Comentário de um flamenguista sobre o Galo e a Massa!

Camisa 12 Galo

O que se lê agora é simplesmente do “Caralho”.  Todo atleticano deve ler este texto abaixo, mesmo que sejam apenas “simpatizantes”. Ainda mais os Militantes!

Veja que bacana o que um rapaz de 18 anos, flamenguista, escreveu sobre o Galo. De arrepiar!

“Eu detestava o Atlético Mineiro quando criança. Flamenguista fanático que sou, tinha o Galo como o meu maior inimigo fora do Rio, talvez. Nasci em 95, e até então, não tinha visto o clube levantar um caneco de expressão. Conhecia como o primeiro campeão brasileiro e como o time do Marques, apenas.

Como eu era pequeno, associava grandeza a títulos, e só. Não conseguia entender como aquela gente tão apaixonada, mesmo sem as conquistas, vivia lotando o Mineirão, agigantando o Galo em sua casa e me fazendo ter medo de enfrentá-lo em Minas. Não aceitava, também. Vivi uma época em que essa gente costumava se decepcionar quase que invariavelmente. E enquanto eu enchia a boca pra dizer “Isso aí é time pequeno!”, lá estavam eles, sempre juntos, na Segundona, na Primeira, no Mineiro, em BH, Ipatinga, Sete Lagoas, sempre em prol de uma causa, o Clube Atlético Mineiro. E isso me incomodava. O chato do Sub-Léo continuava a perturbar: “Eles se acham grandes, nunca ganharam nada!”. Hoje, se minha versão com 12 anos de idade parasse na minha frente, levaria um tapa. “São 42 anos sem ganhar algo importante. A Conmebol não vale nada!” Cala a boca, pivete!

O tempo passou e fui diminuindo minha rivalidade com times fora do Rio. Somado ao crescimento do meu sentimento nacionalista, passei a achar legal o bom desempenho do Brasil na Libertadores. E a representação mais clara de nosso futebol, em 2013, foi o Galo. Achei lindo aquele 5 x 2 lá na Argentina, assim como o início da campanha na Liberta. Mas não fui me envolvendo muito, só achava bacana. Aí chegou o dia 30 de maio e o adversário era o Tijuana, no Horto. Pra ser sincero, nem vi o início do jogo. O Galo já tinha a vantagem, e eu achei que fosse trucidar os mexicanos. Liguei a TV por curiosidade. Já estava no segundo tempo, e o jogo era tenso. Até que alguém de vermelho cai na área, o juiz aponta para a marca penal e algo jamais visto acontece: a Massa se cala. Ali, cheguei à conclusão que, por mais que eu me recusasse a aceitar, eu estava sim, torcendo pro Atlético levar essa. Fiquei triste ao ver aqueles 20 mil rostos em lágrimas, e passei a torcer para que elas não fossem de tristeza.Buscando me conformar com o injusto fim daquela excêntrica caminhada, disse: “Se essa bola não entrar, o Galo é campeão.”.

Então Riascos foi pra bola, um persistente pé esquerdo cismou em ficar parado ali no meio, transformou a data no dia de São Victor, e as lágrimas, enfim, foram de alegria. Vendo aquilo, sem acreditar, me emocionei. Ao olhar pro lado, vi uma gota cair do olho do meu amigo, botafoguense. Então a ficha caiu: Nessa Liberta, sou Galo! Mais do que isso: Não, eu não odeio esse time. Eu admiro! Vieram a semi e a final. Enquanto meu time teve dois jogos não muito importantes, deixei de vê-los para ver o Galo, algo completamente inimaginável três anos atrás. E se você não acredita, apenas imagine, por exemplo, um menino de frente pra TV, com a camisa do Flamengo, batendo a mão no chão de alegria pelo gol do Guilherme contra o Newell’s. Agora pense na mesma cena duas semanas depois, no gol do Léo Silva. Ali, o chato do Léo criança, enfim, reconheceria. Porque eu mesmo já tinha me convencido.

E convenhamos, com uma torcida dessa, resultados ficam em segundo plano. E que se danem os tantos anos sem nada! O Galo é enorme. Parabéns, Reinaldo, Éder, Isidoro, João Leite, Cerezo, Marques, Ronaldinho, Tardelli. Parabéns, São Victor. Parabéns, Kalil. Parabéns, Massa. E para você, que já acorda olhando de cara feia pro varal, feliz dia do atleticano. Porque contra o Galo, qualquer vento é só uma brisa. Salve Roberto Drummond!

Se era necessária uma conquista de mesmo tamanho para provar sua grandeza, Atlético, parabéns de novo. Você conseguiu. E enquanto ninguém tomar, a América é sua. Todo dia é dia do Galo. Mas escolheram só uma data: hoje. Então, feliz aniversário! O dia é seu, atleticano, assim como a América.

Há exatos 106 anos, 22 jovens se reuniram para fundar uma instituição e acabaram criando um estado de espírito. Quem o carrega, olha pro alto e enxerga preto e branco. Ou você vai ter a coragem de dizer pra eles que o céu é azul? Feliz dia 25 de março. Feliz 30 de maio. Feliz 24 de julho!

Parabéns, Clube Atlético Mineiro. Você é gigante.”

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