A César o que é de César! Omitir a fonte é insensatez

Sempre bati na tecla de que imparcialidade na imprensa é pura utopia. O que temos de preservar é a ética, o que certamente nos dará credibilidade perante aos leitores. E, entre tantas coisas que poderia citar aqui como fatores fundamentais para não perdermos o bom senso em nossa profissão, é respeitar as fontes, ou seja, dar crédito em tudo aquilo que passamos à frente e que não é de nossa autoria. Muito fácil eu fazer uma pesquisa e transformar um artigo alheio como se tivesse sido criado por mim, simplesmente através de um “Conta ao C”/Contra ao V”. A isso eu chamo apropriação indébita, pra não falar “roubo”.

Pois bem, mas isso tem ocorrido nas últimas semanas, quando um colega de profissão, diplomado, está tendo a insensatez de usar de meu Site (www.morrodogeo.com.br), lançado em maio de 2011, atuando como Hacker, onde tem retirado alguns textos biográficos de personalidades de João Monlevade e que aqui deixaram suas obras, ali contidos, inserindo-os em outra mídia e sem ao menos citar a fonte. Para mim, um descaramento, desrespeito. Preferia nem estar falando sobre o assunto, mas não tive como me calar. Coisas desse tipo são asquerosas. E pior: em uma das biografias que li, a mais recente, o Hacker não teve nem a preocupação de mudar algum parágrafo ou vírgula de lugar. Como si diz no populesco, “tintin por tintin”.

Sem mais nada a declarar, peço apenas que o nobre jornalista diplomado amarre a carapuça e tenha um pouco de sensibilidade, reparando seu erro. Mesmo porque não estou aqui reivindicando apenas a fonte “Morro do Geo”, mas principalmente para com a pessoa que fez o trabalho de pesquisa, entre entrevistas, sola de sapato, muita caneta e papel até colocar na tela de um Computador. Aliás, um monlevadense que tem resgatado a história de muitas pessoas que tanto fizeram por esta cidade e que dentro de algumas semanas estará lançando uma grande obra, “História e Memória do Cônego Higino de Freitas”, um livro que merece ser adquirido por todo monlevadense. Falo do professor Geraldo Eustáquio Ferreira, “Dadinho”, que não me autorizou e muito menos pediu para que eu entrasse neste assunto, muito delicado por sinal. Mas tomo a sua defesa, não em seu nome, mas em meu nome e pela ética na imprensa, porque é inadmissível omitir uma fonte, ou seja, deixar de dar crédito ao criador.

Anúncios

Uma resposta to “A César o que é de César! Omitir a fonte é insensatez”

  1. Dias Says:

    Infelizmente Marcelo, a tristeza é tanta que ficamos sem palavras. Como você disse, a dedicação do tempo, o trabalho de pesquisa, os gastos financeiros, tudo isso é primordial para que o resultado seja satisfatório. Sei que não faz parte do seu intento, mas cabe mesmo até processo judicial por não dar crédito à produção de terceiros e publicá-la. Pois, como diz Paulo César Macieiro, “os profissionais do Jornalismo são obrigados a proteger a integridade da propriedade intelectual. Ninguém pode obter crédito pelo trabalho ou pelas ideias de outra pessoa, mesmo em casos nos quais o trabalho não esteja explicitamente protegido, por exemplo, por direitos autorais ou patentes”. Portanto, que fique atento o dito profissional que incorreu em tal erro.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: