Monlevade: até ontem nada ainda foi feito…

Como as coisas caminham que nem caranguejo em João Monlevade! Ou seja, para trás, de forma retardada, atrasada, pela falta de vontade política, pela não ação dos homens que comandam a nossa cidade. Posso dizer que, nesses quase 30 anos que atuo na imprensa, são vários os exemplos dessa morosidade, dessa sonolência quando se trata de ações que podem criar coisas práticas em benefício do município.

Só para citar, no momento, o caso da instalação de uma Unidade da Medicina Legal em Monlevade. Essa conversa teve início quando era delegado regional da extinta 27ª DRSP, Jairo Léllis Filho, no final da década de 80, quando era prefeito o senhor Germin Loureiro, o “Bio”. Foram intermináveis reuniões, sentadas com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e promessas mil. E até hoje, para ser mais justo, até ontem, em nossa cidade não existe um lugar descente onde os corpos possam passar por exames de necropsia, numa completa falta de respeito aos familiares. Tudo feito numa mesa improvisada no cemitério do Baú, sem nenhuma estrutura. Outro exemplo: foi exigida a construção de um Matadouro Municipal, pelo Ministério Público, no ano de 1998 – data-vênia -, quando Laércio Ribeiro era o prefeito municipal. Um local apropriado para o abate de bois teria de ser construído num período de menos de um ano. Eu mesmo, quando atuava como assessor de Comunicação da Câmara Municipal, cheguei a participar de reuniões em Belo Horizonte, com vereadores, junto à direção da CAF – Companhia Agrícola Florestal – para se liberar um terreno. Aliás, a empresa acabou liberando em uma área do sítio Largo, entre Monlevade e Rio Piracicaba, mas até hoje, ou melhor, para ser justo, até ontem, o abate é feito sem controle e a carne que se consome em nossa cidade não tem selo de qualidade. E por aí afora outros tantos exemplos.

Agora, um fato contemporâneo. E me lembrei de tudo que citei acima após conversa que tive ontem com o presidente da CDL de Monlevade, via telefone, o amigo Luiz Valente, e perguntei sobre o andamento da obra de se melhorar o visual da entrada de nossa cidade, pela Avenida Alberto Lima, no Bairro Sion. Afinal, em reunião realizada no primeiro semestre deste ano, a CDL se comprometeu a financiar o projeto para execução da obra, e até uma arquiteta me parece chegou a elaborar o projeto. E Luiz Valente respondeu o que eu já esperava. Ou seja, até hoje, não, para ser justo, até ontem, a Prefeitura nada fez para que a obra saísse do papel. Falta de quê? Vontade política.

Mas, em se tratando de João Monlevade, nada de anormal, porque a Avenida Gentil Bicalho foi inaugurada em 1999, no governo do Dr. Laércio e, após oito anos de Carlos Moreira, quatro anos de Gustavo Prandini e mais um ano de Teófilo Torres, nada foi feito para minimizar o caos no trânsito na Avenida Getúlio Vargas, região do Bairro Santa Bárbara, onde já deveria ter sido implantado mão única faz tempo. Portanto, melhor continuar dormindo. Pelo menos, até ontem…

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