As bandeiras vermelhas e os “forasteiros”

Estranho, mas nunca na história política deste país vi um partido negar suas raízes ao montar uma estratégia de campanha política que objetiva esconder dos eleitores, em todos os municípios brasileiros, a cor que o representa, ou seja, a vermelha. Com vergonha de sua cor e tentando ludibriar o povo que irá às urnas no próximo dia 2 de outubro, o PT e partidos coligados, entre eles o PCdoB (do martelo e da foice), deixaram de tremular suas bandeiras vermelhas e usam outas cores, como o azul e o verde, até mesmo nos santinhos de seus candidatos aos cargos majoritário (prefeito) e proporcional (vereador). Por quê? Porque o vermelho do PT hoje representa a política asquerosa e sacana de um partido que nasceu para ser diferente, compromissado com o povo, transparente, justo, e se transformou na maior Quadrilha Partidárias que o povo brasileiro já viu. E se até os próprios petistas hoje têm vergonha da cor de sua bandeira, quem somos nós para contrariá-los. Portanto, PT, nunca mais!

E quanto aos “Forasteiros”? Forasteiro, hoje eu também sou, nas terras ouro-pretanas. Mas, em minha opinião, a pessoa que aporta em um lugar estranho tem de mostrar a que chegou. Tem de falar a língua daquele povo e respeitar a cultura do lugar. Falo isto por experiência própria, pois desde que cheguei em Lavras Novas, distrito de Ouro Preto, há três anos, procurei ser útil àquela comunidade, sempre buscando agregar valores e promovendo eventos. Não se pode chegar a uma terra estranha e simplesmente sugar o que ela tem de melhor, viver do dinheiro público e depois dar uma banana e sumir. E retornar de quatro em quatro anos, sempre no período eleitoral, em busca de votos e de um bom cargo na Prefeitura.

Pois bem, mas é assim que estes forasteiros do PT atuam, ou seja, boa parte deles. Desde o 1º mandato do PT em Monlevade, durante o governo do saudoso Leonardo Diniz, e depois no mandato de Laércio Ribeiro, e ainda mais tarde no mandato do ex-prefeito Gustavo Prandini, na coligação PV/PT, vieram de toda parte vários destes petistas, que nunca tiveram compromisso com João Monlevade – mas sim com sigla partidária da estrela vermelha – mandados pelas lideranças petistas, entre eles Gleber Naime de Paula, Humberto Rôllo, Ana, Adriana Aranha, Fernando Nacif, Kênya, Tadeu Figueiredo, Ivo José e outros tantos. E onde estão hoje eles? Certamente, “trabalhando” em outras administrações comandadas pelo PT ou partidos coligados. Gleber Naim foi o único que “esquentou lugar” – como dizem os mais antigos -,  mesmo assim pelo fato de ter sido eleito vereador por dois mandatos. Mas, derrotado, pegou suas malas e também escafedeu-se. Sumiu e nunca mais deu as caras pelo lado de cá. Porque também nunca teve compromisso com a nossa cidade. Mas, agora, em companhia de outros petistas, vem chegando aos poucos em Monlevade, como “estrategistas de campanha”, querendo de novo sugar o voto do eleitor monlevadense e tomar seus lugares ao sol.

Assim funciona esta operação, porque o que o PT de Monlevade não quer é perder a boquinha. O partido sabe que, após o período Leonardo/Laércio, nenhuma outra liderança nasceu com chances de ganhar a Prefeitura. Nem mesmo o vereador Belmar Diniz, pessoa que muito admiro, mas que ainda não tem força política para assumir a cadeira do Executivo. E sabe-se que, para o Dr. Laércio, não mais interessa assumir o governo. Já o cargo de vice o deixaria em uma posição cômoda, como corre com Dr. Railton na atual administração. Assim, como o partido ficaria fora do processo sucessório este ano – e isto quase ocorreu -, Gleber Naime deu o grito e determinou uma coligação com o PDT e, de preferência, com o nome do Dr. Railton, como cabeça de chapa, tentando repetir o episódio que se deu nas eleições de 2008. E foi fechada a chapa.

O que busca o PT? Arrumar emprego para um grande número de aposentados, que já podem ser vistos rondando diariamente as portas dos comitês, levar algumas secretarias, garantir o nome do partido diante o governo municipal e, ao final, fazer como fez com Gustavo Prandini, ou seja, buscar forças para rachar o grupo e tentar uma estratégica de lançar candidatura própria, como ocorreu com Gentil Bicalho nas eleições municipais de 2012, que foi outro a trair o ex-prefeito Prandini. Tanto que daquele racha, vários petistas de tradição deixaram a legenda. Ou estou falando alguma inverdade? Está lançado o desafio e façam suas apostas. Esta é a forma de o PT de Monlevade fazer política, sempre buscando levar vantagem, mesmo que seja em uma administração que não lhe pertence.

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