Um lindo Retrato na Parede! 40 anos de Saudade!

Meus Pais

Ela era muito nova. Apenas 46 anos de idade. Uma esposa exemplar e mãe dedicada. E, além de ser uma exímia dona de casa, nunca deixou de ajudar o marido. Com duas filhas ainda pequenas, revendia pão em sua casa para ajudar nas despesas. Logo depois vieram mais dois filhos, e eram meninos. Adquiriu então uma máquina para coser e cobrir botões. E era muita procurada, lá no alto da Avenida do Contorno, esquina com a Rua 10. As esposas dos médicos e engenheiros eram as melhores clientes, sempre com uma peça de roupa às mãos para um reparo.

Pois bem, mas também na vida comunitária sempre foi ativa, tendo sido a fundadora do Clube de Mães da Vila Tanque, que funcionava na sede da Arpas. Além disto, participava do Coral da Igreja, da Pastoral da Família e era muito ligada a Igreja, além de cursilhista. Na Culinária, era uma cozinheira de mão cheia e, além da comida do dia a dia, também era uma expert em preparar pães, bolos e quitandas caseiras. Além de doces, como goiabada e bananada, além do tacho de alumínio, onde fazia doces de figo e de mamão. Sempre protetora com um lado materno inconfundível. Na hora que era necessário, batia nos filhos. Palmadas e até cintos. Mas, e daí? Nunca a desrespeitamos e nem nos tornamos revoltados porque apanhávamos. Mas, na hora que o pai ficava com muita raiva de alguma travessia que um dos filhos tinha aprontado, ela sempre dava um jeitinho de nos defender. Afinal, a mão do velho era bem mais pesada (rs).

Mas ela se foi, muito nova, naquele 18 de agosto de 1975. Um derrame cerebral em junho, na véspera de meu aniversário, e menos de dois meses depois sua despedida, dias após o meu irmão mais novo, o Marcial, completar 12 anos. Eu tinha 16. E ainda uma irmã com 23, a Marília (também saudosa); e a mais velha, Marilda, com 25 anos. Naquela manhã, dentro da sala de aula de Técnicas Comerciais, na Escola Polivalente, recebia a notícia pelo vizinho, também saudoso Seu Hilário Correia. Despedia-se da gente, minha mãe, Dona Geralda Batista de Melo. E hoje, está com certeza ao lado do meu pai, saudoso e amado Sebastião Gomes de Melo, que aparece ao lado, no retrato da parede que carrego comigo, na foto em preto e branco. Saudade, sempre! Deus está com vocês!

2 Respostas to “Um lindo Retrato na Parede! 40 anos de Saudade!”

  1. Victor Says:

    Bom dia! Deu azar demais, seus pais eram muito bonitos. Você não puxou eles em nada…hehehe

    Apenas brincadeira…

    Abraços!

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