundo da bola. E uma coisa que me deixa estressado, agoniado, não é a diferença. Eu, por exemplo, tenho dois filhos: o mais velho é atleticano e o mais novo é cruzeirense. E qual o problema? Trata-se do livre arbítrio. No entanto, o que me dá nos nervos são os torcedores imbecis e que adoram pisar no adversário – não inimigo, diga-se de passagem – quando a ferida está aberta. O tal de tirar um sarro, gozar com agressividade, mandar mensagens e pior: na gíria esportiva, “gozar com o pau dos outros”. E falo isto para todos os torcedores, principalmente nós, mineiros – que estamos anos-luz atrás do futebol paulista, carioca e gaúcho -, por termos apenas dois títulos brasileiros (Atlético em 1971 e Cruzeiro em 2003. E não venham com aquele papo da Copa Brasil, porque o Campeonato Brasileiro teve início em 1971). O nosso problema, ou seja, da cartolagem de Minas Gerais, é essa briga que não termina nas quatro linhas entre mos dirigentes dos dois clubes. Por isso, a nossa luta é inglória.

E, para terminar, o meu desabafo contra atleticanos e cruzeirenses que não têm outras conversas a não ser pra falar de futebol: quando encontro com certas pessoas no mercado, nos bares ou nas esquinas, e mesmo na rede social, a vontade é de sair correndo, porque o papo é o mesmo. “E o seu Atlético”? “E o meu Cruzeiro”? E por aí afora; não agüento tanta xaropada. Aliás, os piores “Malas”, na origem da palavra, são torcedores de futebol.

Voltando à 3ª Lei de Newton, nunca fui de tirar sarro com cruzeirense pela rede social ou mesmo no meu dia a dia, na vida real. Mas uma coisa é certa: Contra gozações agressivas e xaropadas de mau gosto, minha reação é imediata. Apelo feio e sem nenhum constrangimento. Se precisar, perco a razão. Não tenho saco e nem sangue de barata. Brinco sim, mas com amigos e pessoas de minha intimidade, com quem eu tenho liberdade.

Boa tarde a todos!

Morre Geraldo Oscar: uma lenda no sindicalismo em Monlevade

25 de outubro de 2012

Geraldo Oscar, à esquerda, quando tomava posse como presidente do Sindicato, em 1959 (Foto: Arquivo Álbum de Família)

Faleceu na noite de ontem, aos 90 anos de idade, na cidade de Ouro Branco, Geraldo Oscar de Menezes, um baluarte na história sindical em João Monlevade. Geraldo Oscar chegou a Monlevade em dezembro de 1940, quando começou a trabalhar na Usina da Belgo-Mineira. E, diante de sua liderança entre os operários, acabou sendo eleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade de 1959 a 1964, quando seu mandato foi interrompido pelo golpe militar daquele fatídico 31 de março.

No mês de fevereiro deste ano saiu uma matéria publicada no jornal “Ponto de Vista”, de Ouro Branco, relatando um pouco de sua história de vida. A reportagem era uma homenagem aos 70 anos de enlace matrimonial com sua esposa, Dona Marieta de Menezes. Na oportunidade, Cia a matéria que Geraldo Oscar sempre se preocupou contras as injustiças trabalhistas, o que o teria motivado a entrar na vida sindical. Durante sua gestão como presidente do Sindicato, desenvolveu um grande trabalho, mobiliando inclusive toda a sede da entidade. Sua aprovação foi tão grande em seu primeiro mandato que, durante sua candidatura à reeleição, disputou com outros cinco candidatos, e os votos somados de todas as outras chapas não chegaram à metade do que ele obteve entre os metalúrgicos.

Prisão em 64

* Sobre a revolução de 64, Geraldo Oscar lembrou, durante entrevista ao periódico, que se encontrava na ativa, além de presidente do Sindicato ocupava cargo de vereador de Rio Piracicaba – já que João Monlevade ainda era Distrito. Ele contou que “como o pessoal de Rio Piracicaba já tinha uma desavença com os vereadores eleitos pelo Distrito, aproveitaram-se da situação e nos afastaram do cargo de vereança. Eu, o veterinário Zacarias Assunção e outros colegas, saímos presos da Câmara Municipal direto pra o Dops – Departamento de Ordem Política e Social -, que era uma ala da Polícia criada para a repressão. Ali ficamos presos por 30 dias”. Eram considerados comunistas subversivos e muito sofreram diante da acusação que nem sequer procedia.

Após a prisão de Geraldo Oscar, sua esposa, Marieta de Menezes, e os filhos (ao total de oito) tiveram de se mudar para Belo Horizonte. Sem casa e sem perspectivas de vida, ela corria pelos batalhões do Exército na capital mineira em busca de ajuda para que o marido fosse libertado, o que ocorreu apenas um mês depois, após intensa peregrinação entre Belo Horizonte e Juiz de Fora. Depois, abriram uma pequena mercearia em BH e nas folgas Geraldo Oscar ainda trabalhava na praça, com um táxi alugado. Mas não foi o suficiente, pois a vida ainda reservava alguns sacrifícios e, diante da situação financeira precária, a família teve de se mudar para São Vicente, em São Paulo, em 1977. Dona Marieta, uma exímia cozinheira, trabalhava como empregada doméstica e Geraldo Oscar trabalhava na Igreja de Mórmons. Moraram ali por seis anos. Retornaram a Belo Horizonte em 1983, onde o casal foi morar com uma das filhas. Em 1991 Geraldo Oscar e Dona Marieta mudaram-se para Ouro Branco, ele já aposentado. A vida acabou se reestruturando, graças ao companheirismo da esposa e a força de vontade de um brasileiro que nunca desiste.

Geraldo Oscar já estava doente há alguns anos, mas nunca desistiu de sua luta. Infelizmente, ele foi chamado na noite de ontem, onde morava, em Ouro Branco, e seu corpo será sepultado em Belo horizonte, na tarde desta quinta-feira. Ele completaria 91 anos de idade no próximo dia 15 de novembro, data comemorativa à Proclamação da República. E como ele, um símbolo da democracia, deixa um exemplo e um legado aos filhos, netos, bisnetos e amigos. Sua história o imortalizou pela obra que deixou plantada no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade.

Geraldo Oscar e sua esposa Dona Marieta, nas comemorações dos 70 anos de casados (Foto: Jornal “Ponto de Vista”)

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Nota do Blog: * No início da Revolução de 1964, quando os militares tomaram o poder, centenas de operários da Usina da Belgo-Mineira foram demitidos e tiveram seus direitos políticos cassados por um período, na mais completa injustiça acometida contra trabalhadores e muitos deles, ainda vivos, e seus familiares, sofrem pelo descaso e a herança cuja ferida jamais se cicatrizou. Eu mesmo, quando editor da saudosa Revista “Mostrar”, do amigo Tavinho Viggiano, fiz uma reportagem sobre o fato e entrevistei várias pessoas que sofreram horrores ao serem taxadas na época, injustamente, de subversivos. Perderam seus empregos e sua dignidade. E o país tem um grande débito para com esses trabalhadores e seus familiares. Entre os injustiçados, estava o Senhor Geraldo Oscar de Menezes.