Adeus, Ano Velho!

Mais um ano se findando e como dizia a canção, “Adeus, Ano Velho! Feliz, Ano Novo!. Que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. Mais um ano e aqui as esperanças se renovam, como tem de ser. Os sonhos voltam a ser novos e a labuta continuará sendo o nosso enfrentamento, do dia a dia. Mais um ano e cá estamos nós, tirando as sementes das romãs, fazendo simpatias e prometendo até mesmo coisas quase impossíveis de se cumprir.

Pois é, mas quando começa a raiar um novo ano, muitos prometem iniciar as caminhadas, para de fumar, largar a bebida, perder alguns quilos, cuidar da saúde, buscar ser mais flexível, mais compreensível, se soltar das amarras. Os casais prometem se amar mais! Mas, e daí? E a nossa espiritualidade? E qual o sentido buscam os cristãos? Ah, muito mais o consumir, o comprar, adquirir bens, fazer-se sempre um medíocre capitalista, cujo sonho não é ser, mas ter. Porque nesta nova vida escrava do capital, do dinheiro, de uma sociedade hipócrita e cruel, os valores mudaram. Hoje, manda quem tem poder econômico e não quem tem ensinamentos. As igrejas mesmo, com exceções, obviamente, estão tomadas por hipocrisia, fingimento, demagogia. De castas que se julgam superiores apenas por terem bens matérias. E Jesus, do alto da Cruz, pede a Deus, pelo amor de Deus, para arrumar outra data para ele nascer. Porque nesta, dia 25 de dezembro, só dá o velho com cara de judeu, o Papai Noel. Aquele que ilude a criança cujos pais não têm poder de compra para fazê-la sorrir.

Mas o mundo é assim, competitivo. E, quando se aproxima o Natal, o Ano Novo, todos querem mostrar o espírito da solidariedade, de ser família. Todos querem se abraçar, se doar, dar presentes, confraternizar. Bonito, desde que estejamos com pessoas com as quais gostamos, o prazer de estar juntos. E não estar só por estar, porque devem ser seguidas as normas. Pois nesta hora, quero que as regras sucumbem, que os ternos das gravatas se queimem, porque a hipocrisia fede. Sejamos nós mesmos, sem máscaras nas caras, sem bajulações, sem dissimulações. Sejamos homens, à imagem e semelhança do Senhor. Como pecadores, pessoas cheias de defeitos, mas que sejamos espontâneos, firmes em nossos propósitos e convictos daquilo que almejamos. E que Deus, o Criador, e seu filho Jesus Cristo, nos abençoe e nos proteja deste mundo onde, felizmente, ainda o bem vence o mal, mas que está perdendo a sua candura, a sua mais preciosa dádiva, que são o amor e a caridade. Que assim seja, Amém!

 

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