Archive for outubro \24\UTC 2016

A um idealista de meia pataca!

24 de outubro de 2016

Para um aprendiz de jornalismo, covarde por excelência, vai meu recado: como não citou meu nome em seu artigo sujo e com cheiro de vingança pela derrota que sua chapa de “idealistas de meia pataca” sofreu nas urnas, sinto-me no direito também de omitir o seu. Se há uma coisa que jamais acometeu meu caráter, foi ser covarde. E não vomite merda sem conhecimento de causa. Sobre o que escreveu, acusando-me de não ter publicado uma denúncia contra o seu candidato, não o fiz porque não tinha os documentos em mãos, pois do contrário, estaria na rede.  Mas antecipei a denúncia, que foi comprovada. Mérito de um bom repórter, coisa que você nunca foi. E você só tomou as dores não por ideal, mas apenas porque acabou perdendo sua “boquinha, já que era cotado para assumir a Assessora de Comunicação no governo caso a chapa PDT/PT saísse vitoriosa nas urnas.  E mais: nunca fui amigo de “cozinha” do Dr. Railton Franklin. Tínhamos sim um ótimo relacionamento, mas não “de cozinha”, como afirmou. Não fale sem conhecimento de causa. Covarde deve ser a sua causa, em busca de um lugar ao sol. E perdeu “companheiro”. Mas em uma coisa você acertou em seu artigo: faltou debate de ideias. E sobrou agressão dos dois lados. Como você mesmo, que atacou as pessoas que não votariam na chapa Railton e Laércio, chamando-os de “doidos, irresponsáveis e sem bom senso”. Há duas versões, “companheiro”. Sua prepotência o derrubou e não pense que, por eu hoje residir fora de Monlevade, estou afastado. Engana- se redondamente. E ameaça alguma me mete medo. Falou em coragem? Muito bem, nunca joguei-a fora. E junto a ela, fé no Criador.

No mais, quando pretender me agredir verbalmente, cresça primeiro. Você ainda terá história no jornalismo local. Quem sabe! Assim como sempre teve inveja do que a nossa geração fez por Monlevade nos anos 1970 e 1980, na área cultural, através do teatro, da música e outras intervenções. E você era um fã de carteirinha de nossa geração e leitor assíduo de meus artigos e quando encontrava-me, sempre dizia: – “Pôxa, tenho inveja do que você, Magela, faziam neste setor. Vocês deixaram uma história bacana. Revolucionária. Pena não ter vivido este tempo”. E mais uma coisa: quando você foi exonerado do cargo de Assessor de Comunicação do governo do então prefeito Gustavo Pradini, ainda no 1° ano de seu mandato, por perseguição, eu comprei a briga por você. Mas você, além se covarde, é ingrato.

Pois é, “companheiro”! Fizemos nossa parte e nem por isto me julgo o dono da verdade. Só não derrame sua raiva canina sobre mim para aliviar sua derrota. Não será você que fará qualquer julgamento. Meus 32 anos de estrada não me tornaram perfeito profissionalmente, porque somos eternos aprendizes. Mas tenho um legado e credibilidade. Fiz história e ainda faço como formador de opinião. Sempre fui repórter de campo, sempre busquei as notícias na fonte. Ao contrário de você, repórter de gabinete. Acomodado. Que vive de releases. Nunca viveu a Faculdade da rua, “companheiro”. Almofadinha…

Agora, para os que não gostam do Marcelo Melo, pessoa física, foda-se para eles, e foda-se para você! E querendo me encontrar, estou às ordens. Mudei de cidade, mas sempre estou em Monlevade, como estarei neste final de semana, onde escrevo para dois jornais e tenho meu Blog local.

No mais, saudações alvinegras!

 

Adeus Vital, um amigo que amávamos do seu jeito!

19 de outubro de 2016

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Carrancudo, ignorante, sempre quase de mal com a vida. E um grande xingão. Aliás, xingar era o melhor remédio para curar seu mau humor. Bastava brincar que a cerveja estava quente, que ele já gritava de lá: – “Não te chamei aqui. Vai beber em outro lugar. TNC”! Sem contar os outros palavrões. Mas, mesmo diante de tantas intempéries, era um cara do bem e de coração grande. E nós, os fregueses habituais, de décadas, estávamos nem aí. Sempre íamos ao seu bar, fosse na Rua do Andrade, quando foi sócio com o outro amigo José Roberto, e mais tarde sozinho; e depois ali na “Rua do Sapo”, na Vila Tanque, em sociedade com Laudir Gasperini e há anos sozinho, atrás do balcão, ou servindo seus fregueses nas mesas, com a cara amarrada e de “poucos amigos” (rs). Mas gostávamos dele! Era engraçado e tinha um tratamento especial conosco. E eu, particularmente, lhe devo muita gratidão.

Falo aqui do amigo José Vital Barbosa (foto), que nos deixou na tarde desta quarta-feira, 19 de outubro, aos 62 anos de idade. Ela encontrava-se internado no Hospital Margarida vítima de problemas pulmonares e seu caso se agravou-se nos últimos dias. Que Deus lhe receba de braços abertos e conforte os familiares e amigos. O sepultamento se dará amanhã, às 14 horas, saindo do velório Municipal.

Tudo começava ali na saudosa Praça do Mercado, onde Vital, como era conhecido, trabalhou durante anos no famoso Bar “Casa Vera”, e depois no “Princesinha”. Isto quando ele era ainda um adolescente, na década de 70. E, mesmo sendo um péssimo cozinheiro e um balconista de cara fechada, trabalhar em um bar sempre foi sua profissão e deste empreendimento fez sua vida, com dignidade. E com muito sucesso. Afinal, seu primeiro bar, junto ao sócio José Roberto, localizado à Rua do Andrade, em Carneirinhos, começou a operar sob a direção dos vilatanquenses e amigos no ano de 1982. Ou seja, são 34 anos que ele administra um estabelecimento, o Bar “Encontro Marcado” – cujo nome foi dado por mim, em 82, assim que o bar foi aberto, quando me inspirei em um programa que era transmitido pela Rádio Inconfidência FM (A “Brasileiríssim”), de BH, que só tocava o fino da MPB e a maioria músicas de compositores mineiros, entre os quais Milton Nascimento e a Turma do Clube da Esquina. E ficou o “Encontro Marcado”, mas cuja marca sempre foi o “Bar do Vital”, desde que começou a trabalhar sem sociedade. E ao longo destas mais de três décadas, sempre fomos seus fregueses fiéis. A nossa Turma da Vila e outros que saiam de Carneirinhos e outros locais, só para visitar o amigo mal humorado, conversar fiado, fazer fofoca, falar da vida alheia e tomar de sua  cerveja gelada. Além de soltar muitas gargalhadas. Mas, tira-gosto, só quando o sócio ou a cozinheira estavam no bar, porque o amigo Vital mal-mal sabia fritar uma batata ou um bolinho de carne (rs). Ou então íamos de ovo de codorna ou chips. Mas era divertido! Sem contar a festa de dezembro que fazíamos no bar. Dia 24, o “Natal no Vital é Rabo”, era o nome da festa na época natalina. E reuníamos um grande número de monlevadenses e vilatanquenses que mora fora da cidade. A coisa pegava e mesmo que ele ficasse de mal humor, gostava do evento.

Pois é, mas é vida que segue. E por ali, com certeza, passaram muitas pessoas boas e bons cachacistas e cervejeiros. Muitos causos e muitos segredos. O balcão onde sempre havia lugar para uma boa prosa. De gente que ia e que vinha. E alguns destes fregueses, com certeza, irão se encontrar no céu com o amigo Vital, como o Curió, que se foi recentemente. E vivia xingando o Vital porque deixava os copos sujos. Tem esta ainda. Cada um dos fregueses mais fiéis tinha um copo próprio e que ficava em uma estante, dentro do bar (rs). Poucos se arriscavam a beber do famoso “copo sujo”. Mas isto não importava para nós, porque o bom era estar perto do Vital, o irritando e ao mesmo tempo gostando da sua presença. Era gratificante! Também o Sávio, que era freguês diário. O Puaia com seu violão e o urubu. Irritava demais o moço, mas era divertido. O Capixaba com seus salgados levados prontos. Amilar, outro fanfarrão. Além do Vicentinho, seu fiel escudeiro e que tirava as folgas do Vital, quando o moço ia para a casa do Social, na Lagoa do Aguapé. Esta turma e mais alguns que agora não vieram à memória estarão aguardando a chegada de Vital, e quando São Pedro abrir as portas, vai haver muita festa no céu. Não há dúvidas disto (rs).

E muitas pessoas diziam que ele se parecia comigo. Ambos “sem queixo”, alá Noel Rosa (rs). Talvez fosse por isto. E também bons atleticanos! Hehe…

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As fotos de cima mostram dois momentos, em anos distintos, do “Natal no Vital é Rabo”. O último se deu no ano de 2012

Uma Viagem “Lunática” a Nova Almeida

19 de outubro de 2016

E entre tantos causos, lembro-me de nossa viagem a Nova Almeida, litoral norte do Espírito Santo, em 1982. Mesma data da morte da cantora Elis Regina, que se deu em 19 de janeiro daquele ano, quando estávamos lá. Eu, Vital, José Roberto, Rogério da Paz e Júlio Mundicão. O amigo Antônio Gonçalves, o “Pirraça”, que tinha uma casa lá, nos emprestou para uma semana. Sem ônus, mesmo porque, à exceção de Rogério e Júlio, que trabalhavam, os outros estavam desempregados e totalmente duros. Na falta de grana até para tomar cachaça, levamos um garrafão de cinco litros de pinga e pacotes de Tang/limão, para a Caipirinha do dia-a-dia. E assim foi nossa rotina, da ponte até o famoso “Bar do Chico”, que era a nossa praia.

Até que uma noite uma viagem “lunática”, exatamente no dia que havia falecido a grande Elis Regina. Ouvimos a notícia pela manhã e à noite, reunimos para uma saída noturna. E o litro da caipirinha do lado. Só que, para nossa surpresa, o Júlio estava em posse de um baseado, enrolado em um cigarro de palha. Aquilo mexeu com a gente. Saímos da rua e fomos caminhando pela praia, até o “Bar do Chico”. E nós três, eu, Vital e Zé Roberto, éramos até aquele instante verdadeiros caretas. Só fumávamos o “careta”. E não deu outra. Pegamos aquele cigarro de maconha e fumamos como se estivéssemos nos despedindo do mundo. E Vital me xingava quando ficava muito tempo em posse do cigarro. Cara, foi muito divertido até que, ao entrar no Chico, tive meu lado direito “esquecido”, literalmente falando. Na manhã, ressaca e aquela boca seca, querendo comer o que via à frente. Era muita fome. Mas, esta viagem teve um lado muito bom. Da casa ao lado de Pirraça havia uma turma de mulheres, também como nós, pegando uma praia. Todas de BH. E lá, quando chegava a tarde, “pulávamos a cerca” e lá nos serviam vodka com abacaxi, coco com cachaça, peixe e muitas mordomias. Vital nunca se esqueceu desta viagem, que foi fantástica!

Mas fico por aqui e faço esta simples homenagem a um cara que viveu diferente. E que o amávamos do jeito que ele era. Brigávamos às vezes, discutíamos, mas a nossa amizade sempre foi sólida. Mesmo meses ausentes, quando chegava ao seu bar, era festa, era gargalhadas e muitas histórias e causos para contar. Deus o receba de braços abertos e daqui sentiremos saudades, sempre!

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Uma das visitas ao Bar do Vital, com ele sentado à nossa mesa, à esquerda. Ainda na foto os amigos Noca e Felipe

Eu digo: Amém!

19 de outubro de 2016

O Jornalismo é uma profissão que exige muito. E, quem tiver medo de enfrentar esta labuta, melhor desistir já no início. Eu, como formador de opinião, entre acertos e erros – mesmo porque “Jornalista não é Deus”, como alguns profissionais da área se consideram -, nunca omiti minha opinião. Felizmente, durante estes 32 anos de estrada, a serem completados no próximo dia 4 de novembro, fiz muito mais amigos do que desafetos. E goste de mim quem quiser, porque nunca fui hipócrita ou demagogo, ou seja, publicando um artigo apenas para agradar. Sempre tive minha opinião e nunca deixei de defender os meus ideais, mesmo que para isto tenha provocado algumas caras feias e até mesmo ameaças. Aliás, sofrer ameaçadas ou levar processos faz parte da profissão; são os ossos do ofício. Nada demais nestas histórias.

Mas, como são os tombos que nos fazem levantar mais fortes, ainda mais quando se tem fé no Criador, a vida segue e nada que nos faça desanimar. Como me disse um amigo no dia de ontem pela rede social, “Parar, Jamais”! Há mais mistérios entre minha mente e as palavras que saem na tela de meu Computador, que sua vã consciência possa imaginar! Não sou o dono da verdade, mas jamais me calo quando defendo aquilo em que acredito. O episódio desta segunda-feira, sobre o canil, foi um caso à parte. Fiz uma denúncia sobre um fato e apresentei minha “mea-culpa” por não ter ouvido os dois lados envolvidos. Já me desculpei. E para quem não quis aceitar minhas desculpas, que guarde sua mágoa e passar bem! Mas, em nenhum momento teci críticas à entidade protetora dos animais, muito pelo contrário. Trata-se de um trabalho voluntário e, assim como tantos outros, digno e gratificante. E as pessoas que integram este tipo de movimento merecem todos nossos aplausos e apoio, porque é uma tarefa árdua. Aliás, infelizmente, os poderes públicos constituídos pouco investimento (ou nenhum) fazem em prol destas instituições, que mereciam mais atenção por parte dos governantes. Assim como outras organizações, como por exemplo os voluntários que trabalham para manter creches em funcionamento, dando seu suor para que as mães possam trabalhar e saber que seus filhos, suas crianças, estão bem protegidas e cuidadas. Mas aqui se chama Brasil!

No entanto, voltando a falar de minha profissão, eu, particularmente, tenho muito orgulho dela. Já fui “foca” (iniciante) até chegar aos grandes furos e nas publicações de boas reportagens. Ser repórter sempre foi minha cachaça. E nunca fugi da raia, fosse nas coberturas policiais ou políticas. Minha vida profissional se resume no jornalismo, entre emissoras de rádio, jornais e revistas, como também pela Internet, entre meu Blog e nas redes sociais. O que escrevo, sempre assino! Sem contar o resgate de nossa história, através do “Morro do Geo”. E, quem sabe, muito próximo ele estará de volta a João Monlevade! Assim eu levo a minha vida, do jeito que ela me levar. “Sem dinheiro no banco”, como diria Belchior, mas cheio de vontade de viver e continuar sendo o que sempre fui, como pessoa e como profissional. Irreverente, polêmico, mas foda-se se isto incomoda alguns e algumas. Ser eu, sem máscara e sem hipocrisia. No mais, aos invejosos de plantão deixo a célebre frase: “Os cães ladram e a Caravana passa”!

Deixei plantada minha árvore, escrevi livros e graças a Deus, tenho dois filhos maravilhosos. Bençãos que são derramadas. E eu digo: Amém!

 

Uma segunda-feira sem Ressaca!

3 de outubro de 2016

Acabou-se o que não era doce. Aliás, tinha uma pitadinha de açúcar! Afinal, em uma disputa eleitoral, mesmo para quem está fora, no meu caso, mas que tem as mãos e alma dentro do jornalismo, a adrenalina é muito intensa. E esta campanha teve para mim um sabor meio amargo em alguns sentidos. Mesmo com meus 32 anos de profissão, foi um percurso bem desgastante; para meu cérebro, para meus dedos e mãos, de frente para o meu Computador. Pensando, escrevendo, debatendo nas ruas ou nos bares, e muita conversa para pouco diálogo. De coração, desculpe às pessoas que sentiram-se ofendidas com minhas palavras e letras. Desculpem os que faziam parte do meu elo de amizades e que agora tornaram-se desafetos. Mas apenas colhi o que plantei.

Bem ou mal, não consigo omitir minha opinião. Não faz parte de meu papel nesta vida ficar calado diante dos fatos. A polêmica faz parte do meu cotidiano. Não apenas pela profissão que exerço, mas pelo sangue que corre em minhas veias. Sou um Melo misturado aos Baptista de Oliveira. Sou um jornalista sempre de Plantão! Poderia ser brando, mais terno, sei lá! E juro que gostaria de ser menos ofensivo, discutir menos, ouvir mais, ter a sabedoria e a frieza dos monges. Mas quem sabe, um dia, a gente aprende! De qualquer forma, todos somos diferentes.

E, falando sobre o resultado das eleições em Monlevade, nunca na história desta cidade houve uma disputa tão apertada, com um gol de barriga aos 46 do segundo tempo, na prorrogação, como aquele feito por Renato Gaúcho, para o Fluminense, em uma final contra o Flamengo. Triste em ver Conceição Winter sair derrotada mais uma vez. Mas feliz pela vitória de Simone Carvalho porque sei de sua competência e capacidade profissional. Além, de claro, o povo de João Monlevade eleger pela primeira vez em sua história uma mulher para comandar o município. Também o seu vice-prefeito, Fabrício Lopes, um amigo particular e que coloco confiança em seu trabalho. Parabéns aos dois e sucesso nesta luta!

Mas, falando em sentimento, um maior ainda foi acordar na segunda-feira sem qualquer ressaca, graças a Deus. Ver a derrota do Grupo que tinha o PDT com o corpo, mas o PT com a alma, com aquelas velhas caras que só aparecem no município de quatro em quatro anos, arrogantes e que se acham os intocáveis, como o “Mestre Ravengar”, foi muito, mas muito gratificante. Não importa se por uma diferença de pouco mais de 120 votos, porque aí parece até mais prazeroso. Mas porque com certeza, este pessoal deve ter ficado a noite, madrugada adentro, de domingo para segunda, acordado sobre o travesseiro, pensando: “no que erramos para perder por uma diferença dessas”? Talvez bater mais nos adversários do que apresentar propostas. Talvez a distribuição dos apócrifos na reta final de campanha. Talvez pelo excesso de confiança, arrogância e desrespeito aos adversários. Mas isto agora é assunto para outra pauta!

Com relação à Câmara Municipal, dos 10 vereadores que tentaram a reeleição, três foram derrotados. Carlos Gomes, Tuquinho e Telles Superação. Ou seja, 30% de renovação. Quanto a este último, tinha total convicção de que sairia fora. O povo não gosta muito de quem muda de lado com frequência. E das oito caras novas, três já são “macacos velhos” da política: Gentil Bicalho, Toninho Eletricista e Pastor Carlinhos. Aliás, uma boa coincidência, já que nas eleições municipais de 1992, quando ainda os votos eram dados em cédulas, houve recontagem de votos. Na 1ª contagem, Gentil (na época filiado ao PDT) havia disso eleito e durante a recontagem Gentil perdeu a vaga de vereador exatamente para Toninho Eletricista. Agora, os dois juntos! Vamos torcer para que seja um Legislativo atuante. E, no mais, parabenizar a todos os senhores eleitos e aqueles que foram reeleitos.

Quero aqui apenas deixar minha indignação pelo fato de, mais uma vez, a Casa Legislativa ficar sem representatividade feminina. Lógico que não por culpa dos eleitos, mas sim dos eleitores, que elegem uma mulher para governar o município e nenhuma para a Câmara Municipal. E gostaria muito da vitória de três mulheres, entre as tantas candidatas e com todo respeito às demais: Lana Domingues, Lutécia Espeschit e Sirlene de Freitas. Pessoas que, com certeza, representariam muito bem a Casa Legislativa. Cabeças novas, progressistas e que muito somariam. Mas elas estão no caminho certo e outras eleições virão.

 

 

A Saga de um Jornalista de Plantão!

2 de outubro de 2016

Bom dia!

Nesta manhã domingueira, dia de votar no prefeito e no vereador, muito que refletir. Sinceramente, mesmo com meus 32 anos de experiência no jornalismo, foi uma campanha desgastante; para meu cérebro, para meus dedos e mãos, aqui, de frente para o meu Computador. Pensando, escrevendo, debatendo nas ruas ou no bares, e muita conversa para pouco diálogo. De coração, desculpe às pessoas que sentiram-se ofendidas com minhas palavras e letras. Desculpem os que faziam partedo meu elo de amizades e que agora tornaram-se desafetos. Obviamente, neste início de votação (comecei a escrever este texto às 8:50 hs.), apenas estou colhendo o que plantei. Não posso culpar ninguém de ter ficado com raiva de mim. Mesmo porque, também ficaria em certas situações. No entanto, mesmo que não sejam aceitas, minhas sinceras desculpas!

É isto aí, porque ser Melo, misturado aos Batista de Oliveira, sobrenomes que muito me orgulham, são uma mistura de DNA´s que vieram de Rio Piracicaba, terra dos Jequizeiros, e de Cordisburgo, terra-natal do grande Guimarães Rosa, onde nasceram meu pai Sebastião de Melo e minha mãe Geralda Batista de Oliveira, respetivamente. E como disse o meu amigo piracicabense, grande cara, o “Maninho Camarão”, em mensagem que mandou-me na noite desta sexta-feira, aqui pelo Facebook, dizia o seu tio, o saudoso Padre Joaquim: – “É preferível cutucar uma caixa de ferozes morimbondos do que mexer com algum dos Melos”. Pode não ser tanto assim, mas faz parte da marca deste sobrenome.

No mais, é hora de ir. Bem ou mal, não consigo omitir minha opinião. Não faz parte de meu papel nesta vida ficar calado diante dos fatos. A polêmica faz parte do meu cotidiano. Não apenas pela profissão que exerço, mas pelo sangue que corre em minhas veias. Sou um jornalista sempre de Plantão!  Poderia ser brando, mais terno, sei lá! E juro que gostaria de ser menos ofensivo, discutir menos, ouvir mais, ter a sabedoria e a frieza dos orientais, dos monges. Mas quem sabe, um dia, a gente aprende! De qualquer forma, todos somos diferentes.

Para encerrar, quero agradecer primeiro a Deus, pela saúde e disposição, pelo dom que me deu. Ele quem me julgará e a Ele eu devo toda a satisfação do mundo. Depois, quero agradecer à minha esposa Carla Santos e aos meus filhos Ícaro Melo e Arthur Melo, que sempre me deram apoio e a quem eu amo de paixão. À minha família, aos meus irmãos e aos meus amigos, que sempre estiveram do meu lado. Aqui se encerra mais uma fase política e que a próxima, daqui a 4 anos, não seja tão desgastante como esta! Amém!

Terminado às 9:10 hs.

Está chegando a Hora!

1 de outubro de 2016

Bom dia! Bom final de semana a todos! E que Deus nos abençoe!

Oficialmente, encerra-se hoje a Campanha Eleitoral. E, durante estes 45 dias, escrevi muito por aqui, no Facebook e nos jornais “Gazeta “Regional” e “O Celeste”. Disse o que pensava, aliás, o que penso. Lutei por uma causa da qual não abro mão. E, plagiando aquela velha frase de que “Perco o amigo, mas não perco a piada”, nesta campanha eu perdi, diria, alguns colegas, mas não perdi a minha lucidez. E nem vendi a minha opinião.