O “Caso Zezinho”: Hora de entregar o cargo, caro secretário!

A história deve ser contada a partir do momento que se tem a convicção dos fatos. Muitas vezes a famosa “Rádio Peão” vaza alguma informação que nem sempre é verídica. Mas, continuo crendo que, na grande maioria das vezes, “o povo aumenta, mas não inventa”. E, ao longo dessas quase três décadas na lida jornalística, presenciei vários fatos e, entre eles, algumas inverdades e muitas verdades. E aprendi com a minha profissão e pela escola da experiência, que a vida privada de cada um é de cada um, mas a partir do momento que esta pessoa passa a se tornar um ser público, até a sua privada é bisbilhotada descaradamente, principalmente pelos opositores. Mas, com toda certeza, o homem ou a mulher que se torna pública, tem de dar alguns exemplos positivos. Como um delegado de polícia, por exemplo, que trafica drogas. Que moral teria para prender algum marginal? E assim é o político ou o agente político, que não pode se descuidar de seus afazeres durante sua vida privada.

Claro, e não quero aqui citar exemplos, mas estão registrados nos anais da história política de João Monlevade, vários casos de ex-prefeitos, ex-vereadores, ex-deputados etc que, quase que publicamente, estiveram envolvidos em casos de adultério e alguns até que terminaram bem ao lado da amante. Um deles, no ano de 1999 – data vênia – foi manchete de capa de um jornal da cidade e acabou nem mesmo prejudicando o corno, que acabou sendo reeleito. Já o algoz teve de se mudar de reduto eleitoral e acabou se transferindo para a Paraíba, sua terra natal.

Pois é, mas tudo isso para falar do caso envolvendo o ex-vereador, ex-secretário de Administração no governo do ex-prefeito Carlos Moreira e atual secretário municipal de Meio Ambiente, José Arcênio de Magalhães, popular “Zezinho Despachante”. Para ser sincero, tenho com ele uma ótima relação de amizade, assim como de sua esposa Regina e os filhos. Pessoas que muito estimo. Mas, mesmo assim, como formador de opinião, tenho a minha, independente desse fato. E, sem entrar no mérito de ele ser ou não o culpado na história que vazou dias atrás na cidade e foi manchete no jornal “Última Notícia” na sexta-feira passada, sinto-me no direito de me manifestar. De uma informação que nasceu da “Rádio Peão”, onde o povo pode ter aumentado, mas não inventado. E acabou se transformando em notícia na mídia.

E agora, Zezinho? Mas o que acho, sinceramente, é que você mesmo deveria apresentar seu pedido de renúncia ao prefeito Teófilo Torres. É necessário que coloque seu cargo à disposição, isto se você estiver mesmo comprometido com o atual chefe do Executivo, porque a situação se tornou insustentável. Esta é a minha opinião, e falo de uma forma que considero sensata. Afinal, em certas situações, a voz do povo costuma ser a voz de Deus. Isso é raro, eu reconheço. Mas acontece de estar politicamente correto em alguns casos, como neste exclusivamente. E o senhor prefeito precisa urgentemente dar um murro na mesa, pois está perdendo o controle da situação. Não só nesse caso específico, mas de uma forma geral. Afinal, alguns de seus assessores têm sido muito mais opositores do que aliados. Alguns têm compromisso sim com os salários no fim do mês.

A cada dia, mesmo hoje residindo fora de minha Jota Monlevade City, tenho notado que a opinião pública mais tem virado contra o seu governo. É hora de sair de seu Gabinete.

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