Aqui se foi um grande Amigo! “Louiz do Cavaco”

Hoje deu saudade deste velho amigo. Do único Louiz que conheci. Do Louiz Bonifácio de Oliveira, o “Luiz do Cavaco”, que na foto abaixo aparece com a nossa diretora do Polivalente, Thaís Silva e da bibliotecária Lídia Helena, recebendo um livro. Ali vários colegas da Escola Polivalente de João Monlevade, que festejavam o término de uma gincana estudantil e da qual saiu vencedora a “Equipe Pantera”. Outras duas equipes que participaram foram a “Patota” e a “Equipe do Barulho”. Foi o único momento que fiquei de fora durante os 3 anos que estudei naquele mágico estabelecimento de ensino. Havia entrado em uma “greve de fome”, literalmente falando. 3 meses a água, leite e laranja. Coisas de um rebelde sem causa. Foi um período meio doido em minha vida e lamento pelos meus meus pais, que tiveram de aguentar uma barra. Tinha 13 anos de idade. Mas sobrevivi, graças a Deus e aos meus pais.

Mas, voltando a falar do amigo Louiz, que faleceu no dia 1º de agosto de 1993, naquele fatídico acidente na BR-381 (na época conhecida como BR-262), em uma curva próximo “Cascata Lanches”. Ele ia em um ônibus da Gontijo, de Monlevade para BH. Havia embarcado no Posto Cinco Estrelas, por volta de 22 horas. Domingo, final de férias e o ônibus com passageiros em pé. Menos de 10 Kms depois o acidente, após o motorista cair com o veículo na canaleta. Mais de 20 vítimas fatais. Um dia para ser esquecido diante da tragédia.

E lá estava o meu amigo. E eu, como repórter policial naquela época, recebi a notícia em 1ª mão, dentro da Delegacia. Foi-se prematuramente. E todos nós, seus amigos Polivalentes, seus amigos do samba, seus amigos dos tempos de República, onde convivemos por alguns anos ali na Gameleira e Nova Suiça, nas famosas “Bitacas” – apelido que dávamos na época às repúblicas de estudantes -, sentimos muito a sua partida. Um cara do bem, sempre sorrindo. Tocando seu cavaquinho, fomos parceiros em alguns festivais de canção. Fiz algumas letras para ele musicar. “José, José, carpinta pedra, cana corta sua sede, cerca atalha o seu caminho. Não, não está sozinho”… Lembra desta “Negão”? Bateu Sodade forte agora!

Mas a vida é isto aí. Cada um vai no seu tempo. Deus quem comanda a Nau. E um dia, quem sabe, não voltamos a nos encontrar!

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