Archive for maio \25\UTC 2015

Você é Convidado. Não perca!

25 de maio de 2015

Clique na Imagem:

 

Arcelor

O progresso chega e atrai a violência. Como evitar este problema?

21 de maio de 2015

Como evitar que o progresso traga a violência? Como combater a criminalidade onde até pouco tempo se respirava paz? Pelo visto, uma acompanha o outro nessa roda viva e cada vez mais impotentes ficam aqueles que deveriam cuidar da nossa segurança.

Assistindo na noite dessa quarta-feira uma matéria na 2ª Edição do MGTV, percebi o quanto uma empresa transforma a vida de uma pacata cidade do interior mineiro, que sempre é visitada por turistas diante de suas belezas naturais e suas cachoeiras, como a Cachoeira do Tabuleiro, considerada pela Guia 4 Rodas de 2005, como a mais bonita do Brasil, e pelo povo acolhedor. Estou falando em Conceição do Mato Dentro, na região da Serra do Cipó e que fica a 167 Kms de Belo Horizonte. Uma população em torno de 19 mil habitantes que até pouco tempo respirava paz, hoje sofre com um alto índice de violência, já que apenas 11 policiais militares atendem ao município. Isto se chama progresso e, como bem afirmou o vice-presidente da Associação Comercial da cidade, o governo do Estado deu todo apoio para que a Anglo – uma Mineradora – se instalasse na região, mas em contrapartida não deu qualquer estrutura para que os seus moradores tivessem segurança. E agora o resultado, que tem aterrorizado o lugar.

Pois é, mas assim opera o progresso, o desenvolvimento econômico, que também provoca o desassossego entre pessoas de bem. Como Conceição do Mato Dentro, outros exemplos são registrados. Dia desses mesmo, vindo de Belo Horizonte para Ouro Preto, dei carona para uma senhora, residente em Itabirito, quando disse da transformação que ocorreu em sua cidade após a implantação de uma unidade da Vale, também empresa mineradora. Segundo ela, a criminalidade cresceu assustadoramente, consequentemente aliada à proliferação de drogas. “Nós hoje não temos mais segurança e nem sossego. E era tão bom morar em Itabirito”, disse ela, perplexa. Juntando-se a isto, a falta de estrutura de nossas polícias, a ineficácia da Justiça e as leis ultrapassadas e que só colaboram com os criminosos, enquanto nós, trabalhadores, continuamos à mercê dessa bandidagem.

Mas não só o impacto social pode ser colocado em questão, mas também cultural e ambiental. O que representa uma empresa mineradora em termos ambientais? Gera empregos, renda e, obviamente ela é o impulso econômico de um município, mas o retorno que ela oferece à comunidade onde atua, em termos práticos, ainda é pouco. Lá vai o sossego e o verde, e isto é fato!

Cachoeira

Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro. Presenças do desassossego e da violência, enquanto as belezas naturais correm o risco de não se perpetuarem

(Foto: Divulgação)

Lavras Novas: Jonas Bloch interpreta Manoel de Barros em “O Delírio do Verbo”

20 de maio de 2015

No próximo dia 6 de Junho, às 20h, no Espaço Cultural Santo Graal, à Rua Nossa Senhora dos Prazeres, 150, em Lavras Novas, distrito de Ouro Preto, será apresentado o espetáculo “O Delírio do Verbo”, em que o ator Jonas Bloch interpreta textos de Manoel Barros.

Com mais de 50 anos de profissão, o ator Jonas Bloch já atuou em 38 peças de Teatro, 40 filmes, e em 47 produções para TV, e é formado, também, em Artes Visuais. Dividiu sua carreira entre as três artes, tendo participado de novelas como “Mulheres de Areia” e “A viagem”, e em filmes como “Amarelo Manga” e “Cabra Cega”. Entre os filmes que participou, interpretou grandes papeis no teatro, como “Hamelet” e “Sonho de uma Noite de Verão”, ambas de Shakespeare.

Além de ter atuado na Rede Globo, nos últimos anos fez parte do elenco fixo da Rede Record. Jonas desligou-se da emissora após a novela “Vitória”, e volta agora ao Teatro, atividade que só podia exercer nos períodos de férias das gravações. Ainda neste ano, o público poderá vê-lo nos filmes “Escaravelho do Diabo”, de Carlo Milani, “Maria da Penha”, de Marcos Schetmann, e “O outro lado do Paraíso”, de André Ristun.

 

Textos de Manoel de Barros

Após ler toda a obra de Manoel de Barros, apaixonou-se pelos textos do autor, e selecionou os que melhor se adaptam ao Teatro, resultando no espetáculo “O delírio do verbo”. A equipe, premiadíssima, tem a supervisão de Emilio de Mello, também ator, que participou da novela “Sete Vidas”. Os figurinos são de Cassio Brasil e luz de Bruno Cerezoli.

Com uma cenografia inspirada no artista Arthur Bispo do Rosário, cuja obra se identifica com as citações de Manoel de Barros, que encontra beleza em coisas que não damos importância, transformando em poesia, objetos por nós desprezados, as “coisas sem santidade”.

Jonas Bloch selecionou os textos do espetáculo, após ler toda a obra do autor três vezes. Eis o que o ator nos diz sobre Manoel de Barros: – “Ao mesmo tempo sofisticado e popular, Manoel de Barros nos revela encantos da natureza, nos transporta às suas reminiscências, numa linguagem elaborada, fascinante, inovadora, e cheia de humor. Em seus livros, tão premiados, e traduzidos em vários países, ele nos apresenta um novo olhar sobre o mundo, ao abordar o encanto das pequenas coisas, sua magia, e descortina, para nós, um universo surpreendente, numa generosa intervenção em nosso cotidiano, mecanizado pelos rituais da realidade urbana.  Manoel de Barros nos convida a refletir o que somos, e a visitar o sentido mais simples e encantador da vida”.

Manoel de Barros foi vencedor de dois prêmios Jabuti, e chegou a ser chamado por Carlos Drummond de Andrade de “o maior poeta vivo”.  Guimarães Rosa, que fez a maior revolução na prosa brasileira, comparou os textos de Manoel a um “doce de coco”. Foi também comparado a São Francisco de Assis pelo filólogo Antônio Houaiss, “na humildade diante das coisas. (…) Tenho por sua obra a mais alta admiração e muito amor”.

Segundo o escritor João Antônio, a poesia de Manoel vai além: “Tem a força de um estampido em surdina. Carrega a alegria do choro”. Por sua vez, Millôr Fernandes afirmou que a obra do poeta é “única, inaugural, apogeu do chão”. Para Geraldo Carneiro, “Viva Manoel violeur d’amores violador da última flor do Lacio, inculta e bela. Desde Guimarães Rosa a nossa língua não se submete a tamanha instabilidade semântica”.

DSC_0161

 

O ator Jonas Bloch interpretando Manoel de Barros

(Foto: Divulgação)                                 

Por ser assim, vale a pena colocar a Mochila nas costas e partir…

19 de maio de 2015

A vida é assim, desta maneira. Eu, por opção, deixei minha terra natal e rumei para outro canto destas Geraes, e não me arrependo. Aqui, como sempre falo, sempre terei meus amigos e a minha história. Mas por lá, conheci outro povo, fiz outros amigos, vivo outra cultura. E isto é saudável, divino. Com uma ideia na cabeça, pegar a mochila, colocar nas costas e partir. E não carece muito para ser feliz. Nem luxo e muito menos orgulho. Apenas um espaço, um canto onde se possa ser feliz. Mesmo que venha vez ou outra o banzo, uma saudade da pátria natal. Mas o que vale é que esta mudança, que diria até radical, só me fez bem, respirar mais e conviver menos com a hipocrisia política que se plantou em minha Monlevade, que amo e odeio. De avistar pessoas que comem ovo cozido e arrotam caviar. Que colocam no carro zero, sua prepotência estampada em pele de corvo.

Pois é, mas cá estou eu. Com lenço e documento, mas sem aquela tal de preocupação de derrubar o colega de lado, no meu próprio local de trabalho. A vida segue porque assim quer o Criador e por sermos eternos aprendizes. Amém!

GEDSC DIGITAL CAMERA

Foto: Marcelo Melo.

PT, tô fora!

18 de maio de 2015

Liderado pelo ex-presidente Lula, o PT irá retomar com a sua Caravana, a começar pelo Estado de Minas Gerais. O objetivo é melhorar a imagem do partido. Só que, a essa altura do campeonato, será a “Caravana da Corrupção”, onde se ensinará a praticar a corrupção sem qualquer cerimônia.

O Clássico e o Popular; dois monlevadenses se encontram na Europa

12 de maio de 2015

Em temporada pela Europa, o cantor monlevadense da MPB, Rômulo Ras, encontrou-se casualmente, em Berlim, na Alemanha, com a também monlevadense (de criação) Sylvia Klein, cantora de Ópera e famosa em várias países do mundo. Um encontro musical perfeito que poderia também acontecer aqui em nossa terrinha, J. Monlé City, com toda certeza. Sylvia, que receberá Rômulo para uma reunião na próxima semana, manifestou sua saudade ao recordarem a Monlevade Cultural e pra cima dos anos 80.

“Ainda sonhamos com um milagre de reaver nossa Cultura plena e valorizar nossos artistas de forma que não precisemos mais lamentar o que foi perdido ou abandonado”, afirmou Rômulo Ras.

Rominho e Silvinha

Nas fotos, Rômulo Ras e Silvinha Klein, em Berlim, cujo encontro se deu num dia especial, de venda de acarajé numa feira

Poema das Mães – Carlos Drumond de Andrade

10 de maio de 2015

Rosa

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Presidente da Câmara reforça união entre os poderes

7 de maio de 2015

O presidente da Câmara de João Monlevade, Djalma Bastos (PSD), participou na última semana da reunião do Conselho Comunitário de Segurança Pública de João Monlevade. O encontro, que ocorreu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, contou com membros do Consep, além de representantes da Polícia Militar, Ordem dos Advogados do Brasil, representantes de escolas da cidade e comunidade em geral.

Durante sua fala, Djalma ressaltou a importância do Consep para João Monlevade. “É preciso estruturar o conselho, dar a ele o apoio para que alcance cada vez mais melhores resultados para o trabalho que vem desenvolvendo”, disse. O presidente da Câmara ainda colocou a Câmara à disposição do Conselho. “É preciso esta interação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e claro, a participação da comunidade como um todo. Isso é possível por meio de conselhos. A Câmara, assim como os vereadores, está sempre a postos para auxiliar nos trabalhos”, declarou.

Djalma

Reunião realizada para discutir a segurança pública na cidade

(Foto:Cíntia Araújo)

Teófilo e Djalma visitam ArcelorMittal

4 de maio de 2015

O prefeito de Monlevade Teófilo Torres e o presidente da Câmara Municipal Djalma Bastos, fizeram uma visita à ArcelorMittal na manhã de hoje (4), para um reunião com o diretor geral da ArcelorMittal Monlevade, João Henrique Palmer. Também estiveram presentes o assessor de Comunicação da Prefeitura, Clésio Gonçalves e o assessor de Comunicação da ArcelorMittal Monlevade, João Carlos Guimarães.

O objetivo do encontro foi visitar o Trem Laminador 3 (TL3), que já está em fase de testes. No ano passado, Teófilo esteve na Usina para visitar a obra de construção do laminador e retornou agora para conhecer o setor nesta nova fase.

De acordo com o diretor João Henrique Palmer, esse é um dos maiores investimentos da ArcelorMittal no mundo.

O prefeito Teófilo Torres agradeceu pelos investimentos feitos na cidade. “A ArcelorMittal sempre foi fundamental para o desenvolvimento de Monlevade”, afirmou.

Visita Belgo

Flagrante da reunião entre o prefeito Teófilo Torres, o presidente da Casa Legislativa, Djalma Bastos, o gerente da Usina local da Arcelor/Mittal, João Henrique, e o assessor de Comunicação, João Carlos Guimarães

Casa de Cultura recebe artesãos para encontro do projeto de fortalecimento da indústria artesanal

4 de maio de 2015

Na tarde desta segunda-feira, 4, a Fundação Casa de Cultura recebe o ICCAPE – Instituto Centro Cape para um encontro com os artesãos participantes do Projeto de Fortalecimento da Industria Artesanal, a fim de apresentar o Sistema Integrado de Gestão e as novidades acerca do Projeto.

Nove artesãos de João Monlevade já receberam os dois primeiros selos e se preparam para receber o certificado do Instituto de Qualidade Sustentável – IQS, órgão vinculado ao Centro Cape. A certificação confere ao artesão um diferencial competitivo, pois a partir do momento em que ele se apropria de todas as informações relacionadas ao seu processo de produção e também do mercado, é possível implementar estratégias que visem obter melhor resultado financeiro. Contando com mais de 300 artesãos certificados, tendo a qualidade como resultado maior ao final do processo, o Projeto de Fortalecimento da Indústria Artesanal foi iniciado em 2012, sendo uma parceria do Instituto Centro de Capacitação e Apoio ao Pequeno Empreendedor (ICCAPE), SESI e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – FIEMG.

O Projeto acontece por meio de três etapas, incluindo a consultoria individualizada que acontece no local onde ele efetua a sua produção.  Os artesãos de João Monlevade estão iniciando a 3ª e última etapa do processo. Ao final desta consultoria, eles passam pela auditoria para que seja comprovado que possuem uma gestão eficiente, ambientalmente e socialmente corretos, o que se configura como um importante diferencial de mercado.

Totalmente gratuito, o projeto objetiva preparar os artesãos que possuem potencial para crescer, contribuir com a organização da sua oficina por meio da metodologia 5S, realizar a identificação das etapas do processo produtivo, fazer o levantamento dos custos, formação do preço de venda e definir estratégias para comercializar, além de identificar os problemas e buscar soluções. Com isto, o SESI / FIEMG contribui para incrementar o aumento das vendas do setor artesanal, estimula a criação de pequenas “indústrias artesanais”, visando aumentar a geração de emprego e renda e a qualificação gerencial de artesãos. Além disso, ocorre um incentivo à busca por um padrão de excelência em qualidade da organização da produção.

Artesãos

Kennya Barboza, do Centro Cape, faz explanação aos artesãos monlevadenses