O progresso chega e atrai a violência. Como evitar este problema?

Como evitar que o progresso traga a violência? Como combater a criminalidade onde até pouco tempo se respirava paz? Pelo visto, uma acompanha o outro nessa roda viva e cada vez mais impotentes ficam aqueles que deveriam cuidar da nossa segurança.

Assistindo na noite dessa quarta-feira uma matéria na 2ª Edição do MGTV, percebi o quanto uma empresa transforma a vida de uma pacata cidade do interior mineiro, que sempre é visitada por turistas diante de suas belezas naturais e suas cachoeiras, como a Cachoeira do Tabuleiro, considerada pela Guia 4 Rodas de 2005, como a mais bonita do Brasil, e pelo povo acolhedor. Estou falando em Conceição do Mato Dentro, na região da Serra do Cipó e que fica a 167 Kms de Belo Horizonte. Uma população em torno de 19 mil habitantes que até pouco tempo respirava paz, hoje sofre com um alto índice de violência, já que apenas 11 policiais militares atendem ao município. Isto se chama progresso e, como bem afirmou o vice-presidente da Associação Comercial da cidade, o governo do Estado deu todo apoio para que a Anglo – uma Mineradora – se instalasse na região, mas em contrapartida não deu qualquer estrutura para que os seus moradores tivessem segurança. E agora o resultado, que tem aterrorizado o lugar.

Pois é, mas assim opera o progresso, o desenvolvimento econômico, que também provoca o desassossego entre pessoas de bem. Como Conceição do Mato Dentro, outros exemplos são registrados. Dia desses mesmo, vindo de Belo Horizonte para Ouro Preto, dei carona para uma senhora, residente em Itabirito, quando disse da transformação que ocorreu em sua cidade após a implantação de uma unidade da Vale, também empresa mineradora. Segundo ela, a criminalidade cresceu assustadoramente, consequentemente aliada à proliferação de drogas. “Nós hoje não temos mais segurança e nem sossego. E era tão bom morar em Itabirito”, disse ela, perplexa. Juntando-se a isto, a falta de estrutura de nossas polícias, a ineficácia da Justiça e as leis ultrapassadas e que só colaboram com os criminosos, enquanto nós, trabalhadores, continuamos à mercê dessa bandidagem.

Mas não só o impacto social pode ser colocado em questão, mas também cultural e ambiental. O que representa uma empresa mineradora em termos ambientais? Gera empregos, renda e, obviamente ela é o impulso econômico de um município, mas o retorno que ela oferece à comunidade onde atua, em termos práticos, ainda é pouco. Lá vai o sossego e o verde, e isto é fato!

Cachoeira

Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro. Presenças do desassossego e da violência, enquanto as belezas naturais correm o risco de não se perpetuarem

(Foto: Divulgação)

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