João Monlevade, Parabéns, minha velha nova cidade!

Igreja I

Minha cidade completa hoje seu cinquentenário. Nova, apesar de um pouco mal tratada pelos poderes e pelos seus filhos. Cenários que me deixam indignados, como um que presenciei no dia de ontem. Vi uma gari limpar o mesmo local da Getúlio Vargas, no centro comercial, por duas vezes. E ali também assisti pessoas passando e jogando lixo. Devem fazer o mesmo em suas casas.

Monlevade, 50 anos e ontem passava pela Praça do Lindinho, bem no point, e o local todo sujo, “despenteado”, com as “unhas enormes”, cheirando a esgoto. Porque ali também as pessoas não gostam de cuidar da praça, como naquela localizada o ponto final do ônibus, onde os velhos e moços jogam suas cartas e suas damas. Mas também é ponto de encontro de usuários de crack, andarilhos que utilizam o lugar para fazerem suas necessidades. Assim como usam o Coreto da Praça Sete, tornando o cenário insustentável aos olhos e às narinas. Tudo cheira mal.

E a minha cidade natal, meu grotão das Geraes, exatamente neste 29 de abril de 2014, começa a descer a montanha, porque assim definimos as pessoas que chegam aos 50 anos. E já passou por tantas transformações, desde lá de baixo, da Cidade Alta, Tabajaras, Tupis, Guaranis, Tocantins. Das saudosas praças do Mercado e do Cinema, do morro do Geo, da sustentabilidade em estilo neoclássico de nossa arquitetura e dos ensinamentos do povo do Velho Continente. Afinal, aqui se cultivou uma cultura europeia. Hoje, pouco luxo e muito lixo. Um povo que perde as características de sua história e das suas tradições.

Pois é, mas eu fico aqui, com este sentimento misto de amor de ódio pelo lugar que nasci. Mas hoje, ao ver um vídeo feito anos atrás, com fotos de nossa cidade e se cantando o Hino Municipal, veio uma coisa à flor da pele, de patriotismo, de nacionalista, onde restou apenas um sentimento: muito amor. Arrepiei-me e tive um baita orgulho de ser monlevadense, de ter nascido na minha velha e querida Vila do Tanque. Há muitos anos não sentia esta coisa forte, de achar bom e falar alto o quanto é bom ser monlevadense. Obrigado, minha terra natal. Obrigado, meu povo! Estamos juntos e separados apenas por cinco anos, minha velha nova cidade.

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