Meu caro Fabrício, a política não pode apenas ser um jogo de interesses

Foi com certo pesar que recebi ontem o e-mail do amigo Fabrício Lopes, vereador eleito por João Monlevade nas eleições passadas, quando obteve mais de 1.300 votos, informando que decidiu se afastar do cargo de legislador (temporariamente) para ocupar o cargo que já havia assumido no governo passado, do ex-prefeito Gustavo Prandini de Assis, como secretário municipal de Obras. Segundo Fabrício, conforme documento encaminhado à imprensa por ele próprio, no dia de ontem, e postado abaixo, ele afirma ter recebido o convite do prefeito Teófilo Torres, “nas últimas semanas”, quando concluiu que “aceitar esta missão é reafirmar corajosamente meu compromisso com os cidadãos e com nossa terra. Afinal, por ocasião da posse, eu disse que estaria unido no propósito de trabalhar por uma cidade melhor”. Obviamente que, caso sua atuação não lhe seja satisfatória, ele tem todo o direito de reassumir sua cadeira no Poder Legislativo. Assim como Sinval Jacinto Dias, que também se ausentou do cargo de vereador, em seu 5º mandato, para assumir a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos. Aliás, aonde vem cometendo erros em cima de erros e falando pelos cotovelos, prejudicando ainda mais a imagem do Executivo.

Mas, comecei o artigo falando que recebi a notícia com pesar. E é verdade. Aliás, amigo não é aquele que fala o que o outro quer ouvir, mas o que precisa ouvir. E, justamente por ter um ótimo relacionamento com Fabrício e respeitá-lo, vou dar minha opinião, apesar de não ter sido pedida. Posso estar enganado, mas o amigo tinha tudo para se deslanchar na política em João Monlevade e poderia se tornar um líder natural. Para início de conversa, em sua primeira campanha, você conseguiu um feito raro, que foi unir a comunidade onde mora, o Bairro Vila Tanque, a vizinha Areia Preta e parte do Centro Industrial, onde obteve a grande maioria de seus 1.310 votos. E agora, deixa a cadeira onde representava os seus eleitores para assumir uma pasta no governo municipal? Eu, particularmente, não acho correto. No mais, em níveis estadual e federal, um parlamentar deixar o cargo pelo qual foi eleito para assumir uma secretaria ou um ministério, em nada o prejudica. Agora, no plano municipal, a diferença é o contato personalizado, onde o povo e o político estão sempre se conectando. Assim como fez Sinval, mas já em seu 5º mandato e sem mais perspectivas de crescer politicamente. Agora, o seu caso era o inverso e você pode estar decretando fim de sua promissora carreira política fazendo tal sacrifício. E para atender quem? Ao ex-deputado Mauri Torres e, por tabelinha, ao Pastor Carlinhos que, como 1º suplente de sua Coligação nas eleições proporcionais de 2012, assume sua cadeira. E, de tabela, a Igreja do pastor fecha apoio à candidatura de Tito Torres, que disputará as eleições deste ano para tentar uma vaga na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Portanto, caro amigo Fabrício, a política não poderia ser apenas um jogo de interesses. Mas cada dia mais isso está provado.

Não vou mais me delongar, mas tinha de escrever tudo isso, em nome do meu respeito e consideração que tenho por você e sua família. E que tenha sorte nesta escolha e que minhas previsões estejam erradas. Ou seja, que sua carreira política não seja interrompida precocemente em nome de uma decisão que chamaria de profana, metaforicamente falando. Mas voltarei a falar no assunto, com certeza. Um forte abraço e Deus te abençoe nessa empreitada.

 

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2 Respostas to “Meu caro Fabrício, a política não pode apenas ser um jogo de interesses”

  1. Fernanda Says:

    Bom dia sempre leio seu blog e respeito muito sua opinião.
    Sou da assembleia de Deus e como membro desta igreja quero lhe informar que a igreja não fecha com qualquer que seja candidato, quando apoiamos é alguém da igreja, no caso se o Pr Carlinhos vir a fechar acordo politico com qualquer que seja o candidato a tentar eleição isto é de cunho particular dele, não nos obriga a votar neste ou naquele candidato, sua opinião nos torna robôs diante da ditadura ou seja não temos opinião?
    Me perdoe mas neste caso você falou sem fundamentos, no caso o Pr Carlinhos o qual admiro e sou amiga , se fosse o caso da igreja fechar com este ou aquele como se fossemos robôs ele seria o prefeito da cidade com a maior votação já vista pois somos uma grande massa de membros, porem como somos todos livres cada um votou em quem desejou.
    Respeito sua opinião politica , mas me desculpe não respeito sua opinião quanto a nossa igreja.

    • blogdoleunam Says:

      Olá Fernanda. Fique à vontade pra expressar sua opinião Aqui ninguém é dondo de qualquer verdade. E obrigado por ser nossa leitora. Grande abraço!

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