Para Seu Zé e Dona Naná!

21 de agosto de 2017

Resolvi fazer uma crônica. Um texto. Não poderia passar batido sem fazer uma homenagem, mesmo que póstuma, ao já saudoso Sr. José Úrsula Gomes, ou simplesmente “Seu Zé”. Ou “Zé Úrsula”!

Caramba, mas esta pessoa, juntamente com sua esposa, Dona Naná, da “Casa São José Modas”, era muito especial e o casal tinha um carinho tão especial para comigo, que parecia gente da família. E era, de uma forma ou de outra. Desde os tempos do meu 1º casamento, com Marilene, no convívio e um tratamento tão amoroso com os nossos filhos Ícaro e Arthur, dos tempos que frequentávamos a Pastoral Familiar, e depois deu continuidade após meu casamento com Carla, com quem Dona Naná e Seu Zé sempre tiveram um enorme vínculo, ligados à Igreja e à Pastoral. Uma amizade que já era antiga!

Pois bem, e desde sua enfermidade, as orações pela saúde deste grande homem, esposo e pai exemplar, amigo, foram intensas. Mas Deus preferiu assim, e tinha de ser em um domingo, um dia especial, quando se encerrava a Semana da Família, para uma pessoa que viveu em função de sua Família e trabalhou durante anos junto à inseparável esposa e companheira, Dona Naná, por tantas outras famílias. Seu Zé Úrsula, com certeza, terá um lugar cativo bem pertinho do Pai.

Muitas Histórias

Pois é, mas vivemos muitas boas histórias com seu Zé e Dona Naná, e sua família. Durante os encontros de Revisão Matrimonial, quando trabalhamos juntos. Nas viagens ao retiros espirituais em Igarapé, junto aos membros da Pastoral Familiar, quando eu, Letinho, o saudoso Xandico, Kubu, Valseque, Rubinho Leitão e outros deixávamos o casal em alerta contra as Vodkas que levávamos para tomar às escondidas, durante o Retiro (rs). Ele, mais manso, tentando amenizar o problema, e Dona Naná, mais severa, puxando nossas orelhas. Tentando nos proteger do Padre Helder, que era o nosso líder espiritual naqueles momentos tão abençoados.

Os nossos encontros ao sítio do casal, ali nas Pacas, quando realizávamos as festas juninas da Pastoral. Eram muito divertidas, mas nos bastidores Seu Zé e Dona Naná evitaram algumas brigas e outras confusões. Sem contar aqueles bebuns que não queiram ir embora nunca. Quantas coisas que nós fizemos Seu Zé e Dona Naná passarem. Mas tinham um coração tão grande e tão em paz, que para eles tudo era festa. Nunca os vi de caras fechadas, com o semblante triste. Sempre sorridentes, sempre amigos e dispostos a dar um conselho para o que fosse preciso. Dona Naná, mais líder, no Comando. E Seu Zé Úrsula na retaguarda, mas sábio e sempre apoiando a companheira. Juntos, eram uma força extrema, de uma fé incomum e de uma grandeza e generosidade irreparáveis. Católicos apostólicos romanos na concepção da palavra, sempre praticando, como deve ser.

Pois é, mas a vida é assim. E não poderia deixar de falar na recepção que sempre nos deram, para eu e Carla, em sua residência em João Monlevade ou na casa de praia, em Nova Viçosa, no sul da Bahia. Quantos almoços Seu Zé Úrsula e Dona Naná prepararam pra gente! O torresmo com angu, a mostarda, o feijão, aquela carne de panela e a canjibrina sempre presente. E a latinha de Brahma, nos aguardando, sempre geladinha, no ponto. Isto não tem preço. Esta amizade boa e mesmo que ficássemos ficasse algum tempo o encontrar, havia uma cumplicidade muito boa entre nós, e era ótimo quando o via nas ruas de Carneirinhos, próximo à loja deles. E o respeito e a liberdade que tínhamos um com o outro. Não esquecerei de nossos momentos, de sua carinha boa, contando seus causos e suas experiências de vida. E andando na praia de Nova Viçosa, um lugar abençoado que o senhor amava tanto. Que lhe fazia tão bem!

Vá em Paz, Seu Zé! E fique bem, Dona Naná, eu e Carla te amamos muito! Deus lhe dê força.

Eis o casal! Nossa Homenagem!

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Vá em Paz, Sr. Zé Úrsula!

20 de agosto de 2017

Com muita tristeza que comunico o falecimento do Sr. José Úrsula Gomes, 84 anos, esposo de Dona Naná, da “Casa São José”. Sr. Zé Úrsula encontrava-se internado há algumas semanas em um Hospital de Belo Horizonte, onde havia passado por cirurgias. Estava há dias na UTI e veio falecer neste domingo. Ainda não há mais informações sobre o ocorrido.

Sr. Zé Úrsula deixa a esposa, três filhos e cinco netos, e toda uma vida ligada à Igreja Católica, principalmente à Pastoral Familiar, onde o casal prestava um grande trabalho e dedicou parte de sua vida. Ironicamente, ele vem falecer justamente no dia que a Igreja Católica que se encerra a Semana da Família. E na Missa deste domingo, das 19 horas, na Igreja Sagrado Coração de Jesus (Igreja Nova de Carneirinhos), quem estará cantando será justamente o Coral da Sagrada Família da Pastoral Familiar, cujo espaço da regente hoje certamente estará vago, que é ocupado por Dona Naná Gomes.

Deus dê muita força à Dona Naná,aos filhos Júlio, José Geraldo e Jairo, às noras, netos, familiares e amigos. Vá em Paz, Seu Zé, esta grande figura humana e que deixará muita saudade!

Nas fotos, dois momentos do Sr. Zé Úrsula, em fotos que registrei, com a esposa, filhos, netos e noras. Em Família, como sempre foi. Um Pai e esposo exemplar.

E aí? Qual estrada tomar?

18 de agosto de 2017

Não sei dizer o que queria dizer neste instante. Permaneço indefeso em minhas decisões. Quanto mais me sinto livre, menos me sinto capacitado para agir em certas situações. Este mundo que escolhi continua incerto, assim com os outros mundos. A certeza do que somos parece não chegar ao ápice. Sempre dúvidas com relação a que rumo tomar, em que estrada seguir. Ao Criador pertence a nossa sina, mesmo que façamos planos. E assim vamos vivendo e aprendendo o quanto pequenino somos!

Foto: Marcelo Melo

Coral Monlevade em Lavras Novas!

15 de agosto de 2017

Nossa história foi mais bonita do que a de Robinson Crusoé!

26 de julho de 2017

Hoje meio amanheci de banzo, com saudade de minha infância/adolescência, vivida em minha terra-natal. Das peladas no “Campin Pereira”, dos torneios no Social Clube, das missas e paqueras infantis no Palanque da Vila Tanque, Do guarda-pó verde que usávamos nas aulas práticas no Polivalente e das brincadeiras no quintal da casa de Seu Armindo, virando o quarteirão entre a 25 e a Contorno. Dos piques de esconder, dos jogos de queimada, de apagar os relógios das casas e bater o portão, e depois sair correndo. De jogar bombinha na casa do saudoso “Chico Preto” e sair gritando “Chico Preto, pega ladrão”!

Saudade de jogar bolinha de gude, soltar papagaio na manivela, jogar finca, passa-anel e ganhar um beijo da menina por quem estávamos apaixonados. Das calças curtas e das merendas que levávamos para o Eugênia Scharlé durante o Grupo Escolar. De andar de bicicleta e de carrinhos de rolimã, descendo em disparada pela Avenida Aeroporto. De tirar dinheiro de nossos pais e ir comer coxinha e beber guaraná no Bar Alvorada. De ficar espiando os jogadores de sinuca no Bar do Alonso e jogar bola debaixo da chuva.

Saudade do tempo que não volta, mas que fez parte de nossa bela história, mais bonita que a história de Robinson Crusoé!

Saudoso “Bar do Alonso”, ali na Vila Tanque

Os Canalhas permanecem no poder!

25 de julho de 2017

Bom dia! Mas, já de manhã uma reportagem que foi ao ar hoje no “Bom Dia Brasil” nos deixa chocados, indignados e revoltados. Famílias inteiras de pais e mães desempregados, na mais triste situação de miséria. Volta a fome com crianças sofrendo na pele a falta de comida. Isto neste rico país chamado Brasil, mas que faz o seu povo cada vez mais pobre, em razão dos bandidos que comandam esta Nação e que roubaram o dinheiro que iria para a educação, a saúde, a segurança pública, o transporte coletivo, a infra-estrutura, para a merenda escolar etc. Ladrões, corruptos, que continuam no poder, cada dia mais sugando o suor de cada um de nós, e chupando de nosso sangue.

E continuamos a votar nos bandidos, neste canalhas!

Vá em Paz, Padre Ilídio!

18 de julho de 2017

A Diocese de Itabira-Cel. Fabriciano, na pessoa de seu Bispo Diocesano, Dom Marco Aurélio Gubiotti, se solidariza com familiares e amigos do Pe Ilídio Hemetrio Quintão (foto), que faleceu nesta manhã de terça-feira, 18 de julho, aos 96 anos, no Hospital Nossa Senhora das Dores, em Itabira, onde estava internado há alguns dias.

Pe Ilídio Hemetrio Quintão nasceu aos 10 de agosto de 1920, foi ordenado presbítero no dia 08 de dezembro de 1945, dia da Imaculada Conceição. Era
Pároco Emérito da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, Itabira, onde trabalhou por muitos anos. 9

Ele foi um grande sacerdote, pastor, profeta e missionário, e atuou por vários anos em João Monlevade, onde foi Capelão por anos na Capela do Hospital Margarida.

Elevemos nossas preces a Deus para que Ele conforte o coração dos seus familiares, amigos e de todo o clero. Que em sua infinita bondade e misericórdia o Senhor o acolha em seus braços
e lhe dê a recompensa pelo ministério que ele viveu em favor do povo de Deus.

Em breve, informações sobre o velório e sepultamento.

Pe Ueliton Neves da Silva
Assessor Diocesano de Comunicação

O Brazil da Vergonha ou da falta dela!

14 de julho de 2017

Mais um ato de indignação. Ver o presidente Michel Temer gastar milhões do dinheiro público para comprar votos na CCJ, e se se manter no poder. O que se viu ontem foi um circo cujos protagonistas foram deputados corruptos, sem qualquer compromisso com o povo brasileiro e com a Nação. Asco destes políticos. Cada dia mais enojado deste Congresso Nacional cuja cara é da falta de vergonha. Lixo parido nas coxas, enquanto nós, trabalhadores, continuamos à mercê de bandidos de todos os lados. De canalhas travestidos de gente. De todos os lados, de todos os partidos, da situação e da oposição, tudo lixo.

5 de Julho!

5 de julho de 2017

Era uma sexta-feira. Pouco menos gelada do que esta quarta-feira, mas também bem fria. Dia 5 de julho de 2013. Exatamente o dia em que eu resolvi deixar minha terra-natal e passar uma pequena temporada fora dela. Para meus filhos, Ícaro e Arthur, uma grande surpresa. – “Pai deixando João Monlevade. Um lugar que ele tanto ama”! Disseram. E também minha esposa, Carla, não entendeu muito bem aquela minha atitude um tanto radical. Mas respeitou. E também seria por pouco tempo, 4 ou 5 meses no máximo. Apenas o tempo para terminar de escrever minha história, o Livro “A Saga: Memórias de um Jornalista do Interior”, quando fazia um relato de meus 30 anos atuando como jornalista e a história da imprensa em João Monlevade durante essas três décadas. Assim que estivesse no forno, eu regressaria à minha terra-natal. Consegui alugar uma casa de “Porteira Fechada”, trazendo apenas alguns móveis – como o meu Escritório – meu PC, meu 3 X 1 para tocar meus vinis e minha TV. E cá cheguei, cuja mudança veio sobre uma “Carretinha” puxada pela camionete do meu amigo e ex-concunhado Adelmo Padilha, direto do Bairro Belmonte, em Monlevade, para Lavras Novas, distrito de Ouro Preto. Cheguei no início da tarde daquele sexta-feira, 5 de julho de 2013!

E, mesmo com meu jeito despojado e extrovertido, confesso que não foi fácil deparar com todas aquelas pessoas desconhecidas e um lugar estranho. Conhecia Lavras Novas como turista, desde 2003. Mas para morar, mesmo que fosse por pouco tempo, já era uma grande distância. À noite o frio veio pra valer. Pegou mesmo! Mas resolvi dar uma saída e tomar uma no “Bar do Claudinho”, a quem conhecia o ponto e seu dono. Cara simpático, sempre sorridente. E ponto dos nativos. Ainda meio acanhado, em uma mesa do canto, apenas observando a tudo e a todos. Chegando em casa foi duro ter de encarar um banho. Lembro-me que batia o queixo sob as cobertas naquela cama estranha e onde eu passaria minha primeira noite. Só e solitário. Sozinho e em meio à dúvida, à incerteza se tinha tomando a decisão acertada. Longe de minha casa, de meu solo, de minha amada, de meus filhos, de minha família e dos meus amigos. Longe do meu Habitat. Adormeci e acordei no sábado. E porque aquele dia era sábado, uma vida nova à frente. Vamos encará-la!

Teclado às mãos e monitor à frente. Vamos trabalhar porque o Livro tinha de sair. E ali começava a terminar a minha Saga, o meu Projeto Literário. Mas a minha vida em Lavras Novas estaria só começando. Vim para ficar 4 ou 5 meses. Mas, numa manhã de outro sábado, desço uma rua e paro em uma bica, de água nascente de mina. Conhecida como “Fonte Grande”. E ali bebi daquela água cristalina, pura e fria. Horas depois dou uma parada em frente à casa do Sr. Antônio Marins, popular “Chicletes”, sanfoneiro do lugar. Nas manhãs de sábado e domingo ele costuma se assentar em sua Varanda e, de posse da sanfona, tocar maravilhas com seu instrumento. E ali parei e tiramos um dedo de prosa. Quando disse que havia bebido da água daquela mina, ele retrucou: – “Marcelo, quem bebe da água da Fonte Grande não sai mais de Lavras Novas. Viu”? E abriu aquele sorriso, como quem dizia: – vai ficar por aqui agora (rs). E parece não ter dado outra. Hoje, 4 anos de Lavras Novas.

E aqui estou, mesmo que a solidão às vezes bata e me machuque e a saudade corte como aço de “navaia”, feliz. Mesmo porque me renovei neste lugar de pouco mais de 1.300 habitantes e que se enche de turistas nos finais de semana. De uma cultura rica e de um povo ímpar. Simples, mas sábio. E aqui me encontrei promovendo eventos, fazendo o que sempre gostei, de agregar pessoas e juntar as diversas culturas. Fazer arte pela Gastronomia, pela Música, pela manutenção das raízes. Saí de meu Habitat para aprender novos movimentos, conhecer novas pessoas, fazer novos amigos e me encontrar mais em Deus, no Criador. Sai de João Monlevade porque era meu destino; tinha de acontecer para subir mais montanhas e conhecer mais as Geraes. Para continuar sendo este eterno aprendiz! Amém!

No mais, como diz aquela Música do Milton e do Brant, “Encontros e Despedidas”, sou um privilegiado. Afinal, “me dê um abraço, venha me apertar. Tô chegando. Coisa que gosto é poder partir sem ter planos; melhor ainda é poder voltar quando eu quero”…

 

A Pedra na entrada da Serrinha: Um símbolo para quem chega ou sai de Lavras Novas (Foto: Marcelo Melo, exposta durante a “I Exposição de Fotografias que o distrito já teve, realizada em dezembro de 2014))

Brazil das Impurezas!

1 de julho de 2017

Brazil das impurezas. Enquanto mais de 13 milhões de trabalhadores desempregados procuram o sustento, bandidos como Temer continua presidente da República Federativa do Brasil, Aécio Neves retorna ao Senado e Lula continua fora da prisão. Que zona é esta, senhores juízes do Supremo Tribunal Federal? Bando de cagões!