Obrigado, Dona Luzia, pela convivência!

Hoje eu acordei com um telefonema. Mais tarde como de costume, porque aqui em Lavras Novas costumo pular da cama às 7 da matina. Mas hoje só acordei por volta de 8 horas, com o telefonema. Era minha esposa, Carla Santos​. E uma notícia triste: “Aqui, Dona Luzia do Cartório faleceu”, disse Carla do outro lado da linha. . Sabia que estava adoentada, aos 89 anos de idade. Faria 90 em 13 de dezembro. Mas senti muito pela pessoa maravilhosa e bondosa que ela era. E tenho um privilégio de ter uma prima como ela. A minha avó paterna, saudosa Marica, era irmã da mãe de Luzia, Dona Azulina. Esposa do grande Joanico do Cartório.

Pois é, mas ninguém fica pra semente. O importante é que ela viveu bem, ajudou muita gente, sempre foi solidária e não por acaso, foi eleita, pelo voto popular, a “Monlevadense do Século”. Grande Dama e que, graças a Deus, pude muito conviver com ela. Tinha um carinho especial por mim e era recíproco. Desde quando ela ainda residia no Mangabeiras, e depois se mudou para o Alvorada, mensalmente ia até a casa dela levar exemplares do jornal “Morro do Geo”, que ela adorava. Aliás, quando comecei o periódico e ainda não possuía fotos antigas de Monlevade, foi ela a primeira pessoa que me abasteceu do nosso passado em fotografias. Mas como dizia, chegava, tomava um cafezinho com pão ou bolo, um biscoito polvilho e batíamos um animado papo. Conversa boa e ela se preocupava comigo quando publicava uma matéria mais pesada, mais crítica. “Menino, você é doido. Pode fazer isto não. As pessoas brigam com você. Ah, se Tião e Geralda fossem vivos, colocavam você de castigo”, dizia, e a gente, eu e ela, caíamos na gargalhada. No caso, quando falava em “Tião e Geralda”, Luzia se referia aos meus pais (rs). E como era bom aquela prosa!

Pois é, mas vá em paz e Deus te colocará no lugar que merece. Pela pessoa boa e que só fez o bem aqui na vida terrena. Não poderei estar em sua despedida, mas fico em oração e terei sempre a lembrança de você feliz, sorrindo e nunca reclamando da vida. Fosse na Igreja da Vila Tanque, onde tinha seu lugar cativo, fosse no Cartório ou na sala ou cozinha de sua casa. Brincando com meus dois filhos e ajudando as pessoas carentes. Você, Luzia do Cartório, deixou um legado e muitos seguidores. E, como diz o poeta, “a obra, o homem imortaliza”. E você já é imortalizada pela sua bela história de vida.

Luzia e as Holandesas

Na foto, publicada em uma das edições do “Morro do Geo”, Luzia recebe em sua casa a visita das irmãs holandesas

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