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Câmara sedia lançamento de livro sobre a história de João Monlevade

24 de novembro de 2016

O professor Geraldo Eustáquio Ferreira, conhecido popularmente como professor Dadinho, lançou na última sexta-feira, 18, o volume 1 da obra “Nossa Terra Nossa Gente” intitulado “A cidade, sua história, seus símbolos, seus ícones”. O lançamento do livro foi realizado no Plenário da Câmara Municipal. O evento contou com a presença de amigos e familiares de Dadinho; do presidente da Casa, Djalma Bastos (PSD); do vereador Vanderlei Miranda (PR); além do prefeito Teófilo Torres (PSDB) e do ex-prefeito Antônio Gonçalves.

A obra tem como principal objetivo o registro e o resgate da memória do município de João Monlevade, a partir do levantamento de sua história, de seus símbolos e da trajetória de vida de personalidades que interferiram no desenvolvimento da cidade. O trabalho de biografias teve início no jornal “Morro do Geo”, do jornalista Marcelo Melo, cujo início se deu em 2006. O evento contou com a participação do Coral Monlevade, do qual Dadinho é presidente, que interpretou o Hino do Município e o Hino Histórico, além de duas grandes canções: Ave Maria e As Pastorinhas.

O presidente Djalma Bastos enalteceu o trabalho realizado por Dadinho. “É uma honra poder abrir as portas da Câmara para o lançamento de uma obra tão importante para o nosso município. Agradeço ao professor Dadinho por nos presentear com uma obra de tamanha importância para a história de João Monlevade”, declarou.

Em seu discurso, Dadinho explicou os motivos que o levaram a escrever o livro. O compromisso com a educação, a preocupação com a preservação da história de João Monlevade e a consolidação de um patrimônio de informações foram os fatores que motivaram Dadinho a realizar a obra. “É com essa motivação que estou pretendendo seguir com essa coletânea visando dar prosseguimento ao estudo e aprofundamento da constituição deste ‘ser monlevadense’ que se forma dentro de nossos tempos e espaços. Agradeço aos familiares e amigos que sempre me encorajaram a realizar esta obra”, afirmou. O evento foi concluído com uma sessão de autógrafos.

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Dadinho durante as dedicatórias

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Grande público prestigiou o lançamento

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O presidente da Câmara, vereador Djalma Bastos, parabenizando o escritor pelo lançamento do Livro

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O Coral Monlevade fez uma bela apresentação

 

Fotos: Cíntia Araújo/Acom CMJM

Monlevade é tema de Doutorado por historiadora de Luxemburgo

23 de novembro de 2016

A historiadora Dominique, natural de Luxemburgo e residente há dois anos no Rio de Janeiro, com o marido Terry, também luxemburguês, está promovendo um interessante projeto. Ela faz Doutorado cuja tema é “A Imigração de luxemburgueses para o Brasil”, entre os anos 1920 a 1960. Porque foi neste período, após a instalação da Usina da Belgo-Mineira na região (Sabará e João Monlevade) que milhares de luxemburgueses vieram para o Brasil e aqui se instalaram no início da siderurgia em nosso país. Entre eles o grande engenheiro de Luxemburgo, Louis Jaques Ensch, que dirigiu a empresa por mais de 25 anos e fez sua história em nossa terra. Desa forma, priorizou o projeto na imigração luxemburguesa para Monlevade. 

E, após a historiadora conhecer nosso Site (morrodogeo.com.br), impressionou-se com o trabalho e entrou em contato comigo pelo Facebook. Assim, no dia de ontem chegou a Monlevade para uma pesquisa de campo e tive o prazer de recebê-la, junto ao seu marido. Foi uma conversa muito produtiva e a encaminhei para entrevistar algumas pessoas que conviveram com os luxemburgueses em Monlevade, dentro da Usina e na vida social. E torcemos para que seu trabalho seja um sucesso!

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A historiada Dominique Santana, de Luxemburgo, durante entrevista com o Sr. Ildeu Caldeira, 91 anos, em sua residência, no Bairro Vila Tanque, que com certeza enriqueceu seu trabalho, já que o aposentado trabalhou durante anos com luxemburgueses

(Foto: Marcelo Melo)

Mais uma Obra sobre a História de João Monlevade!

17 de novembro de 2016

João Monlevade é uma cidade verdadeiramente privilegiada em termos de valores culturais. Temos por aí artistas que tanto contribuíram ou ainda contribuem para a nossa cultura. E tal fato me chamou a atenção no sábado passado, quando assistia ao programa “Terra de Minas” e o tema era sobre o poeta Carlos Drumond de Andrade e a sua terra-natal, Itabira. Daí, cheguei a postar na rede social do Facebook que “temos de ter uma inveja boa da vizinha Itabira, por ter nos dado o poeta Drumond”. Nisso uma amiga interpelou: – “E Monlevade nos deu o professor Luciano…criou o Coral Monlevade.. nos deu Neide Roberto, o professor Tim e outros artistas… Figuras de grande importância no cenário brasileiro. Precisamos aprender a dar valor ao tesouro que temos em mãos”. Pronto, tal comentário colocou-me em uma posição de xeque-mate e fiquei a refletir. E não é que a amiga tem razão!

Pois é, mas muitas vezes nos esquecemos de dar valor aos artistas que estão ao nosso lado, que foram criados conosco, para olharmos em outras fronteiras. Teria aqui um número enorme de pessoas que fizeram ou fazem história neste contexto em João Monlevade, principalmente na área literária. Assim como já tivemos um boom de escritores e obras lançadas na década de 80, com alguns ótimos trabalhos, cuja inspiração, posso dizer, veio do GEL – Grêmio de Estudos Literários -, criado por pessoas apaixonadas pela literatura, entre as quais o saudoso professor Nilton de Souza (Tim), F. de Paula Santos (Barcelona), Geraldo Magela Ferreira, Wir Caetano, Wellis Couto, Hélio Fidêncio e outras personalidades. E o GEL deu bons frutos.

E agora ressurge outra safra, até de pessoas mais experientes, e compromissadas em resgatar o passado de nossa terra e que nos faz conhecedores da nossa história. Mais recentemente o amigo Afonso Torres, o “Afonsinho”, que tão bem escreveu uma obra relatando de forma fiel a vida do pioneiro Jean de Félix Dissandes Monlevade, e agora mais um livro a ser lançado, do professor Geraldo Eustáquio Ferreira, o “Dadinho”, biografando personalidades de João Monlevade. E, sobre esta obra, cujo início se deu em nosso jornal, “Morro do Geo”, no ano de 2006, quando Dadinho começou a escrever no periódico a Coluna “Nossa terra, Nossa Gente”, posso falar que me enche de orgulho. Ainda mais por ter sido convidado pelo autor a fazer o prefácio de seu trabalho historiador. Muito me honra. E este será apenas o 1º Volume, em um total de quatro, como planeja o professor. E garanto: uma leitura imperdível!

Mas, falando de nossa terra e de nossa gente, pessoas ligadas às artes, nossa cidade é privilegiada. Já exportamos muitos talentos e outros, mesmo que não valorizados, insistem neste cenário. Somos peças em atividades e, mesmo tendo de deixar o barco meio à deriva por algum tempo, somos perseverantes nesta luta chamada arte. E que caminhe em qualquer direção, mas sempre em frente.

Uma homenagem póstuma aos grandes artistas Neide Roberto, Severino Miguel, Gerhart Michalick, Nilton de Souza, Guido Valamiel, João Félix, Zely, Mestre Cardoso e outros que deixaram aqui as suas obras e se tornaram imortais.

O fim do mundo pode estar próximo!

9 de novembro de 2016

Realmente a humanidade está de mal a pior. E a comprovação veio nestas eleições dos Estados Unidos, onde o republicano Donald Trump contrariou todas as perspectivas e pesquisas de opinião, além da nata da imprensa norte-americana, vencendo as eleições presidenciais na maior potência do mundo. Isto depois de ter declarado aos quatro cantos seu ódio aos imigrantes e chamá-los de “porcos”, prometendo construir um muro para separar os Estados Unidos do México, que vangloriou-se em dizer que, como é rico, tem o direito de pegar nas partes íntimas das mulheres, que mostrou-se racista, arrogante ao extremo, entre outras declarações bizarras.

Ou o mundo mudou mesmo ou estamos chegando ao fim dele!

Professor “Dadinho” lança Livro sobre Biografias

8 de novembro de 2016

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O professor Geraldo Eustáquio Ferreira, popular “Dadinho”, estará lançando o seu novo Livro, no próximo dia 18 de novembro, e do qual tive a honra de ser o prefaciador. Esta obra será o primeiro Volume de seu Livro de Biografias, cujo trabalho começou em nosso saudoso jornal, o “Morro do Geo”, exatamente há 10 anos, ou seja, em maio de 2006, cuja Coluna assinada pelo professor tinha como título “Nossa terra, Nossa Gente”. Foram dezenas de biografias de monlevadenses ilustres registradas nas páginas de nosso jornal, até o ano de 2012. E agora este trabalho, além de estar em nosso Site, transforma-se em um belo Projeto Literário, e sairá em 4 Volumes. E cujas obra estou tendo a honra de ser o autor do Prefácio.

Mais uma grande obra sobre a história de João Monlevade, através deste grande monlevadene, que nos enche de orgulho. Parabéns, professor!

“Nova Lima”: a alegria e irreverência do “Bonequinhas de Elite”!

5 de novembro de 2016

As pessoas passam pelas nossas vidas e algumas deixam saudade. Enquanto uma parte passa despercebida, uma outra parte deixa sua obra, seu encanto e sua semente. Falo de José Expedito de Souza, o popular “Nova Lima”. Ali, na avenida Getúlio Vargas, próximo à Igreja velha, por muitos anos comandou sua loja, o “Bazar Nova Lima”. Comerciante nato, mas que tinha como roby promover a alegria e agregar pessoas. Samba era a sua casa, sempre com seu surdo nas mãos e levando a “turma do samba”, e seus instrumentos, na sua velha Kombi branca, por qualquer estrada ou lugar, para levar a boa música. Sempre com um sorriso aberto. E outra sua grande paixão, foi o Bloco Carnavalesco “Bonequinhas de Elite”, fundado por ele no final dos anos 1970 e que, durante anos, levou alegria e irreverência nos carnavais de rua em João Monlevade, com os homens travestidos de mulher. Sempre distribuindo alegria!

Pois vem, mas lá se foi “Nova Lima”, na noite de ontem, com muitos anos bem vividos. E com certeza, terá um cantinho especial no céu, ao lado do Criador. Vá em paz e sua obra o deixa imortalizado pelo que fez por nossa cidade, levando a cultura ao povo.

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Na foto o já saudoso “Nova Lima”, comandando o Bloco “Bonequinhas de Elite”

A sexta-feira não pode ser dos “sabidos”!

4 de novembro de 2016

Sexta-feira e, ao abrir a tela de meu Computador, eis que dou de cara com um artigo assinado por algum “expert” em Jornalismo, julgando-se o “todo-poderoso” de plantão e senhor de todas as razões. Fico a imaginar como ainda existem alguns articulista prepotentes, que se julgam os verdadeiros “sabidos”, como se dizia no tempo de nossos avós, estes sim, sábios de verdade. E aí cada dia mais creio mais que realmente a hipocrisia fede, seja de qual lado estiver.

Mas continuo levando minha sexta-feira e aqui em Lavras Novas amanhece um clima europeu, próprio destas montanhas e onde a brisa toca meu lado menos racional e onde há lugar para o romantismo. Sem espaço para os arrogantes que conseguem transportar nas letras o amargo da voz. Fico com a “a pureza da resposta das crianças”, porque elas são filtradas e caem suaves pela alma adentro.

Não é bom amanhecermos uma sexta-feira com o cumprimento do “sabido”. E por este motivo prefiro brindar a sexta-feira com este mar de montanhas ao meu redor e mais perto da natureza e mais longe dos homens.