Uma história do “Bar do Cláudio”!

Hoje, exatamente hoje, quando um amigo de quem eu era fã, professor Fernando, esposo da professora Conceição Soares, faria 7.4, tomo a liberdade de relatar um fato que acabou nos aproximando. Tínhamos algo em comum: gostar dos bares e ele, mesmo mais reservado, não deixava de frequentar um barzinho vizinho à sua casa, no Tieté, o “Bar do Cláudio” (a quem ele costumava brincar com o proprietário, chamando-o de “Boca do Inferno”, pelo fato de o moço não segurar a língua na boca – rs). Mas isto é pauta para outra história!

Mas ali era um ponto da prosa e dos causos. E, sempre ao lado do Fernando, outra grande figura e também apaixonado atleticano, Sr. Eduardo Dias, carinhosamente chamado por “Dudu”. E vez ou outra eu descia de Carneirinhos e tinha o privilégio de me assentar com os dois e falar da vida. Numa noite, entre um copo e outro, falávamos sobre música, precisamente sobre os grande músicos e poetas brasileiros. Quando resolvi cantarolar uns versos de uma música de Vinícius de Moraes: -“Às vezes quero crer mas não consigo. É tudo uma total insensatez. Aí pergunto a Deus: escute, amigo, se foi pra desfazer, por que é que fez”?… Fernando para e pergunta: – “Que maravilha é esta? De Vinícius de Moraes”? -” Sim. ‘Cotidiano nº 2″, eu respondo. E ele pede para que cante os demais versos. Os que eu sabia de cor, eu cantei. E o professor ficou tão empolgado com a letra que, dias depois gravei um CD somente com músicas do poetinha, entre elas “Cotidiano nº 2”, e dei de presente ao Fernando.

E fiz questão de entregar o CD no “Bar do Cláudio”, o “Boca do Inferno” (rs). Estávamos eu, Fernando e seu filho mais velho (agora me fugiu o nome). Tive o prazer de conhecê-lo naquela noite, também bom de prosa como o pai e amante da boa música. E neste encontro, pela vez primeira, tive o privilégio de também tomar alguns copos de cerveja da mesma garrafa do Fernando. Sério, porque a cerveja que ele abria era dele, não dividia. Uma mania dele e todos nós, que frequentávamos o “Bar do Cláudio”, tínhamos conhecimento e respeitávamos (rs). E a prosa rendeu horas e esta noite ficou marcada.

Portanto, fica esta lembrança e como é bom ter histórias para contar!

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