Archive for janeiro \31\UTC 2013

País do futebol e dos dirigentes que desrespeitam o torcedor

31 de janeiro de 2013

Hoje tudo virou empresa. O futebol, por exemplo, a maior paixão do povo brasileiro, virou empresa. Fodam-se os torcedores. Foda-se quem sustenta os clubes gritando nas arquibancadas. Vejam o exemplo da nova detentora com os direitos de administrar o Estádio do Mineirão, a Minas Arena! Os ingressos para o clássico deste domingo, entre Atlético e Cruzeiro, ainda nem começaram a ser vendidos. Mais de 24 horas de atraso. Falta de vergonha e descaso com o público amante do futebol.

Quem tem acesso hoje aos ingressos nos estádios de futebol no Brasil? Os diretores dos clubes, seus amigos e apadrinhados, os políticos e os cambistas. Em Minas, precisamos citar os nomes desses dirigentes?

País sem vergonha na cara! E, graças a Deus já deixei de ir a campo desde 2006. Sinto muito pelos mais jovens, que amam o futebol.

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Monlevade e o eterno Cartel de Combustíveis

31 de janeiro de 2013

Cartel I

O aumento nem saiu ainda das distribuidoras e as bombas dos postos de revenda de combustíveis em Monlevade já subiram de preço. Hoje o litro da gasolina passou na maioria dos postos de R$ 2,78 para R$ 2,89.

Onde anda o Ministério Público para conter este Cartel?

Monlevade carece de mais movimento, de mais arte, de mais cultura

30 de janeiro de 2013

Posso dizer com muito orgulho que posso não ter vivido o boom da cultura em João Monlevade, mas aproveitei boa parte dela. Lembro-me muito bem que eram comuns as atividades teatrais, musicais por algum canto da cidade, desde a época do saudoso Grêmio Esportivo Monlevade e seu pequeno palco, ou nos estúdios do Cine Monlevade e da Rádio Cultura, onde pessoas como Guido Walamiel, Batista, Afonso Torres, Pindoba, Luciano Lima, Vicente Soares, Cônego Higino, professor Dadinho, Geraldo Orozimbo, Taquinho Carvalho, Leila Oliveira, Neide Roberto, Severino Miguel, Zé Liga, Acrízio Engrácio, Wilson Vaccari, Maestro e pianista Altino Pimenta e tantos outros deram o pontapé inicial para que a cidade acontecesse culturalmente. Conheci um pouco, mas o suficiente para que a minha geração pudesse dar continuidade a alguns projetos que nos foram repassados por herança.

Pois bem, mas ainda na década de 70, junto ao amigo, autodidata, conterrâneo e contemporâneo da Vila Tanque, Geraldo Magela Ferreira, demos início à nossa carreira artística pelos palcos de João Monlé e depois para cidades da região. O próprio Magela escrevia os textos e lá íamos, sempre com lançamentos no Anfiteatro do Centro Educacional e com casa cheia. Mas também chegamos a nos apresentar no auditório da saudosa Rádio Cultura da Praça do Cinema, no auditório do Automóvel Clube, em Nova Era, em Dionísio, São Domingos do Prata, Rio Piracicaba. Corremos e também interpretamos trabalhos de autores famosos, entre os quais Maria Clara Machado (peças infantis), Bertold Brecht (grande autor e dramaturgo alemão), Plínio Marcos, João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina) e por aí afora. Mas Magela nos presenteou com belos trabalhos, entre os quais, “Psicodrama”, quando representei o papel de Nero, o incendiário de Roma. Vivíamos a fase de “Malucos Beleza”, mas sem qualquer droga. No máximo, quando sobrava uma graninha, para uma cerveja e uma cachaça.

Não eram os tempos da brilhantina, mas do auge das atividades culturais em Monlé City, com festivais da canção “bombando”, os festivais de inverno e cuja âncora para que o teatro ficasse cada vez mais forte foi sempre o amigo, saudoso Guido Walamiel. Ele se entregava e havia um interessante intercâmbio, sempre participando grupos de outras cidades, inclusive de Belo Horizonte e Governador Valadares, centros mais avançados e com quem muito aprendíamos. E não posso deixar de citar nomes dos integrantes de nosso grupo; primeiro o “Paulo Pontes” e depois, após uma divisão, o “Manoel de Nóbrega”. Com Juju, Isabel, Benildes, Eliana Prandini, Miriam Linhares, Valéria Vieira, Jaques Higino, João Bosco, Dulce, Marilene, Memela, Wir Caetano, Joel da Paschoa, o saudoso Geraldinho, Simone Albuquerque e tanta gente boa. A nossa geração, modéstia às favas, teve um papel importante na história cultural da cidade. E fizemos. Uma equipe de amadores com espírito de profissionais.

Queremos agora que algo seja resgatado e bons artistas já desfilam, principalmente nas áreas do teatro e da música, pela Monlevade de agora. E que a nova Casa de Cultura, que muito pouco funcionou como deveria – salvem-se exceções – seja mais ativa e não marque presença apenas com aulas instrumentais. É preciso muito mais. Afinal, aqui deram fim ao Coral Monlevade, o Coral Família Alcântara resiste às duras penas, a Orquestra Big Band Funcec parece desativada. Então, vamos encontrar uma luz neste final de túnel…

Teatro no Centro Educacional

Nos tempos dos festivais de Inverno. Aqui, no palco do Anfiteatro do Centro Educacional, após encerramento de um curso de teatro. Na foto, entre outros, eu, Juju, Miriam Linhares, João Bosco, Afonsinho, Dimas, Marunzinho, Edson, Magela, Toninho, Chiquinho, Wir,. Velhos tempos, belas noites…

Revitalização das avenidas é um bem necessário. Mas tem de ir mais fundo…

30 de janeiro de 2013

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Construção entre um prédio e outro sem distância adequada, como se fossem germinados os prédios. Coisa da época do “Onça”

Uma notícia que chega em boa hora é de que o prefeito Teófilo Torres se reuniu com diretores da CDL e uma coisa ficou definida: as avenidas Gentil Bicalho e Alberto Pereira Lima serão revitalizadas. Projeto arquitetônico neste sentido terá o custo de R$ 30 mil e será bancado pela CDL, ficando o governo responsável pela execução da obra. Parabenizo o fato de o prefeito já ter chegado e tomado tal posição no primeiro mês de seu governo. Afinal, a nossa Monlevade está cada vez mais feia e descuidada e essas duas vias citadas são exemplos clássicos deste abandono. Mas, além da revitalização, algo mais tem de ser feito, principalmente em termos de se respeitar o Código de Ética e Posturas do município. Além do crucial problema do nosso trânsito.

A Gentil Bicalho – extensão da Wilson Alvarenga -, para se ter uma idéia, foi construída durante o mandato do ex-prefeito Laércio Ribeiro e inaugurada em 1999, através de recurso do governo federal que aqui chegaram via o então deputado Philemon Rodrigues. Mas praticamente foi deixada ao acaso. Nem um calçamento decente para pedestres a avenida possui. Foram oito anos no governo de Carlos Moreira e mais quatro anos na administração de Gustavo Prandini e nada. E os incompetentes dos dirigentes do Settran não tiveram nem mesmo a sensibilidade de provocar uma melhora no trânsito com a abertura da via, que seria de implantar mão única na Avenida Getúlio Vargas, na região do Bairro Santa Bárbara, o que certamente desafogaria o trânsito na região. Portanto, saindo mesmo esta obra de revitalização, que o senhor José Jaime – que reassumiu o posto que já comandada desde a época do mesmo Dr. Laércio (passou por Bio, Carlos e mais um tempo com Prandini), tome tal providência.

Outro ponto é o respeito ao tal Código de Ética e Posturas, que funciona apenas no papel. Basta ter dinheiro que faz o que quer, como construir em área verde, instalar um galpão ocupando todo o lote, cortar árvores para abrir loteamento, construir prédios em área comercial sem garagens (Lei de dezembro de 1992), usar calçadas para estacionar veículos (vejam a situação de algumas revendedoras de carros) e por aí afora. Vamos revitalizar, mas vamos também fazer a lei valer.

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Poluição visual em plena Getúlio Vargas, no centro comercial da cidade. Uma vergonha

A Política Econômica da Dilma

30 de janeiro de 2013

No governo da Dilma é assim: acenda a luz e apague o carro. Afinal, pela contra partida da redução na tarifa de energia elétrica, ela autorizou aumento nos combustíveis.

Política econômica pra enganar trouxa e tentar segurar a inflação.

O Jornalista quer fazer esta Homenagem Póstuma

29 de janeiro de 2013

Guido e Neide

Hoje, revirando meu baú e vasculhando meus álbuns de fotografias – e não são poucos -, me cai nas mãos esta foto (acima), já publicada em outra época em meu jornal, o “Morro do Geo”. Já havia feito uma homenagem a estas duas pessoas ímpares, quando a cantora ainda estava entre nós. No entanto, há no verso uma dedicatória e que não havia observado. Faltou-me faro jornalístico. E hoje tive a felicidade e viajar após ler a dedicatória deixada pelo professor (foto abaixo).

Neide Roberto e Guido Walamiel, que se tornaram imortalizados pelas obras que deixaram em João Monlevade. Pelo bem que fizeram ao nosso povo. Amigos de muitas jornadas, com quem tive o prazer de conviver nos tempos da Prefeiotura. Ela, como secretária executiva do saudoso Bio (começou com Antônio Gonçalves) e ele como diretor do DEC, extinto Departamento de Educação e Cultura. Ele, professor; ela, artista. Ambos poetas e com a sensibilidade à flor da pele.

Pelo Dia do Jornalista, que também se comemora hoje, 29 de janeiro, meu muito obrigado por ter vivido parte dos meus 28 anos como profissional com vocês. Na platéia assistindo à cantora, ora entrevistando-a; ou no DEC, procurando notícias com Guido ou nos palcos, fazendo teatro nos festivais que ele organizava.

Muito obrigado a vocês, pessoas que tanto viveram com a sensibilidade à flor da pele.

Bilhete

Comemora-se dia dos profissionais do jornalismo em seis datas diferentes

29 de janeiro de 2013

Dia do Jornalista

A imprensa brasileira completou 204 anos em 2012. Essa importante data se deve ao trabalho e dedicação de todos os jornalistas, que merecem ser reconhecidos.

Mas para homenagear os profissionais da imprensa, uma pesquisa feita sobre essa data apontou outros dias como possíveis dias do jornalista: 24 de janeiro, 29 de janeiro, 16 de fevereiro, 3 de maio e 1º de junho.

Em consulta a mais de cem sites diferenciados, jornais, revistas e a obra “História da Imprensa no Brasil”, de Nelson Werneck Sodré sobre a formação da imprensa no Brasil -, vários acontecimentos ligados a todas as datas foram citados:

24 de janeiro – Data do padroeiro da profissão, São Francisco de Sales (bispo e doutor da Igreja Católica) para homenagear os profissionais do jornalismo.

29 de janeiro – A data é, de longe, mais citada nos calendários comemorativos brasileiros mas, ao mesmo tempo, a que menos tem referências à sua criação. As informações vão desde uma homenagem ao jornalista e abolicionista José do Patrocínio (que teria falecido, nesta data, em 1905) até sendo uma data exclusivamente católica.

16 de fevereiro – Dia do Repórter. Ao contrário do que o senso comum, repórter não é sinônimo de jornalista. A função de repórter é apenas mais uma das que os jornalistas podem exercer.

07 de abril – Foi instituído pela Associação Brasileira de Imprensa em homenagem a João Batista Líbero Badaró, médico e jornalista, que morreu assassinado por inimigos políticos, em São Paulo, em 22 de novembro de 1830. O movimento popular gerado por sua morte levou à abdicação de D. Pedro I, no dia 7 de abril de 1831. Um século depois, em 1931, em homenagem a esse acontecimento, o dia 7 de abril foi instituído como o “Dia do Jornalista”.

03 de maio – Pode ser considerado o Dia do Jornalista por ser a data da Liberdade de Imprensa, decretada pela ONU em 1993.

01 de junho – Dia da Imprensa que durante 192 anos foi comemorado, erroneamente, em 10 de setembro (atribuía-se à Gazeta do Rio de Janeiro, jornal oficial do Império, ser o primeiro jornal brasileiro). No Brasil, a Imprensa surge em 1808, quando passou a circular, em 1º de junho, o “Correio Braziliense”, editado em Londres por Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça.

E quanto ao dia mundial? Levando em conta o maior número de pessoas comemorando, o dia 8 de novembro seria o dia oficial, em que 1,3 bilhões de chineses comemoram a data. Nos EUA, o dia do jornalista é comemorado em 8 de agosto e mais datas surgem em pesquisas em outros países.

G-1 – A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS – Escritor gaúcho Fabrício Carpinejar presta homenagem às vítimas da tragédia em Santa Maria

28 de janeiro de 2013

Escritor gaúcho

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.

O Sofá deixado na calçada à espera de um ônibus

28 de janeiro de 2013

Sofá na calçada I

Olhando esta fotografia qual o nome daríamos a ela, caros amigos e leitores? Eu vou dar meu palpite: “O jogo de sofá espera o ônibus”.

Pois bem, mas esta fotografia foi passada por um amigo e foi feita na Rua do Andrade, bem próximo ao centro comercial de Monlevade. Pessoas se mudaram da casa e deixaram os sofás na calçada, justamente em frente ao ponto de ônibus. Talvez pensando numa pessoa mais necessitada que passasse por ali e levasse o móvel. Mas, em se tratando de cidadania, que mau exemplo. Afinal, o o jogo de sofá é colocado na calçada, provocando uma baita poluição visual e atrapalhando o trânsito de pedestres que por ali circula.

Por isto que falo, nós cobramos muito do poder público, mas nem sempre fazemos a nossa parte.

Prefeitura divulga números da dengue em Monlevade

28 de janeiro de 2013

A Vigilância em Saúde realizou levantamento sobre a situação da dengue em Monlevade e a situação preocupa. São 29 casos suspeitos e 5 confirmações da doença no município. No período de 15 a 17 de janeiro, os agentes visitaram 1.182 imóveis e foram encontrados 58 focos do mosquito, sendo 57 em residências e 1 em terreno baldio. Segundo o LIRAA (Levantamento de Índice Rápido do Aedes Aegypti), Monlevade está com o índice de infestação em 3,9%. O Ministério da Saúde classifica até 1% como baixo risco, entre 1,0 e 3,9% como médio risco e acima de 3,9% como alto risco.

Foram localizados 10 focos em Carneirinhos, seguido do bairro Loanda com 7, Industrial com 5, Lucília e Vera Cruz com 4, Lourdes, Palmares e Nova Monlevade com 3, Rosário, República, Novo Cruzeiro, Boa Vista e Sion com 2 e Mangabeiras, Laranjeiras, Promorar, Satélite, ABM, Cruzeiro Celeste, Petrópolis, Cidade Nova e Santa Cecília com 1 foco.

A Prefeitura está empenhada em minimizar essa situação e evitar que o município sofra com uma epidemia. Para isso, serão contratados novos agentes de endemias que, somados aos que já atuam no combate à dengue na cidade, vão auxiliar e informar à população da necessidade de se combater locais que possam acumular água.

Além disso, no último sábado, 26, a Visa realizou uma ação em sinais de trânsito em Carneirinhos, com faixas e panfletos, buscando conscientizar sobre a doença. Também está sendo realizado nessa semana um teatro infantil na Colônia de Férias do Social Clube sobre como se combater a dengue.

Campanha

Uma campanha de combate à doença foi realizada em Carneirinhos