Em fase final do Livro e a cabeça em Lavras Novas

Pois é, pra quê? Mas nada é por acaso em nossas vidas. Às vezes tomamos algumas atitudes precipitadas. Outras vezes de forma bem planejada. E em outras mudamos radicalmente os nossos caminhos. Eu, por exemplo, sempre tive um velho sonho em minha vida, que era o de me mudar para o litoral, com grandes perspectivas de ter se concretizado há dois anos, quando estava decidido a montar um pequeno restaurante no sul do Espírito Santo. Mas, como diz o antigo ditado, sempre ocorrem as surpresas e vim parar aqui, neste paraíso chamado Lavras Novas, bem que por acaso.

Prestes a terminar o meu projeto literário, quando narro a história política, social e sindical de João Monlevade nas últimas três décadas, cheguei aqui com este compromisso, ou seja, de aqui acabar de escrever o meu livro e hoje posso dizer que estou a menos de 10% de seu final, que deverá contar com aproximadamente 350 páginas. Primeiramente agradeço a Deus por ter me dado saúde para a execução do projeto, às pesquisas de meses, aos patrocinadores, à esposa Carla, aos filhos Ícaro e Arthur, à família e aos amigos, e à grande colaboração do historiador F. de Paula Santos, o “Barcelona”, assim como ao professor Geraldo Eustáquio Ferreira,o “Dadinho”, que fará a revisão final, este sonho está se tornando real. E jamais pensava acabar o trabalho nesta terra ouropretana, de tanto passado e tanta história, berço da civilização mineira. Nesta lavras de ouro, no lugar que já foi Quilombo e onde hoje convivo com pessoas simples, hospitaleiras, porém de muita cultura. Um povo que me faz lembrar dos meus antigos vizinhos da Vila Tanque, de gente simples e de suas cadeiras nas calçadas. E estou feliz, o que é muito importante para pode se sentar de frente do Computador e escrever sobre o passado, dos encontros e desencontros, das chegadas e despedidas,das lágrimas e do sorriso. Relatar uma história real, com fatos e nomes reais, sem qualquer ficção. Poderia dizer que estou sendo um privilegiado por ter esta oportunidade.

Mas, e daí? Daí que, tão logo meu livro “A Saga: Memórias de Jornalista do interior”, chegue às livrarias, já estarei – se o criador assim permitir – escrevendo uma nova história, e desta vez sobre Lavras Novas e seu povo, onde já faço uma pesquisa de campo. E, mesmo sem ser escritor, mas apenas um repórter que se aventurou a ser redator e jornalista, não posso mais parar, porque a cabeça e as mãos pedem mais ação e terei muito a agradecer ao povo desta terra quando ver minha primeira obra literária concluída. E somente dando asas a um novo projeto, que é o de contar a história deste povo, de seus antepassados, deste lugar onde vacas, cavalos e cães convivem harmoniosamente com as pessoas, que poderei agradecê-los pelo bem que todos me fazem, Amém!

Amo Lavras Novas, como tanto amei João Monlevade, mas são dois amores distintos, com toda certeza.

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