Comentário de um Leitor sobre o nosso Livro

Quanto ao A Saga: Memórias de um jornalista do interior, tenho uma queixa a fazer: assim com um bom filme, ou uma eletrizante partida de futebol, ou uma semana inteira ao lado de uma grande paixão, o seu livro tem o defeito de passar rápido demais. Quando a gente assusta, já acabou e fica um gostinho de quero mais, uma certa nostalgia, um “vaziozinho” que custa a passar. Mas que passa, por conta das reflexões inerentes de quem de alguma forma também viveu partes de ao menos uma das Histórias.

Confesso que após alguns capítulos, lidos quase sempre a noite, custava a pegar no sono e uma das razões foi só agora “cair a ficha” de como deve ter sofrido meu saudoso pai durante os 23 dias daquela ocupação da Usina. Afinal ele tinha 4 dos filhos trabalhando na empresa e ao menos eu claramente me opus à greve. Em casa conversamos sobre os motivos, ele também tinha a opinião já formada, mas acima de tudo ele era nosso pai e como tal decidiu respeitar as divergências. Hoje posso resgatar na memória alguns momentos que certamente refletem as angústias e os medos que ele sentiu por nós e que preferiu não nos dizer. Mas agora está tudo tão claro, assim como sempre esteve para mim, os reais motivos daquele movimento. E o rápido destino político dos principais líderes daquele movimento logo tratou de confirmar o que estava nas entrelinhas.
Outras narrações do livro que também me tiraram o sono, principalmente porque nos faz sentir bobos, foi saber de fatos como a mala preta da empresa ofertada de forma ilícita, as suas demissões por puro jogo de vaidades de seus contratantes e mesmo as admissões com interesses políticos transitórios, mostrando que esta gente não tem escrúpulos para se eleger. Ainda que sejam meios legais, mas são imorais. Mas aflição mesmo foi enquanto lia que você, logo você, ofereceram-lhe um cheque para apoiar um candidato no programa de rádio, colocou a mão nele e … Obviamente que não vou revelar o desfecho para não estragar o prazer dos que ainda não leram o livro. E é assim mesmo, porque temos fraquezas, temos necessidades, mas somos humanos e também temos o poder de decidir pela corrupção ou não corrupção.
Não deveria nunca o mal vencer o bem. Fora com os crápulas, delinquentes, ladrões, … da política, do futebol, da rotina diária da vida que se leva.

Confesso também que ri ao ler sua reação quando você soube do seu resultado nas urnas. Afinal de contas a Vila Tanque, seu reduto, é rabo mesmo. Não fique bravo comigo por causa do riso, até porque as psicólogas já me ensinaram que quando se ri de alguém, de verdade mesmo, ri-se é de si próprio. É fato, pois depois da raiva, eu rio muito de meus fracassos.

Ó! Só sei que eu, certamente como outros seus tantos leitores, já estamos esperando o próximo livro. Quem sabe o A saga II, … e o Morro do Geo por si só já deve dar belas histórias. Parabéns de verdade e repito que você é um dos caras “fodas” que conheço. E olha que conheço e convivo com muita gente boa mesmo naquilo que faz.

Cláudio Gomes – Engenheiro – Monlevadense residente em Belo Horizonte

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