Amigo a gente encontra… No Cancioneiro Brasileileiro

Algumas canções marcam as nossas vidas ao longo de nossa trajetória. Seja no amor, no convívio familiar e entre os amigos. Aos meus 18 anos namorava com a Valéria, ela com 15, filha dos saudosos José Vieira e Dona Diva. Moravam ali na Rua Piracicaba, casa de número 5. Namoro no tempo que ainda era sem maldade, como diria o mestre Sivuca, no “tempo dos pardais, de verde nos quintais”… Uma música que muito marcou aquele romance de um ano foi uma interpretada pelo Raimundo Fagner, meu ídolo da época, e cujos versos diziam “Não chore se eu disser, que já vou. Você quem quis assim, vai sofrer. Sofrer de amor pra mim é morrer, eu sou um sonhador e você”!… Uma das muitas que consegui regravar em meu Pen-Drive, nas velhas e saudosistas canções de Fagner, Cacaso e Cia. E durante toda a minha carreira de rádio, meu tema foi “Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é bonita, é bonita e é bonita”…, do mestre Gonzaguinha. Pois vale a pena viver e não ter a vergonha de sempre ser feliz, sem preocupação com o pudor. Ele, que se exploda…

Mas aí vamos passando e sempre em minhas crônicas ou artigos jornalísticos, gostei de contextualizar dentro deles algumas letras de músicas, pois elas são parte de nossa história de vida. E, entre elas, uma que muito me marca e me acompanha por essas andanças é uma de autoria de Renato Teixeira e Dominguinhos, “Amizade Sincera”. Ela retrata na mais pura poesia o que é ter um amigo. “A amizade sincera é um santo remédio, um abrigo seguro. É natural da amizade um aperto de mão, um abraço, um sorriso. Por isso, se for preciso, conte comigo, amigo disponha, mesmo modesta, minha casa será sempre sua”… Falar mais o quê?

Assim nossas esperanças reacendem por um mundo mais justo e se caminharmos pelos caminhos traçados pelas músicas, pelas poesias e pela disposição de viver cada letra, cada verso, seremos mais felizes. Este dom que os compositores, poetas e cantadores têm nos levam ao êxtase e somos cúmplices de uma realidade mais elevada espiritualmente. Como quando escreveu Paulo César Pinheiro, de que “o importante é que nossa emoção sobreviva”, não podemos jamais nos privar delas e do que sentimos.. E feliz de nosso povo por ter um cancioneiro tão diversificado, que fala das raízes, dos amores e dos amigos. De ter ouvidos para ouvir “A Banda” de Chico Buarque, à “Gente Humilde”, de Garoto, Chico e Vinícius de Moraes. De ter Tom Jobim com Águas de Março” e Belchior com “Como nossos Pais”. De ouvir “Detalhes” com Roberto e Erasmo Carlos e obras primas como “O mar, quando bate na praia, é bonito e é bonito”, com Caymin.

Vamos cantar nossos cantos e soltar a nossa alma para as músicas que conseguem alterar as nossas vidas e aumentar a nossa esperança.

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