Archive for abril \30\UTC 2013

As “Bandas de Música” podem sucumbir por falta de apoio. Acorda, Monlevade!

30 de abril de 2013

Corporação Musical Monlevade

Foto de Corporação Monlevade, A “Furiosa”, durante apresentação em um Festival de Bandas em nível estadual

Há uma tradição em Monlevade que pode acabar sucumbindo por falta de apoio do poder público: as Corporações Musicais, na linguagem mais popular, as “Bandas de Música”. Como diria o saudoso Antônio Gabriel, a “Furiosa”. Os músicos tocam por prazer e gastam dinheiro dos seus próprios bolsos para manter esta tradição. Mas, em Monlevade, já a alguns anos, o desrespeito pela arte é algo assustador. Os músicos não estão pedindo esmolas, mas sim apoio para que possam manter este intenso laço cultural de nossa cidade e região.

Vamos debater esta questão em nosso Blog a partir dos próximos dias e contamos com o apoio de toda a imprensa local, assim como da comunidade em geral. Queremos a opinião de nossos amigos e leitores.

Poema para Monlevade!

29 de abril de 2013

A praça er as Jardineiras

Não apenas sou um camarada saudosista, mas tenho saudade. Não sei se a história do passado de Monlevade me consumiu, me fez a cabeça, mas amo o passado. Amo as histórias dos passado, a minha cidade antiga, os meus amigos e a minha rua. O estreito caminho das ruas do meu bairro e alguns amores. Amo tudo que eu me lembre, como me lembro de tudo que vivi e amei. O presente é minha dádiva pelos maravilhosos filhos que tenho e agradeço a Deus sempre por isto. E minha vida vive o que vivi, o ontem e o anteontem. As avenidas, as peças, o teatro, e farra, o bar, a cachaça. No dia que me for, me fui ontem. Ao sair, não foi hoje. Ao despertar, despertei com Cartola ou Noel. Ou ainda com Nelson Cavaquinho ou Ismael. Mas foi ali na Praça do Cinema. Beijando na boca alguma namorada e comendo pipoca salgada.

Eu estive aqui em alguma manhã de verão ou em alguma noite de inverno.

Sou monlevadense da Gema. Mas ando decepcionado contigo!

29 de abril de 2013

Identidade

João Monlevade completa hoje, 29 de abril de 2013, 49 anos de idade. Uma cidade nova, tal qual Ipatinga, no Vale do Aço, Também nasceu na mesma data de Bela Vista de Minas e outras que deixaram de ser distritos exatos 29 dias após a Revolução, ou melhor dizendo, do Golpe Militar de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente João Goulart, o “Jango”, do poder.

Monlevadense da gema, nascido ainda quando João Monlevade era Distrito, em 22 de junho de 1959 – mas registrado no verso de minha RG: “Naturalidade: João Monlevade”. Portanto, nasci neste chão, das entranhas de Dona Geralda de Melo, minha saudosa mãe, pelas mãos da parteira Dona Carmen, na casa do meu pai, Tião de Melo. Ali, quase na esquina da Avenida do Contorno com a Rua 10, no Bairro Vila Tanque. Fui o 3º de uma família de quatro arrebentos. E tenho um puta orgulho desta cidade.

Pois é, mas hoje, quase cinco anos mais velho da cidade em que nasci, vejo meu chão meio sem rumo. Como um navio prestes a naufragar. E, a um dia do aniversário de minha Terra-Mátria, entrou em minha rede social do Facebook e leio uma postagem do amigo e jornalista Geraldo Magela, o “Dindão, diretor do jornal “Bom Dia”, onde ele denuncia o caso de um senhor, de 89 anos de idade, que teve negado atendimento médico no Hospital Margarida. E para complicar, segundo suas filhas, ao ligarem para Polícia Militar – eles negaram de fazer o B.O -, alegando que “se não havia médico, não teria como fazer o boletim”. Uma vergonha e uma afronta, para começar, ao “Estatuto do Idoso”. E para com a população de um modo geral. Aliás, já virou moda o Hospital Margarida e agora também o PA não terem médicos plantonistas nos finais de semana. E não apenas pediatras ou obstetras, mas também clínicos. E continuaremos calados? O Ministério Público continuará de braços cruzados? E pior: os homens que governam a nossa cidade, que foram eleitos pelo voto popular, estão fazendo o que de prático? A não ser politicagem, indo para os jornais e falar, falar e falar. Visitar o HM, visitar o PA e o escambal, mas nada resolvem. Principalmente os vereadores que foram reeleitos, já que o problema se tornou mais grave nos últimos três anos. Todos muito bons na teoria. Porque ainda não se prestaram ao papel de levar esse caos até as últimas consequências. Por medo ou apenas “camaradagem”? O nosso papel, enquanto imprensa, é denunciar. E os seus, nobres edis, é levar isso a fero e fogo e doa a quem doer. O povo é que não pode continuar levando ferro.

Estamos completando 49 anos e muito pouco para se comemorar. Uma cidade feia, cheia de mato, com suas vias públicas emburacadas, maltratada. Sem atitude de nossos homens públicos, omissos. Sinto, sinceramente, como monlevadense da gema, que somos governados por uma “máfia”, onde apenas os seus membros tiram proveitos. Uma minoria esmagadora diante de uma população em torno de 75 mil habitantes. Onde eles fazem e acontecem. Onde o compromisso é apenas com seus pares e não com a comunidade.

Monlevade, te digo, com muita tristeza na alma, mas você está uma vergonha. Ando decepcionado contigo. E ainda tem gente que vive ao meu lado e diz que estou deixando me levar por “conversinhas”. PQP!

Identidade I

Monlevade: 49 anos. Parabéns aos que ajudaram na sua construção

28 de abril de 2013

Igreja ao fundo

Sem Título-5

O então diretor da Usina da Belgo-Mineia, Louis Jaques Ensch, durante a instalação da indústria siderúrgica em Monlevade. Ao seu lado o então presidente da República, Getúlio Vargas, quando de sua visita à cidade, em 31 de agosto de 1935

O município completará nesta segunda-feira, dia 29 de abril, seu 49º aniversário de emancipação político-administrativa. E muitas foram as pessoas responsáveis por este feito, entre operários, políticos e empresários, que ajudaram a construir e tanto contribuíram para o seu desenvolvimento sócio-econômico. E tudo iniciado com o francês Jean Antoine Félix Dissandes Monlevade, que deu origem ao nome da cidade. E, mais tarde, com o luxemburguês Louis Jaques Ensch, que aqui fez ressurgir a Usina de aço e fez dela referência nacional na siderurgia.

E, felizmente, por aqui passaram homens sérios e comprometidos, e que não fizeram da política profissão e nem para tirar proveito próprio. Tinham sim uma preocupação e um objetivo: realizar pelo município e pelo seu povo. E, entre os primeiros governantes, pós abril de 1964, podemos citar Wilson Alvarenga, Germin Loureiro (Bio), Antônio Gonçalves (Pirraça) e Lúcio Flávio de Souza Mesquita (Dr. Lúcio), como ícones da política monlevadense. Foram empreendedores, cada um ao seu estilo, e tão bem representaram a nossa cidade. Bio, na infra-estrutura; Pirraça, na educação; Dr. Lúcio; na cultura. Os três, juntos, governaram João Monlevade por 26 anos. E muito fizeram por esta terra.

Assim, o nosso Blog, parabeniza a todos os monlevadenses, representados aqui por esses três homens públicos que souberam tão bem honrar a nossa bandeira. Hoje, o município caminha para o seu cinquentenário e quase 200 anos de história.

1ª Câmara Municipal de João Monlevade

1ª Câmara Municipal de João Monlevade. Da esquerda para a direita: Jhonatas de Oliveira (Joanico do Cartório), Francisco Rosa, Laudelino Fonseca, José Machado, Sebastião Gomes, Ronaldo Frade, Acrízio Engrácio, Amaro Zacarias Gorgozinho, José Ferreira Soares, Vicente Corrêa, José Couto e Carlito Caldeira

Wilson Alvarenga

Wilson Alvarenga, o 1º prefeito eleito após a emancipação

Bio no DAE

Germin Loureiro (Bio), ao lado da esposa, também saudosa Zarif Loureiro, durante a inauguração da Estação de Tratamento de Água, grande obra feita em seu 1º governo

Inauguração da Wilson Alvarenga

O ex-prefeito Antônio Gonçalves (Pirraça), ao lado da esposa, saudosa Helena Gonçalves, quando inaugurava a Avenida Wilson Alvarenga

Inauguração do colégio Luiz Prisco

O ex-prefeito, Lúcio Flávio de Souza Mesquita, ao lado do presidente da Câmara Municipal, Sebastião Gomes de Melo, do então governador Aureliano Chaves e do deputado José Santana, quando na inauguração da Escola Estadual Luiz Prisco de Braga, fazendo uma justíssima homenagem a um dos pioneiros da educação em João Monlevade

Delegacia de Monlevade sem Viaturas e governador usa ator do BOPE para falar em segurança

28 de abril de 2013

O que o governo de Minas vem anunciando em propaganda enganosa chega a ser uma falta de respeito com o cidadão mineiro. O caso mais recente é em relação à segurança pública. Tentando “despistar as moscas”, como se diz na gíria, em meio à disparada onda de violência que ocorre na maioria das cidades mineiras, o ator André Ribeiro, aspirante Mathias e capitão do Bope na segunda edição do filme, vem aparecendo na TV e em revistas anunciando que Minas é o Estado que “mais investe em segurança”. Apesar da propaganda oficial, os números da violência voltaram a crescer a partir de 2011. Os registros de crimes violentos subiram 18,5% no Estado no primeiro trimestre de 2013, em comparação com o mesmo período de 2012. Para se ter uma idéia, em 16 das 29 cidades com mais de cem mil habitantes, os números ultrapassaram a média, chegando a mais de 100% em quatro cidades.

Tentando justificar o contraditório, o governador de Minas, Antônio Anastasia, o governo diz que vai investir R$ 600 milhões até 2014 em ações de segurança. Mas precisa ser mesmo urgente em sua proposta. Vamos apenas fazer um perfil do que ocorre em nossa cidade, João Monlevade. Aqui está instalada uma Delegacia Regional e, mesmo assim, as condições de trabalho dos policiais é a pior possível. Em conversa com um policial civil na última sexta-feira, ele me anunciou que em Monlevade há apenas duas viaturas policiais, sendo uma para atender a Regional e a outra para a Delegacia de Mulheres. Sem contar que nenhum dos dois veículos apresenta condições de viajar, ou seja, são viaturas caseiras, apenas para atender ocorrência no próprio município. E como se sabe, em todo Estado, o efetivo é pequeno e até em armamentos a situação é precária.

Portanto, como é fácil contatar um ator que trabalhou no filme do Bope e tentar enganar a população, deixando transparecer que aqui em Minas Gerais a questão da segurança pública não é problema. Uma mentira deslavada, assim como o nosso governo também prega uma propaganda enganosa na área de educação, onde os profissionais são desrespeitados. Oh, Minas Gerais, quem te conhece realmente não te esquece, jamais!

Os prefeitos “Caras de Pau”

26 de abril de 2013

Vou tomar a liberdade e postar aqui o comentário que o diretor do jornal “A Notícia”, jornalista Márcio Passos, escreveu hoje na edição do periódico, que circula nesta sexta-feira, em sua Coluna, “Emporium”, sobre a Casa de Cultura.

“A exemplo do ex-prefeito Gustavo Prandini (PV), o atual prefeito de João Monlevade, Teófilo Torres (PSDB), também reinaugurou a Casa de Cultura, que nem mesmo foi construída pela Prefeitura. O imóvel foi construído pelo jornal A Notícia e tomado pelo ex-prefeito em declarada perseguição política contra o jornal.

É o segundo aniversário seguido da cidade que utilizam o prédio construído pelo jornal para compensarem a falta de obras que os todos dois prometerem e não cumpriram.

Caras de pau ao quadrado, com agravante para o atual prefeito que nomeia a sala de recepção do local com o nome da mãe do ex-prefeito e correligionário Carlos Moreira, para compensar a falta de um hospital para receber o nome dela, apesar do crime de terem jogado mais de R$ 12 milhões de recursos públicos naquele vergonhoso monstrengo”.

Márcio Passos – Diretor do jornal “A Notícia”

Só uma retificação. Não foram em dois anos seguidos, porque a primeira inauguração se deu em abril de 2011 e agora a de ontem. No mais, parabéns pelo excelente artigo, que nos leva a fazer uma reflexão sobre em que nível a nossa cidade chegou em termos da prática politiqueira que nos remete ao tempo do coronealismo.

Sarau de volta na próxima terça-feira, 30

26 de abril de 2013

O projeto iniciado pelo cantor e compositor Rômulo Ras, no ano passado, e que atuei como parceiro por quase três meses, denominado “Sarau: Bate Papo Cultural”, está de volta. E se dará no mesmo local, ou seja, no “Emporio Wine Bar”, Avenida Castelo Branco, Bairro República.
Neste retorno do projeto, estarei à frente e também acontecerá às quintas-feiras. A proposta inicial será em manter o mesmo formato idealizado pelo amigo Rômulo Ras, com a presença músicos, ativistas culturais e personagens de Monlevade, quinzenalmente.

E, para começar, excepcionalmente na próxima semana, o primeiro Sarau se dará na terça-feira, 30 de abril, véspera de feriado, a partir das 20 horas e como o primeiro convidado o músico Júlio Domingues, popular “Julinho”, que completou 77 anos de vida recentemente e tem muitas histórias para contar, entre tantas aventuras e os carnavais de rua e de salão que toca há décadas. A musicalidade que veio do pai e foi herdada pelas gerações. E, para acompanhar Julinho, estarão presentes o filho e músico Wildes, o neto Juninho e outros músicos, entre os quais o irmão Walter Domingues, Antônio Carlos Maroun e Gaspar.

Vá prestigiar, na próxima terça-feira, dia 30 de abril, no “Emporio Wine Bar”, a partir de oito da noite”.

Julinho e o Sax

Legenda da foto: Julinho e seu Sax. Imperdível.

Decisão política pode prejudicar setor de Hemodiálise no Hospital Margarida

26 de abril de 2013

Recebi agora a pouco uma grave denúncia e que pode prejudicar um dos setores que melhor funciona no Hospital Margarida, que é a Hemodiálise. E, pelo visto, por motivações pessoais e políticas. Funcionando há mais de 20 anos no HM, todos os equipamentos foram adquiridos e instalados pelas médicas Adriana Loureiro e Lucíola Rios, que foram as pioneiras. Mais tarde entrou uma nova sócia, a Dra. Daniela Freitas Silva, que é minoritária. Nesse caso, elas têm de fazer funcionar no hospital para que tenha convênios com o Sistema Único de Saúde. Em contra partida, elas pagam uma percentagem do lucro ao HM. Aliás, o maior número de pacientes e dependentes de seções de hemodiálise são pessoas mais pobres e não somente de Monlevade, mas de toda região, e atendidas pelo SUS.

De acordo com a informação, chegada na noite dessa quinta-feira, o gerente administrativo do Hospital Margarida, Ricardo Torres – homem de confiança do ex-gestor, empresário Lucien Marques, por quem foi contratado -, teria se reunido com as médicas responsáveis, colocando várias imposições para que elas possam continuar utilizando do espaço físico do HM. Elas teriam aceitado, mas também colocaram suas regras. Mas, segundo a fonte, as médicas – diante das medidas tomadas pela direção do hospital -, não terão estabilidade para investir e até mesmo permanecer na hemodiálise, podendo tornar o setor inviável. Aí que mora o perigo, porque o homem de confiança do Lucien Marques estaria seguindo a política do ex-patrão, que desde a época que era o gestor da unidade, tinha interesse em mudar as regras em relação às três médicas dentro do HM e, como única justificativa plausível, de que elas ganham muito dinheiro e o hospital pouco. No entanto, toda a montagem, equipamentos e também benfeitorias realizadas no setor e até o pagamento dos funcionários, foram e são bancados pela Hemodiálise.

Dentro de todo esse quadro em que se desenvolve a história, sabe-se que o problema maior pode ser pelo lado financeiro, mas também há questões de ordem político-partidária, o que já se tornou uma praga em João Monlevade. Tanto que querem colocar no lugar das médias, nascidas e enraizadas na cidade, profissionais de fora e que certamente podem ter alguma ligação ou laços de amizade com a gestão. Aliás, outra informação: o ex-gestor, Marco Albano, que substituiu ao Lucien Marques, teria como uma das principais causas de sua renúncia o fato de se mostrar insatisfeito com a posição do seu antecessor e do gerente, o Ricardo Torres, que nunca teve compromisso com João Monlevade. Albano sempre defendeu a permanência das médicas Adriana, Lucíola e Daniela.

Está dito! E ainda nesta sexta-feira tentarei entrar em contato com as médicas para saber se realmente a minha fonte, ou seja, o “Passarin Verde”, está bem informado.

Políticos piratas invadem os direitos autorais

26 de abril de 2013

Recentemente, em conversa que mantive com o prefeito Teófilo Torres, em seu Gabinete, o mesmo afirmou que, além da verba de R$ 5 milhões – empréstimo este firmado no governo do ex-prefeito Gustavo Prandini de Assis – para obras de asfaltamento em várias ruas da cidade, o governo do Estado já havia liberado um valor em torno de R$ 3 milhões, de Fundo Perdido, e que seria utilizado para recapeamento asfáltico. Mas, para minha surpresa – quando pensava se tratar de um recurso proveniente deste governo -, tomo conhecimento de que tal verba somente chegaria ao município em razão de um convênio assinado entre o ex-prefeito Gustavo Prandini de Assis, junto ao governo do Estado. Isto após realizar nova pesquisa ao documento que recebi no mês passado relatando os convênios e projetos firmados na administração passada e que não tiveram continuidade no atual governo.

E, através desta pesquisa, cheguei a uma reportagem publicada no jornal “O Tempo”, datada de 22 de agosto de 2011 (http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=180165,OTE&=prandini&pagina=1), intitulada “Prefeitos reclamam de critério político em liberação de verba”, denunciando que as verbas não estavam sendo liberadas para prefeituras que eram administradas por partidos de oposição ao governador Antônio Anastasia, do PSDB. E os convênios haviam sido feitos em junho de 2010, ano de eleições, quando Anastasia tentava a reeleição.

Pois é, mas no Brasil a política funciona assim, ou seja, “quero o meu município bem se os meus aliados estiverem no governo. Do contrário, ou seja, se forem meus opositores, que se fodam-se todos”… E em Monlevade não é diferente. Tanto que vivemos esta política arcaica, ultrapassada, do “verde e do vermelho”. Onde os ex-prefeitos estão sendo desrespeitados, tendo as placas contendo suas obras, com seus nomes, arrancadas, e isso significa roubar a nossa história. Como se arrancassem a Pedra Fundamental de uma obra a ser iniciada. Eu, sinceramente, a cada dia que passa, mais me decepciono com as ações dos nossos homens públicos.

Valei-me, Deus!

Carta encaminhada ao nosso Blog por um funcionário da Prefeitura

25 de abril de 2013

“Prezado Marcelo Melo,

Eu estou observando as ações da atual administração desde o início dos trabalhos da Comissão de Transição, em novembro passado. E ao que nos transparece, o prefeito ainda não conseguiu afinar a viola de seu time. Aqui na Prefeitura estamos numa fase de muita insegurança. Muita fofoca, muito disse-me-disse e pouca ação. Em suma, percebe-se que há uma inoperância gigantesca. A nova equipe, com pouquíssimas exceções, parece que está desmotivada, sem uma referência de liderança. Alguns acreditam que devam se reportar ao comando do ex-prefeito Carlos Moreira, outros, do Teófilo, e etecétera. É muito cacique pra poucos índios.

Talvez isso explique a dificuldade de planejar e executar ações emergenciais, como por exemplo, a limpeza da cidade. Atividade de rotina e que independe da situação financeira da PMJM. Não será a enxadada do secretário Sinval na Praça Sete que fará a diferença. Aliás, diga-se de passagem, o fato por si só, na minha opinião, demonstra o quão estão desnorteados os atuais gestores, pois o que o secretário Sinval deveria estar empenhado e concentrado é construção de um plano de ação pra resolver os problemas da limpeza, dos buracos etc. Ou será que o prefeito o nomeou pra função errada? Talvez ele seria mais útil nas ruas. Talvez como líder da equipe de capina.

Enfim, o desabafo do Sr. Vilney Monteiro de Assis é justo e representa o sentimento de toda população. Afinal são quatro meses que não conseguem pelo menos começar a resolver o problema generalizado de manutenção das nossas ruas, praças e companhia.

Senhor prefeito faça a sua parte. Assuma o comando. Demita ou contrate, mas por favor coloca a sua turma pra trabalhar, pois a campanha eleitoral acabou em outubro de 2012 e esse discurso de culpa do Prandini ou falta de dinheiro ninguém aguenta mais”.

“José Carlos” – João Monlevade

PS: A verdadeira identidade do leitor, por motivos óbvios, será mantida em sigilo.