Archive for janeiro \28\UTC 2017

Entediado!

28 de janeiro de 2017

Estou entediado neste trecho entre Lavras Novas a João Monlevade. Não por causa do lugar e menos ainda por causa do povo. Nestes pontos, considero-me um sujeito privilegiado.

Mas sinto-me entediado pelas mesmas paisagens, o mesmo cenário, entre as Minas da Vale e da Samarco, e lembrando da tragédia de 5 de novembro, dia em que viajava por ali. O mesmo asfalto, as mesmas montanhas do Morro da Água Quente, as mesmas curvas e retas. Mesmo que um tanto bucólicas, as nuvens passam apressadas e o meu Velho Pálio suportando o peso da idade.

Pois é, ando mesmo entendiado, mas agradecido ao Criador por poder respirar e viajar. Afinal, viajar é bom!

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A sociedade é mesmo muito hipócrita. Condenam antes mesmo de julgar

23 de janeiro de 2017

Assistindo nesta madrugada ao filme “A Caça” (foto abaixo), com direção de Thomas Vinterberg e no Elenco os atores Mads Mikkelsen, Thomas Bo Larsen, Annika Wedderkopp, entre outros, lançado em 2013, me coloquei no lugar do personagem Lucas (Mads Mikkelsen), um professor de uma creche que tenta reconstruir a vida após um divórcio complicado, no qual perdeu a guarda do filho. Tudo corre bem até que, um dia, a pequena Klara (Annika Wedderkopp), de apenas cinco anos, diz à diretora da creche que Lucas lhe mostrou suas partes íntimas. Klara na verdade não tem noção do que está dizendo, apenas quer se vingar por se sentir rejeitada em uma paixão infantil que nutre por Lucas. A acusação pelo ato de pedofilia faz com que ele fosse afastado do trabalho e, mesmo sem ele ter cometido qualquer crime, foi perseguido pelos habitantes da cidade onde morava. Fez lembrar do caso da Escola de Base de São Paulo, quando a imprensa, injustamente, acabou com a história de várias pessoas.

Como fede a hipocrisia da sociedade, enclausurada em seu mundinho de mentiras, apontando o dedo para pessoas e se esquecendo de seus pecados. O filme “A Caça” deve ser visto pelo tanto que nos faz refletir e ver o quanto somos pequenos e mesquinhos neste mundo de tantas máscaras.

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2017: O bi-centenário da chegada de Jean Monlevade nas terras de São Miguel

20 de janeiro de 2017

2017 marca os duzentos anos da chegada do Frances Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade ao Brasil. João Antônio de Monlevade, como passou a assinar o nome, chegou ao porto do Rio de Janeiro em agosto de 1817, ingressando, logo após, para Minas Gerais a fim de estudar suas reservas minerais, por incumbência da Escola Politécnica de Paris.

Monlevade foi autor de importantíssimos feitos na história de Minas Gerais. É dele, por exemplo, o primeiro estudo da mineralogia mineira (1853), com o qual definiu o Quadrilátero Ferrífero. Foi ele também o primeiro a implantar uma máquina a vapor em Minas Gerais (1828), a primeira da Indústria Brasileira. Sua formidável Fábrica de Ferro foi, de longe, a mais importante do Império Brasileiro e se distinguiu das demais pela variedade de equipamentos com que contava e pelos artefatos que produzia, alguns com mais 900 quilos de peso.

Foi também Monlevade o responsável por viabilizar, decisivamente, uma importante fase da mineração do ouro em Minas Gerais, inaugurada a partir do primeiro quartel do sec. XIX pelas Companhias Inglesas que passaram a empregar método industrial na extração do metal precioso. Era a Fábrica de Ferro de Monlevade que produzia as ferramentas de ferro e os pesados equipamentos destinados a processar o minério aurífero nas Minas de Ouro de Gongo Soco, Morro Velho, Pari, além de tantas outras mantidas pelos ingleses naquele período.
Foi essa 3ª fase da mineração do ouro tão expressiva para a história e para a formação do povo mineiro que ainda nos dias atuais encontramos suas reminiscências no modo de falar do mineiro. Foi convivendo com os ingleses dessas companhias que o mineiro passou a empregar termos como “Sô”, “Uai” e “Trem”. “Sô” tem sua origem na palavra inglesa “Sir” com a qual os ingleses eram tratados. “Uai” também vem do inglês: “Why?”. E “Trem” tem sua origem em “Train”, que ainda não era o trem de ferro, mas sim o sistema de vagonetes utilizado para extrair o minério aurífero das galerias subterrâneas das minas operadas pelas Companhias Inglesas.

A biografia de Monlevade desafia a tese difundida nos bancos de escola de que o subdesenvolvimento do Brasil também se deve ao fato de o país, durante os séculos passados, jamais ter apresentado vocação para a Indústria. Também desmente a afirmativa histórica de que o ouro extraído em Minas jamais fora utilizado na aquisição de bens de capital, pois foi com o vultoso dote em ouro que recebera pelo casamento com Clara Sophia, sobrinha do Barão de Catas Altas, o mais rico minerador da época, que Monlevade importou pesado maquinário para equipar sua extraordinária Fábrica de Ferro.

Apesar de tanta importância, a história de Monlevade segue omitida dos livros escolares e o município que leva seu nome comemorará os 200 anos de sua chegada ao Brasil com o Museu instituído em sua residência e sede administrativa de sua Fábrica de Ferro – o Solar Monlevade – fechado à visitação, com parte do telhado suprimido pela ArcelorMittal e várias peças do acervo expostas à intempéries, perdendo-se.

Fonte: Livro sobre a Biografia de Jean Monlevade, cuja obra é do escritor Afonso Torres, “Afonsinho”.

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Ilustração de Jean Monlevade

Mais um homicídio em Monlevade

19 de janeiro de 2017

Este já foi o terceiro homicídio em João Monlevade somente durante os primeiros dias do ano e ocorreu na Praça do Lindinho, em Carneirinhos, na manhã de hoje.

A vítima foi Muller Andrade Correa, 30 anos. Ele foi atingido dentro de seu carro, um Polo cor preta, placa JST-1044, de João Monlevade. Conforme relato de testemunhas, ele foi perseguido por duas pessoas que estavam em uma Moto e fizeram os disparos e os tiros acertaram a cabeça das vítimas. Outras balas atingiram o veículo. Os criminosos ainda não foram detidos, mas acredita-se em acerto de contas. O lugar ficou tomado pelos curiosos após o ocorrido.

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A vítima dentro de seu carro…

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…que ficou cravado de balas

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Curiosos tomaram a Praça do Lindinho

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Muller com a companheira, em foto de arquivo familiar

Prefeitura de Monlevade lançará isenção de Taxa Mínima de Água em Orçamento Anual de 2018

19 de janeiro de 2017

A implantação da isenção da Taxa Mínima de Água em João Monlevade depende de previsão no Orçamento Anual da Prefeitura, o que não foi feito pela Administração passada. O Orçamento para 2018 será votado pela Câmara Municipal até o final do ano, quando a isenção da Taxa Mínima deverá estar contemplada no Orçamento do atual Governo Municipal.

A medida não acarretará prejuízos para o DAE (Departamento de Águas e Esgotos), pois toda a previsão será feita observando-se a Lei de Responsabilidade Fiscal, não se configurando renúncia de receita. Serão levados em consideração, entre outros: diminuição do consumo de água, diminuição de horas de bombas trabalhadas e alguma medida compensatória que estará em estudo.

Segundo a autarquia, o percentual de consumidores que deverão ser contemplados com a medida ficará em torno de 20% a 40% da população, dependendo da configuração do Projeto e das adequações para eliminar o impacto no DAE.

Simone visita servidores

3 de janeiro de 2017

Durante a manhã e a tarde desta segunda-feira, 2, a prefeita de João Monlevade, Simone Carvalho Moreira (PSDB), esteve visitando diversos setores da Administração Pública Municipal. Ela se encontrou com servidores que estão lotados em cargos comissionados e efetivos.

No Gabinete da Prefeita, Simone – acompanhada pelo marido Carlos Moreira, pelo vice-prefeito Fabrício Lopes (PMDB) e pelo vereador Guilherme Nasser (PSDB) – reuniu-se com servidores que atuam em secretarias como Administração, Governo, Fazenda, Jurídico e Planejamento. A prefeita monlevadense encontrou-se também com servidores ligados às secretarias de Obras, Serviços Urbanos e Saúde, reunindo-se com os mesmos em seus respectivos setores.

Por todos os locais em que passou, Simone Moreira salientou que os servidores podem contar com o apoio da sua Administração e que, dentro das possibilidades, estará proporcionando condições para que os trabalhos sejam desenvolvidos da melhor forma possível. E disse que a população precisa ser bem atendida por todos: “É preciso sempre atender bem às pessoas, com sorriso no rosto e dando a atenção que a população merece”. Simone disse, ainda, que o país passa por momentos difíceis, e que o mínimo que o cidadão e a cidadã esperam dos servidores públicos é que sejam bem tratados. Ao desejar sucesso a todos, a Prefeita propagou que não irá admitir que assessores e servidores façam “coisas erradas”, e salientou: “Consultem o setor Jurídico e, na dúvida, não façam”. A prefeita frisou que, “com fé, união, força, determinação e trabalho iremos todos alcançar cada vitória no dia a dia”.

 Objetivo: realizar uma grande administração

O vereador Guilherme Nasser disse aos servidores que “é um privilégio trabalhar com Simone. Trata-se de uma pessoa zelosa, experiente e tem potencial para realizar uma grande administração”.

O vice-prefeito Fabrício Lopes reiterou que estará sempre auxiliando a prefeita e assessores, ressaltando que “quatro anos passam rapidamente, e é preciso que as secretarias trabalhem unidas e com transparência”. E concluiu: “Juntos poderemos fazer uma grande administração”.

Já Carlos Moreira fez questão de apontar Simone, de fato e de direito, como principal responsável pela Administração: “Quem vai mandar é Simone. No que eu puder, com a minha experiência, vou colaborar para que todos possam ter um governo bem-sucedido, de muito sucesso”.

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A prefeita Simone durante encontro com servidores da área da administração