Monlevade, uma cidade abandonada há anos!

“Marcelo, boa tarde!

Sou de Monlevade e moro em BH há uns 8 anos. Estive esse final de semana e fiquei assustado com a cidade. Ela está muito suja e cheia de mato. Senti um estranho sentimento de tristeza no ar. Mas o que mais me impressionou foi a falta de padronização e organização das placas das lojas. Lembrei que certa vez postou algo sobre uma placa de uma empresa de móveis planejados que simplesmente tomava conta da calçada. E, nas proximidades do mesmo posto Barrocar, há duas lojas (uma de frente pra outra) com essas placas gigantes no meio da calçada, muito bizarro mesmo. Tive que passar na rua porque não tinha espaço. Como pode um empresário apropriar-se (leia-se roubar) de um espaço público colocando em risco as pessoas (seus potenciais clientes)? Exagerando um pouco, dá a entender que qualquer pessoa pode usar espaços públicos para benefício próprio, talvez até construir algo.

Abraços”!

Víctor Geraldo Gomes – Belo Horizonte

A correspondência acima recebi por e-mail, na tarde dessa terça-feira, 14.

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Caro leitor,

Boa e providencial sua intervenção. E hoje, também falando como um monlevadense ausente, tenho este mesmo sentimento pelo qual você passou, quando chego à nossa cidade. Totalmente mal cuidada e, sem qualquer exagero, um tanto abandonada, nos fazendo lembrar das cidades fantasmas do velho oeste americano. E isso não vem deste governo, posso lhe garantir. Aliás, com todas as falhas em sua administração e que, por sinal, deixou muito a desejar, o último prefeito que tratou de cuidar da limpeza da cidade e mudar um pouco o visual foi o médico Laércio José Ribeiro. Os demais deixaram ao Deus dará. Mas isso agora não vem ao caso, porque não estamos debatendo uma questão político-partidária, mas sim a falta de gerenciamento por parte de nossos gestores, que continuam fazendo vistas grossas para alguns absurdos, como o citado por você, Víctor, onde alguns comerciantes, lojistas e construtores, abusam do poder econômico e fazem das fachadas de seus estabelecimentos a privada de suas casas, onde derramam merda e fazem aumentar cada vez mais essa poluição visual que toma conta de nossa área comercial.

E, sobre o caso específico que citou das placas que ficam na Avenida Wilson Alvarenga, realmente tem razão ao citar como um cenário “bizarro”. E de péssimo gosto, por sinal. São os famosos totens, que se tornou uma mania em João Monlevade e cada vez mais polui o espaço. Lembro-me muito bem, caro Víctor, quando atuava como assessor de Imprensa da Associação Comercial e Industrial de João Monlevade – ACIMON – no início da década de 90, e cujo presidente era o empresário, saudoso José Ricardo de Brito, foi requerida à entidade a autorização para instalação do primeiro toten da cidade, ali no canteiro central, de frente ao “Sucupira”. Foi uma parceria entre a Distribuidora de bebidas da Antarctica e o restaurante. E, para autorização, ocorreram várias reuniões envolvendo a ACIMON, Prefeitura e os comerciantes. Foi aprovada, mas não foi a toque de caixa, como agora, onde qualquer um cisma e coloca aquele “gigante” no canteiro central e obriga pedestres a irem para o meio da rua. Sem contar a poluição visual provocada pelas placas em grande parte das lojas, sem qualquer estética.

Pois é, caro leitor, mas Monlevade cada vez mais se torna uma “terra de ninguém”, sobressaindo-se o poder econômico. Sem Código de Posturas que, só existe no papel e há anos não vem sendo cumprido. Uma fiscalização precária pela falta de funcionários, obras construídas de forma ilegal onde garagens são inseridas nas plantas e na prática são instaladas lojas e cada vez mais faltam vagas de estacionamento para veículos nas ruas e avenidas, poluição sonora com carros-volantes e nenhuma punição aos infratores etc. Por isso, caro Víctor, você e outros tantos monlevadenses ausentes são surpreendidos quando chegam à cidade e encontram esse cenário do descaso, ao contrário, por exemplo, das “abelhinhas”, que faziam de João Monlevade uma cidade limpa, isso no governo do médico Lúcio Flávio, na década de 70. Agora, fazer o quê?

Toten

Monlevade e a poluição visual provocada pelo excesso de totens espalhados pela Wilson Alvarenga

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Uma resposta to “Monlevade, uma cidade abandonada há anos!”

  1. Vilney M. Assis Says:

    Está uma vergonha mesmo.
    É de dar dó.
    A população deveria se mobilizar e entrar com uma ação na justiça pedindo que a prefeitura faça o básico pelo município.
    Limpar, capinar e tapar os buracos.
    As praças estão sujas e abandonadas.
    A “trincheira” tem uns 2 meses que iniciou o recapeamento asfáltico e não termina nunca, deixando o trânsito no local uma catástrofe.
    Tudo que começa não termina.
    Tudo feito pela metade.
    Agora só uma pergunta:
    Tem prefeito na cidade?

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