Ainda sobre Eleições Municipais!

Vamos falar sobre sucessão municipal. O tempo está parecendo voar e quatro anos hoje passam como vento. Talvez a pressa do cotidiano, o sistema de lobo querendo engolir lobo, a falta de cumplicidade entre as pessoas. Tudo isto e muito mais parecem estar acelerando o tempo. Mas, temos, às vezes, de dar tempo ao tempo.

Mas, debatendo a política partidária, fico olhando-me no espelho e vendo que o tempo consome a gente. Mas temos de buscar as mudanças e deixar o que fomos para trás. Mas o pior é que ainda há pessoas que insistem em não mudar, optando por serem os narcisistas de ontem. Assim como na política em Monlevade?

Repito o que escrevi na semana passada, ou seja, que o Partido dos Trabalhadores mais um ano ficará sem um nome para concorrer à cadeira de Chefe do Executivo Municipal. O PT, após tantos e tantos escândalos, em vários níveis, não consegue mais arrebanhar adeptos, militantes, a não ser os já doutrinados, como as mães que defendem os filhos. Por mais sujos que sejam, por mais erros que tenha cometido, ainda assim têm o perdão e as mãos amigas da mãe. E assim está o PT de João Monlevade, não apenas pagando pela corrupção das maiores lideranças da agremiação, onde a cada dia são descobertas mais e mais atrocidades contra o ex-presidente Lula e seus asseclas, mas também por não ter renovado. A única liderança nova que surgiu nos últimos anos foi do vereador Belmar Diniz, sempre apoiado na herança deixada pelo seu pai, como sindicalista e político, saudoso Leonardo Diniz Dias. Mas não vingou, pelo menos por enquanto. Gentil Bicalho? Nunca foi petista por convicção, e somente entrou de gaiato nesta história porque esta seria a única forma de tentar a Prefeitura e se manter vivo na política partidária. E quais outros nomes? O do ex-vereador Luiz Cláudio do Patrocínio sucumbiu; ficou apenas como projeto. O médico Laércio José Ribeiro, ainda o nome com alguma força dentro do partido, e também na cidade, muito, mas muito dificilmente entraria novamente em uma campanha como cabeça de uma chapa majoritária. Afinal, foram quatro derrotas nas urnas, sendo três como candidato a prefeito (1992, 2000 e 2004) e uma como candidato a deputado estadual. E qual outro salvador da Pátria petista surgiria em nível municipal? Só por um milagre.

Portanto, tão logo seja dada a partida sucessória de 2016, ou o PT entra para perder ou lança um candidato a vice – como ocorreu no pleito de 2008. Mas, ainda assim, suas chances são, ao menos no momento atual, desanimadoras. E não fiquem chateados comigo pelo artigo, apenas dei a minha opinião. E nada pessoal contra Belmar ou Gentil, muito pelo contrário. Mas é a realidade: o PT de João Monlevade se esqueceu de mudar, de planejar, de debater e fazer acordos. Ficou preso a uma política ultrapassada e algumas lideranças municipais com as mesmas ideologias dos anos 1980. Portanto, demorará alguns anos ainda para voltar a ser o PT que cresceu das bases operárias durante os anos de chumbo do sindicalismo que aqui imperou. Acabou-se a era do narcisismo.

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