Archive for the ‘Uncategorized’ Category

A patética transmissão global no carnaval carioca

13 de fevereiro de 2018

A Globo vai dando fim aos especialistas e colocando nos seus lugares os “bonitinhos” globais! Acompanho o desfile das Escolas de Samba do Carnaval carioca já faz alguns anos. E posso dizer com propriedade que nada melhor dos tempos em que nas transmissões ficavam nos estúdios pessoas que realmente entendiam de carnaval, entendiam de samba, entendiam de enredo, entendiam de bateria, de harmonia, e podiam passar a nós, telespectadores, leigos, a história de cada escola, dos barracões, das origens, dos compositores, dos intérpretes etc. Lembro-me de comentaristas ilustres, como Paulinho da Viola, Lecy Brandão, Haroldo Barbosa, Hermínio Bello de Carvalho e outros, que formavam uma equipe seleta para comentar o desfile carioca no estúdio da Globo. Valia a pena ouvir o debate entre eles e aprender.

Hoje, quanto amadorismo e inoperância dos apresentadores Fátima Bernardes e Alex Escobar. Durante as duas noites/madrugadas de transmissão dos desfiles, uma narrativa patética. Ambos leram um pouco da história de cada escola, promoveram o sistema da decoreba e passaram para nós, telespectadores, como robôs. Sem qualquer contextualização entre um tema e outro, mostraram desconhecer a história das escolas, do preparo dos carros alegóricos e deixaram buracos enormes entre um comentário e outro. O comentarista Nelson Cunha foi o que salvou no “Camarote” da Globo, com sua irreverência e realmente tem conhecimento da história, sem a prática da decoreba. Este e o “Pretinho”, que tem histórico de Bateria e Evolução, foram a parte lúcida na transmissão da “Vênus Platinada” no desfile do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.

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Meu Repúdio a esta Diretoria do Galo!

11 de fevereiro de 2018

Aproveitando o Domingo de Carnaval, venho por meio desta declarar meu voto de repúdio a esta recém-empossada diretoria do meu Glorioso Clube Atlético Mineiro, cujo presidente, Sérgio Seis mais 1 Câmara, é um segundo Nepomuceno, pois já começou falando besteira ao dizer que não é seu “forte” falar sobre futebol. Ora bolas, por que o senhor Alexandre Kalil colocou então este cara para presidir nosso Galo? E, não só por mais um vexame cometido na tarde de ontem , quando perdeu em casa para a fraquíssima equipe da Caldense, mas também pela mentirada que o diretor de futebol, Alexandre Gallo, vem “vomitando” à imprensa Primeiro, que anunciaria uma novidade, ou seja, um camisa 10, até a última sexta-feira. Nada aconteceu. E depois que havia entrado em contato com o técnico Cuca. Foi desmentido pelo próprio Cuca. Outra mentira. Um cara incompetente que pode também sumir desta diretoria.

Portanto, começamos mal o ano e vem o Mané do presidente prometer que “vamos lutar pelo bicampeonato mineiro”. Desculpe a indelicadeza, mas bi do Mineiro o senhor pode enfiar aonde quiser. Eu, como atleticano, não quero mais merreca. Quero uma Copa do Brasil e principalmente o Brasileiro. Isto que eu quero.

D. Irene, vá em Paz!

5 de fevereiro de 2018

Hoje a manhã amanheceu não apenas chuvosa, mas cinzenta, triste, melancólica. E diante dessa notícia, muita sofreguidão. A nossa Esquina não será mais a mesma… E as marchinhas carnavalescas, que a senhora tanto gostava, serão ouvidas em outras vidas!

Algumas pessoas passam em nossas vidas como meteoros; outras ficam. Mesmo distantes, mesmo que nos encontremos vez ou outra. Eu sou privilegiado em conviver com amigos com quem temos este lado em comum.

Pois bem, mas hoje perdemos uma grande senhora, uma ilustre educadora, esposa e mãe de família exemplar, uma pessoa ímpar em todos os adjetivos. Uma digníssima Mulher, pessoa do bem! Dona Irene Caldeira, esposa do ilustre Senhor Ildeu Caldeira. Aos 86 anos de vida, após passar por uma cirurgia de fêmur, no Hospital Life Center, em Belo Horizonte, no último sábado. Faleceu na madrugada desta segunda-feira. Deixa os filhos Vilma, Gerson, Hilton, Adilson, Élcio e Lílian. E vários netos. Uma família maravilhosa e com quem convivo há anos, desde a infância, vizinhos na velha Vila Tanque, na histórica “Esquina 22”!

O casal Seu Ildeu e D. Irene sempre foi referência para mim. Do tipo “goiabada cascão em caixa”, coisa fina, rara de se encontrar. Adorava vez ou outra visitá-los ali na Esquina da Contorno com a 22. Assentava-me ao sofá e eles, anfitriões que nos deixavam à vontade. Sorridentes, bons de prosa e sempre aquela latinha de cerveja. Sempre com muitas histórias antigas e novas para contar. E o tempo perto deles passava rápido justamente porque era muito bom ouvi-los. Sábios por excelência! D. Irene foi uma das pioneiras na área educacional em João Monlevade. Professora de 1ª linha. E dizem seus ex-alunos que muito brava. Ela nos deixa, mas sua obra fica imortalizada. E a saudade!

E disto tudo, sou testemunho do valor em vida que seus filhos, netos, sempre deram aos Patriarcas. Sempre presentes, amorosos e carinhos com seus pais. Uma família muito unida. Bonita de se ver. Mas Seu Ildeu e agora a saudosa D. Irene também são os Patriarcas da “Esquina 22”, cujo título e homenagem se deram durante a II Edição do “Natal da Esquina 22”, realizado em 24 de dezembro de 2016.

Vá em Paz, D. irene. E estará em um ótimo lugar, ao lado do Pai! Deus conforte Seu Ildeu, os filhos, a família, os familiares e amigos!

A já saudosa D. Irene ao lado do esposo Seu Ildeu Caldeira

Durante o Encontro do “Natal da Esquina 22”, em dezembro de 2016, quando o casal foi homenageado com o título de “Patriarcas da Esquina”

Meu testemunho de uma “Sexta-Feira Escoteira”!

2 de fevereiro de 2018

Gentileza é o que mais faz falta no mundo atual. E na manhã desta sexta-feira posso dizer que tive o privilégio de ter passado alguns minutos com pessoas gentis. Primeiramente, na Secretaria Municipal de Saúde, quando fui fazer uma visita profissional à minha amiga Lélia Carvalho Lage e lá pude encontrar ainda outros dois amigos: Lourival ferreira (Bôca) e Alesandre Bastieri, pessoas de fino trato. Pouco tempo de prosa, mas o suficiente para sair dali renovado pelo bom astral daquelas pessoas e o tratamento recebido.

Dali fui ao Hiper comprar um pão para preparar o café da manhã aqui em meu Ap. E, já a caminho da Ilha da Padaria, deparo com um senhor de meia idade, beirando talvez seus 70 anos, e funcionário do Hiper. Infelizmente não deu para reparar seu nome no crachá. Mas sempre o vejo quando vou ali para comprar alguma coisa e ele sempre de cara boa, sorridente, cumprimentando as pessoas. E num instante, ao se aproximar, estendeu-me as mãos e, com um sorriso espontâneo no rosto, foi logo dizendo: – “Tenha um bom dia. De muita saúde e paz. Que Deus lhe acompanhe”! Disse “Amém”. E ele repetiu e foi caminhando para continuar a sua labuta.

Pois é, mas um gesto tão simples e tão nobre! E que nos deixa com o coração cheio de vida e a alma sensível. Dando-nos mais força para viver! Amém!

Gruta da Igreja São José será revitalizada

2 de fevereiro de 2018

Por determinação da prefeita Simone Carvalho Moreira (PSDB), representantes de uma comissão da Prefeitura de João Monlevade reuniram-se nesta semana com membros da comissão São José Operário, próximo à Gruta da Igreja, no Centro Industrial, objetivando realizar melhorias no local.

Segundo os membros da comissão, a Gruta e o espaço da praça serão revitalizados com limpeza, pintura do adro externo e grades e poda de árvores, entre outros. Os trabalhos serão iniciados no próximo dia 8, graças a parcerias que estão sendo firmadas entre a Prefeitura, iniciativa privada e membros da Comunidade local.

Neste ano, a Igreja São José Operário, que é símbolo de João Monlevade, completa 70 anos de existência.

 

 Os membros das comissões da Prefeitura e da comunidade local reuniram-se próximo à gruta da praça da igreja São José 

Memórias passadas na casa da Rua General Sampaio, 70!

1 de fevereiro de 2018

O poeta Vinícius de Morais escreveu, no ano de 1959, a letra da canção “Rua Nascimento e Silva, 107”, em alusão à casa onde morou Tom Jobim, em Ipanema, no Rio de Janeiro. E, em 2008, eu me atrevi a escrever sobre a “Rua general Sampaio, 70”, localizada no Bairro Explanada, em BH, onde moravam meu avós maternos José Batista de Oliveira (popular “Zé Cara Santa”) e Rita Batista de Oliveira (Dona Ritinha), casa onde, durante minha infância e adolescência, passava grande parte de minhas férias escolares.

Tratava-se de um lote com três moradias. Na casa principal, moravam meus avós e um filho de criação e sobrinho deles, meu primo Haroldo. Na parte de cima meu tio Paulo Batista de Oliveira (Paulo “Fafá”), minha tia Valdete (Tia Nenen) e seus filhos e também meus primos Paulo Roberto, Carlos, Edmilson (Dil) e Luiz Cláudio (Zé Véio). No barracão do fundo morava meu Tio “Dedé”, solteirão convicto e o mais apaixonado atleticano que já conheci. Era motorista da linha que fazia o Horto a General Carneiro e, nas horas vagas, criava passarinhos. Seu eterno amor: a costureira Jandira, que tinha uma sala de costura em uma sala da famosa Galeria Ourivio.

Pois é, mas como diria o poeta Vinícius de Morais, “a vida é curta e o tempo não pára de passar”. Assim, as pessoas também passam e dessa maravilhosa família, Deus já chamou os meus avós, os primos Dil e Carlos, e os tios Paulo e Dedé. E deixou a saudade e o prazer em poder compartilhar das ótimas lembranças pelo tempo que tanto curtimos. Pelas gargalhadas, pelas brigas de criança, pelos piques pela Rua General Sampaio, pelas pipas que soltávamos sobre a laje e sobre as partidas de jogo de botão. Organizávamos campeonatos durante as férias. Hoje, nem mais se fala em jogo de botão. As peladas no campo que beirava a linha, em Santa Tereza e os domingos fantásticos quando íamos ao campo do Ferroviário assistir a uma partida do futebol chamado de Várzea. Ah, mas havia também a parte reservada à religiosidade, antes do campo do “Ferrin” (assim era chamado): as missas na Igreja do vizinho Bairro Pompéia, celebrada por padres Capuchinhos. À época trajavam as tradicionais batinas e a Ordem determinava que todos tinham de ser barbudos. Uma missão bonita e que, infelizmente, anda meio sumida, pelo menos por nossas bandas. Eu, particularmente, gostava das celebrações do Capuchinhos.

Pois bem, mas foi também naqueles tempos que passava minhas férias na General Sampaio, que tomei o meu primeiro porre. Foi tomando uma tal de Cidra Cereser e tirando gosto com rodelas de salame. Aliás, era uma bebida da moda, sei lá. Como foi a Cuba-Libre um dia! Foi num 31 de dezembro de qualquer ano daqueles. Só sei que perdi a festa da Virada!

Abaixo, comemorando os 90 anos do meu avô

Meu avô “Cara Santa” e o bife de minha avó

1 de fevereiro de 2018

Quanta saudade de tempos que me completam. Daqueles anos passados vividos com tanta intensidade. Desde a saída de Monlevade, ali na encruzilhada do bairro Vila Tanque, aguardando o ônibus da Viação Monlevade, que fazia a linha até a capital, até a chegada à Rodoviária de BH. Na noite que antecedia a viagem era difícil de dormir tamanha a ansiedade. E o tempo levou aquilo tudo! Faz parte.

Afinal, sempre era um prazer passar ali quase trinta dias, dividindo os almoços: um prato na casa de Dindinha (como chamava a minha avó) e outro na casa de Tia Nenen. E bife como o que fazia a minha avó ainda está para nascer! Podia ser carne de terceira, de quinta, mas o bife de boi que ela fazia, temperado com pimenta-do-reino, era único. De lá para cá, sempre procurei um igual, mas nada parecido. E a qualquer hora do dia que se chegava lá, o fogão estava aberto. Sobre as quatro trempes as panelas sempre cheias. Arroz, feijão, algum legume e a carne. Era capital, fogão a gás, mas parecia roça e fogão a lenha. Da janela da cozinha, assim que pegava a bóia, um cigarrinho para pitar e um copo de cerveja. Mania dela, que só bebia depois do almoço. Antes, apenas uma pequena cachacinha.

E meu avô, sempre sorridente, alto astral. Para ele, a vida era bem leve, sem nenhum mistério. Uma pessoa ímpar, espirituosa como nunca vi igual. Nos natais, quando passávamos ali com toda a família, não tinha foguete. Padrinho tinha uma espingarda e mandava tiro para o alto. Era um companheiro que qualquer mulher gostaria de ter. Aposentado, ajudava nos afazeres domésticos e lavar prato era a sua maior especialidade. Sempre gostou também de um aperitivo antes da comida. Atleticano apaixonado e também torcia pelo time do Ferroviário, ali do Horto. Seus passa-tempos prediletos eram jogar truco e dama. Exímio jogador nas cartas e no tabuleiro. Difícil ganhar dele. Ah, mas havia a hora mais sagrada do dia, após ouvir a Ave-Maria pela Rádio Aparecida. A reza era também sagrada, obviamente, mas um outro ritual era ainda mais sublime. De posse de dois radinhos ligados, ouvia as emissoras de rádio da época: Itatiaia, Guarani, Inconfidência e Tupi do Rio, para saber das notícias do futebol e, obviamente, sua maior paixão, o Galo Carijó das Gerais. E foi assim durante toda a sua vida, mesmo após a morte da grande companheira.

“Zé Cara Santa” era maquinista da Central do Brasil. Trabalhou em Rio Piracicaba, Nova Era e veio se aposentar nas Estação do Horto, em Belo Horizonte. Mas sua paixão era a cidade de Cordisburgo, terra de Guimarães Rosa, onde nasceram minha avó Ritinha, minha mãe Geralda e alguns dos meus tios. Outros teriam nascido ali pertinho, em Curvelo, como tio Luiz, também já em outra esfera. Um lugar conhecido como o cerrado mineiro, terra do Pequi e da Gruta de Maquiné. De Juca Bananeira e do meu primeiro amor, platônico, que se chamou saudade. Meu avô alugava um barraco nas férias escolares e sempre levava os netos para lá. Uma vez alugou uma enorme garagem, de dois cômodos e mais o banheiro. Os dois, eu e meus quatro primos. Cordisburgo passou também a fazer parte de minha história.

Uma pose especial dos meus avós com minha irmã mais velha e uma tia e meu caçula ao colo

 

 

Santa Tereza e o “Santo” Pão de Seu “João Manquinho”

1 de fevereiro de 2018

Mas, entre as casas e a rua, também um casal de aposentados, gente difícil de se encontrar nos dias de hoje, como “goiabada cascão em caixa”, era o velho Seu Juquita e a esposa Dona Percília, que moravam em frente. Ela, com seus cabelos branquinhos como neve, e ela com seus óculos, sua principal marca. Como criança, tinha uma admiração especial por eles. Pareciam que eram “ricos”, pois moravam em uma casa muito grande. Criança é bicho bobo (rs). Mas ambos impressionavam pela simplicidade e principalmente pela sabedoria. Amigos mais chegados dos meus avós. Além deles, meu tinham outros grandes parceiros, que eram Seu Afonso, Joãozinho (filho de criação de Seu Juquita e Dona Percília) e Seu Gentil. Gente simples,  mas cultos e muito religiosos. Sempre assentados na calçada, nos finais de tarde, para ouvir a Ave-Maria e depois jogar conversa fora. Como escreve Vinícius, “é gente simples com cadeiras na calçada e na faixada escrito em cima que é um lar”.

Ah, e o bairro Santa Tereza, quantas boas lembranças”! Saíamos do Explanada, atravessávamos a rua Antônio Olinto (ali havia o bar do Dacil), depois uma ponte estreita – no meio de uma favela – e a linha de trem. Chegávamos à rua Periti. Ali estava a nossa “tribo”. A turma de Santa Tereza e eu, como capiau da roça, no meio deles. Não me esqueço dos irmãos Celinho e Marquinhos, o Márcio, o Cássio, Celso “Dentuço”, Mário, o Jorge (do Bloco “Satã e seus Asseclas”). Das meninas Kátia, Márcia, Conceição, Heloísa (minha paixão platônica), Maria… Ah, e também da Rua Caetano Furquim e da Padaria de seu “João Manquinho”. Isto já do outro lado, entre o Explanada e o Bairro São Geraldo. Era um senhor baixo com um defeito físico em uma das pernas e o apelido “Manquinho”. Que não o incomodava. Lá trabalhavam com ele seus dois filhos. E aquela bisnaga (pão de 500 gramas) – que só existia na capital – era como saborear o manjar dos deuses! Não havia pão igual ao da Padaria de seu “João Manquinho”. Fazíamos festa quando íamos ali buscar a bisnaga, enrolado apenas no meio em um pedaço de papel de pão. Papel de pão, quanta redundância! E seu João “Manquinho” sempre sorridente. Mas tinha seu destempero, meio ranzinza às vezes, pois ficava bravo quando pedíamos bala. Mas sempre preocupado, dava o recado quando íamos de volta para casa: – “Não percam o troco”, recomendava.

Mas, nada como retornar à Rua General Sampaio, 70, no Explanada. Passar na esquina e ver o bar do Alôcha e encontrar com o Afonsinho. Bom de briga, mais velho, forte como um touro, sempre defendia os meninos mais novos. O Ronaldo, que se foi prematuramente em um trágico acidente, assim como o Tuca, falecido recentemente. Vendia camisas dos times de futebol na porta do Mineirão. O Toninho, porra-louca até hoje. Havia ainda o Bôca, Bagre, Prego, Edmar, Djalma, Djair, o Geraldinho e seu irmão Rômulo, a família de Dona Geni e a casa sempre cheia dos catarrentos. Quanta saudade da General Sampaio, das pessoas comuns, mas interessantes, que ali moravam, e que marcaram minha infância e adolescência, do clima interiorano mesmo em um grande centro urbano.

 

Pobres, negros e uma pequena favela. Acabou-se a Antônio Olinto, desaparecida com o progresso e ali se transformou na extensão da avenida dos Andradas, em frente ao presídio de mulheres do Horto. Mas a Rua General Sampaio resistiu a tudo, foi valente, e permanece com seus poucos metros de extensão e ocupando apenas uma quadra. Absoluta e ainda com alguns antigos moradores e eu cheio de lembranças. Mas feliz, pelas histórias deixadas e contadas pelos meus avós “Zé Cara Santa” e “Dona Ritinha”, e pelo prazer de meus dois filhos Ícaro e Arthur tê-los conhecidos. Isto é a História que continua fazendo a História! Amém!

Aqui meu avô com netos e bisnetos

Com a palavra, a Cemig!

31 de janeiro de 2018

A energia voltou em João Monlevade por volta de 5 horas da manhã. Ou seja, foram quase 12 horas de blecaute e não apenas em Monlevade, mas praticamente em toda a região e em várias partes do estado de Minas Gerais. E eu pergunto. A Cemig já deu a devida satisfação aos seus clientes sobre o motivo do apagão? Sobre o que ocorre?

Estamos aguardando uma explicação por parte de sua direção, através da Assessoria de Comunicação, por este absurdo que já está se tornando comum em Minas Gerais.

“Samba, agoniza, mas não morre”!… (Nelson Sargento)

26 de janeiro de 2018

O “Bom Dia Brasil” trouxe em sua matéria final de hoje uma reportagem sobre “Roda de Samba”. E, apesar de ser suspeita número 1 quando o tema é samba, foi simplesmente divino e maravilhoso. De cara uma entrevista onde tudo começou, ou seja, onde nasceram as rodas de samba no Brasil, quiçá no Rio de Janeiro, na verdadeira nascente do samba, o “Cacique de Ramos”. Afinal, por ali passaram Bete Carvalho, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Sombrinha, Jorge Aragão, Almir Guineto e tantas outras feras. E, durante a entrevista, a turma do Grupo “Fundo de Quintal”: Bira Presidente, Sereno e ainda o maestro Rildo Hora e outros, explicando a origem da roda, que começou com o banjo, o tantan e a caixa de repique. E foi ganhando novos aliados do batuque e das cordas. Aliás, foi muito bem lembrado que foi o mestre e saudoso Almir Guineto quem adaptou o banjo ao samba de roda.

Logo depois uma mostra do que é o Projeto “Samba do Trabalhador”, nascido no Rio de Janeiro e espalhou por várias capitais do país. Já tive o prazer de ir em BH com os amigos Zé Afonso e Paulinho do Cavaco. Trata-se de um projeto de divulgar a Roda de Samba em algum bar e ocorre às segundas-feiras. Por isto a ironia do nome, “Samba do Trabalhador”, onde todos podem entrar e apresentar algum samba. Em Belo Horizonte era realizado em um barzinho na Contorno, na Floresta. E, fechando a matéria, uma roda na casa de Zeca Pagodinho, com a presença de alguns amigos. O “Bom Dia Brasil” fechou com chave de ouro esta sexta-feira, com toda cerveja, mostrando o que é a “Roda de Samba”, a melhor invenção depois da roda.

Nas fotos abaixo, uma Roda de Samba no quintal de casa. É como uma reza, feita por amor.