O país sem chuteiras

Chuteiras

Brasil, decantado internacionalmente como “O país do samba e do carnaval”, hoje deixou seu espaço apenas à Festa Momesca, porque o país da bola já se escafedeu. Nem mais o “país das chuteiras”, porque sobrou apenas rastros de corrupção, de engodo e dos cartolas se alto favorecendo de dinheiro sujo. Desde os tempos de João Havelange, passando por Ricardo Teixeira, Marin e o escambal. Tudo se perdeu no país que não é mais do futebol, mas sim dos escândalos seguidos, entre o Mensalão e a Petrobrás, de cima para baixo. Nem o nosso melhor jogador, no caso o Neymar, consegue se tornar um ídolo, porque se porta com prepotência, mascarado, e sempre fugindo de suas responsabilidades como devem comportar os verdadeiros craques, que chamam a responsabilidade para si. Foge da raia quando mais se precisa dele, como foi na Copa do Mundo do ano passado, e recentemente pela Copa América. Não quer colocar seus lindos pés no meio de jogadores de talento mediano, entre um Firmino, Fernandinho, Fred; só Mané se achando craque. Jogadores em alma e sem humildade, que ainda se acham protagonistas em uma seleção fracassada, que a cada convocação se torna mais medíocre. Não acordaram ainda para a realidade de que hoje, o Brasil, no esporte mais popular do país, deve passar do 10º colocado no Ranking Mundial. Dai pra lá.

Sinto estar no descompassado de grande parte dos torcedores brasileiros, amantes do futebol, mas sinceramente há algum tempo não consigo me imaginar torcendo em favor da seleção canarinha. Isso já há alguns anos, exatamente por causa do descrédito, da convocação feita por empresários que querem ver seus atletas valorizados no mercado internacional, pela falcatrua dos dirigentes e dos técnicos que compactuam com todo este lixo. Diria que sou hoje um mero torcedor clubístico, apaixonado pelo meu Clube Atlético Mineiro, o Galo das Gerais. Por ele, sim, torço, vibro e até brigo em palavaras, para defendê-lo. Agora, para uma seleção brasileira de futebol, o tesão acabou faz algum tempo. Consegui ser torcedor com alguma resistência até a Copa do Mundo de 2002, mas depois acabou de vez a ternura e começou minha lucidez. Hoje, só sombras e rastros e saudade de alguns Mestres, como o saudoso e eternizado Telê Santana.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: