Novo Projeto!

11 de novembro de 2017

Na última quarta-feira dei início a uma pesquisa em meus arquivos de fotografias, sobre os eventos que realizamos aqui em Lavras Novas, desde que aqui chegamos, em 5 de julho de 2013. Vim para ficar uns 5 meses, terminar minha Obra Literária, e já me aproximo de 4 anos e meio de morada neste distrito maravilhoso. E, como Deus me prestou a uma Missão – porque não cheguei aqui por um acaso -, resolvi desenvolvê-la junto à Comunidade e, graças a Ele, conseguimos plantar alguma semente neste fértil terreno. De gente boa e hospitaleira, e um lugar mágico.

Consegui abrir uma Pasta dos eventos e, modéstia à parte, não são poucas. Foi difícil fazer uma seleção. E agora partir para um novo Projeto, que é o de registrar tudo isto em um Livro de Memórias desta bela Lavras Novas e do seu povo. Das histórias, dos causos, das crendices, da fé e da devoção em Nossa Senhora dos Prazeres. E que Ela no abençoe e Deus nos dê saúde e inteligência para tornar este sonho realidade. Amém!

Apresentação da Corporação Musical Guarani, de João Monlevade, em Lavras Novas. Abril de 2016, ao lado da Igreja Nossa Senhora dos Prazeres

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Câmara de Monlevade concede diploma de Honra ao Mérito a voluntário do Sevor

9 de novembro de 2017

Na noite de ontem, 8, a Câmara Municipal de João Monlevade homenageou com o diploma de Honra ao Mérito o voluntário Carlos Clemente Teixeira. A honraria foi concedida pelo vereador Belmar Diniz (PT) diante os relevantes serviços voluntários e sociais prestados por Clemente em prol da população monlevadense e também da região do Médio Piracicaba. Clemente é técnico em Enfermagem e ingressou como voluntário no 45º Grupo de Escoteiros de João Monlevade em 1991. Clemente também já atuou na Cruz Vermelha onde participou de diversas ações sociais. Em 2001, foi um dos fundadores do Serviço Voluntário de Resgate (Sevor), grupo do qual é voluntário até hoje. Clemente ainda participa do Grupo Amigo Solidário, que promove a arrecadação de roupas, cestas básicas e brinquedos para serem doados a famílias carentes.

Em seu discurso, Clemente disse estar feliz em receber a homenagem. “Gostaria de agradecer à Câmara e ao vereador Belmar por me proporcionarem esse momento. Agradeço também à minha família, aos companheiros do Sevor, dos Escoteiros e do Grupo Amigo Solidário. Quero continuar ajudando o próximo enquanto Deus assim me permitir”, declarou. Autor da homenagem, o vereador Belmar Diniz parabenizou Clemente por seu trabalho e destacou seu compromisso com o próximo. “Sua simplicidade e a vontade de sempre querer ajudar quem necessita é algo que nos comove. Que Deus possa continuar lhe abençoando para que você continue ajudando ainda mais pessoas”, afirmou.

Vereadores e o homenageado

Foto: Cíntia Araújo/Acom CMJM

Ninguém é Substituível!

9 de novembro de 2017

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores…
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: “Ninguém é insubstituível”!
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.
De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
– Alguma pergunta?
– Tenho sim.
E Beethoven?
– Como? – o encara o diretor confuso.
– O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…

O funcionário fala então:
– Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, mas no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico?

O rapaz fez uma pausa e continuou:
– Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis.
Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus erros ou deficiências?
Nova pausa e prosseguiu:
– Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN era SURDO, se PICASSO era INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Divagando o assunto, o rapaz continuava.
– Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de técnico de futebol, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas, ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola, ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.

Nunca me esqueço quando o Zacarias dos Trapalhões ‘foi pra outra morada’…
Dedé, ao iniciar o programa seguinte, entrou em cena e falou mais ou menos assim: “Estamos todos muito tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos: .…NINGUÉM, pois nosso Zaca é insubstituível!
O silêncio foi total!

Conclusão:

Nunca esqueça: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO!
Pergunte à sua esposa, seus filhos e amigos se o substituiriam.
Com toda certeza Ninguém te SUBSTITUIRÁ!

Uma boa semana , amigo INSUBSTITUÍVEl! Ninguém é Substituível!

(Autor Desconhecido)

Hora de me readaptar!

5 de novembro de 2017

Domingo e eu aqui de frente para a tela deste Computador. Decidido a tomar uma decisão difícil, mas decidido. Convicto de que chegou o momento. É a hora e somente eu posso tomar esta decisão. Ninguém mais. Pedi muito a Deus para ajudar nesta escolha, que nem sei se será a acertada. Mas está feita e Ele me mostrou o caminho. Da mesma forma que ocorreu alguns anos atrás, é o momento de não parar no tempo, porque creio que fui para cumprir um missão. E a cumpri, da melhor forma que pude. E um aprendizado e uma experiência que não têm preço. Entendi que não precisa de muito para ser feliz, mas sim de pessoas que fazem a diferença, como este lugar me mostrou. De fé e de esperança sempre.

A vida é feita de escolhas, de opções. E assim como tem a hora de ir, tem o momento de chegar. Terei novamente de me adaptar. E, como diz aquela música do “Titãs”, “eu não caibo mais nas roupas que eu cabia. Eu não tenho mais a cara que eu tinha. No espelho esta cara não é minha. E quando me toquei achei tão estranho. A minha barba estava deste tamanho”…

Mas conseguiremos nos readaptar!

Lavras Novas: Sucesso o Festival da Gastronomia das Doninhas!

17 de outubro de 2017

Há 4 anos e 3 meses saí de Monlevade, vindo parar nesta maravilhosa e mágica Lavras Novas, distrito de Ouro Preto. Não por acaso, porque Deus mostrou-me o caminho. E aqui minha veia cultural brotou mais forte e desde 2014 realizamos eventos no lugar, priorizando sempre a Gastronomia e valorizando as pessoas da Comunidade. Amo minha João Monlevade, e posso retornar a ela sem muita demora e a tiracolo com o nosso projeto, o “Morro do Geo”. Mas aqui em lavras Novas minha história se viu valorizada e consegui reunir o útil ao agradável, fazendo o que gosto em um lugar de um potencial turístico invejoso. Não ganhei dinheiro, mas está dando para sobreviver. E, mesmo que a solidão aperte algumas vezes, estou feliz. Um povo simples, porém culto, e sábio. Como em todo o lugar, há seus problemas, mas aqui se respira um ar mais suave, onde a união sempre fez a força.

Pois bem, mas realizamos mais um evento culinário neste final de semana, a II Edição do “Festival da Gastronomia das Doninhas de Lavras Novas”, que foi um sucesso. Graças ao criador e à Comunidade. Abaixo, algumas fotos, feitas por mim e pela minha esposa, Carla Santos.

1 milhão de Visualizações

15 de setembro de 2017

Criado em novembro do ano de 2008, o nosso Blog alcançou esta semana mais de 1 milhão de visualizações. Mesmo tendo me mudado de João Monlevade em 2013, continuamos postando informações sobre a nossa cidade.

Quero aqui agradecer a vocês leitores e em especial àqueles sempre fiéis. Continuamos daqui de Lavras Novas ou de qualquer canto deste Brazilis, até que Deus nos dê saúde, informando e dando a nossa opinião.

Aqui se foi um grande Amigo! “Louiz do Cavaco”

15 de setembro de 2017

Hoje deu saudade deste velho amigo. Do único Louiz que conheci. Do Louiz Bonifácio de Oliveira, o “Luiz do Cavaco”, que na foto abaixo aparece com a nossa diretora do Polivalente, Thaís Silva e da bibliotecária Lídia Helena, recebendo um livro. Ali vários colegas da Escola Polivalente de João Monlevade, que festejavam o término de uma gincana estudantil e da qual saiu vencedora a “Equipe Pantera”. Outras duas equipes que participaram foram a “Patota” e a “Equipe do Barulho”. Foi o único momento que fiquei de fora durante os 3 anos que estudei naquele mágico estabelecimento de ensino. Havia entrado em uma “greve de fome”, literalmente falando. 3 meses a água, leite e laranja. Coisas de um rebelde sem causa. Foi um período meio doido em minha vida e lamento pelos meus meus pais, que tiveram de aguentar uma barra. Tinha 13 anos de idade. Mas sobrevivi, graças a Deus e aos meus pais.

Mas, voltando a falar do amigo Louiz, que faleceu no dia 1º de agosto de 1993, naquele fatídico acidente na BR-381 (na época conhecida como BR-262), em uma curva próximo “Cascata Lanches”. Ele ia em um ônibus da Gontijo, de Monlevade para BH. Havia embarcado no Posto Cinco Estrelas, por volta de 22 horas. Domingo, final de férias e o ônibus com passageiros em pé. Menos de 10 Kms depois o acidente, após o motorista cair com o veículo na canaleta. Mais de 20 vítimas fatais. Um dia para ser esquecido diante da tragédia.

E lá estava o meu amigo. E eu, como repórter policial naquela época, recebi a notícia em 1ª mão, dentro da Delegacia. Foi-se prematuramente. E todos nós, seus amigos Polivalentes, seus amigos do samba, seus amigos dos tempos de República, onde convivemos por alguns anos ali na Gameleira e Nova Suiça, nas famosas “Bitacas” – apelido que dávamos na época às repúblicas de estudantes -, sentimos muito a sua partida. Um cara do bem, sempre sorrindo. Tocando seu cavaquinho, fomos parceiros em alguns festivais de canção. Fiz algumas letras para ele musicar. “José, José, carpinta pedra, cana corta sua sede, cerca atalha o seu caminho. Não, não está sozinho”… Lembra desta “Negão”? Bateu Sodade forte agora!

Mas a vida é isto aí. Cada um vai no seu tempo. Deus quem comanda a Nau. E um dia, quem sabe, não voltamos a nos encontrar!

Presidente Djalma Bastos se reúne com o diretor do DAE

24 de agosto de 2017

Na manhã de ontem, 22, o presidente da Câmara, vereador Djalma Bastos (PSD), recebeu em seu gabinete o diretor geral do Departamento de Águas e Esgoto (DAE), Cleres Roberto de Souza. Na oportunidade, Cleres comentou sobre a insatisfação apresentada por alguns vereadores na última reunião ordinária referente à decisão do departamento de que as demandas dos parlamentares sejam feitas por meio de ofício.

Os vereadores criticaram a postura do DAE dizendo que essa atitude tende a diminuir a fiscalização dos edis com relação a problemas relacionados ao departamento como falta de água, rede de esgoto estourada, rede pluvial danificada, entre outros.

Segundo Cleres, a medida adotada pelo DAE não visa coibir o trabalho de fiscalização dos vereadores, mas estabelecer critérios que permitam à autarquia se organizar de forma adequada para atender às solicitações apresentadas pelos vereadores. “Atualmente, a demanda de serviço tem sido grande. Diante disso, pedimos aos vereadores que enviassem ofício ao DAE sempre que precisassem de alguma informação ou visitar alguma obra específica apenas para nos programar previamente e conseguirmos atender a todos de forma igualitária”, explicou.

O presidente Djalma Bastos disse entender a postura do DAE já que o objetivo da medida é dinamizar os serviços realizados pelo departamento. “Vou repassar a informação aos vereadores e, caso seja necessário, vamos marcar uma reunião para esclarecer outras dúvidas quanto ao fato”, declarou.

O Presidente da Câmara em reunião com o diretor do DAE

(Foto: Maria tereza)

Para um Amigo, um Velho conhecido!

23 de agosto de 2017

Além da saúde e da paz, e do convívio com os nossos filhos, nossa esposa, a família e os amigos, Deus nos reserva algumas coisas que não têm preço. Quando fazemos algo de positivo, e produtivo, sem esperar retorno – nem material e nem espiritual -, acabamos sendo surpreendidos com um carinho, seja em palavras ou em gestos, tão generosos, que as mãos do Criador nos tocam profundamente. Nas coisas simples. E eu, de um temperamento às vezes, vamos dizer, até agressivo, de estopim curto e nervos sempre à flor da pele, acabo entendendo que muito melhor é viver em harmonia.

E no dia de ontem, para comprovar ainda mais esta teoria de que viver bem é o melhor remédio para o corpo e para a alma, recebi um e-mail de um velho amigo, o caro Juventino Formiga. residente ali na querida Vila Tanque. Ele esteve aqui em Lavras Novas no último sábado, acompanhando o Coral Monlevade, do qual é um dos integrantes da Velha Guarda. E, assim como todo o grupo, encantou-se com o lugar e com os nativos, que encheram a Igreja Nossa Senhora dos Prazeres para ouví-los. Houve uma reciprocidade, uma harmonia tão intensa e forte entre os membros do Coral e a plateia, durante o Concerto, uma empatia, que só poderia ser coisa de Deus.

E o Juventino Formiga mandou-se um e-mail, nesta terça-feira, diria, um documento, que soou como canção de ninar. Uma coisa tão bonita e escrita com a alma, emocionante. Senti no dever de dividir esta alegria e de público agradecer ao amigo. Muito obrigado, cara! Suas palavras me fizeram ver o quanto é importante procurar fazer as coisas sem buscar retorno. Já penei muito por isto e, à medida que vamos nos amadurecendo, aprendemos que tudo que plantamos vale a pena, mesmo que seja uma semente pequenina. Desde que façamos algo por prazer e com amor!

O Coral Monlevade, sob a regência do Maestro Luciano Lima, apresentou-se no sábado último, dia 19, na Igreja Nossa Senhora dos Prazeres, em Lavras Novas, distrito de Ouro Preto (MG)

Foto: Marcelo Melo.

Para Seu Zé e Dona Naná!

21 de agosto de 2017

Resolvi fazer uma crônica. Um texto. Não poderia passar batido sem fazer uma homenagem, mesmo que póstuma, ao já saudoso Sr. José Úrsula Gomes, ou simplesmente “Seu Zé”. Ou “Zé Úrsula”!

Caramba, mas esta pessoa, juntamente com sua esposa, Dona Naná, da “Casa São José Modas”, era muito especial e o casal tinha um carinho tão especial para comigo, que parecia gente da família. E era, de uma forma ou de outra. Desde os tempos do meu 1º casamento, com Marilene, no convívio e um tratamento tão amoroso com os nossos filhos Ícaro e Arthur, dos tempos que frequentávamos a Pastoral Familiar, e depois deu continuidade após meu casamento com Carla, com quem Dona Naná e Seu Zé sempre tiveram um enorme vínculo, ligados à Igreja e à Pastoral. Uma amizade que já era antiga!

Pois bem, e desde sua enfermidade, as orações pela saúde deste grande homem, esposo e pai exemplar, amigo, foram intensas. Mas Deus preferiu assim, e tinha de ser em um domingo, um dia especial, quando se encerrava a Semana da Família, para uma pessoa que viveu em função de sua Família e trabalhou durante anos junto à inseparável esposa e companheira, Dona Naná, por tantas outras famílias. Seu Zé Úrsula, com certeza, terá um lugar cativo bem pertinho do Pai.

Muitas Histórias

Pois é, mas vivemos muitas boas histórias com seu Zé e Dona Naná, e sua família. Durante os encontros de Revisão Matrimonial, quando trabalhamos juntos. Nas viagens ao retiros espirituais em Igarapé, junto aos membros da Pastoral Familiar, quando eu, Letinho, o saudoso Xandico, Kubu, Valseque, Rubinho Leitão e outros deixávamos o casal em alerta contra as Vodkas que levávamos para tomar às escondidas, durante o Retiro (rs). Ele, mais manso, tentando amenizar o problema, e Dona Naná, mais severa, puxando nossas orelhas. Tentando nos proteger do Padre Helder, que era o nosso líder espiritual naqueles momentos tão abençoados.

Os nossos encontros ao sítio do casal, ali nas Pacas, quando realizávamos as festas juninas da Pastoral. Eram muito divertidas, mas nos bastidores Seu Zé e Dona Naná evitaram algumas brigas e outras confusões. Sem contar aqueles bebuns que não queiram ir embora nunca. Quantas coisas que nós fizemos Seu Zé e Dona Naná passarem. Mas tinham um coração tão grande e tão em paz, que para eles tudo era festa. Nunca os vi de caras fechadas, com o semblante triste. Sempre sorridentes, sempre amigos e dispostos a dar um conselho para o que fosse preciso. Dona Naná, mais líder, no Comando. E Seu Zé Úrsula na retaguarda, mas sábio e sempre apoiando a companheira. Juntos, eram uma força extrema, de uma fé incomum e de uma grandeza e generosidade irreparáveis. Católicos apostólicos romanos na concepção da palavra, sempre praticando, como deve ser.

Pois é, mas a vida é assim. E não poderia deixar de falar na recepção que sempre nos deram, para eu e Carla, em sua residência em João Monlevade ou na casa de praia, em Nova Viçosa, no sul da Bahia. Quantos almoços Seu Zé Úrsula e Dona Naná prepararam pra gente! O torresmo com angu, a mostarda, o feijão, aquela carne de panela e a canjibrina sempre presente. E a latinha de Brahma, nos aguardando, sempre geladinha, no ponto. Isto não tem preço. Esta amizade boa e mesmo que ficássemos ficasse algum tempo o encontrar, havia uma cumplicidade muito boa entre nós, e era ótimo quando o via nas ruas de Carneirinhos, próximo à loja deles. E o respeito e a liberdade que tínhamos um com o outro. Não esquecerei de nossos momentos, de sua carinha boa, contando seus causos e suas experiências de vida. E andando na praia de Nova Viçosa, um lugar abençoado que o senhor amava tanto. Que lhe fazia tão bem!

Vá em Paz, Seu Zé! E fique bem, Dona Naná, eu e Carla te amamos muito! Deus lhe dê força.

Eis o casal! Nossa Homenagem!