Archive for fevereiro \24\UTC 2017

Os babacas dos “Politicamente Corretos”!

24 de fevereiro de 2017

Alguns blocos estão proibidos de tocar certas marchinhas no Carnaval por causa de questões homofóbicas. Tipo “Olha a cabeleira do Zezé”, “Maria Sapatão”, “O seu cabelo não nega mulata”, “Índio quer apito, se não der pau vai comer”, “Olha o boi da cara preta… Coitado do Valdemar. Tá dando o q falar. Comeu carne de boi e falou fino e deu pra rebolar” etc.

Minha opinião? TNC. Babaquice pura. Mas sertanejo universitário, isto pode. Cansado deste povo do mimimi… Papo furado dos “politicamente corretos”!

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Nada é por acaso!

16 de fevereiro de 2017

Aqui, por estas bandas de Ouro Preto, às vezes vem um banzo de minha terra-natal, mas que passa! Como a saudade de minha gente, das pessoas que amo e me fazem bem. Mas quando optei em morar aqui, neste mágico e belo distrito chamado Lavras Novas, sabia que seria muitas vezes de solidão. No entanto, também tinha a certeza de que não seria em vão, porque Deus traçou novos planos em minha vida, e projetos voltados a este povo que me recebeu tão bem.

E assim, cada dia mais convicto de que será aqui, neste lugar, que minhas mãos e minha mente serão mais úteis e abençoadas. Amém!

Vem aí!

15 de fevereiro de 2017

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Vem aí!

15 de fevereiro de 2017

O Palco da vida é a Tela e que se valha o mundo!… Uma Crônica que escrevi em 2010.

11 de fevereiro de 2017

Acabei de ingerir a minha quinta latinha de Kaiser na noite dessa segunda-feira chuvosa, gostosa, hilária (sem I, ou i). Sem palco, sem plateia e sem aplausos, nem vaia. Só. E vi que meu palco é a tela, cujo cenário se passa sobre os trilhos da Central do Brasil, e não desta Vale imunda, profana.

Vale, que lhe roga a praga do minério, que matas Itabira e Drumond, entre outros cantos. Lembrei-me de nós, de nós anteontem. De nós do amanhã, que revolucionamos as artes nesta terra de francês e luxemburguês. Que enterramos a nossa cultura de desvalidos e colocamos o sonho sobre o “Taberna 33”. De nós, que trouxemos a Monlevade, primeiro no Ginásio do Grêmio e depois no Anfiteatro, o instrumentista Marco Antônio Araújo. Aqui nesta terra de Jean Monlé, revolucionamos, fizemos, aprontamos.

Amávamos Gonzaguinha, Belchior, Fagner, Alceu, Chico, Caetano, Raul. Não fumávamos maconha, apenas o careta. E tomávamos Vodka, pinga com mel e vinho, até doces e paraguaios. Nosso dinheiro não dava pra cerveja, nem nas noites dos tapetes, de Corpus Cristh, quando nos reuníamos no final da noite no “Thomaz Vitaminas” e enchíamos a cara e tocávamos violão. Zema, eu, Toninho, Magela, Zé Willian, Pó, João Bosco, Juju, Tição, Baiano, este que só acabava de tocar seu violão após arrebentar a última corda, dó, si, mi… “Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal e fazer tudo igual. Eu do meu lado aprendendo a ser louco, maluco total, na loucura real. Controlando a minha maluquês, misturada com minha lucidez, vou ficar, ficar com certeza maluco beleza”… E foda-se o mundo real, virtual e o escambal…

Simone, minha musa de muletas que se tornou petista fundamentalista. Mas e daí? Eu amo ela. E foda-se a linguagem, o correto e o oportuno, normal. A nossas aventuras teatrais, de Bertold Brech, eu na pele do juiz. De Magela, “Psicodrama” e “Fatos Fatais”. Levamos grande público por onde encenamos, mas continuamos pobres e miseráveis. Idealistas, anarquistas, graças a Deus! E que venham os coronéis, os “milicos” e os bossais. Fomos e fizemos uma geração nesta terra sem tradição, sem meleca e nem remela, sem arroto e sem peido, chamada Jean Monlevade.

Hoje, ao terminar a minha quinta lata de Kaiser, vi que prefiro um mundo menos sano, insano, perdido, perplexo, normal, incoerente e falso. Menos hipócrita e menos social das mulheres que se fazem de santas para pular os muros, as cercas, os currais. Umas putas da alta sociedade, assim como outros putos alienados, metidos a ricos, cafonas e sacanas. Corja que nem os santos padres abençoam.

Estou na estação de trem, ouvindo o barulho da máquina. “Fiui…fiui…fiui…fiui… lá vai o trem, entre encontros e despedias, diria Milton e Brant. Entre montanhas e vales, entre a hipocrisia e a canalhice. Parei em Monlevade, esta terra que tanto amo e tanto odeio e tanto idolatro. É Jean Monlé, João Romão, meu lugar.

O trem se foi, virou a última curva da derradeira montanha… E viajo entre maioneses e vejo e sinto saudade do meu amigo, polêmico e solidário Guido Valamiel. Cabeças privilegiadas como Luciano Lima, professor Dadinho, Theófilo Domingues, Maroun, Ramos, Leonardo, Alonso Starling, Ramos, Tostão, professora Celeste, Dona Terezinha Mariano, Seu Lelé, Vicente Soares, Wandinho, Gerson Menezes, Padre Hildebrando, Seu Eduardo, Tião de Melo, João Peixe, Paulo Moreira, Bio, Dr. Lúcio, Zé Esteves, Curió, Padrinho Joanico, Seu Totó, Santa Bárbara, Gigante,  Chico Barcelona, João Carlos, Luiz do Cavaco, Zaru, Pereira, Batista do Grêmio, Batista do Social, Pereira, Lucila, Carla, Marilene, Elenice, Marisinha, Tia Nenen, Daida, Padrinho, Zé Cara Santa, Dona Ritinha, Diló, Padrinho Narcísio, Dona Adelina, Dona Joaquinha, Dona Maria Antônia, Seu João, Dona Helena, Maria da Lavagem, Seu Hilário, Seu Redondo, Seu Clemides, Laudelino, Neide Roberto, Tia Nilza, Joel da Páscoa, Seu João Félix, Seu Cardoso, Geraldo Cardoso, Dona Geralda, Zé Rosa, Paulo Silva, Dona Petiche, Maria do Rosário, Tia Lilia, Antônio Leite, Pirraça, Joel, Tobias, Dona Sãozinha, Dona Nini, Maria de Seu Armindo, Seu Armindo, Luizinho Vieira, Duca Noé, Dilcim,… Loucos, normais e santos.

E tudo permanece na incógnita nesta terra de um francês e de um luxemburguês. Na luta de gatos e ratos. Na falta de presenças… De tradição, de arte, cultura, música, do palco, da tela… Tudo mudou e ninguém sabe de nada. O mundo agora é outro. E que se valha o mundo!…

E o Bingo do HM?

9 de fevereiro de 2017

Como anda o caso do Bingo do Hospital Margarida? Hoje mesmo uma pessoa me encaminhou um e-mail solicitando alguma informação. Pelo visto, ninguém ainda recebeu o dinheiro de volta que pagou pelas cartelas. E de quem a responsabilidade? Obviamente de quem idealizou o evento, que foi o HM ao contratar uma empresa para organizá-lo.

Só para se ter um exemplo das várias pessoas que sofreram prejuízos – pelo menos até o momento -, daqui de Lavras Novas, em Ouro Preto, onde resido, saiu um ônibus fretado no dia 13 de novembro, com mais de 30 pessoas, quando a chuva impediu a realização do Bingo. Ou seja, sequer pensaram em um Plano B ainda mais naquela época do ano, quando chove com frequência. E as pessoas daqui gastaram não apenas com as cartelas, mas também com o transporte, alimentação etc. E com certeza outras cidades também usaram do mesmo esquema.

Provedor diz que as pessoas serão ressarcidas

O provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, tão logo teve acesso à minha postagem agora a pouco pelo Facebook, sobre o caso do Bingo idealizado pelo HM, entrou em contato comigo via “In Box” e explicou o assunto. Segundo ele, todas as pessoas que adquiriram as cartelas serão reembolsadas. “Só para esclarecer, abrimos um cadastramento para as pessoas que têm direito ao ressarcimento e já foram inclusive definidas as datas, sendo o documento protocolado junto ao Ministério Público. Algumas pessoas já receberam e outras estão para receber o dinheiro de volta.

Estamos pedindo a todos que compraram as cartelas para se cadastrarem. Basta entrar em contato telefônico com o Hospital”. José Roberto afirmou ainda que a empresa contratada para organizar o Bingo está assumindo todo o ônus, lembrando que o HM  não está tendo qualquer despesas, adiantando, no entanto, que “a responsabilidade é do Hospital e caso eles não cumpram, nós assumimos a responsabilidade.

Finalizando, ele reiterou que a empresa está cumprindo e ressarcindo a todas as pessoas que adquiriram as cartelas”.

Dignidade, já!

8 de fevereiro de 2017

O que está acontecendo em Vitória e nas cidades da Grande Vitória, no Espírito Santo, é só o reflexo de como está o nosso país em termos de estrutura. Tudo causado pelos desgovernos de homens públicos que enfiaram as mãos no dinheiro que seria para ser usado na segurança pública, na educação, na saúde, nos meios de transporte coletivo etc. Nos roubaram, nos deixaram desempregados, tiraram a nossa dignidade, estão destruindo o nosso Brasil. Isto é vergonhoso e asqueroso!

Indignado com esta Violência que vem assombrando Monlevade

7 de fevereiro de 2017

João Monlevade não está numa redoma de vidro e consequentemente sofre também com a violência urbana. Mas mesmo diante do caos que está o nosso país em termos de segurança pública, não poderíamos imaginar que a nossa cidade chegasse a este nível em termos de criminalidade. E as estatísticas estão aí para todos e para isto basta ler os noticiários, ouvir as emissoras de rádio, entrar nas redes sociais, e ver o caos em que vivemos, principalmente no número de homicídios cometidos neste início de ano no município. Recorde negativo! E de quem é a responsabilidade pelo descalabro? Da Polícia? Da Justiça? Do Ministério Público? Dos governantes? Da sociedade?

Bom, não estou aqui com Procuração para defender a instituição chamada Polícia, seja a PM, polícia punitiva; ou a Civil, polícia investigativa. Mas dizer apenas que há lados opostos de interesses distintos, quando na verdade tudo deveria caminhar para um só sentido, que é o de defender as pessoas de bem, trabalhadoras. E punir os criminosos. Mas, infelizmente, os valores andam invertidos. Afinal, como é a relação destas instituições que lutam pelos “Direitos Humanos”, quando se faz um paralelo entre a vítima de um criminoso e a vítima/bandido? Geralmente, defendem mais a vítima da segunda opção. Portanto, há de se alterar os conceitos, a começar pela mudança urgente das leis criminais deste país.

Pois bem, mas hoje o crime parece ter se tornado uma coisa comum. E a crescente onda desta violência urbana está deixando a população monlevadense com medo. O fato chegou a um ponto que os próprios militares temem pela falta de apoio que recebem, não apenas de parte da sociedade, mas também do Ministério Público, e tal ação acaba inibindo a repressão policial. E neste final de semana um policial militar, ao agir em legítima defesa, atirou em um sujeito com antecedentes criminais, e está detido. Mesmo tendo atuado com legítima defesa.

Abaixo, a Carta de desabafo de um policial militar.

Desabafo de um PM em Carta

7 de fevereiro de 2017

Tal fato provocou indignação na Cia. E na tarde de ontem recebi um e-mail de um policial militar, cujo nome será preservado, onde ele faz o seguinte desabafo:

Caro Marcelo, não precisa saber quem sou. Basta saber que sou monlevadense e Policial Militar. E Amo essa cidade. Te escrevo pois conheço seu trabalho há anos e sei que, além de um cara inteligente, é formador de opinião. Vivemos uma Monlevade de tempos difíceis, criminalidade violenta em alta e estamos travados por parte da população, que não valoriza a PM, e pelo Ministério Público, que não nos apoia. Hoje perdi a coragem de ir a uma Pizzaria, a um bar etc, por conta da criminalidade, que está a solta. Tenho medo de sair de casa, acredita, e ainda ando armado. Fico pensando em quem não tem uma arma. Sinto-me impotente e por isso venho fazer este desabafo, pois a PM de Monlevade trabalha muito, mas nosso esforço está sendo em vão. Afinal, prendemos de manhã e à tarde o cara já tá na rua, roubando de novo.

O cidadão que morreu ontem, ao tentar matar o primo de um PM, tem ficha policial extensa; deveria estar preso. Nosso PM, que agiu em legítima defesa; ainda encontra-se preso. Estamos perdidos e não sei aonde vamos parar. Acredito em Deus. É o que me dá força e coragem para sair para trabalhar. Mas acredite, se a sociedade não apoiar mais a PM, e se o MP e o Poder Judiciário não nos darem mais apoio, vamos entrar em colapso. Eu e muitos amigos estamos desmotivados por causa desta inversão de valores, onde os criminosos têm mais credibilidade do que a Polícia. Acredite: nossos melhores policiais estão sendo acusados de tortura, baseado apenas nas palavras de alguns bandidos. Em Monlevade, só reclama da ação da PM os criminosos; a população de bem é tratada com respeito. Acredite, a PM está por um fio, estamos no limite. Já não temos muita motivação para trabalhar”.

Quem tem amigo, não morre…

4 de fevereiro de 2017

Hoje amanheci sentindo a necessidade de escrever uma crônica. Dessas bem criativas e que prendam o leitor. Do cotidiano e que pode apanhar de surpresa qualquer cidadão, como em casos em que aparece uma baita dor de barriga no centro de alguma cidade e você ali, suando frio, sem ter a ideia de como se safar daquela situação. Aí se lembra daquela loja em que você é cliente e quase amigo do proprietário e também dos funcionários. E, pelo menos com o endereço certo, sai em busca de socorro sanitário, andando ligeiro até chegar ao local. Entra assustado no estabelecimento e encara a funcionária, uma bonita mulher. E agora? A vergonha é inusitada, mas a vontade é maior, e aí você diz: – Olá fulana. Posso usar o banheiro”? – “Claro. Vá direto”. Nem deu tempo de dizer “com licença”…

Ufa! Que alívio! Nunca um vaso foi tão importante em sua vida, no momento do descarrego. Intestino aliviado, o suor controlado e a paz interior retorna. Sai, diz “muito obrigado”. Mas não tem como fazer uma piada antes de deixar o lugar. O funcionário, tremendo gozador, diz com um largo sorriso na cara: – “Você deve ter passado muito aperto hein meu amigo. Devia estar tudo remexendo aí dentro. Que sufoco”! E a funcionária, sem perder a oportunidade, e também sorrindo: -“Já imaginou se eu falasse que o banheiro estava em obras (rs)”!

Nessas horas que você entende aquela frase: “quem tem amigo não morre cagão”. Hehe…