Archive for julho \26\UTC 2017

Nossa história foi mais bonita do que a de Robinson Crusoé!

26 de julho de 2017

Hoje meio amanheci de banzo, com saudade de minha infância/adolescência, vivida em minha terra-natal. Das peladas no “Campin Pereira”, dos torneios no Social Clube, das missas e paqueras infantis no Palanque da Vila Tanque, Do guarda-pó verde que usávamos nas aulas práticas no Polivalente e das brincadeiras no quintal da casa de Seu Armindo, virando o quarteirão entre a 25 e a Contorno. Dos piques de esconder, dos jogos de queimada, de apagar os relógios das casas e bater o portão, e depois sair correndo. De jogar bombinha na casa do saudoso “Chico Preto” e sair gritando “Chico Preto, pega ladrão”!

Saudade de jogar bolinha de gude, soltar papagaio na manivela, jogar finca, passa-anel e ganhar um beijo da menina por quem estávamos apaixonados. Das calças curtas e das merendas que levávamos para o Eugênia Scharlé durante o Grupo Escolar. De andar de bicicleta e de carrinhos de rolimã, descendo em disparada pela Avenida Aeroporto. De tirar dinheiro de nossos pais e ir comer coxinha e beber guaraná no Bar Alvorada. De ficar espiando os jogadores de sinuca no Bar do Alonso e jogar bola debaixo da chuva.

Saudade do tempo que não volta, mas que fez parte de nossa bela história, mais bonita que a história de Robinson Crusoé!

Saudoso “Bar do Alonso”, ali na Vila Tanque

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Os Canalhas permanecem no poder!

25 de julho de 2017

Bom dia! Mas, já de manhã uma reportagem que foi ao ar hoje no “Bom Dia Brasil” nos deixa chocados, indignados e revoltados. Famílias inteiras de pais e mães desempregados, na mais triste situação de miséria. Volta a fome com crianças sofrendo na pele a falta de comida. Isto neste rico país chamado Brasil, mas que faz o seu povo cada vez mais pobre, em razão dos bandidos que comandam esta Nação e que roubaram o dinheiro que iria para a educação, a saúde, a segurança pública, o transporte coletivo, a infra-estrutura, para a merenda escolar etc. Ladrões, corruptos, que continuam no poder, cada dia mais sugando o suor de cada um de nós, e chupando de nosso sangue.

E continuamos a votar nos bandidos, neste canalhas!

Vá em Paz, Padre Ilídio!

18 de julho de 2017

A Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano, na pessoa de seu Bispo Diocesano, Dom Marco Aurélio Gubiotti, se solidariza com familiares e amigos do Pe Ilídio Hemetrio Quintão (foto), que faleceu nesta manhã de terça-feira, 18 de julho, aos 96 anos, no Hospital Nossa Senhora das Dores, em Itabira, onde estava internado há alguns dias.

Pe Ilídio Hemetrio Quintão nasceu aos 10 de agosto de 1920, foi ordenado presbítero no dia 08 de dezembro de 1945, dia da Imaculada Conceição. Era
Pároco Emérito da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, Itabira, onde trabalhou por muitos anos. 9

Ele foi um grande sacerdote, pastor, profeta e missionário, e atuou por vários anos em João Monlevade, onde foi Capelão por anos na Capela do Hospital Margarida.

Elevemos nossas preces a Deus para que Ele conforte o coração dos seus familiares, amigos e de todo o clero. Que em sua infinita bondade e misericórdia o Senhor o acolha em seus braços
e lhe dê a recompensa pelo ministério que ele viveu em favor do povo de Deus.

Em breve, informações sobre o velório e sepultamento.

Pe Ueliton Neves da Silva
Assessor Diocesano de Comunicação

O Brazil da Vergonha ou da falta dela!

14 de julho de 2017

Mais um ato de indignação. Ver o presidente Michel Temer gastar milhões do dinheiro público para comprar votos na CCJ, e se se manter no poder. O que se viu ontem foi um circo cujos protagonistas foram deputados corruptos, sem qualquer compromisso com o povo brasileiro e com a Nação. Asco destes políticos. Cada dia mais enojado deste Congresso Nacional cuja cara é da falta de vergonha. Lixo parido nas coxas, enquanto nós, trabalhadores, continuamos à mercê de bandidos de todos os lados. De canalhas travestidos de gente. De todos os lados, de todos os partidos, da situação e da oposição, tudo lixo.

5 de Julho!

5 de julho de 2017

Era uma sexta-feira. Pouco menos gelada do que esta quarta-feira, mas também bem fria. Dia 5 de julho de 2013. Exatamente o dia em que eu resolvi deixar minha terra-natal e passar uma pequena temporada fora dela. Para meus filhos, Ícaro e Arthur, uma grande surpresa. – “Pai deixando João Monlevade. Um lugar que ele tanto ama”! Disseram. E também minha esposa, Carla, não entendeu muito bem aquela minha atitude um tanto radical. Mas respeitou. E também seria por pouco tempo, 4 ou 5 meses no máximo. Apenas o tempo para terminar de escrever minha história, o Livro “A Saga: Memórias de um Jornalista do Interior”, quando fazia um relato de meus 30 anos atuando como jornalista e a história da imprensa em João Monlevade durante essas três décadas. Assim que estivesse no forno, eu regressaria à minha terra-natal. Consegui alugar uma casa de “Porteira Fechada”, trazendo apenas alguns móveis – como o meu Escritório – meu PC, meu 3 X 1 para tocar meus vinis e minha TV. E cá cheguei, cuja mudança veio sobre uma “Carretinha” puxada pela camionete do meu amigo e ex-concunhado Adelmo Padilha, direto do Bairro Belmonte, em Monlevade, para Lavras Novas, distrito de Ouro Preto. Cheguei no início da tarde daquele sexta-feira, 5 de julho de 2013!

E, mesmo com meu jeito despojado e extrovertido, confesso que não foi fácil deparar com todas aquelas pessoas desconhecidas e um lugar estranho. Conhecia Lavras Novas como turista, desde 2003. Mas para morar, mesmo que fosse por pouco tempo, já era uma grande distância. À noite o frio veio pra valer. Pegou mesmo! Mas resolvi dar uma saída e tomar uma no “Bar do Claudinho”, a quem conhecia o ponto e seu dono. Cara simpático, sempre sorridente. E ponto dos nativos. Ainda meio acanhado, em uma mesa do canto, apenas observando a tudo e a todos. Chegando em casa foi duro ter de encarar um banho. Lembro-me que batia o queixo sob as cobertas naquela cama estranha e onde eu passaria minha primeira noite. Só e solitário. Sozinho e em meio à dúvida, à incerteza se tinha tomando a decisão acertada. Longe de minha casa, de meu solo, de minha amada, de meus filhos, de minha família e dos meus amigos. Longe do meu Habitat. Adormeci e acordei no sábado. E porque aquele dia era sábado, uma vida nova à frente. Vamos encará-la!

Teclado às mãos e monitor à frente. Vamos trabalhar porque o Livro tinha de sair. E ali começava a terminar a minha Saga, o meu Projeto Literário. Mas a minha vida em Lavras Novas estaria só começando. Vim para ficar 4 ou 5 meses. Mas, numa manhã de outro sábado, desço uma rua e paro em uma bica, de água nascente de mina. Conhecida como “Fonte Grande”. E ali bebi daquela água cristalina, pura e fria. Horas depois dou uma parada em frente à casa do Sr. Antônio Marins, popular “Chicletes”, sanfoneiro do lugar. Nas manhãs de sábado e domingo ele costuma se assentar em sua Varanda e, de posse da sanfona, tocar maravilhas com seu instrumento. E ali parei e tiramos um dedo de prosa. Quando disse que havia bebido da água daquela mina, ele retrucou: – “Marcelo, quem bebe da água da Fonte Grande não sai mais de Lavras Novas. Viu”? E abriu aquele sorriso, como quem dizia: – vai ficar por aqui agora (rs). E parece não ter dado outra. Hoje, 4 anos de Lavras Novas.

E aqui estou, mesmo que a solidão às vezes bata e me machuque e a saudade corte como aço de “navaia”, feliz. Mesmo porque me renovei neste lugar de pouco mais de 1.300 habitantes e que se enche de turistas nos finais de semana. De uma cultura rica e de um povo ímpar. Simples, mas sábio. E aqui me encontrei promovendo eventos, fazendo o que sempre gostei, de agregar pessoas e juntar as diversas culturas. Fazer arte pela Gastronomia, pela Música, pela manutenção das raízes. Saí de meu Habitat para aprender novos movimentos, conhecer novas pessoas, fazer novos amigos e me encontrar mais em Deus, no Criador. Sai de João Monlevade porque era meu destino; tinha de acontecer para subir mais montanhas e conhecer mais as Geraes. Para continuar sendo este eterno aprendiz! Amém!

No mais, como diz aquela Música do Milton e do Brant, “Encontros e Despedidas”, sou um privilegiado. Afinal, “me dê um abraço, venha me apertar. Tô chegando. Coisa que gosto é poder partir sem ter planos; melhor ainda é poder voltar quando eu quero”…

 

A Pedra na entrada da Serrinha: Um símbolo para quem chega ou sai de Lavras Novas (Foto: Marcelo Melo, exposta durante a “I Exposição de Fotografias que o distrito já teve, realizada em dezembro de 2014))

Brazil das Impurezas!

1 de julho de 2017

Brazil das impurezas. Enquanto mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados procuram o sustento, bandidos como Temer continua presidente da República Federativa do Brasil, Aécio Neves retorna ao Senado e Lula continua fora da prisão. Que zona é esta, senhores juízes do Supremo Tribunal Federal? Bando de cagões!