O “Turista” que não compensa

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Da Serrinha se avista este lindo cenário da entrada de Lavras Novas

(Foto: Marcelo Melo)

Pela primeira vez em minha história de vida resido em um lugar cuja maior fonte de renda é o turismo. Até então, sempre era o turista. Pelas cidades litorâneas, históricas, pelos campos das Geraes e por aí afora, sempre estive do outro lado. Mas, desde julho do ano passado, quando me mudei para esta maravilha chamada Lavras Novas, Distrito do município de Ouro Preto, comecei a sentir na pele o que é conviver com o turista. Assim, pude entender o que é viver em um lugar tomado por pessoas estranhas, vindas de vários lugares e de estilos os mais variados, todos os finais de semana. Mas, e daí? Daí que há turistas e turistas (sic).

E resolvi hoje falar deste assunto em nome dos bons turistas e contra os maus turistas. Ocorreu, no final de semana entre os dias 5 a 7 de setembro, a tradicional Festa da Padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres. Não estava presente pelos compromissos com nosso Encontro do Polivalente, em João Monlevade, mas as informações que me chegaram de amigos daqui de Lavras Novas, foram sobre a falta de respeito desses “babacas por um final de semana” – assim os defino -, que chegam a um lugar como este, mágico, com o intuito fazer barulho. Carros de som ligado a toda altura com as músicas da pior qualidade, turistas tomando conta das estreitas ruas com improvisadas churrasqueiras chegando a tirar o direito de ir e vir das pessoas, bailes improvisados desrespeitando a lei do silêncio etc. Isso foi o que mais ocorreu durante a festa religiosa, mas, infelizmente, mesmo nos finais de semana normais, sem festas, alguns desses “babacas por um final de semana”, maus turistas, chegam a Lavras Novas como se fossem os donos, desrespeitando a cultura e o sossego do lugar, e tirando o direito à tranquilidade e paz dos nativos. Lastimável!

Lavras Novas, eu espero, continue sendo este paraíso e que o turismo torne-se cada vez mais forte. Afinal, é o ponto alto da sobrevivência deste povo e sua beleza natural é um presente do Criador. Por outro lado, é necessário que as pessoas se conscientizem de que é nossa obrigação respeitar a natureza do lugar, assim como respeitar a própria natureza, que tem de ser preservada a qualquer custo. E não só de mineradoras vive Minas Gerais, e nem destes maus turistas, que são predadores deste paraíso chamado Lavras Novas.

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